Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 13

    Capítulo 12

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Boa leitura.....

    Soltou minha mão no meu colo novamente e seguimos em um silêncio cheio de luxúria e necessidade. Precisava desse homem agora como o ar que estava tentando inspirar para aliviar meus pulmões.

    Para me acalmar, comi o meu lanche e bebi o suco. Aproveitei e enviei uma mensagem para todos da minha família, dizendo que ia participar do corujão na lan house com Caio. Uma mentirinha, apenas por questão de liberdade de ir e vir. Meu pai, principalmente, não gostava das minhas idas ao corujão, mas depois de nossa última discussão, onde mostrei que nada além de jogos de computador acontece lá, não criticou mais.

    Tentei fazer o mínimo de sujeira ao me fartar do alimento e quando pensei que estava demorando demais nossa chegada, uma enorme casa, com um enorme portão apareceram em minha frente.

    Retirando o controle remoto de um porta-treco do seu lado do carro, Sesshomaru abre o portão eletrônico e entramos em uma residência que mais se parecia com um palácio de tão grande.

    Um, dois, três... eram mais de vinte janelas contadas do primeiro e segundo andar. Só de pensar em limpar já dava câimbras nas minhas pernas e braços.

    — A esposa do meu pai se chama Mirsol e sua filha... — parou um momento, lembrando-se de alguma coisa. — Na verdade, minha irmã, se chama Sofia. A senhora mais velha é Rita, não se preocupe se falar com você em italiano, ela fala português, mas esquece que nem todos a entendem.

    — Tudo bem. — Coloco os dois sacos no chão do carro e solto meu cinto ao mesmo tempo em que Sesshomaru sai do carro e corre para o meu lado, e abre a porta para mim.

    Ajuda-me a sair e assim que a porta se fecha atrás de mim, ele me pressiona na lataria, seu corpo se molda ao meu e sua boca invade a minha. Estava agoniada por ter sabor de lanche e não algo mais saboroso como meus chocolates italiano. A língua dele era voraz e fazia eu me sentir ousada.

    Parecíamos dois namorados dando um último beijo antes de entrar na casa da família. Ele me fazia esquecer que eu era a funcionária beijando o dono da empresa. Perdia-me entre os sentimentos carinhosos que trocávamos entre nossos lábios e saliva. Não havia classe social ou hierárquica. Nos braços dele, era apenas Rin e Sesshomaru.

    — Quel bene che è arrivato, ( Que bom chegou ) Sesshomaru. — Uma senhora afoita interrompe nossa interação e corre em nossa direção, despejando palavras em italiano que apenas ele entendia.

    Identifiquei a senhora como Rita. Ela era alta, larga e gesticulava muito com os braços. Seu tom de voz era alto e parecia que estava brigando com Sesshomaru, se não fosse a serenidade dele em responder suas perguntas. Com o cabelo branco preso em um coque bem apertado, a senhora tinha marcas de expressão no rosto que denotavam o quanto trabalhou sob o sol.

    — Vamos! — Tirando-me da minha avaliação de Rita, com sua mão em minhas costas, Sesshomaru me levou até ela e nos apresentou. — Rita, está é Rin e ela não fala italiano.

    — Muito prazer... — estendi minha mão, mas foi descartada qualquer cordialidade quando me puxou para um abraço, alguns tapinhas nas costas, outras palavras em italiano e um olhar para Sesshomaru.

    — Vá ver sua sorella, Sesshomaru.

    Ela nos deixará loucas antes de ir ao médico! — Solta-me e o carrega para dentro da casa pelo braço. Sigo seu caminho alguns passos atrás, um pouco deslocada por não saber com que tipo de formalidade seguir.

    Foi um choque assim que atravessei a porta de entrada e me deparei com móveis brancos, limpeza e luxo. Muito esplendor para pouco conhecimento em riqueza. Mais uma vez me lembrei do quão rústica e nem um pouco preocupada em regras de etiqueta minha família é.

    Deslocada, fiquei parada perto da porta de entrada, enquanto Rita e Sesshomaru seguiram para dentro da casa em algum lugar.

    Olhei para os lados, coloquei minhas mãos para trás e suspirei. Droga, bendita hora que me ofereci para vir falar com sua irmã. Esqueci completamente que esse homem veio de berço de ouro. Fiquei encarando minhas sapatilhas e canelas expostas.

    Esse era o máximo de tempo que havia ficado com uma saia na minha vida toda.

    — Mia bella? — Olho para cima e vejo meu homem do outro lado do cômodo, perto de uma porta, estendendo a mão. E com esse tipo de atitude e tratamento, consigo, mesmo que por poucos segundos, me sentir integrada a esse local. — Venha!

    Respirando fundo, segui até onde estava e coloquei minha mão na dele. Apertei, porque a imponência desse local estava me deixado insegura e precisava de um pouco de apoio, algo que Sesshomaru estava proporcionando sem se dar conta.

    Seguimos por um corredor aos sons de gritos e choros femininos. Rita e outra senhora, provavelmente Mirsol, estavam paradas na porta com pose de derrotadas.

    Assim que nos aproximamos o suficiente para sermos notados, Mirsol se afastou da porta e olhou para Sesshoomaru com um misto de raiva e impotência.

    — Espero que saiba o que está fazendo, expondo nossos problemas para alguém de fora da família. — Sem esperar resposta, seguiu seu caminho enquanto eu senti meu coração apertar. Droga! Será que me voluntariar foi um erro?

    Os gritos cessaram e só o choro sofrido da adolescente preenchia o silêncio constrangedor que se instaurou.

    — Não se preocupe, bambina ( criança ) essa é uma mãe desesperada falando. Vão, sigam direto para a bestia (Fera) cheia de hormônios. — Empurrando-nos para dentro do quarto com cuidado, entrei primeiro e olhei a bagunça que o cômodo chique e aconchegante estava.

    A primeira palavra que veio a minha cabeça foi mimada, por causa dos pôsteres de banda adolescente, cantores e atores colados da parede. Além de um mural cheio de fotos dela em vários pontos turísticos do mundo, em várias idades. Em algumas viagens estava sozinha, outras com a mãe e com Sesshomaru Leon pai, que nada se assemelhava a Sesshomaru filho, para meu alívio.

    — O que essa garota está fazendo aqui? Veio me apresentar alguém para transar? — Desfocando minha atenção do cômodo e encarando a menina, que com tão pouca idade falava sobre assuntos tão adultos.

    (  Nota autor : Criatura divina XD não se assuste com personagens acredite eu já criei  piores além dessa “Sofia” ee..... tem Karina “Amor inesquecível” )

    Com roupas folgadas e escuras, quase tive um déjà vu e me vi na menina antes de começar a trabalhar para Supermercados Star. Os cabelos castanhos claros, quase loiros amarrados em um rabo de cavalo assemelhava aos meus atuais. Não havia nenhum resquício de feminilidade nela e se não fosse pela unha feita de cor preta, poderia ser confundida com um menino.

    — Sofia, essa é Rin. — Ignorando as palavras despudoradas, sorri para a menina, soltei-me de Sesshomaru e estendi minha mão enquanto caminhava alguns passos até chegar perto dela.

    — Olá, Sofia. — Bem amigável, cheguei próxima o suficiente para que apertasse minha mãe. Poucos segundos depois, ao invés de me cumprimentar, a menina pulou em cima de mim, envolveu seus braços no meu pescoço e me beijou de boca fechada.

    Estava atordoada que acabei apenas arregalando os olhos em vez de afastá-la de mim. Sesshomaru interveio antes que o constrangimento ficasse maior. Pegou pela cintura uma Sofia revoltada, esperneando e gritando.

    Bem, isso era um caso para uma intervenção especializada. É muito mais do que uma mera crise existencial de adolescente. Toquei meus lábios com minha mão e arregalei meus olhos quando a música da Katty Parry veio na minha mente: “I kiss the girl...”

    Em Italiano, os dois começaram a discutir aos gritos. Nunca havia visto Sesshomaru tão bravo e descontrolado. Havia jogado a menina na cama e pairado sobre ela de pé, gesticulando. Pouco tempo depois, a menina se encolheu em uma bolha e começou a chorar, muito mais descontrolada do que quando entramos dentro do quarto.

    — O que você disse a ela? — Aproximei-me de Sesshomaru e tentei falar o mais baixo possível, porém, de forma que entendesse e não chamasse atenção da garota.

    Com seus olhos em fúria, ao som dos choros sofridos de Sofia, respondeu-me:

    — Que passou de todos os limites quando beijou minha mulher. Nada justifica desrespeitar uma pessoa, sendo da família ou uma convidada.

    Apesar de o meu estômago estar cheio de comida, as fadas encontraram um espaço para fazer folia e começaram a se mexer.

    “Minha mulher”. Essas palavras se repetiam em loop infinito na minha mente enquanto encarava o homem feroz, capaz de combater uma adolescente para preservar a honra de sua companheira.

    Sentindo-me agradecida, envolvi meus braços em sua cintura e abracei seu corpo. Era a primeira vez que tomava iniciativa em uma demonstração de afeto, acredito que o choquei, pois não houve retribuição. Bem, pelo menos queria pensar assim, já que toda a minha empolgação anterior havia se dissipado.

    Sem dar maiores explicações, sentei na beirada da cama gigantesca dessa menina e apoiei uma mão mais próxima a ela. Estava encolhida, chorando alto e soluçando. O edredom sob minha mão era macio e suave, parecia um pedaço de nuvem.

    — Scusa...(Desculpa) — Soluçou, limpou o nariz naquele pedaço de céu chamado edredom e se sentou. — Desculpa. — Olhou para mim, com olhos de cachorro que caiu do caminhão de mudança e depois para Sesshomaru, esperando sua aprovação.

    — Enquanto sua atitude não melhorar, não há perdão da minha parte. — Olhei rapidamente para o homem de palavras frias atrás de mim e voltei a encarar a adolescente que roubou meu primeiro beijo gay.

    Pelo jeito, ao lado de Sesshomaru, eu iria participar de várias experiências inéditas, começando por sexo no escritório.

    Para controlar o leve rubor na minha face, comecei a falar:

    — Sofia, gostaria de me apresentar. Não acredito que seja muito bom beijar alguém sem antes saber quem é. — A menina ruborizou e desviou o olhar para sua mão em seu colo. Para quem estava cheia de atitude, essa era uma reação que não esperava.

    — Rin... — advertiu-me, mas ignorei. Já que me voluntariei para a tarefa, deveria estar preparada para todos os contratempos.

    — Sou Rin, tenho vinte e quatro anos e sou formada em Ciências da Computação. — Seu olhar levantou e encontrou o meu surpreso. Sorri, porque imagino que tanto a minha idade quanto a minha formação foi uma surpresa.

    — Você é tão velha assim? — Fez uma careta e imagino que, na sua cabeça infantil, havia contabilizado que tinha beijado uma idosa. Isso me fez concluir que sua afirmação de ter transado, como Sesshomaru comentou, pode não ser verdadeira.

    — Sim, muito velha, apesar de faltar quase quarenta anos para ser considerada idosa. — Sorri e vi novamente Sofia se encabular. A menina era inocência pura, com certeza só quer chamar atenção. — Sei que não sou nenhuma amiga de infância ou de confiança, mas já passei pelo que está passando.

    — Seu pai também está morrendo? — Limpando o nariz em sua blusa, ergo minhas sobrancelhas com surpresa. Será que tudo isso se resumia ao Sesshomaru pai?

    — Nosso pai não está morrendo, Sofia, já cansei de falar isso. — Sesshomaru se intrometeu na conversa sem paciência.

    — E por que não posso vê-lo? — elevou a voz.

    Pelo jeito, falar alto era uma questão de família.

    — Se tudo isso era por causa de uma visita a UTI, eu teria invadido aquele hospital e colocado você dentro daquele quarto com ou sem autorização do médico. — Sesshomaru esbravejou no mesmo tom.

    — Você não está nem aí para ele!

    — O meu relacionamento com ele não deve interferir no seu. Meus assuntos com Sesshomaru vão muito além...

    — Você é o culpado! — interrompeu o irmão com essa acusação e decidi intervir, antes que a discussão ficasse pior.

    — Sofia! — alto, mas não com raiva, chamei a atenção da menina. — Está claro que há uma falta de comunicação por aqui. Seu irmão está cuidando da empresa do seu pai e da saúde dele. Culpar Sesshomaru é a última coisa que você deveria fazer.

    — É mentira, ele nunca se importou com meu pai!

    — Se você tivesse um pouco mais de idade iria dizer a forma que encontrei seu querido pai antes de levá-lo para o hospital. — replicou com raiva. — Não é à toa que sua mãe se divorciou dele.

    Sentindo-me no meio do fogo cruzado e com medo de levar pancada de alguém, levantei da cama e aproximei de Sesshomaru.

    — Não dê ouvidos a ela. Quer chamar atenção e está conseguindo. Me deixe falar com ela. Uma tentativa apenas. — sussurro, para que apenas ele escute. Seu semblante cansado era um chamariz para o meu lado romântico, tinha necessidade de acalentá-lo.

    Segurei sua mão e apertei. Ele retribuiu o aperto e virou de costas, encarando o mural cheio de fotos de viagens. Esse era todo o aval necessário que precisava, então, voltei a me sentar na cama e falar com Sofia.

    — Você é namorada do meu irmão? — perguntou enquanto seus olhos me avaliavam como uma águia.

    — Vamos falar de você primeiro, pode ser? — desviei da resposta, não sabendo lidar com meu coração acelerado e por não saber o que responder.

    Eu era namorada de Sesshomaru?

    “Assumirmos qualquer coisa nesse momento colocaria toda a auditoria em risco”. Essa frase se repetiu com a voz dele na minha mente e tentei ignorar a decepção. Se não queria assumir nada agora, imagine depois.

    — Não há nada para falar de mim. Só quero poder ser quem eu sou e namorar quem quiser. — Cruzou os braços na — Você pode ser quem você quiser, só que é muita coisa ao mesmo tempo. Há seu pai doente, sua mãe preocupada, você querendo expor sua sexualidade, além de atacar quem mal conhece. — Levantei uma sobrancelha, para que me fizesse entender como algo grave e brincadeira. Ela estava olhando para o nada, para baixo. — Não seria prudente resolver um assunto de cada vez?

    — Ninguém me entende. — choramingou.

    — Posso contar a história de uma amiga? — Não respondeu, mesmo assim continuei. Meu instinto dizia que deveria contar uma história e assim o fiz. — Estudávamos juntas no ensino médio e uma menina gostava dela.

    Assumia gostar de meninas e ficou por um bom tempo insistindo para que as duas se beijassem e tudo mais. — Ela olhou para mim com curiosidade e agradeci minha intuição feminina. — Depois de tanto insistir, minha amiga cedeu, as duas se beijaram, mas ela havia ficado um pouco abalada. Tentei conversar, arrancar dela qualquer coisa, mas a cada vez que perguntava sobre o beijo, mais ela se afastava.

    Interrompi a história, apenas para analisar a reação de Sofia. Eu estava surpresa comigo mesma e com a forma que usei para interpretar essa menina, já que sua postura estava mudando para menos agressiva.

    — O que aconteceu?

    — Bem, nos afastamos e a reencontrei algum tempo atrás em uma festa. Ela havia mudado, parecia mais confiante e feliz do que a última vez que tinha conversado comigo ainda no ensino médio. Pediu desculpas e falou que a vida dela havia melhorado depois que começou a visitar uma psicóloga. Me contou que, além do beijo lésbico, os pais dela estavam em processo de separação e a avó tinha falecido. Era muita coisa para processar sozinha e a ajuda profissional foi o que a salvou de surtar.

    — Não vou numa médica que cuida de louco.

    — Apesar de psicólogo ser algo muito além do que cuidar de louco, seus pais podem te obrigar a ir ou...

    — Já disse que não...

    — Ou — interrompi-a da mesma forma que fez comigo. Estava tranquila enquanto ela parecia a ponto de explodir —, você pode continuar a deixar o clima tenso na família e não só você precisará de ajuda profissional, mas todo mundo da casa.

    — Todo mundo me culpa por tudo. Vocês são preconceituosos, não me aceitam como sou!

    — Apenas para concluir a história da minha amiga, ela me falou que perdeu muito da adolescência reclamando sozinha pelos cantos. Da mesma forma que tinha experimentado um beijo, deveria ter experimentado uma consulta com o médico de louco. — Sofia franziu a testa e sorriu, porque sabia que havia plantado uma semente na cabeça dela. — Engraçado como para fazer algo que achamos proibido temos coragem, mas para nos ajudar, somos covardes e nos escondemos atrás de preconceitos.

    — Mas...

    — Engraçado que para você somos preconceituosos por não te aceitar como bissexual, mas você pode julgar o psicólogo como médico de doido. — Levanto-me da cama enquanto ela apenas abre a boca sem dizer mais uma palavra.

    Virei as costas para ela e encontrei o olhar admirado de Sesshomaru. Esse homem não sabia quando parar de me surpreender. Nunca fui exaltada dessa forma apenas com os olhos e achando isso tudo muito para suportar diante de uma plateia, saio do quarto e encosto minhas costas na porta fechada.

    Tinha acontecido, me apaixonei pelo meu CEO.

    — Como foi, bambina? — Rita me surpreendeu, fazendo com que pulasse e me afastasse da porta.

    — Oh, Rita, que susto. — Coloco a mão no peito e suspiro. — Posso não ter conseguido, mas acho que plantei uma semente de dúvida em seus pensamentos. — Sorrio com simpatia.

    — Me chame de Nonna, bambina. Sesshomaru está lá dentro? Quer tomar uma água, um chá? — Sem esperar minha resposta, ela pega no meu cotovelo e me conduz pela casa. — Dona Mirsol já foi se deitar, coitada dessa mulher!

    — Sim, é muita coisa para processar ao mesmo tempo. — Entramos numa cozinha e ela me faz sentar no banco alto de um balcão.

    A cozinha parecia saída de filmes americanos, com balcão central, geladeiras gigantescas e tudo sendo preto ou em inox. Não gostava de cozinhar, mas essa cozinha mudaria de opinião em dois segundos.

    — Deixe-me preparar algo, está com fome de quê? — Parecendo minha mãe, com seu olhar preocupado e avaliativo, tento usar a mesma técnica de enganação com um sorriso forçado.

    — Uma água será o suficiente. Acabei de jantar.

    Dona Rita franze o cenho e coloca as mãos na cintura.

    — E você consegue enganar sua mãe com essa cara? Bambina, não me venha com essa conversa de apenas água, diga o que quer comer.

    Faço uma careta imaginando que assim como eu “enganava” minha mãe, ela fazia o mesmo comigo, quando aceitava minha mentira.

    — Só água mesmo. Estou naqueles dias, sabe? Melhor não abusar. — falei baixo e um pouco envergonhada. Era incrível como falava pouco sobre esse assunto, já que a maioria dos meus amigos eram homens. Por isso, estava envergonhada de assumir algo que é natural da mulher.

    — Ah, indisposta! Tenho o chá perfeito para você! — Enquanto ela abria armários e colocava água para ferver em uma chaleira, Sesshomaru apareceu.

    Apoiando suas mãos nos meus ombros, ele apertou com carinho e beijou meu pescoço. Rita não havia virado para recepcioná-lo e por causa disso, Sesshomaru deixou sua mão descer dos meus ombros e encontrar minha lombar, o início da minha bunda.

    Arrepiei, porque o contato desse homem com meu corpo não era uma ação para ser ignorada.

    Viro meu rosto para ele, que parece muito mais tranquilo e feliz. Esperava que a última conversa que ele teve com Sofia tivesse resolvido a pendência de não ir a um psicólogo.

    — Como foi, Sesshomaru? — Rita perguntou ainda de costas. Sentando no banco ao meu lado.

    Essa mulher tinha olhos na nuca?

    — Ela prometeu ir comigo na psicóloga segunda-feira se a levasse até o pai. Um acordo fácil que não seria possível se não fosse por Rin. — Beijou minha testa e controlei o ato de fechar os olhos e apreciar o carinho. Queria ter esse tipo de interação para o resto da vida.

    — Bambina de ouro! — Virou-se para mim e entregou uma xícara fumegante. — Tome, se sentirá bem melhor. — Pisca um olho para mim.

    — Você não está bem?

    — Sim, sim. — Pego minha xícara, levo até meus lábios para poder assoprar e esfriar seu conteúdo. — Assunto feminino. — resmungo, conseguindo um sorriso desse homem imponente e sedutor.

    — Não seja indelicado, Sesshomaru. — Rita repreende-o com um balançar de toalha de pano.

    — E Mirsol? — Ele muda de assunto.

    — Já foi se deitar. Sabe como ela é sensível para esse tipo de assunto, ainda mais quando envolve seu pai. — responde sombria e vejo que alguma conversa pelo olhar foi compartilhada.

    Bocejo depois de tomar um gole fervente do chá, que tinha um leve gosto ruim.

    — Vamos embora, você precisa descansar. — Ele levanta da cadeira e me fazer segui-lo. — Arrivederci, (Tchau ) Nonna!

    — Espere, preciso terminar meu chá. — reclamo quando remove a xícara da minha mão e coloca no balcão. — Obrigada e boa noite! — Aceno com minha mão livre para a senhora simpática e atenciosa.

    Rita apenas sorri quando, puxando minha mão, Sesshomaru me leva embora daquela casa até o local onde seu carro foi estacionado.

    — Vou te levar em casa. — Abre a porta do carro para mim e espera que me sente para fechar a porta.

    — Se não se incomodar, poderia me levar numa lan house? — Peço assim que Sesshomaru entra no carro. Ele me olha confuso, tentando entender meu pedido ou não querendo me levar para onde queria ir. — Se for dar trabalho, não tem problema, pode me deixar na empresa que me viro.

    — Calma, só quero entender o motivo de você querer ir numa lan house nesse horário. Se precisar, você pode usar o computador da empresa para seus assuntos pessoais. — Sem se preocupar em ligar o carro, virou todo o seu corpo na minha direção e me olhou com ferocidade.

    — Não é para isso. O pessoal faz corujão de sexta-feira e faz tempo que não apareço, então, como já avisei meus pais que só irei aparecer de madrugada, resolvi comparecer, nem que seja por poucas horas. — Seu olhar sem compreender minhas palavras me fez lembrar que esse era um homem de negócios e não um dos meninos que estava acostumada lidar.

    — Corujão?

    — Sim, corujão, ficar a madrugada inteira usando o computador para jogos em rede como Call of Duty, Lineage... — Suspirei nervosa ao ver sua expressão ficar mais confusa. Apesar de crianças e adolescentes jogarem, muitos adultos também compartilhavam desse gosto. — Enfim, só me deixe lá ou na empresa. Explicar tudo isso para um executivo que provavelmente usa seu tempo vago para continuar trabalhando é um pouco constrangedor. Preciso aliviar minha mente de alguma forma, estou estressada e ainda de TPM, então, tire esse olhar confuso da sua cara e pare de fazer perguntas.

    Bufo e cruzo meus braços na minha frente, encarando o nada no para-brisa.

    Ele dá partida no carro, sai da casa e segue pelas ruas sem nenhuma pressa.

    — Você quer descansar sua mente com jogos? — Viro meu rosto para encará-lo, porque a diversão no seu tom era transparente. Ele estava sorrindo e provavelmente fez tudo aquilo de propósito.

    — Você sabia sobre o que eu estava falando? — acusei.

    — Mia bella, não respondeu minha pergunta. Quer descansar sua mente com jogos? — perguntou novamente com sedução.

    — Sim, é assim que consigo me desligar da empresa. — respondi com severidade, como se o culpado fosse ele.

    Assim que Sesshomaru para o carro em frente a um portão, olho para frente e reparo que é um prédio de luxo da cidade. Abro a boca, chocada com o que estava acontecendo naquele momento.

    — Vamos jogar em casa. Vou te proporcionar todo o desligamento da realidade que você precisa. — Ainda tentando me seduzir, fechei minhas pernas com força, amaldiçoando Eva por ter pecado no paraíso e ter nos feito menstruar uma vez por mês.

    Era tempo de pensar em um método contraceptivo já que seria submetida à sedução italiana.

    Estacionou o carro, pegou as sacolas do meu pé e saiu para abrir a porta para mim.

    — Pare de jogar seu charme sobre mim justamente quando não posso retribuir. — reclamo desconsolada e sou pressionada na lataria do carro. Minha bolsa e as sacolas caem no chão quando Sesshomaru envolve suas mãos no meu rosto e me segura para devorar minha boca sem piedade.

    Acho que nunca iria me cansar da necessidade dele de me surpreender com beijos.


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