Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 10

    Capítulo 9

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Enquanto o carro era guiado, sentia uma leve irritação na garganta. Queria falar sobre nós, saber o significado daquela transa, mas morria de medo da resposta, dela ser uma dispensa educada.

    Não transava com qualquer um e a prova disso era que só tive apenas um parceiro sexual. Havia imaginado algo do tipo acontecendo conosco, minha imaginação sempre me supervalorizou como mulher. Porém, não estive preparada para me sentir tão realizada como Sesshomaru me fez sentir.

    Naquele momento, quando se ajoelhou na minha frente e me desnudou da cintura para baixo, ele me olhava com desejo, admiração. Eu não era a menina da TI, com cara de dezoito anos e conhecimento duvidoso. Era apenas Rin, uma mulher rendida aos encantos de um homem com necessidade de interação.

    Devo ter feito alguma ação que externasse meus pensamentos libidinosos, porque Sesshomaru soltou a mão do volante e segurou a minha no meu colo, perto da minha virilha. Olhei para baixo e constatei que minhas penas estavam firmes uma a outra e minhas mãos em punhos.

    Suspirei e tentei relaxar, apesar da mente continuar a fervilhar de imagens obscenas.

    — Espero não ter exagerado na dose. — com voz rouca, continua dirigindo com uma mão no volante e outra na minha. Viro meu olhar para seu perfil e o admiro.

    — Não, foi na medida certa. — respondo um pouco envergonhada e sou recompensada com um apertar de mãos. — E agora?

    — Assumirmos qualquer coisa nesse momento colocaria toda a auditoria em risco. — com seriedade na voz, sua mão volta para o volante e ele faz uma curva suave com a direção. — Não vou mentir, preciso de você para resolver esse problema com o rombo da empresa em primeiro lugar e, se possível, colocar na cadeia os responsáveis.

    Dor.

    Não consegui raciocinar, apenas sentir a faca atravessando meu coração bobo e apaixonado. Sim, estava apaixonada, completamente rendida por esse homem, mas não servia para nada além de um meio para o fim.

    Entendia seu raciocínio, se eu o ajudasse a auditar os funcionários e fosse comprovada a nossa interação pessoal, o resultado seria comprometido. Eu detinha poder para manipular os dados nos sistemas, poderia ser a pessoa que maquiou alguns relatórios. Ou então, poderia apenas incriminar outra pessoa.

    Estava magoada, muito ressentida para pensar de forma racional. Não queria aceitar o óbvio, por uma vez na vida, queria dar voz aos sentimentos e deixá-los me guiar.

    E era isso que iria fazer, sem ter medo de me expor ainda mais para esse homem.

    — Quem te garante que não sou eu a responsável por tudo? — sem emoção, jogo a pergunta no ar e espero, com meu coração despedaçado, sua resposta.

    — Você não entendeu o que quis dizer antes... — com pesar, tentou desconversar, mas o interrompi.

    — Apesar de ter ofertado minha confiança, não acho que deva acreditar em mim.

    — Rin...

    — Irei ajudar no que for necessário, mas não acho prudente saber mais sobre seus planos. Melhor limitarmos nossa interação ao profissional. — Percebo que entramos no meu bairro e com um aperto forte na minha bolsa, preparo-me para saltar do carro assim que parar.

    — Bella...

    Meu baixo ventre se contraiu com a palavra que muito se assemelhava a bonita em português.

    — E pode parar de falar em italiano comigo, porque meu idioma é português do Brasil. — Faço um movimento com minha mão, como se fosse enxotá-lo. — Para ser mais específica, pt-BR!

    Não conseguindo prever suas ações, fico completamente a sua mercê quando desafivela meu cinto, estaciona o carro no mesmo local do dia anterior e me puxa para sentar de lado no seu colo. Minhas pernas ficaram sobre o painel e numa tentativa de não apertar nenhum botão indevidamente, ergo-as, fazendo pressão no seu colo, mais especificamente no seu membro, que já parecia de volta à vida.

    — Seu carro vale milhões, a empresa está falida em milhões... não tenho condição de pagar nada se quebrar alguma coisa daqui. Então, me deixe ir embora.

    — Non.

    Com raiva, olho para seu rosto e vejo apenas um sorriso maroto brotar em seus lábios. Minha vontade era de estrangulá-lo nesse exato momento, porém, contrariava o que meu corpo começou a sentir.

    Idiota. Os dois, ele e meu corpo.

    — Non ti arrabbiare, mia bella, ti prego ( Não fique brava comigo, por favor). Não quero restringir nossa relação, não quero você pela metade.

    Novamente, as palavras do meu irmão me assombram e não sei se o agradeço ou simplesmente acabo com sua vida.

    “A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco”.

    — Bem, vai ter que se contentar com isso, porque não serei massacrada no final dessa operação. — Tento sair do seu colo, mas acabo incitando-o a ficar mais excitado. — Céus, você não se cansa?

    — Non, mia bella. — Sorri quando franzo minha testa e o encaro com minha ferocidade, odiando e amando o idioma que sai de seus lábios. — Não, minha linda. Não me canso de você. — traduz e seus braços envolvem minha cintura, me fazendo parar e minhas pernas relaxarem no painel. Não iria mais pensar em não causar danos.

    Relaxo no seu colo, fecho meus olhos e esqueço, por um momento, que o homem que estou sentada em cima é meu chefe, o CEO da empresa, a pessoa que me quer para investigar, colocando em dúvida qualquer sentimento que achava que poderia ter por mim. Minha cabeça apoiou em seu ombro, uma mão foi para o seu coração e senti o ritmo frenético que batia. Suas mãos na minha cintura e seu queixo apoiado na minha cabeça me fez relaxar e apreciar o momento.

    Seria possível um homem desse calibre estar interessado verdadeiramente por mim?

    Minha performance há alguns momentos atrás foi digna de uma mulher desinibida, confiante e nem um pouco preocupada com as consequências. Por que não poderia continuar dessa maneira?

    Porque você não bebeu bebida

    alcoólica suficiente para tanto. Meu inconsciente ganha voz.

    Era verdade, quando começamos a nos beijar, senti-me embriagada, completamente confiante das minhas ações.

    — Sesshomaru, preciso dormir. — sussurro e afasto meu corpo do dele, para encará-lo. Mesmo na penumbra, consegui visualizar os olhos de pinhão e suas intenções para comigo. Preocupação, carinho e necessidade, mas eu não sabia distinguir se precisava de mim para sua auditoria, para suprir suas necessidades carnais ou apenas precisa de Rin.

    — Descanse, mia bella. — Passou a mão no meu rosto, desceu pelo meu pescoço e braço, até chegar à minha mão. — Não sei qual seu receio, queria conversar mais, o suficiente para que você entenda minhas intenções. Estou em um momento delicado da minha vida, onde seu apoio é fundamental para que siga em frente.

    Mais uma vez percebo que sirvo apenas para essa operação de descoberta de quem quer falir a empresa.

    — Sou sua funcionária, mas não serei usada fora do âmbito profissional. — Com seus braços frouxos, consigo voltar para o banco do passageiro. Pego a minha bolsa que caiu no assoalho do carro, abro a porta e resmungo: — Boa noite.

    Com os faróis acesos, percebo Sesshomaru acompanhando-me com os olhos até o portão de casa. No caminho peguei a chave dentro da minha bolsa, coloco-a na fechadura do portão menor e sem olhar para trás.

    Transformando meu humor assim que abro a porta de entrada da casa, sou recepcionada pela minha mãe e seu costumeiro questionário sobre onde estava e o que estava fazendo.

    Aproveitei que já sabia sobre meu plantão e disse apenas que perdi o horário, pois fiquei jogando RPG para relaxar. Sim, só se fosse Rebolando no Pau Gostoso.


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!