Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 9

    Capítulo 8

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Entre os beijos ardentes e mãos abrasadoras, minha bolsa havia caído do meu ombro com um baque seco. Fui empurrada contra a parede e o corpo que desejei apenas nos meus pensamentos pervertidos, estava colado ao meu, sufocando-me de paixão.

    Suas mãos subiram novamente pelo meu corpo, desta vez pelos lados, enquanto seus lábios iam, beijo a beijo, descendo pelo meu rosto e pescoço.

    — Mi fai perdere giudizio..    (Você me faz perde o juízo.)

    Arfo ao escutar as palavras que não compreendo enquanto sua mão cobre meu seio e a outra fica acariciando debaixo do meu outro seio. Sua boca explora meu pescoço e encontra minha orelha. Sinto sua língua, sua respiração acelerada e seus gemidos.

    Sentia como se fosse pegar fogo. Sentia uma necessidade inigualável de corresponder as suas investidas, de senti-lo, de fazê-lo experimentar todas as sensações que estava me proporcionando.

    Estava me sentindo mais, muito mais mulher.

    Ousada, ergo uma perna para enlaçar a sua, fazendo com que nossos quadris estivessem bem mais encaixados do que antes. Minhas mãos saíram de seus cabelos e vagaram pelas suas costas, arranhando, precisando desesperadamente de contato físico.

    Seus lábios voltam aos meus com suavidade e lentidão, tão sensual que meu ventre formigava, instigando minha perna e meus quadris a se friccionarem em busca do prazer que isso causava.

    Enquanto o trazia para mais perto de mim com meu abraço e olhos fechados, o sinto levantar minha blusa com naturalidade e assim que chegou aos meus ombros, automaticamente ergui meus braços. Ele interrompeu nosso beijo, olhamo-nos como dois embriagados de prazer e voltamos a nos atracar enquanto minha blusa foi descartada em algum lugar.

    Nesse momento, minha mente tinha apenas um objetivo, que era minha total satisfação com esse ato. Todos os outros assuntos envolvidos foram omitidos pela luxúria, ou seja, permiti-me entregar sem nenhuma reserva.

    Agora, suas mãos buscavam o fecho do sutiã, impacientes por me ter nua da cintura para cima.

    Gemi quando senti todo o ar gelado da minha sala em meus seios descobertos. A boca de Sesshomaru não perdeu tempo e trocou meus lábios pelos bicos entumecidos. Sua língua quente e seus lábios exigentes me fizeram fechar os olhos em busca de armazenar todas essas sensações que estava sentindo.

    Minhas mãos foram para seus cabelos e gemi alto quando Sesshomaru trocou de seio enquanto a mão atendeu a necessidade do outro. Gemi pela falta de contato com seu quadril, meu sexo necessitando do aperto, do atrito com o seu corpo.

    — Sesshomaru... — um pouco envergonhada, apenas pedi nas entrelinhas do meu chamado a sua atenção para onde mais queria, precisava, ansiava!

    Quase derretendo aos seus pés, abri meus olhos e vi o homem, o todo poderoso, se ajoelhar na minha frente e me encarar com uma necessidade que nunca vi em ninguém.

    Com destreza, desabotoou meu jeans e empurrou para baixo minha calcinha junto. Hipnotizada pelo homem que me devorava com os olhos, esqueci-me de qualquer vergonha quanto ao meu estado atual e involuntariamente, removi minhas sapatilhas e me separei do resto da minha roupa.

    Antes que pudesse me preparar, o homem colocou uma perna em seu ombro e com sua boca e dedos, invadiu meu sexo úmido e latejante. Precisei segurar seus cabelos novamente para não cair no chão quando uma onda de prazer cobriu meu corpo.

    Uau! Seria isso a iminência do meu clímax?

    Não tive tempo de analisar, porque com a língua Sesshomaru brincou com meu clitóris e um de seus dedos me penetrou, fazendo-me sentir algo que pensei que nunca existia.

    Descontrolada, movimentei meus quadris enquanto gemia aliviada, enlouquecida e satisfeita. Havia gozado e não conseguia pensar racionalmente, não que antes essa situação estivesse diferente.

    Ainda de olhos fechados, soltei seus cabelos e fiquei escorada na parede ofegante, completamente acabada para qualquer outro tipo de ação. Escutei algum barulho, mas não tomei conhecimento do que era, porque precisava me recompor antes que abrisse os olhos e enfrentasse a realidade.

    Com um impulso e força, fui erguida sentada pelos braços de Sesshomaru. Meus olhos abriram e encontraram seus olhos, impiedosos, mandantes e luxuriosos. Era o olhar de alguém em uma missão de prazer, que me fez preparada para mais. Ele me ofereceria mais.

    Com ânimo, seus lábios devoraram os meus ao mesmo tempo em que seu membro invadiu o local mais íntimo do meu corpo. Não havia mais o que esconder, minha intimidade estava completamente exposta a esse homem.

    Com movimentos medidos, seus quadris iam e vinham de encontrou ao meu, aliviando a latência que estava meu clitóris. Assim que comecei a gemer nos seus lábios, seus movimentos aumentaram de velocidade, sua boca emitiu sons de esforço e prazer, apenas aumentando a minha necessidade de mais.

    Abraçando-o com meu coração quase saltando do meu corpo, Sesshomaru desfez nossa conexão com os lábios e escondeu seu rosto no meu pescoço, gemendo e depois, mordendo meu ombro assim que tudo se tornou mais intenso, mas desesperado.

    Abaixando-me levemente, apenas para que os movimentos atingissem meu corpo de uma forma  que sentisse o meu clímax novamente, fui pressionada na parede o suficiente para não saber onde meu corpo começava e o de Sesshomaru terminava. Sentia-nos como uma só pessoa e num êxtase fora síncrona, nos desfizemos com tremores de corpo e gemidos altos.

    Tornou-se verídico, havia dado para o meu chefe.

    Recuperando o meu fôlego tanto quanto meu companheiro, Sesshomaru me carrega pela sala e senta em uma cadeira comigo ainda montada em seu colo. Estava com medo dos pensamentos que minha cabeça iria apresentar e, com um suspiro, aumento meu aperto em seu corpo, não desfazendo nossa conexão corporal, apesar de apenas eu estar nua, ele continuava completamente vestido.

    Os braços de Sesshomaru saem debaixo das minhas pernas e vão para as minhas costas, movimentando para cima e para baixo em um carinho que me fez arrepiar.

    — Deve estar com frio, bella — carinhoso e completamente diferente do que conheço de Sesshomaru, ele me afasta e segura meu rosto com uma mão. — Vá se vestir, precisamos conversar.

    Como uma avalanche, os pensamentos que temia invadiram minha mente e me deram forças para desconectar dele e sair do seu colo. Olhei para seu membro usando camisinha e reparei o quanto era avantajado perante o último e único que tive. Também percebi que fui irresponsável, já que em nenhum momento lembrei-me do preservativo, apesar dele não o ter esquecido.

    Meus membros tremeram de frio, de nervosismo e de vergonha. Sem mostrar pressa em me vestir, fiquei de costas para ele enquanto colhia minhas roupas do chão. A cada peça colocada, mais sobre as consequências dessas ações me assolaram.

    Havia fechado minha mente para a razão enquanto me deliciava com as sensações que Sesshomaru me proporcionou. Agora, tudo o que estava omitido veio à tona, forçando arrependimento sobreposto ao sentimento de satisfação.

    Abotoo minha calça jeans.

    Havia me entregado ao dono da empresa no mesmo dia em que ele havia me dado um aumento. Ele me levou para almoçar, nosso tratamento mudou de completamente profissional a levemente amigável.

    Coloco meu sutiã.

    Recordei que no almoço recebi uma ameaça de alguém que estava me vigiando, de olho em mim. Lembro-me das câmeras de vigilância apenas agora. Olho para o teto, todos os cantos, apenas para garantir que não havia nada dentro dessa sala. Pelo menos, não visível.

    — O que foi? — Sesshomaru interrompe meu devaneio com preocupação e sem blusa, encaro a pessoa que tem o poder de me levar às alturas e me afundar no mar da depressão.

    Estava completamente recomposto, apesar das vestes estarem amarrotadas tanto quanto seus cabelos. Seus lábios estavam vermelhos e convidativos para mais um momento de loucura.

    Olhou discretamente para meus seios cobertos com meu sutiã branco e antes de respondê-lo, terminei de me vestir.

    — Lembrei-me que a empresa possuí um circuito interno de vigilância e olhei para cima, apenas para ter certeza que não havia uma aqui dentro. — com fragilidade, cruzei meus braços na minha frente e tremi involuntariamente.

    Estávamos distantes um do outro, o momento agradável se foi e o constrangimento apareceu.

    Será que era assim que as pessoas se sentiam quando tinham sexo casual?

    Arregalo meus olhos e cubro meu rosto com minhas mãos assim que a verdade dos fatos me atinge como um banho de água fria. Havia feito sexo casual!

    — Sente-se, Rin. — Descubro meus olhos e vejo sua postura profissional substituir a anterior carinhosa. O Sesshomaru da luxúria havia ido embora e o executivo tomou conta.

    — Precisamos conversar, isso foi um ato...

    — Insano! — respondo por ele, não querendo me sentar, mas seguindo em sua direção, passando por ele apenas para encarar o armário no outro lado da sala. — Merda, eu não sou assim.

    — Precisamos manter isso em sigilo, Rin.

    Viro para encará-lo, meus braços cruzados na minha frente.

    — Apesar de realmente não querer que essa situação se transforme na fofoca atual, queria contar apenas para sua secretária esnobe ou devo dizer amante, chefinho? — faço uma imitação vulgar do apelido, o que faz Sesshomaru franzir o cenho.

    Mais uma verdade foi jogada na minha cara como uma torta de creme do jogo passa ou repassa. Havia me entregado para o cara que estava se relacionando com a própria secretária.

    — Do que você está falando? — zanga-se e não me deixo abater pela pontada de receio que senti. Escutei com meus próprios ouvidos e não estava blefando.

    — Antes de você vir aqui, estive lá em cima no seu andar. Escutei você e Mirela conversando e fazendo não sei mais o quê.

    — Você me viu lá em cima? — Seu olhar feroz em mim consegue me fazer duvidar do que escutei.

    Sesshomaru não parecia ser uma pessoa de se justificar para outra, mas assim que fiz uma careta, sentei na cadeira mais próxima e me abracei com medo de tudo o que estava sentindo. Escutei-o suspirar alto e meus olhos voltaram a encará-lo com dúvida.

    Estava tão confusa!

    — Rin, saí da empresa há horas e apenas voltei, porque sabia que você estaria aqui até o final do plantão. Não subi para minha sala, vim diretamente para cá! — Apesar de continuar com sua postura profissional, percebi um pouco de candura em suas palavras.

    Sentiria melhor se o conforto fosse dado com seus braços, mas pelo jeito que estava se portando nunca mais sentiria suas mãos em mim.

    — Sesshomaru... — respiro fundo e continuo, iria contar tudo. — Investiguei sobre o telefone que me ligou no almoço. É um ramal desativado do seu andar. Fui olhar de perto... merda! — Lembrei apenas agora que as escadas tinham câmeras e com certeza registraram minha ida até lá em cima.

    — Termine! — pede impaciente.

    — Céus, serei demitida! — resmungo e fecho meus olhos, criando coragem para assumir todos os atos realizados nesse dia.

    — Não haverá demissão. Acabei de te dar um aumento!

    — E acabei de dar para meu chefe! — retruco um pouco alto e tampo minha boca com a mão para me conter. — Sesshomaru, não quero esse aumento, não vou subir na vida se não for pela minha competência profissional. — choramingo, contendo as lágrimas de cair.

    — O que acabou de acontecer aqui não tem nada a ver com seu aumento. Não confunda as coisas, vamos conversar. — Olha-me intensamente. — Mas antes, termine o que você estava dizendo sobre sua visita ao meu andar.

    Tudo bem, primeiro o assunto perigoso, depois o vergonhoso.

    — Então, ia olhar tudo o que estava na mesa de Mirela, com a intenção de achar algo que a relacionasse a esse telefonema, quando escutei vozes. Me escondi debaixo da mesa e o leão de chácara falou com seu “chefinho” — contei, sem nenhum filtro.

    — Leão de chácara?

    Droga! Havia revelado meu apelido para ela.

    — É, a Mirela. — Faço uma careta e agradeço que ele deixou de lado.

    — E você me escutou falando? Me viu?

    — Não. — reconheci envergonhada, mas tentei me justificar. — Ela falou chefinho, quem é o único chefe dela? Se não era você...

    — Meu pai ou Lauriano. Ela é funcionária deles e ainda os atende por telefone e faz alguns serviços pessoais. Mas nenhum deles mencionou para mim que voltaria a trabalhar. — Franze o cenho e me encara, tentando desvendar mais das minhas palavras.

    Encaro-o apreensiva e ainda constrangida com o que tinha feito para tentar descobrir quem estava me espionando e, também, com o que eu meu chefe fizemos.

    — Você não viu quem estava com ela? — Neguei com a cabeça. — Você falou de um circuito de segurança, certo? Onde ficam os monitores?

    — Tem uma sala de vigilância no térreo, mas os dados ficam gravados aqui, nos nossos servidores. — Apontei com a mão para o local fechado, o qual alguns racks contendo servidores e switches estavam.

    — Você tem acesso?

    — Quer saber quem é o amante da sua secretária? — Levanto uma sobrancelha curiosa e ciumenta.

    — Não. — Pega uma cadeira que fica de frente para minha mesa e empurra até chegar à minha frente. Senta com as pernas bem abertas e com as mãos nos meus joelhos, puxa-me até colar no seu banco.

    Suas mãos apertaram meus joelhos e instintivamente, apertei minhas pernas para acalmar a chama que ele acendeu e nunca apagou, apenas abrandou. Foquei meus olhos em suas mãos, na nossa conexão.

    — Rin, olhe para mim. — Levanto meu olhar até encontrar os seus e seguro minha respiração. A magnitude do que via estava além da minha compreensão. — Posso confiar em você?

    Por que me pede isso?

    Meu coração, que havia abrandado seus batimentos, começou a acelerar. Precisei soltar o ar dos meus pulmões e com algumas respirações profundas, concentrei-me em sua boca ao invés das respostas fisiológicas do meu corpo ao seu contato.

    — Sim, Sesshomaru, pode confiar em mim. — mesmo estando nervosa, consigo respondê-lo com firmeza.

    — A empresa irá falir se não encontrar o responsável pelo desfalque e desaparecimento de receitas.

    — Como assim? — Franzo a testa, completamente chocada com suas palavras. Era impossível que Supermercados Star estivesse em crise.

    — Desde quando assumi a frente da empresa, constatei um rombo nas contas bancárias. Ainda não consegui tudo o que preciso com o banco, extratos bancários com mais de dois anos precisam de mais tempo do que eu esperava para serem repassados. — Solta meus joelhos, olha para o teto e suspira frustrado ao mesmo tempo em que passa as mãos pelos cabelos. — Tenho algumas suspeitas de quem pode ter feito as retiradas de forma indevida, mas existem impostos que não foram pagos, direitos trabalhistas que não foram recolhidos... — volta a me encarar e exalou raiva nas últimas palavras. — São mais de milhões subtraídos da empresa e outros milhões em dívidas com órgãos federais.

    Horrorizada, essa é a única palavra que resume o que sinto nesse momento.

    — Sesshomaru, como isso aconteceu? Felipe do financeiro deveria estar a par disso tudo... Ou é ele o responsável? — Esfrego minhas mãos nos meus olhos e bocejo de cansaço. Ainda por cima, continuo sentindo o peso do mundo nas minhas costas, por mais que havia gozado duas vezes há pouco tempo antes.

    Não havia conversado com ele sobre nossa situação. Se seríamos alguma coisa do outro além da relação profissional.

    — Na verdade, Felipe é o braço direito do meu pai e segundo ele, a situação financeira era de ciência dos sócios. — diz com certo ceticismo.

    — E você acreditou?

    — Claro que não, por isso contratei uma empresa de auditoria e investigação para me ajudar com tudo isso. Precisei sair do meu perfil de chefe e colocar a mão na massa, porque tudo indica que meu pai que estava fazendo isso.

    — Mas é completamente ilógico, seu pai quebrar a própria empresa? É o nome dele que está em risco. — Bocejo novamente e arregalo meus olhos em vergonha. — Desculpe, eu...

    — Vamos, Rin. Amanhã nós continuaremos.

    Sesshomaru se levanta, puxa-me pelo braço e cola seu corpo ao meu. Minhas mãos apoiam seu peitoral, ergo a cabeça e olho nos seus olhos de avelas.

    Sem reação, apenas fecho os olhos quando seus lábios encostam nos meus em um beijo casto e carinhoso. Seu toque era magnífico e eu, completamente hipnotizada por esse homem e seu magnetismo, me rendi.

    — Vou te deixar em casa. — quase sussurrando, Sesshomaru se afasta alguns passos, deixando-me com espaço livre para buscar minha bolsa descartada no chão perto da porta.

    Com uma mão na minha lombar, me guia até o estacionamento, abre a porta do seu carro luxuoso e me ajuda a entrar como um verdadeiro cavalheiro.

    Assim que Sesshomaru dá partida no carro, lembro-me das imagens das câmeras.

    — Sesshomaru, você não vai querer olhar as imagens das câmeras?

    — Amanhã, porque agora, precisamos falar sobre nós.


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