Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 8

    Capítulo 7

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    — La mia bella... ( minha bela) — entre os beijos, Sesshomaru murmurou as palavras em seu perfeito italiano e me fez arrepiar de prazer.

     Seus lábios eram suaves, seu gosto era forte como o café que tomamos no final da refeição e todas as minhas terminações nervosas pediam mais desse sabor, do néctar da luxúria italiana.

    Assim que Sesshomaru virou seu rosto para que nossas bocas se encaixassem melhor, senti uma enorme necessidade de tê-lo mais perto de mim que me fez soltar o cinto de segurança e quase sentar em cima do painel central do carro. Quando um barulho dentro do carro soou, provavelmente de um botão que acionei indevidamente, assustei, afastei-me do me chefe e apressadamente amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo.

    O que tinha acabado de acontecer?

    Eu tinha beijado Sesshomaru. Corrigindo, Sesshomaru me beijou.

    Meu chefe me beijou. Na boca.

    Eu gostei. Muito.

    Sem coragem de olhá-lo, tentei controlar o fogo que meu corpo tinha sido tomado. Meu núcleo formigava, minhas pernas estavam bambas e minhas mãos tremiam sedentas por tocá-lo outra vez.

    Queria mais, muito mais, mas era irracional. Estava sendo acusada de algo que não fiz, mas que agora tinha se transformado em verdade. Estava abrindo minhas pernas para meu chefe!

    — Desculpa Sesshomaru... desculpe senhor Switch. Não sou assim, eu...

    — Vou te deixar na empresa. Tenho outro compromisso. — totalmente profissional e sem nenhum resquício de intimidade, Sesshomaru voltou a conduzir o carro.

    Coloquei o cinto de segurança e suspirei de forma audível. Minhas mãos foram para o meu rosto, tentando encobrir meu embaraço e desejo.

    Não sabia o que doía mais, ele não assumir a culpa ou fingir que nada aconteceu. Arrisquei uma espiada ao meu lado e o vi completamente tenso, além do seu cabelo perfeitamente alinhado estar bagunçado. Fui eu?

    Céus, e agora?

    — Quero a auditoria de acesso de todos os funcionários no último mês no meu e-mail ainda hoje. — ordena e abro minha boca em choque.

    A empresa tinha mais de mil funcionários, sendo que desses, mais da metade possuía acesso a computadores. Não seria uma tarefa difícil, mas daria muito trabalho e ocuparia muito o meu tempo.

    Estava sobrecarregada com sentimentos e responsabilidades, algo desse tipo iria apenas aumentar meu fardo pessoal.

    Tentando pensar como a funcionária que era, pego meu celular e confiro o horário, para saber quanto tempo hábil teria para atender seu pedido. Eram mais de três horas da tarde e assustei com o quanto de tempo passamos juntos e nem percebemos.

    — Será impossível entregar o que pede ainda hoje. Se for mais específico em quem devo... — minha voz ainda estava trêmula pelo choque da situação.

    — Preciso dessa informação urgente, Rin. Tenho pessoas desonestas na minha empresa, que estão te ameaçando e preciso saber quem são. — Para o carro na frente da empresa e suspira de forma audível. Fecha os olhos e encosta a cabeça no encosto do banco. — Nunca assuma a responsabilidade de um ato que não cometeu. Eu te beijei, quem deveria se desculpar sou eu.

    Com o coração acelerado, fico encarando seu perfil e o momento em que iria se desculpar, que nunca veio.

    — Preciso ir. — rosna impaciente, para que eu saia do seu automóvel.

    Sesshomaru não se desculpou, apenas me dispensou.

    Sem me despedir e com raiva, saio do seu carro, bato a porta e sigo com passos firmes e contrariados até minha sala. Não consigo conter meu mau humor no cumprimento cordial de quem passa por mim e assim que chego na minha sala, despois de descer um andar de escada, Caio está com o volume alto do som enquanto Anderson e Vitor estão conversando descontraidamente.

    — Desligue isso, Caio. — resmungo, jogando minha bolsa no chão ao lado da minha mesa e sentando na minha cadeira com muita raiva. O teclado também sofreu com os meus sentimentos e só queria poder descontar tudo o que estava sentindo em um homem alto, de terno, com olhos cor de avelas, barba por fazer e de nacionalidade italiana.

    — O que foi? — Obedece-me e me encara preocupado. Os outros dois haviam voltado a suas posições de trabalho.

    — TPM. — resmungo, não sendo uma total mentira. Tinha certeza que toda essa minha necessidade pelo meu chefe não passava de momento hormonal. Dizem que nessa época a mulher fica mais excitada.

    Sim, a culpa é dos malditos estrogênio e progesterona.

    — Tome. — Caio coloca um bombom Ferrera Rochedo na frente do meu teclado e sorri apreensivo. — Tem mais de onde veio esse.

    Parando de torturar meu teclado, abro o invólucro com rapidez e com uma única mordida, deixo o doce derreter na minha boca com um gemido satisfeito.

    Sim, nada que um chocolate italiano não faça para acabar com a necessidade de outra tentação da mesma nacionalidade.

    — Já disse que se não fosse por você, já teria ido embora dessa empresa? — com meu humor mais controlado, digo suavemente. Caio sempre me surpreendia com esses gestos carinhosos quando eu estava uma pilha de nervos. Não era a primeira vez e sabia que não seria a última.

    — Espero que melhore. — Encabulado, coloca seus fones de ouvido e se isola em seu mundo computacional enquanto encaro meu monitor com frustração.

    Havia uma missão a ser cumprida e faltaria tempo para que fosse concluída ainda hoje. Poderia ser um idiota, poderia ameaçá-lo por assédio sexual, mas não estava em mim nada disso. Só queria aprender, ter sucesso profissional e pronto. Até porque, não houve assédio, eu queria, e muito, o que aconteceu.

    Mesmo com tanta coisa para ser executada, deleguei algumas tarefas minhas na parte de desenvolvimento para meus três colegas de serviço. Nada ficaria pendente enquanto estava resolvendo esse abacaxi.

    Enquanto realizava consultas e operações no meu computador, minha mente voltava há algumas horas atrás. Meu corpo não havia esquecido como eram seus lábios, a vontade que senti de estar colada com ele e o quanto me excitei com tudo isso.

    Estava há tanto tempo sem namorado que todos os meus sentidos estavam à flor da pele.

    — Tchau, Rin. — Deixando mais um bombom italiano na minha mesa com um sorriso contido, Caio se despede e olho para o canto inferior direito do meu monitor. Seis e meia e não tinha nem metade dos relatórios de auditoria prontos. Estava ainda na letra “j”.

    Olhei para toda a minha sala e enfrentei a solidão de se trabalhar sozinha depois das dezoito horas. O cansaço parecia ter me atingido em cheio.

    Pensei em tomar um petrolão, mas lembrei do torrone na minha bolsa e com a intenção de continuar firme e forte com minha tarefa, abaixei, peguei-o dentro dela e comecei a comê-lo como uma selvagem. Deixaria o bombom para depois.

    Chegando a letra “p”, estiquei meus braços acima da cabeça para alongar e bocejei. Com minha cabeça limpa, meus pensamentos se organizaram e consegui me equilibrar emocionalmente. Estava exausta, como se tivesse trabalhado mais de vinte e quatro horas seguidas.

    Olhei para os lados e pela primeira vez me senti aflita por estar sozinha. Lembrei-me do telefonema na hora do almoço e abandonei minha atividade para investigar. Era o que deveria ter feito assim que cheguei do almoço.

    Almoço, Sesshomaru, beijos...

    Sem desviar o foco, Rin. Recrimino-me.

    Pesquiso novamente o número desativado, procuro histórico, algum registro excluído e nada. Faço uma breve pesquisa na internet para saber se era possível realizar uma ligação sem deixar rastros com aquele aplicativo, e encontrei meios de fazer o número aparecer no destino mesmo não sendo o de origem.

    Busquei em arquivos digitais antigos de instalação dos telefones IP e descobri que esse ramal era usado no último andar. As únicas pessoas naquele local eram Mirela e Sesshomaru, que estava comigo quando recebi o telefonema.

    Será que foi Mirela? Bem, sendo quem era e como se comportava, não duvidaria, mas ela não tinha toda essa capacidade técnica, ou tinha? Nos tutoriais da internet não parecia fácil de fazer, então...

    Levantando da minha cadeira, sigo para fora da minha sala e subo as escadas, indo direto ao último andar. Não tinha visto o horário, mas tinha certeza que não havia ninguém na empresa. Com a intenção de investigar a mesa dessa mulher, subi de forma sorrateira e invadi a recepção sem medo de ser vista.

    Estava tudo vazio e com as luzes apagadas.

    Sento na sua cadeira e abro a primeira gaveta, encontrando tudo metodicamente alinhado. Blocos de anotações, canetas, clipes e grampos até pareciam intocados. Arrumei um item que tinha saído do lugar e fechei vagarosamente a gaveta.

    Quando ia abrir a segunda, escuto vozes e meu coração quase pula pela boca.

    Caramba, e agora?

    Olho para todos os lados e num ato de desespero, já que as vozes estavam cada vez mais altas, agachei debaixo da mesa e trouxe a cadeira o máximo que consegui até mim. Se fosse alguém vindo de frente, ninguém iria me ver, mas se fosse da sala de Sesshonaru, vergonhosamente seria pega.

    — Não vai se repetir, chefinho, prometo. — perco toda a cor do meu rosto quando escuto a voz de Mirela e o jeito suave que diz essas palavras. O único chefe presente do leão de chácara era o homem que beijei na hora do almoço, Sesshomaru. Escuto um leve gemido, um estalo de lábios e um ronronar. — Estou liberada?

    Fecho meus olhos e tento controlar minha raiva e as lágrimas de escorrerem. Eles pareciam bem íntimos pelos sons que escutei.

    Esse homem está usando todas as mulheres a seu bel prazer. Fui uma idiota apaixonada, além de uma funcionária capacho. Enquanto ele está curtindo beijos, eu fiquei trabalhando em seu relatório infernal.

    Sim, estava com ciúmes. Também estava me sentindo usada e irritada.

    Não ouvi a resposta, mas passos perto da mesa. Não tive coragem de abrir os olhos e como se conseguisse me ocultar dessa forma, esperei deixar de escutar qualquer barulho antes de encarar minha realidade. Escutei sons de sapato tocando o chão com firmeza, porta abrindo, porta fechando e o nada.

    Rápida e silenciosamente saí debaixo da mesa e segui escadas abaixo. As luzes continuaram apagadas e não sabia precisar se Sesshomaru havia entrado em sua sala ou saído do andar.

    Às pressas, chego à minha sala e grito assustada ao ver o próprio CEO sentado na cadeira em frente à minha mesa. Coloco uma mão no coração e lágrimas escorrem dos meus olhos pelo susto, raiva e desilusão.

    Céus, esse dia estava sendo muito!

    — Desculpe, me assustei. — murmuro desgostosa.

    Apesar de Sesshomaru ter se levantado e me olhado preocupado, limpei rapidamente minhas lágrimas, sentei na minha cadeira e o encarei friamente, completamente recomposta.

    — Onde estava? — Senta novamente na cadeira e me avalia.

    Presenciando seu romance com o leão de chácara, italiano canalha e irresistível.

    — No banheiro. — respondo ríspida.

    Abro o bombom deixado por meu colega de serviço, coloco-o inteiro na boca e olho para o horário exibido pelo meu computador. Eram mais de dez horas da noite e ainda tinha muito relatório a ser feito pela frente.

    — Terminou o relatório?

    — Não, como disse, são muitos usuários para pouco tempo. — falo com a boca cheia encarando o meu monitor. Estava me sentindo rebelde e nem um pouco educada. Termino de mastigar o bombom e o encaro. — Posso terminar amanhã?

    — Tem como imprimir o que você já fez? — pede impaciente e arregalo meus olhos.

    Ele é de verdade?

    — Senhor Switch, são mais de mil páginas a serem impressas, é inviável. — Vendo sua frustração pelas minhas palavras ou talvez pelo tratamento cordial, decido ser prática, tiro o tablet da minha bolsa, configuro o gerenciador de relatórios e o entrego com um bocejo. — Desculpe. Veja os relatórios por aqui.

    — Como isso funciona?

    Inclino meu corpo na minha mesa, pego o aparelho da mão dele e mostro:

    — Você quer esse relatório para encontrar alguma coisa, certo? Se você quiser saber sobre uma pessoa, digite o nome dela aqui. — Faço a operação como um exemplo e continuo. — Se você quiser saber sobre um dia ou horário específico, escolha aqui. E se você quiser saber qual operação e qual sistema, escolha aqui.

    Termino de falar, volto a minha cadeira e o vejo me encarando com admiração. Encaro-o com ferocidade, não amolecendo meu coração para esse aliciador de mulheres e volto a minha tarefa.

    — Eu realmente aprecio sua dedicação, Rin. — diz suave. — Tenho exigido muito de você, eu sei, mas sua ajuda será essencial para organizar a empresa e o que tenho planejado.

    — Sou paga para isso. — digo friamente. — Posso ir embora ou você esperará até perto da meia noite para ter os relatórios em mãos? — Não o encaro, porque minha raiva começou a crescer de uma forma exponencial. Elogiar-me estava tendo o efeito contrário.

    — Rin, sobre o que aconteceu no almoço... — tenta me acalmar, mas mal sabe ele que meu problema foi o agora e não o que aconteceu no almoço. Decido interromper suas desculpas.

    — Não precisamos conversar sobre isso, ninguém precisa se constranger mais. — controlo minha emoção, mas minha voz sai levemente trêmula. — Posso ir embora? — insisto de forma enfática.

    Abandona o tablet na minha mesa, levanta da cadeira e anda pela minha sala com frustração, esfregando suas mãos no rosto e cabelo. Reparei sua vestimenta apenas agora, camisa com mangas dobradas até os cotovelos, relógio prateado destacado em seu pulso, sem jaqueta ou terno, sem gravata e cabelos revoltos.

    Isso era preocupação ou o momento pós Mirela?

    Revoltada por não ter uma resposta quanto a alteração de prazo na conclusão do meu serviço, bloquei minha máquina, guardei tudo na minha bolsa e levantei da cadeira. Aproximo-me determinada, enquanto ele que para e me olha com o cenho franzido.

    — Estou cansada, esgotada e me sentindo como se um trator tivesse me atropelado. Estou indo para casa, você tem o tablet para uma parcial dos relatórios e amanhã, entregarei o resto. Adeus. — Viro minhas costas para ele, mas não consigo dar nem mais um passo, porque me prende no lugar com uma mão no meu braço. Olho-o confusa.

    — Non. (Não) — diz com firmeza.

    — Não?

    Novamente, sem aviso prévio, cola sua boca na minha quando puxa meu corpo para estar em frente ao seu. Impiedosa e com raiva, seguro seus cabelos e puxo com força, arrancando um leve rosnado e gemido de seus lábios.

    Nosso contato não é casual, não há delicadeza, apenas frustração e desejo. Queria me lembrar de que o escutei a pouco com sua secretária Mirela, mas a luxúria tomou conta quando suas mãos desceram pelas minhas costas e apertaram minha bunda, levemente me erguendo para estar de encontro com sua masculinidade.

    Estava chateada, sobrecarregada e a única coisa oferecida foi esse contato indevido com meu chefe. Que assim fosse, porque não iria mais lutar. Estava completamente rendida aos seus encantos, mesmo que durasse apenas por hoje.

    — La mia perdizione... ( minha perdição)— sussurrou entre os beijos. Não tinha a menor ideia do que significava, então, simplesmente me perdi nessa neblina de sedução italiana.


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