Contos eróticos Inu Yasha

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    Capítulo 2

    Inu Yasha - Yura

    Hentai, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo

    Ele farejou o ar mais uma vez, sentindo uma mistura caótica de odores. Podia sentir o cheiro azedo do pântano ao norte e dos corpos a muito tempo em putrefação lá, sentia também o cheiro de lobos em algum lugar ao sul (ele não gostava daquele cheiro, o fazia lembrar do rabugento do Kouga), haviam outros cheiros também, muitos deles, de flores, comidas no forno, de ogros, mas não era nada disso que Inu Yasha estava procurando.

    O cheiro de Narak, ou de Kagome, não estavam em lugar nenhum. A explicação mais provável era que os dois estivessem dentro de uma barreira. Se fosse esse o caso, e Inu Yasha tinha certeza que era, ele não conseguiria sentir o cheiro de qualquer coisa no interior da barreira.

    Kagome havia sido capturada, e, juntamente com ela, os fragmentos da joia de quatro almas foram levados. Inu Yasha não queria admitir, mas o rapto da amiga o preocupava mais do que a perda dos fragmentos da joia.

    — E então achou algo? – perguntou Mirok em tom inquisitivo.

    Inu Yasha olhou para o amigo. O monge vestia suas roupas negras e roxas e trazia na mão direita seu cajado dourado. Mirok era o inteligente do grupo, o cara dos planos, mas nem ele havia conseguido bolar um plano para acharem Narak.

    Sango também estava com eles, sentada no chão com Kirara, a gata-youkai, em seu colo. Ela vestia seu kimono de cores rosas e roxos. Uma roupa discreta. Não tão discreto porem era o enorme boomrangue que estava no chão ao seu lado, a arma conhecida como jiraykotsu, ou osso-voador, como se preferisse chamar. Era uma arma criada a partir dos ossos de youkais e era o terror de muitos deles.

    — Nadinha... – disse o meio-youkai coçando o nariz querendo se livrar do incomodo cheiro de lobo – o maldito sumiu por completo.

    — É... ele sempre some – disse Sango com uma raiva contida. A garota estava frustrada porque tinha motivos pessoais para matar Narak, como todos ali.

    Shippo estava em um canto tristonho, de um certo modo Inu Yasha preferia assim, o garoto normalmente fazia muito barulho e era extremamente irritante. Se tudo tinha um lado bom, o lado bom do rapto de Kagome era que Shippou tinha finalmente calado a boca.

    — E aquela youkai que você vive se encontrando Inu Yasha? – disse Mirok, seu rosto se iluminando com uma ideia – ela não poderia localizar a Kagome?

    — Ahn? – perguntou Sango levantando a cabeça surpresa – o Inu Yasha anda se encontrando com outra mulher as escondidas da Kagome?

    Inu Yasha sentiu raiva de Mirok por ter dito algo tão dubio. Ele se virou para Sango e apressou-se em explicar direito a situação.

    — Não saio me encontrando com mulher nenhuma! – esbravejou irritado – o Mirok está falando da Yura, é uma youkai que me encontrei um pouco depois de conhecer a Kagome. Nós lutamos, mas não consegui matar a maldita. Ela queria os fragmentos da joia de quatro almas que possuíamos.

    — É, todos as youkais querem isso de você – disse Sango com desconfiança, mas pela sua expressão pareceu a Inu Yasha que o “isso” era outra coisa e não a joia.

    — Ela ainda nos ataca de vez em quando atrás dos fragmentos da joia – explicou Mirok a Sango.

    Inu Yasha nem lembrava mais de Yura, uma bela Youkai de curtos cabelos negros, especialista no uso de uma espada curta e no manejo de fios como arma. Ele já havia perdido a vontade de mata-la de tantos encontros com a mesma e tinha certeza que Yura também pois, sempre que se encontravam, trocavam golpes e provações, mas nenhum realmente lutava com tudo.

    Yura sempre o provocava com falas com duplo sentido, ou, simplesmente, olhares maliciosos. Ele ficava nervoso na frente dela. Mas não era sua culpa. A culpa era ela de ser tão provocante, ter um corpo tão atraente e vestir roupas tão... bem... tão pequenas.

    — Porque Yura poderia nos ajudar? – perguntou Inu Yasha tentando não pensar na bela youkai sorrindo para ele. Ela sempre sorria quando eles se viam.

    Mirok deu de ombros como se não tivesse muita certeza do que ia falar a seguir.

    — Bem, ela consegue fazer umas coisas bem peculiares com fios de cabelo não consegue? – perguntou, mas como parecia uma pergunta retorica Inu Yasha não respondeu. Mirok prosseguiu – talvez ela consiga rastrear Kagome com um fio de cabelo dela. É só uma teoria, claro, mas é a única ideia que me veem a mente – Sango ia abrir a boca para contestar, mas Mirok se adiantou as criticas a sua teoria – olhem, eu sei que nem sabemos se ela pode fazer isso, e, mesmo que possa, se a barreira do Narak não a impede, como impede o Inu Yasha de sentir o cheiro da Kagome mas... – ele suspirou – é um plano idiota eu sei, com poucas chances de dar certo, mas é melhor do que nada certo?

    Sim, era um péssimo plano, com muitos “se” e quase nenhuma certeza sobre nada. Mas Mirok tinha razão, eles não tinham muita escolha. Achar os fios de cabelo não era problema, haviam muitos na escova de kagome. O real problema eram as poucas chances daquele plano ter sucesso. Ainda muito incerto Inu Yasha voltou a farejar o ar a procura do aroma de Yura. Não demorou muito para encontrar o rastro da youkai. Yura tinha um aroma bastante peculiar de cabelos sedosos (que era difícil de explicar, mas inconfundível ao nariz), sangue e, bastante sutilmente, flores.

    — Encontrei! – disse o meio-youkai com um sorriso confiante no rosto e, sem dar mais nenhuma explicação, saiu correndo dali aos saltos em direção ao cheiro.

    Mirok, Sango e Shippo o ficaram observando se afastar até sumir no horizonte. Passado alguns minutos Sango perguntou a todos ali e a ninguém em particular.

    — Ele tem um caso com essa Yura não tem?

    — Não tenho certeza, acho que sim – respondeu Mirok e depois, com um suspiro, completou – eu teria um caso com ela se ela me desse bola.

    Sango lançou ao monge um olhar de reprovação e ciúme, mas não disse nada.

    — Inu Yasha traidor – resmungou Shippou.

    Mais um longo período de tempo se fez até que alguém voltasse a falar. Era Shippou, com uma voz quase inocente.

    — Ele realmente não percebeu que não levou os fios de cabelo da Kagome... aquele idiota.

    Nem Mirok nem Sango responderam, mas eles não precisavam. Estava claro que eles concordavam: Inu Yasha era mesmo idiota.

    *****

                Inu Yasha se locomoveu com velocidade, pulando longas distâncias, atravessando planícies e florestas. Ele era rápido e, para sua sorte, o cheiro de Yura ficava cada vez mais forte. Em pouco mais de duas horas ele chegou a uma grande floresta, haviam corpos de youkais mortos aos montes, cortados em dezenas de pedaços.

    Aquilo era coisa de Yura, era muito claro. A youkai devia ter deixado seus fios de cabelo por ai. Espalhados como teias de aranha esses fios eram invisíveis aos olhos da maioria dos seres, inclusive de Inu Yasha. Mas essa não era a única peculiaridade dos fios de Yura, eles eram afiados como navalhas e era por isso que tantos youkais haviam perecido, cortados por algo que nem sequer conseguiram ver.

    Inu Yasha encontrou a youkai em uma clareira no meio da floresta. Yura era muito bela, seus cabelos negros eram curtos e neles havia um laço vermelho que dava a garota um charme especial. Ela tinha dóceis olhos lilás, mas por detrás dessa doçura aparente estava uma assassina letal. Seus lábios eram pequenos e bem vermelhos devido ao batom. Suas roupas eram pretas e bem curtas, revelando boa parte de suas lindas coxas e dando uma visão avantajada de seus fartos seios, cobertos apenas por uma roupa curtíssima. Na sua cintura repousava uma espada curta. A youkai sorria discretamente para Inu Yasha. Ela não parecia nada surpresa em vê-lo ali, pelo contrario parecia já saber de sua presença bem antes dele chegar.

    — Bem, quando eu percebi que era você a vir até mim e não o contrario – ela sorriu e Inu Yasha odiou-se por sentir uma pontada no meio das pernas ao fitar aquele lindo sorriso – isso me deixou bem intrigada. Saudades? – disse em um palpite.

    — Bah, quem teria saudades de você?! – retrucou o meio-youkai em tom irritadiço – quero que me ajude a encontrar uma pessoa para mim.

    A expressão de Yura se transformou, seu sorriso malicioso e provocativo caiu e ela fez uma cara de espanto que chegou a ser cômica. A youkai estava preparada para ouvir muitas coisas, mas com certeza aquilo não era uma delas.

    — Quer que eu de uma de cupido? – perguntou. Parecia sem saber como reagir – olha isso é mesmo estranho...

    — Claro que não sua louca!!! – esbravejou Inu Yasha se perguntando porque todo mundo via um sentido totalmente errado em tudo que ele dizia – quero encontrar minha amiga. Kagome. Ela foi sequestrada.

    Yura se levantou fazendo uma expressão pensativa. Distraída como estava pensando no assunto nem parecia a pessoa provocativa e maliciosa de sempre. Ela se lembrava de Kagome, havia tentado mata-la uma vez, era difícil esquecer alguém depois disso.

    — Aquela menininha mimada? Bom eu posso... talvez, mas eu preciso de duas coisas. Primeiro me de um fio de cabelo dela e segundo me de um motivo.

    Inu Yasha sorriu aliviado pelo palpite de Mirok ter se mostrado verdadeiro. Ele não tinha um bom motivo para convencer Yura, mas tinha certeza que arranjaria um. O fio de cabelo porem ele tinha, Inu Yasha o trazia consigo, ele vasculhou em seus bolsos procurando-o.

    — Merda... não acredito nisso... eu esqueci o maldito fio! – resmungou.

    — Hmmm... entendo, viajem perdida então? – perguntou Yura e só então que Inu Yasha percebeu que a garota estava perto demais dele.

    Ele não havia percebido quando Yura havia se aproximado, mas ela estava ali, encostada nele, fitando-o com um olhar inquisitivo e divertido no rosto. Ele odiava o fato dela sempre se divertir as suas custas, como se ele fosse um bichinho engraçado ou algo do tipo.

    O pior é que ele podia sentir os seios da garota encostando no seu ombro, eram seios grandes, bem grandes, e eram macios. Inu Yasha não teve como não fitar aqueles seios enormes cobertos por tão pouco pano.

    — Não se aproxime tanto! – disse ele irritado, tentando empurrar a moça. Yura porem se manteve firme ao lado de Inu Yasha e, quanto mais ele tentava afasta-la, mais ela grudava nele.

    — Não tem o fio de cabelo, bem acho que isso nós leva direto ao segundo ponto – ela sorria se agarrando ao braço dele. Seus seios se pressionando com ainda mais força contra o ombro do meio-youkai – você precisa me dar um motivo para ajuda-lo.

    — Vou dar um soco em você se não se afastar! – gritou, queria olhar para o rosto dela, mas só olhava para os seios.

    Yura estava se divertindo com a situação. Um sorriso travesso e malicioso brilhava em seu rosto. A youkai subiu sua mão faceira pelo pescoço dele até acariciar o rosto. Inu Yasha congelou com aquele toque, ele podia sentir a ardência sexual naquele naqueles dedos pequenos e delicados. Os olhos lilás de Yura o fitavam de uma forma mais provocante que o normal, a garota umedeceu os lábios e aproximou seu rosto ainda mais do dele.

    — Porque não aproveitamos que estamos só nos dois agora hein? – a voz dela parecia um canto de sereia e Inu Yasha se sentia perdido na imensidão que era o olhar da Youkai. Ele sempre a achara atraente, mas ela estava ainda mais atraente que o normal. Ele não sabia se isso era bom ou ruim.

    Ela o beijou, primeiro na bochecha, de forma carinhosa e manhosa, mas depois na boca. Inu Yasha não recusou nenhum dos beijos. Yura tinha lábios delicados, sua saliva era mais saborosa que o melhor dos vinhos e seus seios... ele nem sabia como descrever aqueles seios que insistiam em roçar em seu ombro.

    A youkai tomou a iniciativa, abraçando Inu Yasha e encostando-o contra uma arvore. O corpo dos dois se pressionaram e as mãos dela exploravam o corpo dele, abrindo a blusa e apalpando seu peitoral musculoso. Ele ficou imóvel por um pouco mais de um minuto, sem acreditar no que estava acontecendo, dominado pelos toques e beijos experientes de sua amante.

    Inu Yasha retribuía o beijo e, sentindo o fogo do desejo arder dentro dele, passou suas mãos pelo corpo de Yura. Ela já estava praticamente nua então ele não teve dificuldade de sentir suas coxas macias, seus seios fartos e sua linda e perfeita bunda. Yura soltou um gemido abafado quando seu seio esquerdo foi pressionado. Ela estava adorando aquilo e o melhor é que sabia que estavam apenas no começo.

    Os dois se beijavam com intensidade e, embora Inu Yasha gostasse de Kagome, ele nem sequer pensava na garota naquele momento. Seus desejos estavam todos voltados para a bela youkai morena a sua frente e era por ela que seu pênis estava rígido de prazer.

    Aos poucos Yura foi retirando as roupas de Inu Yasha. Ele vestia roupas demais e isso a irritou um pouco. Ela não conseguia entender porque as pessoas se cobriam tanto com roupas se a melhor coisa da vida se fazia pelado. Ela deixou Inu Yasha completamente nu, tirou até mesmo aquele colar irritante, aquela coleira, que Kagome colocara nele. Inu Yasha estava despido, seus cabelos prateados esvoaçavam sutilmente ao sabor do vento, o corpo era bem definido, forte e musculoso. Para completar tinha as orelhas de cachorro que lhe deixavam quase fofo, mas o melhor de tudo era o pênis do meio-youkai, firme e forte, um belo membro que Yura estava doida para experimentar.

    — Hmmm... nada mal. Eu sabia que você não iria me decepcionar – disse sedutora, sua mão acariciando o peitoral dele.

    — Quieta – rugiu o meio-youkai já bastante excitado pelo desejo. Ele puxou a faixa amarela de Yura e depois retirou suas vestes pretas curtíssimas. Em menos de cinco segundos ela estava totalmente nua, seu corpo reluzia de tão belo. Yura tinha a pele muito clara e tudo em seu corpo era na medida certa, nem grande nem pequeno demais. Inu Yasha a fitava com desejo.

    — Vai ficar só olhando? – provocou ela.

    Ele avançou, suas mãos apertaram os seios com gosto arrancando um gemido alto da youkai. Ele massageava os seios com desejo enquanto distribuía beijos angustiados e apressados no pescoço e boca de Yura. Ela gemia, feliz por estar sendo possuída. Retribuía cada um daqueles beijos ardentes com ainda mais desejo do que ele.

    Yura levou uma das mãos ao pênis de Inu Yasha. Ela o tocou com movimentos experientes, apertando-o, acariciando-o, estimulando-o em seus pontos mais sensíveis. Inu Yasha gemeu, perdendo o folego e ela sorriu cheia de luxuria.

    — Vamos trabalhar no seu amigo aqui embaixo – disse piscando o olho e então se abaixou.

    Inu Yasha a viu se ajoelhar e aquilo e excitou ainda mais. Ela acariciou seu pênis e seus testículos, como se testando-os. Em seguida fechou os olhos e começou a chupar. Sua boca ia e vinha engolindo aquele pênis enorme, melando-o com sua saliva.

    Inu Yasha meio gemeu, meio xingou, ele tinha dificuldades em ficar de pé com ela fazendo a festa entre suas pernas. Com uma das mãos agarrou a nuca da moça com força e a empurrou para frente, insistindo para ela continuar.

    Yura aumentou o ritmo, ela tinha dificuldades em colocar aquele pênis na boca, era tão grande que quase a fizera engasgar. Mas ela gostava disso, de coisas grandes e rígidas. Os dedos de Inu Yasha apertavam sua nuca e suas unhas afiadas arranhavam-na com força, mas ela ignorou a dor concentrando-se apenas no prazer.

    Ela parou quando ele estava prestes a ter um orgasmo, fez isso para provoca-lo, mas não apenas por isso. Não queria que ele se alivia-se, não ainda. Ela queria sentir aquele pênis penetrando-a. Queria isso com urgência.

    Yura não precisava pedir, ele queria a mesma coisa. O meio-youkai a levantou e empurrou-a contra uma arvore, seus seios se pressionando na madeira enquanto sua bunda ficava empinada. Ela soltou um grito de surpresa pela forma brusca do ato, mas no fundo não se incomodou, pois ele a penetrou logo em seguida e ela amou isso.

    Foi uma penetração forte, seu pênis entrando na vagina dela com violência, trazendo consigo prazer e dor. As mãos dele estavam na cintura dele, segurando-a firme, enquanto seu pênis ia e vinha em estocadas cada vez mais fortes.

    — Ahhhhh! – ela amou aquilo. Aquela violência e desejo desenfreado, aquele descontrole, aquela luxuria. Inu Yasha parecia fora de si, movido apenas pelo instinto e Yura não estava muito diferente dele naquele momento.

    Nenhuma palavra mais foi trocada, ele apenas a penetrava com força e sem piedade alguma. Uma das mãos dele procurou o seio esquerdo dela e o apertou com força fazendo Yura gemer ainda mais alto.

    Ele movia seu corpo com força, para frente e para trás, em uma dança frenética e louca. A dança parecia que nunca iria acabar, e eles pareciam que ficariam presos naquele momento para sempre, mas Inu Yasha soltou um ultimo grito, que cortou os céus como um relâmpago. Com o resto de suas forças teve um orgasmo dentro dela e, totalmente exausto, caiu no chão, desfalecendo.

    Yura estava esgotada e precisou se apoiar na arvore para não cair. Sentou-se no chão com dificuldades, ainda sentindo a sua intimidade pulsar de prazer. Ela estava encharcada de suor, seu coração batia acelerado, tão acelerado que parecia que ia saltar do peito.

    — Você quase acabou comigo – ela disse rindo. Uma de suas mãos acariciou os cabelos prateados de Inu Yasha.

    Ele estava dormindo e Yura não podia culpa-lo, depois do que fizeram tinha vontade de hibernar por um ano inteiro. Ela sorriu manhosa para o meio-youkai e, aproveitando-se de seu estado, arrancou-lhe dois fios de cabelo. Aquele seria seu pequeno presente e recordação daquela maravilhosa transa.

    Ela sabia dar ótimos usos para fios de cabelos e sua mente já se enchia de possibilidades para o que faria com aqueles fios. Ela sorriu mais uma vez, lembrando-se que teria que ajudar Inu Yasha a encontrar aquela garota mimada.

    — Bem, isso vai ser divertido – disse para si mesma, depois olhou para Inu Yasha e perguntou-lhe, mesmo sabendo que ele não iria responde-la – você pode até gostar dela, mas é por mim que sente desejo não é?

    Obviamente ele não respondeu, mas não precisava. Yura sabia que ele jamais possuiria Kagome com o mesmo desejo e vigor que a possuirá agora a pouco. Ela decidiu-se que iria investir mais no meio-youkai. Ela só estaria com o Inu Yasha até que Kagome fosse resgatada, o que talvez só demorasse alguns dias, mas esse era todo o tempo que precisava.

    Em alguns dias ela roubaria o coração dele, o faria ficar louco de desejo por ela, apaixonado como um adolescente. Sim, ele seria dela, totalmente dela. Quando Kagome fosse resgatada ele já estaria tão apaixonado que tudo que iria querer da garota seria amizade e nada mais.

    Isso era o que ela queria. Mas e quanto aos desejos de Inu Yasha? Ele com certeza estava caidinho por ela, disso Yura tinha certeza. Mas ele precisaria acordar para ela sonda-lo e saber o quanto o havia fisgado em seus fios do amor.

    E ele acordaria em breve. Yura mal podia esperar para isso. A mente da youkai sonhava com as possibilidades do futuro e todas elas a faziam sorrir alegremente.


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