Procura-se um Marido

  • Aelita
  • Capitulos 11
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    10
    Capítulos:

    Capítulo 10

    Capítulo 10

    Álcool, Linguagem Imprópria

    Meu celular tocou. Tateei com os olhos até encontrá-lo

    - Seja lá quem for, vá pro inferno! - resmunguei.

    - BOOOOOM DIAAAAA, SAKURAA! - gritou Mari, e em seguida entrou a voz de Bono Vox cantando “Beautiful Day” num volume além do suportado pela audição humana. Isso durou uns trinta segundos antes de o volume diminuir. - E aí, acordou?

    - O que foi que deu em você? - perguntei furiosa, tentando acalmar minha pulsação. - Acho que todo esse barulho me causou labirintite.

    - Se você pode ficar irritada, então já está bem desperta. Eu não podia deixar você perder sua carona. Vou tomar banho. Tenha um lindo dia!

    - Mariana! - mas ela já tinha desligado.

    Afundei a cabeça no travesseiro, bufando. Dei uma espiada antigo relógio de vovô sobre a mesa de cabeceira.

    - Ah! - pela primeira vez acordei na hora certa.

    Fiquei decepcionada ao encontrar a porta do quarto de Sasuke aberta e a cama arrumada e vazia, assim como o restante do apartamento. Ele devia ter ido sem mim. Aparentemente, minha hora certa e a dele não eram a mesma.

    Que ótimo, pensei. Não adiantou nada acordar de madrugada!

    Tomei um banho demorado; o chuveiro era fantástico, apesar do pouco espaço do banheiro. Ainda enrolada na toalha, fui investigar o que havia para comer na geladeira. Encontrei cerveja, queijos, sucos, frutas, embalagens de comida pronta e dúzias de bandejas de iogurte, de todos os sabores e marcas conhecidas. Eu ri. Provavelmente tudo aquilo iria para o lixo antes que eu fosse capaz de comer. Na verdade eu nem gostava muito de iogurte, mas não pude deixar de me sentir quente diante da atenção de Sasuke em relação a mim.

    Encontrei granola no armário e uma tigela, e me espantei com o tamanho da pilha de chocolates que Sasuke comprara. Ele não parava de me surpreender.

    Sentei-me ao balcão e estava terminando o café da manhã quando a porta se abriu bruscamente. Saltei da banqueta, assustada, antes de ver Sasuke - vestindo camiseta branca e bermuda azul, os cabelos úmidos e a pele brilhando de suor - invadir a cozinha.

    - Sasuke! - gritei, apertando a toalha ao redor do corpo.

    - Bom d... - ele me examinou de cima a baixo, desviou os olhos, depois se virou de costas. - Eu... não sabia que você tomava café vestida assim.

    Eu não sabia que você ia voltar pra casa. Pensei que já estivesse na empresa a essa altura - meu rosto ardeu.

    - Ainda é cedo e combinamos de ir juntos, esqueceu?

    - Pensei que o seu cedo e o meu fossem diferentes.

    Ele riu, ainda de costas. O suor fazia a camiseta fina grudar estrategicamente em suas costas largas. Não, não era enchimento. Sasuke tinha mesmo um corpo fabuloso. Droga!

    - Acho que cedo é cedo pra todo mundo. Vou... tomar um banho e... e... Até já - ele saiu rapidamente em direção ao banheiro, sem olhar para trás.

    Voltei para o quarto e vesti a primeira roupa que encontrei - calça jeans e regata de malha cinza. Passei a mão pelos cabelos e um batom clarinho para tentar disfarçar o vermelho-escarlate que cobria minha face. Eu estava extremamente constrangida, como se a primeira vez que um homem me visse quase nua.

    Esperei por ele na sala, impaciente, mudando de posição no sofá toda que ouvia um barulho mínimo vindo do banheiro. Finalmente Sasuke surgiu, com toda sua elegância opressora, vestido formalmente como sempre, a maleta em uma das mãos. Não tive coragem de olhar para ele por mais de dois segundos. Ele também parecia constrangido, de modo que permanecemos calados durante todo o trajeto até a empresa.

    - Desculpa - me forcei a dizer quando ele estacionou no pátio da B&L, após vinte intermináveis minutos de silêncio. - Realmente pensei que estivesse sozinha.

    - Tudo bem, não foi nenhum crime - ele disse rapidamente.

    - Você está bravo – apontei.

    - Não estou.

    - Está sim.

    - Não estou - ele teimou.

    - Tem uma veia saltando na sua testa. Ou você está bravo ou está prestes a ter um AVC.

    Ele suspirou.

    - Não estou bravo, Sakura. Só fiquei surpreso ao encontrar uma mulher nua comendo na minha cozinha. O que não é ruim, de forma alguma, diante da nossa situação...

    - Então não é comum ter mulher nua na sua cozinha? - me ouvi perguntando, interessada.

    Ele comprimiu os lábios, olhando para frente, parecendo ainda mais exasperado.

    - Tudo bem, não era da minha conta.

    Suspirei.

    - Juro que isso não vai se repetir, Sasuke. Juro!

    - Aquela é a sua casa agora. Você pode fazer o que quiser, inclusive tomar café da manhã vestindo nada mais que uma toalha de banho.

    - Menos mexer nos seus hidrotônicos - eu disse, desejando mudar de assunto e quebrar a tensão que parecia sacudir o carro.

    Funcionou

    - Menos mexer nos seus hidrotônicos - ele concordou com um sorriso tímido. - Não estou com raiva. Só fiquei um pouco surpreso ao te encontrar daquela forma. Você parecia bastante à vontade. O que de certa forma é bom.

    Sasuke me encarou, seus olhos brilhavam mais que de costume, o que não ajudou em minha tentativa de manter os batimentos *

    - Olha, você prometeu que ia se esforçar pra não fazer isso. Você prometeu que ia parar com esses seus comentários irritantes - falei. De repente minha respiração acelerou. Ele quis dizer que era bom eu estar nua e em sua casa?

    - Eu não prometi nada. Eu disse que ia tentar me conter, é diferente. Mas não estou tentando te irritar - ele disse, numa voz profunda. - Estou sendo sincero. Fico feliz que você tenha se sentido em casa. Só preciso me acostumar com a ideia de te ver daquela forma e não... - ele se calou. Seus olhos baixaram e encararam meus lábios com certo interesse.

    - E não...? - instiguei, querendo muito saber como aquilo terminaria.

    Sasuke pareceu acordar do transe ao som da minha voz, rapidamente desviou os olhos e se endireitou.

    - Depois a gente se fala. Preciso encontrar o Paulo para discutir sobre um contrato. Quer carona pra voltar pra casa?

    Eu sabia que aquele “Depois a gente se fala” significava “Nunca mais vamos tocar nesse assunto”. Frustrada, eu disse:

    - Quero. Obrigada.

    Ele assentiu, saiu do carro e me deixou ali no estacionamento, atônita, tentando adivinhar o que se passava em sua cabeça e, ao mesmo tempo, o que acontecia com a minha.

    Joyce foi toda simpática quando cheguei ao sétimo andar.

    - Lá vem a noiva do ano! - Apenas dei um sorriso amarelo. - Já viu o jornal? - ela me mostrou a capa de um dos maiores jornais da cidade. Havia uma foto minha e de Sasuke, tirada sabe Deus como, entrando no cartório no dia anterior.

    DE PRINCESA A GATA BORRALHEIRA

    Sakura Haruna de Bragança e Lima, uma das herdeiras mais ricas do país, segundo fontes seguras, foi deserdada e não dispõe mais de sua enorme fortuna. Sakura já coloriu páginas de muitos jornais ao redor do mundo, sempre metida em escândalos. A garota-problema parece estar mais calma por ora. Na manhã de ontem, foi vista entrando no cartório da cidade ao lado de Sasuke Cassani, 28 anos, jovem executivo de uma das empresas pertencentes ao Conglomerado Lima. O casamento foi a portas fechadas e ninguém se pronunciou até o momento. Resta esperar para descobrir se dessa vez a ex-princesa do Conglomerado Lima criou juízo.

    - Argh! Eu odeio esses jornais! - resmunguei.

    - É, são horríveis mesmo - concordou ela, me analisando atentamente. - Você parece cansada. Não dormiu bem? - e soltou um risinho malicioso.

    - Não dormi nada essa noite - suspirei. Depois do pesadelo com vovô, eu tinha me revirado de um lado para o outro até quase o amanhecer. Estava pregada!

    - Nossa! E o Sasuke, com aquele jeito de workaholic certinho sem tempo pra nada, me enganou direitinho. Não fazia ideia que havia um amante ardente por trás daquela fachada séria.

    - O Sasuke? - Do que ela estava falando? Ah, sim. Do meu suposto marido Sasuke. - Claro! Ele está... acabando comigo.

    Joyce sorriu ainda mais e suspirou.

    - E parece que a sua maré de sorte continua. A Janine pediu para você ir até o RH. Resolver o problema com os chineses foi um golpe de mestre, Sakura.

    - Ela disse o que queria? - perguntei interessada.

    - Acho que você vai ter uma nova função.

    - Sério?! - Ah, o doce sabor da vitória! Com certeza ser vice-presidente seria bem menos cansativo e muito mais bem remunerado.

    Desci até o RH, ansiosa, antecipando minha promoção fantástica, que elevaria significativamente meu salário. Eu já fazia planos de qual dos maravilhosos cupês importados eu compraria. Talvez comprasse um amarelo dessa vez. Gostava de carros amarelos. Ou talvez um laranja, com bancos de couros personalizados.

    Janine já me esperava com um sorriso no rosto, os cabelos rebeldes presos como um espanador.

    - Sakura, a confusão foi culpa sua, mas admito que você foi muito perspicaz em resolver tudo sozinha. Ganhou vários pontos com a diretoria. Eles acham que talvez possam aproveitar melhor sua capacidade - usei todo meu autocontrole para não fazer a dancinha da vitória, mas então Janine continuou falando e acabou com meu novo cupê laranja com bancos personalizados - no Comex, no setor nove. Eles sempre precisam da ajuda da Joyce. Você vai poder suprir essa deficiência.

    - Mas eu pensei que fosse ser promovida!

    - E foi. Você agora é secretária! - ela floreou a palavra, como se dissesse estrela de cinema.

    - Isso não é ser promovida - cruzei os braços sobre o peito.

    - Claro que é, boba! - ela riu. - Você vai poder mandar uma das assistentes ir até a sala da copiadora pra você. Isso não é bom?

    Vendo por esse lado...

    - E quanto ao salário? - eu quis saber.

    - Como agora você vai exercer o cargo de secretária - estrela de cinema! - do setor nove, seu pagamento será ajustado à sua função. O aumento é mínimo, mas já é alguma coisa, certo?

    - Certo. - Qualquer dinheiro extra era bem-vindo. E ficar no setor nove poderia ser bom. Joyce estaria dois andares inteiros longe de mim, e Sasuke pod... Oh, Deus! - Peraí. Eu vou trabalhar com o Sasuke? No mesmo andar?

    Janine sorriu maliciosamente

    - Na mesma sala. Eu sei que vocês acabaram de casar e imagino que querem aproveitar todos os momentos, mas devo alertar que a empresa não tolera demonstrações explícitas de afeto dentro do prédio. Se é que você me entende... - ela piscou um dos olhos pequenos.

    - Claro, claro. Nada de pegação por aí. - Tudo bem. Ir e vir de carona com Sasuke era uma coisa. Morar com ele era outra. Trabalhar na mesma sala seria o apocalipse. Pelo menos para meus sentimentos conturbados. - O Sasuke vai... pirar com a notícia.

    - Ele já soube - garantiu ela. - E pareceu ansioso para falar com você.

    - Ah, aposto que sim. Obrigada, Janine.

    - De nada. Ah, espere. Eu já ia me esquecendo. - Ela me estendeu um envelope. - Pra você.

    Esperei que ela se afastasse par abrir a carta. Bilhete, na verdade. De vovô.

    Muito bem, mocinha. Você acaba de subir seu primeiro degrau dentro da empresa. O que já prova que eu estava certo quanto à sua capacidade. Você sempre foi muito criativa uma pena que usasse essa criatividade para se meter em encrencas, em vez de se livrar delas. Fico feliz que as coisas estejam mudando.

    Com amor, vovô

    P.S.: Espero que a Joyce tenha sobrevivido a você. Ela é uma boa secretária.

    Eu ri, dobrando a carta, guardei-a no bolso do meu jeans e rapidamente desci para o setor nove, no quinto andar.

    Sasuke estava me esperando no corredor, andando de um lado para o outro, o rosto tenso.

    - Isso vai ser um problema - começou ele. - Não vai ser bom a gente ficar tanto tempo juntos. Vamos acabar cometendo um deslize ou...

    - Nos matando? - completei. - Relaxa. Vai ficar tudo bem. Você vai ser promovido, não vai?

    - Ainda não é certo. Talvez eu seja, talvez não - ele deu de ombros.

    - Então vamos torcer para que seja, e pra gente não se matar enquanto trabalharmos juntos.

    - Ah, que lindo! - comentou uma garota de roupas justas que marcavam sua silhueta e decote pouco recatado. Meio vulgar, mas bonita. - Mal conseguem ficar longe um do outro.

    - Bom dia, Vanessa - Sasuke respondeu, ainda me encarando.

    - Sakura, não é? - ela sorriu pra mim. - O Sasuke não fala muito de você. Soube que você vai ficar na nossa sala. Isso vai ajudar a nos conhecermos melhor, já que o Sasuke parece querer te guardar só para ele.

    - O Sasuke é muito discreto - respondi sem pestanejar. - Ele não gosta de ser o centro das atenções. Ele é um cavalheiro. Mas parece que não existem segredos nessa empresa, hein? Todo mundo já sabe da minha mudança de setor.

    Ela sorriu afetada.

    - Pode apostar. As paredes têm ouvidos por aqui. - E, acenando os dedos pintados de vermelho-escarlate, ela nos deixou a sós.

    - Entendeu? - Sasuke sussurrou ansioso, os olhos suplicantes.

    - Vamos manter o plano inicial. Almoçar juntos de vez em quando e alguns sorrisos de cumplicidade pode ser uma boa. E... sei lá, inventa alguma coisa que demonstre afeto e que não complique a nossa vida na empresa. A Janine disse que pegação é proibido, o que é ótimo no nosso caso.

    Ele correu a mão pelos cabelos. Prendi a respiração. Eu sabia que seu perfume me envolveria como um abraço, e as imagens dele suado, com a camiseta branca colada ao tórax, invadiriam minha mente, bagunçando minha capacidade de raciocínio.

    - Vai ser complicado - ele resmungou, mais para si mesmo, me pareceu.

    - Deixa rolar, Sasuke- murmurei, um pouco magoada com seu pessimismo. - Também preciso que isso dê certo. Acho que até mais que você.

    Ele não pareceu nada feliz, mas acabou concordando e voltou para sua mesa, a seis metros da minha.

    Meu primeiro dia no setor nove foi meio estranho. Havia uma pilha de papéis que precisavam ser copiados e arquivados acumulada fazia semanas, e de repente me senti uma tola. Eu não tinha assistente. O ofício era exatamente o mesmo, só o andar era outro. Não havia promoção nenhuma!

    Concentrei-me em guardar a papelada nas pastas certas e ignorei o burburinho na enorme repartição. Muitos olhares curiosos me avaliavam, mas um em especial, que me fazia sentir como se um holofote estivesse apontado para mim, me deixou inquieta. Sasuke passou boa parte do dia me encarando e desviando os olhos quando eu o fitava de volta.

    Quase no final do expediente, Vanessa, a garota do decote, sentou-se na beirada da minha mesa já bagunçada - organização nunca foi meu forte mesmo - e me avaliou de cima a baixo.

    - Você se saiu bem para o primeiro dia. - Mas algo no tom de sua voz me convenceu de que ela pensava exatamente o oposto.

    - Que bom que te impressionei.

    Esperei que ela me deixasse em paz, mas, claro, ela continuou ali, me analisando com olhos de ave de rapina.

    - Então... como foi que você e o Sasuke acabaram juntos?

    Eu já tinha um “Não é da sua conta” na ponta da língua, mas então me ocorreu que Vanessa poderia ser uma ótima ferramenta. A curiosidade estampava seu rosto, e eu tinha certeza de que qualquer coisa que eu dissesse seria repetido - e talvez até aumentado - pelos corredores da B&L.

    - Ah, foi... hã... - Um ícone piscou na barra de ferramentas em meu monitor. Ninguém nunca tinha me chamado no MSN desde que eu começara a trabalhar. Na verdade, ninguém nunca me chamava para nada que não fosse dar ordens. Fiquei um pouco emocionada.

    Era Sasuke

    Sasuke_Comex diz: O que a Vanessa quer?

    Sakura H Lima diz: Saber como acabamos juntos.

    Sasuke_Comex diz:

    Inventa qualquer coisa e depois me avisa, pra não ter falhas.

    Sakura H Lima diz: Ok.

    - Foi meio... coisa de pele, sabe como é? - comecei. - Quando a gente se conheceu, rolou aquela coisa.

    Ela sorriu.

    - Engraçado. Ouvi dizer que vocês não se suportavam e...

    - Exatamente - a interrompi apressada. - Daí para o tesão desenfreado foi um pulo.

    Suas sobrancelhas finas se arquearam.

    - Mesmo? O Sasuke não parece desse tipo.

    - Ah, mas é. Acredite, o Sasuke sabe como enlouquecer uma garota. - Dessa vez não era mentira.

    Vanessa se virou para observá-lo por sobre o ombro. Ele desviou os olhos para a tela do computador.

    Sasuke_Comex diz: O que você disse?

    Sakura H Lima diz: Que você é um garanhão insaciável e por isso caí na sua.

    Ele tossiu convulsivamente, atraindo olhares para si, inclusive o meu. Seu rosto estava vermelho como um tomate.

    - O Sasuke, quem diria... - Vanessa sorriu, ainda observando-o. - Ele é lindo, claro. Mas sempre pensei que fosse frio demais.

    - Não. O Sasuke é capaz de derreter as geleiras de Puncak Jaya só com o olhar. Na verdade, ele é surpreendentemente carinhoso. Imagina que ele abasteceu a despensa com chocolate e a geladeira com todas as marcas de iogurte que encontrou no supermercado porque não sabia qual era a minha favorita...

    - Que atencioso! - ela disse com entusiasmo forçado.

    - Muito. - E realmente era. Quer dizer, Sasuke podia ter aquele jeito rude de vez em quando, mas essa do iogurte havia deixado bem claro que dentro dele havia um gentleman à moda antiga.

    Sasuke_Comex diz: Por que você disse isso?

    Sakura H Lima diz: Porque achei que falar da nossa vida sexual faria a Vanessa parar de me fazer perguntas.

    Sakura_Comex diz: E parou?

    - Como foi que ele te pediu em casamento? - Vanessa questionou.

    Sasuke_Comex acabou de chamar a sua atenção.

    Sakura H Lima diz: Não.

    Como foi que você me pediu em casamento?

    Sasuke_Comex diz:

    Não faço ideia.

    Espera, deixa eu pensar.

    Diz que foi na noite em que te levei ao teatro.

    Sakura H Lima diz:

    O que fomos assistir?

    Sasuke_Comex diz:

    Tanto faz. Depois do espetáculo te levei até o mirante para admirarmos a cidade toda iluminada.

    Levei vinho.

    Você gosta de vinho, né?

    Sakura H Lima diz: Adoro.

    - O Sasuke me levou ao teatro e depois ao mirante da cidade pra dar uns amassos. Ele levou um Pinot Noir - contei para Vanessa.

    Sasuke_Comex diz:

    Ficamos conversando, você estava feliz, à vontade.

    Eu estava nervoso como o diabo, com medo do que estava prestes a fazer.

    Sabia que precisava de você como nunca precisei de ninguém.

    Sabia que te queria ao meu lado para o resto da vida.

    Olhei para Sasuke, completamente concentrado na tela do computador

    - Ele estava nervoso, com medo que eu dissesse não - falei mecanicamente.

    - Caramba! Nunca imaginaria o Sasuke com medo de nada

    - Nem eu!

    Sasuke_Comex diz:

    Então tomei coragem, olhei dentro dos seus olhos e disse:

    Sakura, você tem sido a pedra no meu sapato desde que entrou na minha vida sem pedir licença.

    Sakura H Lima diz:

    Esse é o pior pedido de casamento imaginário que eu já ouvi!

    Sasuke_Comex diz:

    Ainda não terminei. Então eu te disse:

    Desde aquele dia em que você me atropelou na escada, não consigo parar de pensar em você. Meu mundo virou de pernas pro ar... e não quero que volte a ser o que era. Não se isso te excluir. Quero que esse caos aumente se significar que terei você por perto.

    Levantei a cabeça para observá-lo. Ele digitava a uma velocidade impressionante, completamente absorto.

    Sasuke_Comex diz:

    Sei que a gente mal se conhece, mas tenho certeza que algo extraordinário vai acontecer se ficarmos juntos. Prometo que vou te amar, te respeitar, te proteger e te apoiar em todos os momentos da nossa vida. Case comigo e me faça um homem completo.

    E você respondeu...

    Sakura H Lima diz:

    Eu caso!!!

    Sasuke_Comex diz:

    Eu te tomei em meus braços.

    Sakura H Lima diz:

    E aí? O que aconteceu depois?

    Sasuke_Comex diz:

    Nós entregamos tão profundamente aos nossos sentimentos que juntos atingimos as estrelas.

    Olhei novamente para ele, que dessa vez me encarava de volta. Havia um brilho novo em seus olhos, dançando alegre nas íris iridescentes. Minha respiração acelerou.

    - Sakura, tá me ouvindo? - chamou Vanessa, me libertando do encantamento.

    Sacudi a cabeça, um pouco confusa.

    - Oi?... Estou. Que foi?

    - Perguntei como foi o pedido. O que foi que ele disse?

    - Ah, ele disse que... eu era uma pedra no sapato e que ele não podia mais viver sem mim, depois me levou até as estrelas.

    - Nossa!

    - É. Tá calor aqui, não ta? - engoli em seco, afastando o cabelo da testa subitamente úmida. - Preciso tomar... alguma coisa. Gelada. Bem gelada!


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