Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 6

    Capítulo 5

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Sesshomaru estava parado na porta da minha sala. Seus braços cruzados a sua frente, bem delineados pela camisa, seu relógio prata bem destacado em seu pulso e seus olhos de falcão me encaravam como se fossem me comer.

    Não havia nenhuma simpatia e isso me preocupava. Deixando minha imaginação tomar conta, levanto da minha cadeira, removo minha blusa e o encaro com provação, para que ele me pegue.

    Mas como a vida real é completamente diferente da minha mente fértil, sorrio sem graça e o cumprimento.

    — Bom dia, senhor Switch. Desculpe não ter ido mais cedo à sua sala, mas estava em um atendimento urgente que encerrou agora. — Olho para meu monitor e depois para ele novamente. Caramba, por que era tão bonito? — Ainda precisa de mim? Posso terminar meu relatório antes de ir?

    — Podemos conversar aqui, não há problema. — sem demonstrar pressa ou irritação, Sesshomaru entra na sala e pela minha visão periférica vejo Caio retesar. O antissocial que havia nele queria fugir e o bandido já estava se levantando para isso.

    Como um bom executivo, ele cumprimenta todos com um forte aperto de mão, não se intimidando com seus os olhares assustados. Acho que nenhum tinha visto Sesshomaru ao vivo antes.

    — Vou pegar um pouco de café. — sem nenhuma educação, Caio resmunga e sai da sala acompanhado dos outros dois funcionários, que justificaram suas saídas da mesma maneira.

    Estava sozinha com meu predador.

    — Aceita café? — pergunto enquanto digito e o observo sentar na cadeira a minha frente.

    — Não, e você? Tomou seu café da manhã? — Fica me observando atento e curioso.

    Por que o CEO está na minha sala, com muita paciência e a espera que eu termine um relatório? Não deveria ser o contrário, eu a esperá-lo? Esse homem está me confundindo!

    — Não, mas trouxe um torrone para comer assim que conseguir respirar. — Volto a olhar para o meu monitor, vejo algumas palavras digitadas erradas e começo a corrigir com o cenho franzido.

    — Apesar de ser uma iguaria italiana e de muito bom gosto, não deveria servir como refeição.

    Não consigo responder, então faço uma careta e finjo não ter escutando. Não era assunto de trabalho, então, não deveria ser obrigatório responder.

    Meu estômago estava revolto, meu coração acelerado, então, precisei do dobro de atenção para reler meu relatório e fazê-lo da melhor forma.

    Novamente me questiono sobre o propósito de sua vinda à minha sala. Questionar sobre minha alimentação? Não poderia ter esperado eu chegar até ele?

    — O que aconteceu? — Traz sua cadeira para o meu lado e observa meu monitor. — Nossa! Como você consegue trabalhar com tudo isso aberto?

    Com sua familiar aproximação, tento colocar ordem no meu juízo. Sem sucesso. Minha mão começa a suar, tenho certeza que meu coração bate tão alto que dá para escutar, além da minha boca estar seca. Seu cheiro suave e levemente amadeirado inebria meus sentidos.

    Estava sendo tentada pela luxúria ambulante ao meu lado. Precisava urgentemente controlar a mim e aos meus pensamentos! Foco no monitor! Precisava focar na minha tela e na pergunta que havia feito.

    — É... Estou acostumada. — tento não gaguejar. — Houve uma parada sistêmica em uma das filiais e estou desde o horário que cheguei tentando resolver. — Encontro outra palavra escrita de forma errada e corrijo. Essa era eu, fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, inclusive tentando domar a agitação dentro de mim.

    — Filial de Ribeirão, você falou com Robson. — afirma e me faz olhá-lo com preocupação. Será que alguém já foi colocar a culpa na TI? Pior, seria esse motivo dele estar aqui? Queria me dar bronca pessoalmente?

    — Sim, o próprio. — Apresso-me a justificar: — Mas o problema foi causado pela alteração no fuso horário do servidor, que não deveria ser mexido. Já fiz a revogação do acesso, estou revendo políticas e acesso de todas as outras filiais e dos gerentes, para que algo assim não aconteça novamente.

    — Tenho certeza que prestou um ótimo serviço, Rin. — Sério e intenso, ficamos nos encarando enquanto tentava processar suas palavras.

    Não houve questionamento, nem contra argumentação, apenas aceitação. Uma demonstração clara de confiança.

    Seu celular tocou e diferente da outra vez, olhou quem era, ergueu uma sobrancelha para mim e atendeu.

    — Switch... sim, estou ciente. Qual foi o motivo da paralização? — desta vez, Sesshomaru começou a me olhar com raiva, mas estava clara a direção da sua ira, para seu interlocutor. — Não foi isso que me reportaram, tem certeza sobre sua afirmação? — Inclinando na minha direção, para olhar melhor no meu monitor, Sesshomaru continuou tranquilo e eu, comecei a ter dificuldades para respirar sem gemer, quando o seu cheiro invadiu minhas narinas. — Então não houve “uso indevido do servidor efetuado pelo gerente do estabelecimento para usar o browser de internet, para acessar o site de banco”?

    Estava incrédula, Sesshomaru estava me defendendo? Usando meus argumentos para me defender?

    Esse CEO existe?

     Com um olhar mais satisfeito, balançou a cabeça de forma afirmativa, voltou a sua posição original e sorriu levemente para mim antes de concluir sua ligação.

    — Entendo que não foi orientado sobre essa política, mas sei que agora não haverá nenhuma outra ocorrência como essa, certo? Então, envie um relatório das perdas enquanto estivemos parados para uma eventual tomada de decisão. — Encerra a ligação, guarda o celular no bolso da calça e me olha divertido. — Acho que você ganhou um admirador.

    Não!

    Sim!

    Como assim?

    Parei de respirar, parei de sentir e até mesmo meu coração parou de bater. Sesshomaru estava me paquerando?

    — Robson elogiou bastante o seu trabalho e profissionalismo, apesar de tentar esconder o problema antes de enquadrá-lo. — Com uma mão forte no meu ombro, apertou e se levantou, levando consigo um pouco da minha força e coragem. — Vamos para minha sala, temos uma reunião com Carina do RH.

    Estava decepcionada por não ser ele o meu admirador, ao mesmo tempo em que estava aliviada...

    — Por que vamos falar com Carina? O senhor vai me demitir? — Era isso, minha família tinha conseguido que eu fosse despejada da empresa.

    Tinha conseguido resolver um enorme problema, mas não foi o suficiente para me redimir. — Sério, senhor Switch, não leve em consideração o que minha mãe e irmão disseram, são apenas ciumentos, está tudo superado. — Levanto da cadeira e tento implorar.

    — Nossa reunião com Carina não tem nada a ver com sua demissão. Vamos até minha sala, lá explicarei. — Quase me envolvendo com seu braço, coloca sua mão na minha lombar e empurra para a saída da sala.

    Iria falar com ele sobre outra coisa que não fosse rescisão. O quê? Por quê? Nem queria imaginar o que Alex iria dizer para mim quando voltasse das férias e percebesse minha nova aproximação com o CEO da empresa.

    — Você vai pelas escadas? — a voz de Sesshomaru tira-me dos meus pensamentos e olho para baixo, por já ter subido alguns degraus a sua frente.

    — Oh, elevador, tudo bem... — começo a descer, mas novamente Sesshomaru disfarçadamente me enlaça no seu braço e com a mão na minha lombar, dá apoio para que suba os degraus.

    — A escada está bem para mim. — Sem tirar sua mão de mim, subimos lado a lado. Não deveria, mas gostei dessa aproximação e deixei minha imaginação me levar até momentos de prazer e luxúria nessa escadaria.

    Mas antes, precisaria encontrar um ponto cego das câmeras ou simplesmente desligá-las.

    Para minha alegria, o ciúme e a raiva do leão de chácara ao nos ver me deixou mais confiante. Desta vez, a mão nas minhas costas era do homem dos meus sonhos e não da sua guarda.

    Gentilmente abre a porta, faz-me entrar na sua frente e indica a cadeira ao lado de Carina para que me sente. Cumprimento-a com um sorriso, já que sempre foi muito educada comigo e nunca me importei em atender seus problemas, apesar dela ser atrapalhada com a tecnologia.

    Sesshomaru contorna sua mesa, senta ereto e une as mãos em cima dos papeis que ali estavam. Seu olhar está completamente profissional para nós duas e me preparo para o que me aguarda.

    — Chamei-a aqui junto com Carina para atualizarmos suas informações pessoais. — seu tom é sério, impessoal e direto. Com minha respiração controlada, mas coração como um cavalo de corrida, não desvio meu olhar dos seus. — Em seus relatórios diários de frequência não consta trabalhos extras nos últimos seis meses e muito menos as disponibilidades fora do serviço, como ligações de madrugada.

    Estou levemente sem cor, pressão baixa e constrangida. Sesshomaru foi averiguar tudo o que minha família falou e estou sendo confrontada com a realidade.

    Nada do que fazia extra era documentando, a não ser os históricos de uso do meu computador, com minha senha. Além de alguns e-mails enviados fora de horário, o resto, nada era documentado, justamente porque não recebia por eles.

    Mesmo com todo o seu desdém para mim, Alex constantemente dizia que meu esforço seria recompensado um dia, se me dedicasse tanto quanto ele. Ele fazia grandes discursos sobre ser um funcionário com atitudes proativas, iniciativa e esforço. Por um tempo acreditei em suas palavras, depois, apenas me acostumei que tudo não passava de discurso motivacional fajuto.

    Por um momento comecei a acreditar que Sesshomaru tivesse feito essa investigação porque estar duvidando de mim. Por isso, decidi ser o mais sincera possível.

    — Senhor, não há nenhuma anotação na minha frequência sobre os horários extras porque nunca os registrei. Foi tudo acordado com Alex, já que não receberia pelo trabalho, então não deveria ser registrado. Não era necessário averiguar a reclamação da minha...

    — Não deveria omiti-los da empresa, muito menos aceitar um acordo desse tipo do seu chefe imediato. Quero tudo documentado a partir desse mês, sem discussão. — ordena. Engulo seco por não saber onde queria chegar com tudo isso. Serei advertida?

    — Rin, preciso da cópia do seu certificado de conclusão de curso e todos os outros cursos e especializações que fez. — com sua voz suave e calma, Carina rouba minha atenção e olho para ela com desespero. — Não precisa se preocupar, isso é algo bom para você. — Sorri na tentativa de me acalmar.

    — Tudo bem. Tenho tudo digitalizado no meu e-mail — concordo insegura.

    — Enquanto Alex estiver de férias, você deverá se reportar diretamente a mim. A TI é um setor muito importante para o bom funcionamento da empresa, estarei acompanhando de perto tudo o que envolvê-la. — sua voz confiante, o significado de suas palavras fazem minhas mãos suarem. Estarei com ele diariamente. Ele quer me envolver...

    Sim, faça isso!

    Não, deixe-me livre!

    Estava confusa, não sabia como lidar com tudo isso. Meu corpo apreciava a situação enquanto minha cabeça acionava mil e um alertas do perigo que seria tudo isso. Lembrei-me da conversa com Caio e sobre a suspeita de auditoria.

    Será que ele iria me auditar pessoalmente? Toda essa aproximação não passava de investigação?

    Entre desilusão e medo, apesar de não fazer nada de errado no meu trabalho, fiquei com o olhar perdido na parede, mas meu chefe me chama atenção.

    — Alguma dúvida? — Sesshomaru pergunta de forma mais branda, e solto a respiração de forma audível. Estava nervosa, muito nervosa.

    — Senhor Switch, desculpe pelo inconveniente, por tudo. O senhor com certeza tem muito mais coisas para se preocupar do que...

    — Só me preocupo com o que realmente vale a pena. — com firmeza, corta-me. Fita-me com intensidade e tenho certeza que suas palavras tiveram um duplo sentido. Não me dando tempo para pensar, dirigiu-se para a responsável do RH. — Carina, equipare o salário de Rin com o de Alex, inclusive seus benefícios. Alex não será mais seu chefe e sim seu igual. — Volta a me encarar e seu olhar é determinado. — Agora, vamos discutir sobre sua equipe e as melhorias na nossa TI.

    — Com licença, senhor Switch. — despede-se Carina.

    Sabendo que era sua deixa, ela saiu da sala. Estava com medo de pensar o que toda essa determinação poderia refletir na minha vida, no meu relacionamento com meu chefe, ou melhor, ex-chefe.

    Não consegui desviar meu olhar e Sesshomaru não fez menção nenhuma de abandonar o meu. Ele estava sério, confiante enquanto eu estava cativa e vacilante.

    avela, seus olhos me lembravam uma semente, que muitos comiam, inclusive eu. Estava hipnotizada e completamente sem rumo. Não saberia lidar de forma profissional com o homem que alimentava meus sonhos libidinosos. Meus sentimentos não sofreram nenhuma alteração apesar de sua aparente desconfiança.

    Previa que uma hora eu iria falhar, uma hora não seria profissional e destruiria tudo que conquistei. Inclusive, percebi tardiamente que hoje foi um avanço na minha carreira, mas sentia que tudo foi muito comprometedor.

    O que deveria fazer a partir de agora? Como seria minha vida daqui em diante?

    — Rin... — sua voz suave me fez piscar várias vezes e recobrar meus sentidos perdidos. Ajeitei-me na cadeira e tentei me portar de forma profissional. — A intenção não era deixá-la desconfortável. Agora que sou seu chefe direto, poderei abrir o jogo e expressar meu descontentamento com a falta de informação que tenho do setor. Não é culpa sua, pelo contrário, é completamente minha.

    Agora que estava falando sobre trabalho, foquei nas suas palavras e deixei minha mente poluída de lado. Mais uma vez Sesshomaru mostrava que tinha confiança em mim, mesmo que meu outro lado gritasse que suas intenções eram de fiscalização. Apesar disso, não querer decepcioná-lo era mais importante que imaginá-lo completamente envolvido em mim.

    — Por que isso aconteceu, senhor Switch? Se me permite a curiosidade. Alex sempre aparentou estar entrosado com todos os chefes. Eu mesma já fiz relatórios e relatórios sobre a TI para ele, contendo inventário físico e digital, diagnóstico atual da infraestrutura, gargalos de processamentos e vários outros. — Meu coração não parou de ficar acelerado, mas o suor da minha mão estava passando vagarosamente enquanto as passava pela minha calça jeans.

    — Hoje fiz essa mesma pergunta e não soube responder. Não sei se você sabe, mas o mês passado, quem controlava tudo era meu pai. Sempre estive ao seu lado, conversava sobre a empresa, mas era apenas isso. Depois do seu problema de saúde, assumi completamente a Supermercados Star sem a menor ideia do que iria encontrar. Nesse pouco tempo estando a frente, tive uma visão do setor de TI completamente diferente da que Alex pintou. — Saindo da sua postura tensa e imperativa, encostou suas costas, apoiou as mãos nos braços da cadeira e olhou para seu notebook aberto. — Há algo estranho acontecendo, algo sério e gostaria de contar com sua ajuda e colaboração.

    — Pode contar comigo. — Percebo que sua preocupação está além do meu setor e meu coração acalma. Não era eu o problema e sim algo mais sério. Unindo as informações que tinha lido nas minhas pesquisas na internet e o que estava me revelando, acreditava que tinha algo muito suspeito.

    Estava preocupada e me sentindo importante por esse homem confiar tanto em mim. Devo ter passado uma boa impressão.

    — Acredito que pareça óbvio, mas peço sigilo quanto a tudo o que for discutido com você. — Sesshomaru volta a olhar para mim e confirmo com a cabeça seu pedido. Sim, nada sairia dos meus lábios. — Nem para sua família. — insiste com firmeza.

    — Não se preocupe, senhor Switch, há tempos não falo sobre meu serviço em casa, fique despreocupado. Aquilo que aconteceu ontem foi apenas um lapso. — Tento sorrir timidamente para dizer a frase final. — Pode confiar em mim!

    — Sim, sei que posso. — rouco e suave, suas palavras fizeram meus pensamentos promíscuos acordarem e nublar minha mente.

    Na nuvem de luxúria, vejo-o removendo sua gravata, depois desabotoando sua camiseta e me chamando com esse olhar afetuoso e completamente sensual. Poderia estar usando uma saia, levantaria da cadeira e apoiaria meu pé no assento dela, para provocar e me sentir sensual.

    Ainda bem que Sesshomaru se levantou e me tirou do transe, porque imaginá-lo se despindo não estava fazendo bem para as minhas regiões baixas. Apertei minhas pernas com a intenção de conter essa sensação de necessidade carnal no momento inoportuno.

    Cada vez mais estava me rendendo a esse homem, mesmo sem ele saber.


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