Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 5

    Capítulo 4

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Com medo do que poderia causar a fúria de dona Olga, decido fazer uma saída rápida.

    — Obrigada pela carona. — No automático, inclino-me no painel para beijar seu rosto em despedida, como faço com todos de casa quando me dão uma carona e saio rapidamente do automóvel.

     — Rin, pode me explicar onde a senhorita estava? Seu pai já ia chamar a polícia. Ninguém consegue falar com você! — esbraveja minha mãe e escuto a porta do carro bater atrás de mim.

     Sesshomaru saiu do seu carro e meu medo se concretiza. Ele não precisava presenciar a ira da minha mãe por apenas não ter atendido o celular. Ela tinha o costume de fazer tempestades em copo d’água.

    — Mãe, qual o problema? Você sabe que chego sempre esse horário em casa, não há necessidade disso tudo. Se não atendi, era porque estava ocupada. — Aproximo dela e tento me afastar ao máximo do meu chefe. Essa seria uma discussão familiar e eu o queria longe.

    Talvez, se fingisse que não o escutei saindo do carro, voltaria para dentro dele e se pouparia da vergonha alheia.

     — Com quem você chegou? Quem é esse homem? — Tento empurrá-la em direção a nossa casa, mas a mulher era feita de chumbo. Dona Olga tinha a mão pesada e a força de um trabalhador braçal. — Vamos, Rin, me responda!

    — Mãe, estava trabalhando em algo importante, meu chefe deu carona. Pronto, vamos voltar para casa e acalmar os homens antes que a vizinhança toda acorde. — Vejo meu pai e meus irmãos vindo em nossa direção com olhares avaliadores e começo a me desesperar.

    Se minha progenitora era exagerada, com a ajuda do meu pai e irmãos, tudo se tornaria um verdadeiro show de “casos de família”. Vejo a apresentadora iniciando o programa e dizendo: “O caso de hoje é: sou a filha do meio, minha família quer controlar os meus passos e me fazer passar vergonha na frente do meu CEO”.

    — Ah, então esse é o seu chefe? — minha mãe se desvencilha de mim e aborda Sesshomaru. Tento segurar seu braço e repreendê-la, sem sucesso. — Muito prazer, rapaz, sou Olga, mãe da Rin e gostaria muito que ela fosse reconhecida pelo tanto que se dedica a essa empresa. Pelo amor das horas extras, ela atende telefone até de madrugada!

    Olho desesperada para Sesshomaru, que não desviou sua atenção da minha mãe. Ele está sério, mas não com sua pose imponente, o que me faz descobrir mais uma das suas facetas.

     — É verdade. Minha irmã não tem coragem de falar, mas nós temos. Rin precisa de férias, desde quando entrou só para de trabalhar no recesso de Natal e Ano Novo. — Sandro entra na conversa e olho para ele com desespero. Por favor, irmão mais velho, cale a boca! — Isso é inconstitucional, você sabe.

    Minha família tinha boas intenções, mas eu previa uma demissão. Eles estavam achando que Sesshomaru era Alex e ainda por cima, queriam intimidá-lo. Bendita hora que decidi chorar minhas frustações, era mais fácil encontrar outro emprego do que conseguir alguma coisa na Supermercados Star.

    Precisava colocar ordem nisso tudo antes que me comprometesse mais ainda.

    — Gente, cadê o bom senso? — Fico entre eles e de costa para Sesshomaru. Depois, viro meu corpo para o homem que tinha todo o poder sobre mim e peço com meus olhos tanto quanto meus lábios suplicam. — Muito obrigada pela carona, senhor Switch. Esqueça o que eles falaram. Até amanhã. — Vá embora, pelo amor da vergonha alheia causada pela família!

    — Prazer em conhecê-los. — Sesshomaru desviou-me e cumprimentou a todos. — Sou Sesshomaru Leon Switch e terei o maior prazer em apurar tudo o que foi dito. Rin deverá ter todos os seus direitos trabalhistas assegurados em minha empresa.

    — Sesshomaru Switch o dono da Supermercados Star? — Paulo arregala os olhos, começa a gargalhar e puxa meu outro irmão. — Merda, Sandro, acho que você acabou de provocar a demissão da Rin. — Se afastam e meu pai se aproxima mais da minha mãe, que parece chocada e hipnotizada.

    — Desculpe nossa abordagem, senhor Switch. Estávamos um pouco preocupados com nossa filha, que há mais de horas não responde seu celular. — Meu pai olha para mim com censura e pego meu celular do bolso da calça. Não lembrava de tê-lo escutado tocar. — Sou Antônio, pai de Rin. Muito obrigado por trazê-la de volta para casa com segurança.

    Celular sem bateria.

    — Entendo completamente. Saibam que a Supermercados Star tem sorte de ter uma funcionária tão paciente e dedicada como a sua filha. Devem estar orgulhosos.

    Seria possível ficar constrangida, excitada e em choque, tudo ao mesmo tempo? Era um elogio do dono da empresa para os meus pais, na minha frente.

    Encaro o homem mais poderoso que conheço e lembro que antes de sair do carro beijei seu rosto. Fico completamente vermelha ao constar essa atitude indevida. Céus! Havia esquecido qualquer protocolo de profissionalismo, sabia que faria algo insano estando ao lado dele.

    Despedimo-nos cordialmente, sem alterações de vozes. Sem uma segunda olhada para meu CEO, entrei em casa ao som de várias perguntas lançadas por todos.

    — Como assim o dono da empresa te dá carona para casa? — Paulo começa com as perguntas.

    — Você está recebendo pelas horas extras? — Sandro cruza os braços e franze a testa.

    — Esse homem te olhou de um jeito estranho, filha. Ele tentou alguma coisa com você? Pode falar comigo. — minha mãe pergunta mais calma, porém preocupada.

    — Não dê confiança para esse tipo de pessoa, filha, porque... — não deixo meu pai terminar de falar.

    — Vamos fazer o seguinte? Vou tomar um banho e depois volto para falar com vocês. — Cansada, sigo para o meu quarto, que possuía um banheiro anexo e me isolo nele até dormir.

    Não iria dar nenhuma satisfação a ninguém. Ficaria feliz se Enrico esquecesse tudo o que aconteceu e não me demitisse amanhã.

    Apesar de não assumir, gostava de trabalhar na Supermercados Star porque aprendia muito todos os dias. Era entusiasta sobre tecnologia, movida a desafios e desenvolver sistemas ao mesmo tempo em que gerenciava toda a infraestrutura da empresa e suas filiais era muito, mas muito gratificante.

    Alex normalmente assumia tudo o que eu fazia como sendo atitudes dele, às vezes não me deixava aprender, mas assim que virava as costas, absorvia tudo de forma autodidata. Já havia aprendido a lidar com esse homem e nada mais me incomodava tanto.

    Nunca pensei que a blindagem que meu chefe fazia com o CEO fosse abalar tanto as minhas estruturas. Enquanto nunca havia falado com Sesshomaru, nada nele me afetava, mas a partir do momento que trocamos poucas palavras, mesmo que por telefone, tudo mudou.

    Achar um sotaque bonito e um rosto atraente era uma coisa. Sentir-se excitada e completamente rendida aos encantos rústicos desse homem imponente era outra completamente diferente. Precisava conter meus impulsos antes que pudesse me arrepender, Sesshomaru nunca olharia para mim como olho para ele, imagino e até sinto.

    Queria estar com ele, mas também queria o meu emprego, então, precisava fingir que nada aconteceu quando fosse trabalhar. Com certeza era o melhor a fazer, fingir ignorância.

    Meu estômago roncou e não tive coragem de enfrentar minha família para saciar minha fome. Preferia dormir sem comer a ter que dar todas as explicações sobre ter que trabalhar até tarde durante um mês. Esse era um dos inconvenientes que me estimulavam a ter meu próprio canto, minha casa e minha vida. Amava minha família, mas a proteção excessiva me incomodava.

    Deito na cama e finjo dormir quando minha mãe abre a porta do quarto e pergunta se estou acordada. (Tipo eu!!! Quero fugir de um assunto)

    Estou, porque quem dorme não responde. Rapidamente caio no sono, exausta de toda a confusão. Sonho com um almoço familiar, onde Sesshomaru era apresentado como meu namorado e assim que tudo acabava, ele me demitia pela falta de profissionalismo da minha família em um almoço íntimo. Era sonho, era louco, era eu.

    Acordei e não houve como fugir da inquisição da minha família. Tirando Paulo, que mais riu do que participou, tive que inventar mil e uma desculpas para explicar o motivo do dono da empresa estar me trazendo  para casa sem nenhuma segunda intenção pecaminosa. Pelo menos, não da parte dele.

    Tive que contar que meu chefe entrou de férias e eu o estava substituindo. E sim, receberia um percentual no meu holerite por isso.

    Falei sobre o plantão obrigatório durante o mês inteiro, que era feito por Alex.

    Não contei sobre minha atração pelo meu CEO, nem meus pensamentos insanos.

    Depois de perder o horário do meu ônibus, Sandro me levou ao trabalho em seu carro. Ele havia comprado um carro popular usado, em milhões de parcelas, assim como eu comprava celular.

    Percebi o quanto estava inquieto dirigindo e queria dar uma de irmão mais velho, mas fiz questão de ligar o som do carro e cantar junto com a música. Era desafinada, mas todos sabiam o quanto gostava disso e não me recriminavam.

    — Acho que você já está saturada disso, mas tenha cuidado e mantenha-se afastada de homens ricos como esse tal de Sesshomaru Leon Switch. — Com seu jeito calmo e preocupado, meu irmão não desvia a atenção da direção para falar comigo, mas abaixa o volume do som.

    — Sandro, isso não está fazendo sentido algum. Ele é meu chefe, é óbvio que estarei por perto. — Só de pensar que poderei esbarrar com ele novamente na empresa minhas fadas estomacais começaram a acordar. Não estava preparada para esse confronto, não quando acordei completamente inchada e de TPM.

    — Eu vi como ele olhou para você. — acusa.

    — Olhou? Não leve o que a mãe falou em consideração, ela está viajando... — Será que Sesshomaru olhou para mim como eu olhava para ele? Claro que não, quem sou eu na fila das mulheres bonitas da cidade, pretendentes a esposas de CEO? Aquela sem maquiagem, sem salto e com cabelo em um rabo de cavalo, ou seja, a menina que anotava os nomes das pretendentes.

    — A mãe não estava viajando. Sou homem e sei das coisas. Você é bonita e inteligente... — diz contrariado e orgulhoso. Se elogio familiar amaciasse meu ego, já estaria ronronando e com as patas para cima.

    — Isso não quer dizer nada. Ser educado não é motivo de assédio moral. Pare de ser paranoico, sei cuidar de mim. — Cruzo meus braços na minha frente e agradeço que o prédio da empresa estava próximo.

    — Não estou falando sobre moral e sim sexual. Esse homem ainda tentará alguma coisa com você.

    — E daí?

    — Como assim “e daí”? Não deixe ele se aproveitar de você. A corda  sempre arrebenta para o lado mais fraco. E você, minha irmã, é esse lado. — Estaciona o carro na frente da porta de entrada e me encara nem um pouco feliz.

    — Irmão, acredite em mim, nessa situação quem se aproveitaria mais seria eu do que ele. — Beijo seu rosto e abro a porta do carro. — Obrigada pela carona, estou atrasada, fui!

    Com passos apressados, cumprimento o segurança, a recepcionista e desço as escadas para meu local de trabalho. Minha sala, por estar junto com servidores e outros aparelhos eletrônicos, era completamente resistente a fogo, demolição e invasão. O segurança da empresa sempre vinha até ela trancar quando ia embora e abrir quando chegava. Os corredores da empresa eram monitorados com câmeras e sensores.

    (Nota autor: Querida não reclama, o lugar te coloquei muito bom!. Minha situação é pior ! Eu já trabalhei na sala ao lado do necrotério ! Hospital SP, pensa passar o dia todo na sala informações arrumando Sistema micro, sabendo seu lado era sala necrotério! O pior fica sozinha na sala! Mais as noites ! Deus! Só de lembra sinto arrepiou)

    Escuto passos atrás de mim e sorrio para Matias.

    — Com pressa, senhorita?

    — Sempre, Matias. Tudo bem com você?

    Trocamos cordialidades e ele se despede enquanto entro na sala para mais um dia de trabalho. Como sempre, era a primeira a chegar e a última a sair.

    Guardo minha bolsa, sento na minha cadeira, desbloqueio meu computador e olho meus e-mails ao mesmo tempo em que olho o sistema gerenciador de servidores e máquinas ligadas à rede da empresa.

    Em pouco tempo descubro que meu dia começará com muita agitação, já que o primeiro e-mail que vejo é sobre um problema no servidor local de uma das filiais. Sabendo que essa não seria uma tarefa fácil, coloquei o fone de ouvido no telefone, para ter as duas mãos livres e liguei para o gerente, para auxiliá-lo através de acesso remoto.

    Vários minutos se passaram, Vitor e Anderson chegaram e se isolaram em suas estações de trabalho. Caio chegou pouco tempo depois, sentou ao meu lado e começou a me ajudar. Como imaginei, não seria uma tarefa fácil. O supermercado estava com o sistema do caixa parado enquanto eu e meu amigo tentávamos descobrir o motivo dele não conectar com o nosso servidor.

    — Merda, Rin, tentamos de tudo! — Caio diz frustrado ao meu lado e com tom baixo.

    — Se realmente fosse tudo, esse sistema já estaria conectado! — tampo o microfone do meu aparelho e o respondo indignada. Reclamar não adiantaria nada, precisava de ideias e de preferência, uma que fosse a solução. Outro telefone toca e com um suspiro cansado, atendo-o com meu outro ouvido, já que Caio não faria essa gentileza para mim. — TI, bom dia.

    — O senhor Switch solicita a presença da senhorita Rin em sua sala com urgência. — Meu coração começa a pular em minha garganta, tirando minha concentração do problema atual. O homem queria minha presença e não poderia sair da sala enquanto não resolvesse esse pepino.

    Olho para Caio, depois para os outros dois programadores e me vejo completamente de mãos atadas.

    Pisco algumas vezes e tento refletir, qual seria a dificuldade da vez?

    — Moça, ainda não funcionou. — o gerente do supermercado resmunga no meu outro ouvido e completamente pressionada, olho novamente para Caio clamando ajuda.

    — Só um momento, senhor. — Coloco o gerente na espera e respondo o leão de chácara. — Mirela, estou no meio de algo importante, existe uma filial parada sem conseguir acessar o sistema. Não poderei sair daqui enquanto não resolver. Avise o senhor Switch que assim que terminar, estarei aí. — Sabendo que a mulher iria dizer algo mal educado para mim, desliguei o telefone e o tirei do gancho. Voltei minha atenção para o gerente. — Pronto, senhor. Vamos tentar mais uma vez.

    Assim, sem mais nem menos, a solução do problema vem a minha mente. Olho para a configuração do horário do servidor, que por algum motivo não estava conforme editado por nós e mostro com o dedo para Caio, que arregala os olhos para mim e sorri.

    — É claro, o horário, a relação de confiança entre máquinas... — externa meus pensamentos.

    Rapidamente faço a alteração, reinicio os serviços junto com tudo o que precisava para que o sistema funcionasse e com a respiração presa, abro o aplicativo, insiro usuário e senha e como mágica, o sistema volta a estar no ar.

    — Bendito seja! Voltou! Obrigado, muito obrigado! — o gerente começa a me agradecer e rapidamente investigo.

    — Por um acaso essa máquina foi usada por alguém?

    — Sim, ontem precisei acessar o site de um banco e apenas aqui funcionava. — reviro os olhos e fecho minhas mãos com força, com raiva.

    — Bem, já descobrimos o motivo de tudo isso acontecer então. Estou revogando sua senha desse equipamento, pois ele só deve ser usado para manutenção do sistema da empresa.

    Não escutei nenhuma reclamação e depois de encerrar a ligação, levanto meus dois braços para o alto em sinal de vitória. Encaro Caio, que estava com sua cadeira ao meu lado e olhos arregalados para algo atrás de mim.

    — Sucesso! — Com minha mão aberta em sua direção, peço com os olhos um toque da sua própria, para comemorarmos, o que nunca veio. — Maravilha, deixe-me no vácuo, anotarei mais essa na minha lista negra de “zoação com a Rin” — zangada, volto minha atenção para o meu computador e começo a redigir o relatório do atendimento a essa ocorrência. Com certeza o supermercado parado por causa disso seria de conhecimento do alto escalão e precisaria documentar tudo, para que não sobrasse para mim.

    Sistema fora do ar queria dizer perda de dinheiro e bronca para o pessoal de TI.

    — Visita! — Caio sussurrou da sua mesa e olhei para ele confusa. Depois olhei para a porta e congelei. Sesshomaru estava parado me observando, desta vez sem a jaqueta do terno, apenas com a camisa social branca, calça escura e gravata.

    Novamente esse homem aparece na minha sala ao invés do contrário. Não era uma atitude habitual de chefe e o desconforto só aumentava. Minha imaginação alimentava-me com esperanças de que seu interesse estava ultrapassando o profissional. Minha razão me dava uma tapa na cabeça, dizendo que minha sala era perto do estacionamento e ele deveria ter ido buscar algo em seu carro. Não sabia o que era certo, mas constava que meu corpo reagia a cada interação com ele e isso estava começando a ficar preocupante.


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