Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 3

    Capítulo 2

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Boa leitura Mina!!

    Amanha postarei novo capitulo, infelizmente tenho sair para trabalhar :( ..

    Beijos até amanha .

    — Espere, senhorita. Você precisa ser anunciada antes. — Toda engomada e impecável, a secretária do senhor Switch , senhorita Mirela, barra minha entrada com um aperto forte da sua mão em meu braço.

    Loira, linda e escultural, todos falavam dela, de sua beleza e capacidade, inclusive que fazia trabalhos extras e nada profissionais com o dono da Supermercados Star. Bem, não me importava com nada disso, quem era eu para julga-la? O andar possuía uma grande recepção com sofás e mesas de centro. Na frente de um grande corredor, havia uma mesa que tampava quase toda a passagem. Isso queria dizer que, para seguir até a sala do todo poderoso e o sócio, era necessário passar pela sua secretária, mais conhecida como ‘leão de chácara’. Olho para a porta, depois para sua mão e franzo a testa. Merda, essa mulher fazia musculação? Estou identificada com o crachá, nunca precisei de tanta cerimônia para entrar em uma sala. Lembro que todos os atendimentos para a diretoria, quem fazia era meu chefe Alex. Como essa foi sua primeira vez a ficar trinta dias ausente e, pelo jeito, não avisou a ninguém, eu estava assumindo suas tarefas diárias. Pelo visto, por aqui era tudo muito burocratizado.

    Sem cerimônia, empurrou-me até a frente de sua mesa, sentou-me na cadeira e me olhou com ar de desafio.

    — Nome e setor. — ordenou.

    — Rin, setor de TI. — controlei a rispidez na minha voz.

    Pegou o telefone e sem desviar sua atenção de mim, falou com nosso patrão.

    — Senhor Sesshomaru, a senhorita Rin do setor de TI está aqui e gostaria de entrar. Devo autorizar sua passagem? — completamente profissional, o leão de chácara apenas disfarçou sua insatisfação, presente em sua voz, em me ver.

    Não autorize minha entrada e deixe seu chefe enlouquecido por causa de um e-mail, penso irritada, apenas porque na minha cabeça poderia responder do jeito que quisesse.

    Cerrando meus olhos e fazendo minha cara mais ameaçadora, cruzo meus braços e imagino o que faria com ela se eu fosse uma mestra gedi. Ela poderia ser forte, mas eu teria o poder da mente a meu favor.

    — Por favor, me acompanhe. — Desliga o telefone, se levanta e me guia até a sala do homem com o sotaque mais irresistível.

    Dois toques suaves na porta, senhorita Mirela abre e levemente me empurra. Estava confiante até que o ver me deixou completamente... atraída. Não bastava seu sotaque italiano mexer com minhas entranhas, agora sua aparência também.

    Já o havia visto antes, de longe, em fotos, estagnado, mas agora, em seu local de trabalho, completamente absorto nos papéis em suas mãos e na ligação em seu telefone celular, tornei-me inexplicavelmente fascinada por sua postura rígida e presença dominante.

    Assumia, nesse momento, que tinha uma fraqueza e essa era: homens influentes, dominantes e competentes em suas áreas de trabalho, assim como ele, senhor Switch.

    Ninguém precisava apresentá-lo como chefe, porque tudo nele demonstrava poder. Seu relógio grande, sofisticado e prateado mostrava claramente que tinha muito dinheiro. Seu corte de cabelo volumoso prateados compridos , penteado para trás e sem nenhum fio de cabelo solto, sua barba rala e devidamente aparada indicavam que cuidava da sua aparência tanto quanto da empresa.

    Senhor Sesshomaru ainda não notou a minha presença, estava escutando alguma coisa que não o agradava pelo telefone, pois seu semblante denota irritação. Será que tinha a mesma reação ao falar comigo?

    Dou um passo a frente e nossos olhares se encontram, fazendo-me parar meu progresso em sua direção. Ele me observa de uma maneira diferente, avaliando, esperando meu próximo movimento. Não sei explicar, mas algo nesse homem me faz querer desafiá-lo. Não faço nenhum movimento, coloco meus braços para trás, levanto uma sobrancelha e o aguardo finalizar sua ligação. Estou intimidada e também atraída para trabalhar com uma pessoa assim.

    Não demora muito para sua voz rouca e irritada soar:

     — Quero todas essas informações no meu e-mail agora. — Ordena e desliga o telefone, sem desviar seus olhos dos meus. Sua impaciência não sumiu de suas feições e parecia direcionada a mim.

    Um momento de um constrangedor silêncio aconteceu antes dele levantar uma sobrancelha com uma pergunta soturna, o que eu queria parada daquele jeito.

    Recobro meus sentidos, respiro fundo e desvio meu olhar para seu equipamento computacional, que era um notebook grande, porém muito fino, um dos mais modernos da empresa. Meus olhos brilharam e meu lado nerd vibrou ao constar que estarei manuseando tal máquina.

    — Sou Rin do setor de TI, estou no lugar de Alex. Falamos a pouco sobre seu e-mail e um possível risco de vírus. Vim resolver o problema. — Ignoro seu escrutínio e sigo em direção ao lado da sua mesa, onde estava o notebook aberto.

    Sem cerimônia, inclino meu corpo, coloco minha mão no seu mouse sem fio e o olho de lado.

    — Posso? — Peguei-o olhando para o meu modesto decote, mas que nesta posição estava destacado. Abaixei meu olhar para minha blusa, constei que não revelava nada demais e voltei a fitá-lo, dessa vez, seus olhos estavam nos meus com um brilho diferente, intenso.

    Meu estômago encheu-se de fadas arruaceiras, causando um leve rubor na minha face. Sempre mantive minha postura indiferente a determinados olhares, já que muitos acreditavam que na informática só havia mulheres feias e eu não era de se jogar fora, com seios fartos, quadris padrão e coxas levemente grossas. Minhas curvas eram acentuadas e meu rosto era delicado, de menina, um dos meus maiores problemas quanto a acreditarem que tinha vinte e quatro anos e não dezoito.

    — Sente-se numa das cadeiras. — Sesshomaru ordenou com traços de rouquidão.

    Não conseguia mais vê-lo como senhor, sem intimidade, pelo menos não na minha mente poluída de luxúria.

    Seria desejo? Não sabia, mas meu corpo interpretou assim, porque meu ventre se contraiu. Para disfarçar meu leve desconforto, resolvi obedecê-lo. Antes que me sentasse, falou novamente:

    — Traga a cadeira aqui, quero acompanhar o que você fará no meu notebook. — Sentado de forma relaxada e empurrando a cadeira suavemente para o lado, o olhar que me deu não ajudou em nada a recuperar minha postura profissional.

    Se a fofoca era verdade, sobre o relacionamento não oficial do CEO em exercício com a secretária, entendia completamente o que a senhorita Mirela sentia e não a julgava. Se não fosse pelo meu orgulho e convicções pessoais, até eu faria trabalho extra.

    Controle-se, repreendo-me. Já

    não bastava me julgarem por ser uma mulher na TI, agora seria julgada por dormir com o dono da empresa. Onde estaria minha dignidade? E minha competência?

    Com um suspiro baixo, trago a cadeira para o outro lado da mesa, ao lado dele e me sento preparada para resolver a ocorrência do computador e sem nenhum preparo para a ameaça que estava ao meu lado, quase que fungando no meu pescoço.

    Sesshomaru havia se inclinado para frente, perto de mim, observando como um falcão minhas ações no seu equipamento.

    Faço um barulho na minha garganta, ajeito-me na cadeira e começo a narrar minhas ações. Já que queria acompanhar, não faria nada sem que ele soubesse antes.

    — Esse é o e-mail que você... — corrijo-me rapidamente — que o senhor abriu. Quando coloca o mouse em cima da palavra que está sublinhada e em azul, aqui embaixo — aponto para o local com minha outra mão — aparecerá o endereço que ele te encaminhará. Percebe que é um endereço suspeito, sem “.com.br” e sem nenhuma referência a empresa que te enviou o e-mail? — Viro meu rosto para ele e percebo seu olhar em mim.

    Engulo a saliva e parece que desce rasgando minha garganta. Sesshomaru está completamente me secando, não chegando a me deixar desconfortável, apenas envergonhada. Era um olhar avaliativo e arrisco a dizer que era até admirado.

    Céus, isso era real? Estava despertando o interesse do dono da empresa? O desejo desse homem lindo e imponente?

    Com uma respiração profunda e disfarçada, decido voltar minha atenção para a tela à minha frente, ignoro as reações do meu corpo e continuo:

    — Não sei qual foi o outro e-mail que recebeu, mas quando algo assim surgir, faça essa análise antes de clicar no link. Se for suspeito, apenas exclua desta forma. — Faço a exclusão e vou até o canto inferior direito da tela com o mouse. — Vou criar uma regra na ferramenta de e-mail para enviar para lixeira este tipo de correspondência. E... Apenas por desencargo de consciência, vou abrir o programa de antivírus e coloca-lo para avaliar e analisar seu disco rígido.

    — Hum... — murmura de forma insinuante, fecho meus olhos para não pensar nas coisas que “rígido” poderia me lembrar e que provavelmente o lembraram.

    Merda! Não adiantou nada, pensei em tudo e sendo dele! Seus braços me envolvendo, suas mãos me segurando pelo quadril, seu corpo empurrando-me contra a parede, seu membro provocando meu sexo...

    Senti meu rosto esquentar e novamente mexo-me na cadeira para encontrar o meu juízo que parecia ter me abandonado. Custava dizer apenas HD?

    — Essa parte demora um pouco. Precisará utilizar sua máquina enquanto isso ou poderá esperar concluir? — pergunto sem olhá-lo e fico clicando com o mouse, abrindo e fechando programas, apenas para não cometer uma loucura.

    Tinha certeza que babaria se o olhasse novamente. Por que esse homem intimidava, provocava e comandava, com agilidade? Tudo isso eram atributos que eu valorizava em uma pessoa, principalmente em um homem.

    — Quanto tempo?

    Não tive a oportunidade para responder, pois o seu celular tocou. Ele se levanta rapidamente da cadeira e seguiu para o canto mais afastado da sala, onde uma grande janela com as persianas levantadas estava. Acredito que seja para eu não escutar a conversa.

    Solto a respiração que não sabia que estava presa e me acomodo mais tranquilamente na cadeira, quase que esparramada. Olho para o lado e o vejo de costas, uma mão no bolso do seu impecável terno e a outra segurando o aparelho com tensão. Eram sussurros alterados, quase ríspidos.

    Com minha imaginação fértil e nem um pouco preguiçosa, vi-me levantando, envolvendo meus braços por trás e apoiando minha cabeça em suas costas, numa tentativa de acalmá-lo. Parecia sempre tenso, em alerta, acreditava que precisava de um momento de descanso.

    Relaxe, homem!

    Abruptamente ele vira a cabeça para trás e eu me endireito rapidamente na cadeira, voltando a minha posição anterior. Pega no flagra, finjo estar completamente compenetrada na minha tarefa de esperar o antivírus fazer sua magia. Ainda bem que seu notebook era muito moderno e contava com um HD SSD, que queria dizer que gravar e recuperar informações era muito mais rápido que no HD convencional, inclusive uma varredura de antivírus.

    Pela minha visão periférica vi Sesshomaru sentar e trazer sua cadeira novamente quase colada a minha. Seu corpo estava bem próximo ao meu e sua respiração atingia meu pescoço, que estava exposto por causa do cabelo preso em um rabo de cavalo.

    Sua face não expressava nenhuma emoção diferente de seriedade e frustração. Era completamente profissional e minha mente pecaminosa queria saber se essa postura era em todas as áreas da sua vida.

    — Por que você acha que devo relaxar? — com um sussurro e muita tranquilidade, Sesshomaru me questiona sem mudar sua expressão facial e me faz fechar os olhos por vergonha.

    Caramba, havia pensado alto!

    Tentando não demonstrar o quanto me afetava, dei de ombros e o olhei de lado. Estava nervosa e com o coração acelerado.

    — Foi apenas um pensamento alto. Já que falei com você por telefone duas vezes e nas duas e em todos esses telefonemas você pareceu soltar fogo pelas ventas. — comecei a divagar e não parei. Tinha um problema e era de falar pelos cotovelos quando estava desconfortável com a situação.

     — Por mais que os assuntos sejam aborrecidos, é importante tratar com tranquilidade para não ser influenciado pelos seus sentimentos à flor da pele. Minha mãe sempre diz que não podemos fazer nada de cabeça quente e muito menos demonstrar nossas emoções, que isso pode... — sou interrompida com um dedo nos meus lábios e um olhar divertido.

    Sesshomaru  tinha esses olhos castanhos que me lembravam a areia da praia, chocolate quente e...

    — Acho que já acabou. — como uma carícia na minha pele, sua voz me faz arrepiar. Indica a tela do notebook com o olhar, afasta sua cadeira e levanta, sem nenhum propósito. Volta para o mesmo canto que ficou ao telefone anteriormente, de costas para mim e desta vez, com as duas mãos escondidas nos bolsos da calça e seu olhar perdido no horizonte.

    O que acabou de acontecer entre nós? Só poderia ser coisa da minha cabeça, deveria parar de alimentar minha imaginação.

    Com a intenção de fugir dessa situação nem um pouco típica, confiro por linhas de código se o vírus ainda existe e assim que constatei que não, fechei todos os programas, reiniciei o notebook e me levantei rapidamente.

    — Concluí tudo o que precisava fazer no seu equipamento. Nada foi danificado ou violado. Qualquer coisa, não hesite em me chamar. Até mais! — anunciei minha saída e a conclusão do serviço.

    Sesshomaru não fez nenhum movimento ou se despediu de mim, completamente absorto no que quer que passava em sua mente. Porém, diferente do início de nossa interação, sua expressão facial era pensativa. Todo o nervosismo e tensão havia sumido, sendo substituídos por um leve relaxamento.

    Será que ele está pensando nas minhas palavras?

    Eu o afetava tanto quanto ele me afetava?

    Iludida, saio de sua sala e passo pela senhorita Mirela sem me despedir. Ela também não pareceu reconhecer minha saída e não desviou a atenção de sua tarefa no computador.

    Descendo as escadas, refaço meu rabo de cavalo e penso em tudo o que acabou de acontecer. O novo CEO da empresa parecia muito sério, mas com sutileza deu indícios que queria se aproximar de mim. Ou será que tudo foi uma ilusão da minha cabeça?

    As pessoas querem acompanhar o que fazemos em seu computador, ficar do lado, quase colado no meu pescoço era nada mais que uma posição coincidente de sedução.

    Precisava de férias ou de um pouco de consolo, estava sendo controlada e dominada pelos meus hormônios e instintos primitivos. Um homem bonito nunca tinha me afetado tanto. Era algo diferente, uma atração que ia muito mais da aparência, muito além do seu olhar. Meu último namoro durou apenas três meses, o suficiente para que meu companheiro conseguisse que eu abrisse as pernas durante uma semana e depois me dispensou. Camilo não era nada parecido com Sesshomaru, era divertido, descontraído e tinha cara de menino tanto quanto eu tinha de menina.

    Lembro que resolvi dar uma chance para nós dois, uma vez que nunca havia namorado e meus irmãos tinham mania de espantar todo e qualquer pretendente. Então, quando eles começaram a trabalhar e não tiveram mais tempo de infernizar a irmãzinha aqui, consegui um pouco de liberdade.

    Bem, com Camilo eu preferia que eles continuassem a assediar, porque evitaria todo o drama que sofri com nossa separação. Não era apaixonada, mas me sentia uma fracassada no quesito mulher. Ele foi meu primeiro homem, tínhamos vinte e um anos e muita energia.

    Céus, faria três anos que estava solteira? Fazia tanto tempo assim sem ter contato íntimo?

    Não, houve outros homens que beijei, mas nenhum valeu a pena investir para ter relações sexuais. Pelo menos até conhecer Sesshomaru.

    Ele estava fora do meu alcance, apesar da minha mulher interna dizer que eu podia tudo e qualquer coisa. Era isso, minha interminável seca de homens estava me deixando interessada pelo homem que menos deveria me atrair, o todo poderoso CEO da Supermercados Star.

    Nesse dia, fui para casa cheia de pensamentos impróprios e sonhei com todo o poder de fogo que Sesshomaru poderia me oferecer dentro de quatro paredes.

                                                                   **-**

    — TI, bom dia. — Era o primeiro telefonema do dia. Nem havia passado cinco minutos que sentei minha bunda na cadeira, o aparelho de tortura auricular soou. Como sempre, Caio estava atrasado. Pontualidade não fazia parte das suas múltiplas habilidades tecnológicas e as broncas sobre isso nunca o incomodaram, já que nunca foram descontados de seu salário. Já os outros dois programadores estavam pontualmente acomodados em suas estações de trabalho, focados em suas atividades.

    Éramos cinco no setor de TI, Alex era o chefe, Caio era o arquiteto, analista e responsável pela infraestrutura; Anderson e Vitor eram focados unicamente na programação e atendimento não urgentes.

     Minha parte cabia de tudo um pouco, porque desde que entrei para empresa, me disponibilizei a aprender e fazer tudo. Também estava focada no atendimento in loco e nas filiais.

    Diferente dos outros, precisava sempre ser pontual, pois Alex fazia questão de descontar meus atrasos e me recriminar. Porém, horas-extras eram apenas investimentos de minha parte para crescer profissionalmente, ou seja, não me pagava.

    Sim, meu chefe era um grande idiota.

    — Ligação do senhor Sesshomaru para a senhorita Rin. — reconhecendo a voz do leão de chácara, respiro profundamente e aguardo o italiano que abalou meu dia anterior e, pelo jeito, iria abalar hoje novamente.

    Fui para casa de ônibus, como sempre e minha mente estava nesse homem. Quando cheguei à minha casa, não consegui jantar, meu estômago estava alterado e meu corpo incomodado. Revoltada comigo mesma, peguei o pior livro da minha biblioteca de e-books do meu e-reader para tentar dormir na marra.

    Não sei se foi uma boa opção, porque os sonhos que tive só aumentaram minha ânsia por esse italiano.

    — Senhorita Rin — cumprimenta-me cordialmente, preciso e sem nenhum resquício de impaciência.

    Porém, seu sotaque era inconfundível e me deixava suspirando. — Preciso que veja o motivo da internet estar tão lenta.

    Apesar da minha atração, era impossível não revirar meus olhos, porque para os usuários, tudo era motivo da internet estar lenta. Abro o programa que gerencia o tráfego na rede, apenas para atestar que tudo estava normal enquanto falo:

    — Bom dia, Senhor Switch. A princípio não há nenhum problema de tráfego na internet ou na nossa rede interna. Qual operação o senhor está realizando que constatou a lentidão?

    — Estou tentando anexar um arquivo no meu e-mail, mas está demorando muito. Não deveria ser automático? — Engraçado como sua paciência vai diminuindo conforme vai dizendo seu problema. Porém, o desejo que sua voz desperta em mim é completamente irracional. Como conseguirei trabalhar vinte e nove dias com esse homem alimentando meu monstrinho da luxúria?

    Olho para minha tela, foco nos ícones e números para responder com profissionalismo.

    — Para os e-mails públicos, todos estão sujeitos às regras e banda do operador. Para nosso e-mail corporativo, tudo deveria ser muito rápido, já que nossa rede é Gigabit. Qual e-mail o senhor está utilizando?

    — Não é tudo a mesma coisa? — sua voz continua com tom de irritação. Dez a zero para a paciência de Sesshomaru.

    Sorrio e explico como as coisas funcionam com o mínimo de termos técnicos.

    — A rede é uma via de mão dupla. A velocidade da ida nem sempre é a mesma da volta. O e-mail corporativo há uma grande vantagem sobre os e-mails públicos, uma vez que eles possuem restrição de banda. Então...

    — Rin, preciso anexar um arquivo no e-mail e não estou conseguindo. — corta-me sem nenhuma piedade e fecho os olhos para controlar o meu temperamento. Mesmo que meu baixo ventre estivesse vibrando com sua voz, minha cabeça estava clamando por uma discussão.

    Sabia que Sesshomaru não tolerava falhas e procrastinação do serviço sem comentários críticos. Estava sendo educada, paciente, mas ele queria curto e grosso, que assim fosse.

    — Cancele a operação e faça novamente — resumi.

    — Vou ter que esperar todo o tempo novamente? Preciso que você resolva o problema da internet para que o anexo vá ao e-mail!

    Olho fixo para a porta da sala, descobrindo o que responderia quando ela é aberta.

    “Somos todos usuários” era a frase que estava estampada na camiseta preta de Caio. Fico momentaneamente calada, uma vez que não fazia sentido nenhum um nerd egocêntrico, que se achava o Einstein da informática, com uma camiseta dessas, rebaixando-o para um mero usuário.

    Escuto as risadas baixas de Anderson e Vitor e não consigo não revirar meus olhos.

    — Rin? — chama-me impaciente o todo poderoso da voz rude e sotaque libidinoso. Não poderia ter nada com ele, pois faria muitas coisas travessas apenas para escutá-lo me chamar assim.

    Será que eu tinha algum problema? Enquanto algumas mulheres gostavam de flores, vozes sussurradas e conversa melosa, eu curtia inteligência, determinação e ordem. Gostava de ser mandada, apenas para poder desobedecer e desafiar.

    Ele poderia ser muita areia para meu caminhão, mas nada me impedia de sonhar, mesmo que acordada.

    — Senhor, estarei na sua sala em poucos minutos para ajudá-lo com isso. — disse o que mais temia quando cheguei à empresa, depois de quase quarenta minutos no ônibus.

    — Tenho urgência. — despede-se com uma ordem.

    Também tinha pressa para vê-lo, senti-lo e aquecê-lo. Se fosse íntima dele, atrasaria o tanto quanto fosse possível apenas para fazê-lo descer as escadas e vir me ver.

    Mas nenhum chefe sairia de sua sala em busca de um funcionário, ele sempre tinha tudo em suas mãos, na hora que quisesse, quando quisesse. Solto o ar dos meus pulmões de forma audível, para ver se, assim como o ar, esses pensamentos também se afastassem de mim. Sabia que pensar não faria nenhum mal, mas poderia me iludir de algo que não existia. Afasto-me da minha mesa com um empurrão e me levanto.

    — Não vai parar na sua mesa hoje? — pergunta Caio, se acomodando em sua estação de trabalho.

    — Talvez sim, talvez não, quem sabe? Trabalhar na TI é uma caixinha de Caios, surpresa. — rio da minha troca de palavras na frase.

    Anderson cospe seu café por causa do riso e Vitor apenas balança a cabeça com um sorriso no rosto.

    — Nunca é monótono trabalhar nessa empresa. — Anderson diz olhando para mim.

    — Não mesmo. — concordo, porém com mais sentidos implícitos que apenas o que acabou de ocorrer.

    Sigo para o andar do meu CEO, com vontade de contar degraus, meu lado desafiador querendo retardar ao máximo minha chegada a sua sala, mas não queria testar a fera logo no meu segundo dia de suporte.

    “Meu CEO”, rio dessas palavras. A posse era apenas nos meus sonhos mais intensos e cheios de desejos. Ajeito minha roupa, refaço meu rabo de cavalo e penso que deveria começar a usar um pouco de maquiagem. Ou pelo menos um batom, já que estava como chefe e minhas roupas simples de escritório poderiam não me trazer tanto crédito.

    Antes de pisar no último degrau da escada, para alcançar a porta que daria acesso ao hall de entrada do andar, olho para baixo, para minhas vestes e faço uma anotação mental para melhorar minhas opções de roupa de trabalho, mesmo que não tivesse tantas condições

    financeiras para tanto. Precisava me portar como chefe, não tinha nada a ver com querer parecer mais atraente para um certo CEO.


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