Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 6
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 2 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 2

    Capítulo 1

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência

    Boa leitura!!!!!!!

    Espero deixem comentários ..

    ^^

    — TI, boa tarde.

    — Ligação do senhor Star para o senhor Alex. — mal abro a boca para dizer que meu chefe Alex saiu de férias hoje, sem mais nem menos e a voz do mais novo presidente da empresa soa ao meu ouvido.

    — Alex, recebi novamente aquele e-mail com informações sobre a empresa estar com o nome negativado, mas aperto na palavra e nada acontece. Será que é vírus? Você não tinha arrumado isso? — diz enfurecido o todo poderoso Sesshomaru Leon Switch , CEO da empresa Supermercados Star.

    Não queria reparar, mas seu sotaque italiano me fez arrepiar. Não o conheci pessoalmente, já que havia assumido o comando da empresa há pouco tempo, além do mais Alex sempre me deixava de lado quando havia reuniões setoriais. Sempre fui a segunda no comando no setor de TI, mas seu lado arrogante só me permitia executar ordens.

     — Bom dia, senhor  Sesshomaru Switch. — cumprimento-o animada e solicita, empolgada para realizar minha primeira tarefa sem meu chefe me excluir. — Alex saiu de férias hoje, mas posso ajudar no seu...

    (Nota: Estou usando nomes brasileiro mesmo, é origem minha obra original . Perdão é muito personagens eu ficar trocando os nomes)

    — Quem autorizou as férias do chefe do Departamento de TI? Até ontem tínhamos ações combinadas a serem feitas. — indigna-se.

    Caramba, sou a moça da TI, não uma vidente, meu lado irônico responde na minha mente. Porém, minha boca responde:

    — Não tenho essa informação, senhor, mas se estiver precisando...

     — Quem está no lugar dele? É aquele rapaz de cabelo comprido e que só veste roupa preta? Chame-o. — corta-me novamente, sem nenhuma paciência ou educação. Entorto minha boca em uma careta, pensando que o CEO poderia ser educado tanto quanto era charmoso com esse sotaque.

    Decido por não responder e, assim, não prolongar a conversa infrutífera. Estico meu braço para oferecer o telefone a Caio, o cabeludo que só veste roupas pretas, nosso funcionário multiuso que nem implorando ficaria no lugar de Alex.

    Com o pouco de tempo a frente da empresa, senhor  Sesshomaru Switch – o filho – era conhecido por ser acelerado, impiedoso e muito sério. Alex parecia ter a confiança dele, uma vez que diariamente ligava para falar sobre nossos sistemas, acesso e infraestrutura.

    Para meu desgosto, meu chefe direto se mostrava muito prestativo. No entanto, assim que o telefone era desligado, ele fazia careta, resmungava obscenidades e fazia tudo de malgrado. Tentei oferecer auxílio, mas nunca me

    deixou ajudá-lo, dizia que esse atendimento deveria ser feito apenas por pessoas qualificadas como ele.

     Idiota.

     Estava acostumada com o machismo e preconceito do meu chefe desde quando estagiei. Não lembrava quando foi o início de sua implicância comigo, porque desde sempre me portei profissionalmente e muito fui competente. Recusava-me a acreditar que tudo isso era por causa da minha postura e ele tinha algum tipo de insegurança. Para sobreviver, ignorava-o, já que havia muito a se aprender nessa empresa, que tinha iniciado uma equipe de desenvolvimento interno, algo raro quando se existia tantas empresas de desenvolvimento de software competentes e com produtos excelentes. Além do mais, o salário era razoável e era complementado com muitos outros benefícios.

    — Quem é? — meu colega de trabalho e amigo pergunta com um sussurro receoso.

     Caio é o típico nerd, antissocial, introvertido e muito inteligente. Não sai dessa sala e não conversa com ninguém a não ser por mensagens de texto. Foi contratado pela velocidade que programa linhas de código e pela habilidade em gerenciar uma rede de computadores de uma grande empresa como a Supermercados Star. A empresa tinha treze estabelecimentos, era próspera e muito rentável, mesmo com toda essa crise financeira.

    Até porque, ninguém ficava sem comer, não é mesmo?

    — O todo poderoso. Atenda. — sibilo, tentando regular o volume da minha voz para que meu interlocutor não escutasse. Chacoalho minha mão para insistir que atenda, mesmo sabendo que era em vão.

    Caio ficou mais de um mês sem falar comigo quando foi contratado. Ele era muito tímido e seu jeito estranho me assustou no início. Depois que comecei a pressioná-lo com mensagens pelo nosso comunicador interno, ele se soltou. Falamos sobre todos os assuntos nerds e no final, quando falou pela primeira vez comigo, disse que eu era digna de ter sua amizade.

    Além de tudo, ele se achava o filho de Einstein. No final, o importante era que tinha um bom coração e nunca me diminuiu perante os outros, como nosso chefe gostava de fazer.

    — Porra, não vou falar com ele.

    — Excêntrico, Caio se levanta e me deixa sozinha com o telefone na mão. Os dois técnicos júniores também observaram seu colega se levantar sem cerimônia. Seus olhos estavam arregalados e o jovem Anderson estava com a boca aberta.

    Maldita hora em que meu chefe saiu de férias. Coloco o telefone no meu ouvido e enfrento a fera.

    — Senhor, desculpe a demora, mas Caio, o rapaz que solicitou, acabou de sair às pressas para o banheiro. — digo com humor mal contido e sorrio vingada para meus dois acompanhantes.

    Vitor, o outro técnico, tosse para esconder o riso enquanto Anderson apenas se volta para os seus afazeres. Os três trabalhavam em uma ilha de mesas, enquanto eu e meu chefe trabalhávamos em mesas individuais. Os servidores ficavam separados por uma divisória metade vidrada.

    — E quem é você? — sua entoação de voz muda suavemente. Apesar de manter o tom de ordem, existia certa curiosidade.

    Precisaria fazer um curso rápido de italiano, porque esse idioma me fazia arrepiar completamente.

    — Sou Rin, estou no lugar de Alex enquanto está ausente. Então, quanto ao seu problema...

    — Você não é a estagiária? — pergunta confuso e tento controlar minha mente para não convergir essa pergunta para o lado pessoal.

    Muitos achavam que eu era estagiária, pois era baixa, 1,60m de altura e tinha rosto de menina. Além do fato de não ser homem, porque em algum lugar no universo masculino, tecnologia e mulher não combinavam. Ou era só meu chefe não perdendo a oportunidade de me rebaixar para o novo CEO. Não duvidava de nada quando se tratava de Alex.

    — Senhor Switch, deixei de ser estagiária há três anos.

    — Oh, tudo bem. — escuto seu respirar profundo e fecho meus olhos ao imaginá-lo fazendo isso perto de mim, dizendo essas palavras cheias de sotaque ao pé do meu ouvido. Controle-se, repreendo-me mentalmente. — Preciso que resolva o problema desse e-mail, perco muito tempo analisando algo que não preciso. Se for vírus, não deveria estar recebendo. Alex solicitou fundos há duas semanas para instalar algo que resolvesse qualquer problema de vulnerabilidade na rede. — voltou para seu tom impaciente na última frase.

    Olho para o lado, vejo o servidor abandonado em cima da mesa do meu chefe há dias e suspiro frustrada. Desde quando o equipamento chegou estou cobrando sua implantação, o que já deveria ter sido feito, mas Alex nunca levava em consideração nada do que eu falava. O filho da mãe saiu de férias, me deixou com esse pepino na mão e sem antes me instruir. Eu não tinha domínio sobre o assunto, mas junto com Caio, daríamos um jeito.

    Sempre dávamos um jeito!

    Custava deixar de ser egoísta? Para Alex, era um insulto imperdoável. Por que eu aceitava tudo isso? Tentava lembrar minha motivação de vir trabalhar e aguentar... Ah, certo, os benefícios.

    — Sobre o servidor, precisarei verificar a documentação de Alex para verificar como foi implantado ou o que falta ser feito. — Apesar de o meu chefe ser idiota, não iria jogá-lo ao leão italiano.

    Tudo isso poderia voltar-se contra mim. — Mas para não receber mais esse tipo de e-mail, posso usar uma solução alternativa.

    — Meu computador não pode servir de experiência para essa solução alternativa. Sei o que vocês da informática fazem, a tal da gambiarra. — continua bravo. — Não aceito esse tipo de solução. — Fecho os olhos e respiro fundo para não responder algo de forma ríspida, uma vez que me ofendeu.

    Não fazia gambiarra!

    Tudo bem, fazia um pouco... Às vezes... Nas emergências...

    Não queria fazer feio no meu primeiro dia chefiando meu setor, nunca utilizaria o computador do dono para tais coisas, até porque, a pressa era dele, não minha.

    Então, com o coração cheio de boas intenções e postura profissional, continuo falando com o CEO com a intenção de mostrar o quanto era competente para estar naquela função.

    — Senhor Switch, posso garantir ao senhor que tenho experiência suficiente para que essa solução alternativa não se enquadre nas gambiarras. Trabalho na Supermercados Star há cinco anos e em nenhum momento a empresa sofreu algum ataque virtual. — Queria ajudar, mas não aceitaria esse desmerecimento gratuito, mesmo com sotaque irresistível.

    — Não acredito! Você trabalha conosco há cinco anos? — questionou surpreso e eu esperava do fundo do coração que não fosse pela minha capacidade ou por ser mulher. O CEO da empresa era muito perspicaz e estava fazendo várias reuniões com todos os setores e sobre funcionários, não estava entendo o motivo de ele estar tão desinformado sobre mim.

    As últimas três filiais abertas da empresa, praticamente fui sozinha implantar o sistema, instruir os funcionários que iriam usá-lo e cabear toda a estrutura. Não tinha medo de colocar a mão na massa se fosse economizar para a empresa. Com alicate de climpar, passava os cabos de rede pelos conduzistes e ligava-os no patch painel e Indel. Tínhamos uma empresa que fazia esse serviço para nós, por ser algo técnico e não tecnológico, mas irritava-me a falta de cuidado que eles tinham, além da insubordinação comigo, como se não tivesse informação técnica o suficiente para saber qualificar um serviço desses. Amava minha profissão, mas odiava o preconceito com as mulheres. Até parece que na faculdade não ensinava que o primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina foi feito por uma mulher, “Ada Lovelace”.

    — Sim, desde o quinto semestre da minha faculdade de Ciência da Computação. — respondo cansada. O pai desse homem tinha assinado meu relatório de estágio supervisionado, tinha entregue uma cópia para o RH e ele não sabia sobre a quantidade de tempo que eu trabalhava na empresa?

    Por um lado, isso realmente me magoou, porque me dedicava para a Supermercados Star como se fosse minha, mesmo que meu colega de trabalho fosse um pouco louco e meu chefe, um idiota.

    O dono da empresa, mesmo que há pouco tempo no cargo, não saber sobre mim mostrava que todos os meus esforços estavam sendo gastos à toa.

    Enfim, às vezes achava que já tinha superado todos os tipos de idiotice de Alex, mas mesmo não estando presente, ele aprontava.

    — Estranho. Por que Alex nunca mencionou você na nossa reunião de avaliação de desempenho? — há um tom perigoso em sua voz que faz meu coração acelerar. Ele estava bravo comigo por causa do meu chefe? Esperava, profundamente, que não.

    Talvez seja porque uma mulher conseguiu ser melhor do que o cuzão do meu chefe, meu pensamento cáustico tenta dominar minha boca, mas consigo responder com cautela e ironia.

    — Não tenho conhecimento sobre isso. O senhor deveria falar diretamente com meu chefe o motivo dele esquecer uma funcionária — ironizo.

    — Está tentando dizer como devo fazer meu trabalho? — exasperado, o sotaque italiano ficou acentuado e me fez fraquejar. Não sabia qual era o problema do meu corpo, já que minha cabeça sabia muito bem que além de velho, ele parecia ser egocêntrico.

    Nessas horas agradecia por não participar de reuniões com o CEO da empresa, pois não saberia lidar com toda essa mescla de sentimentos que estava sentindo. Uma hora me irritava, outra me excitava.

    Imaginei-o de pé coordenando uma reunião, direcionando ordens e cobrando resultados. Ele era inteligente o suficiente para que ninguém o questionasse, só concordasse. Quão excitante isso não seria?

    Assustada com a direção dos meus pensamentos, não controlo meu tom de voz nervoso ao dizer:

    — Por favor, senhor, me desculpe! Disse isso apenas como uma observação, não tive a intenção...

    A linha fica muda.

    Desligou o telefone na minha cara! Merda! Dessa vez eu poderia ter me afundado sem a ajuda de Alex.

    Respiro fundo, solto um grito contido na garganta e envio uma mensagem no celular de Caio, informando que não havia mais risco. Se algum dia achei que Alex era idiota, me enganei, porque ele era um grande e enorme verme!

    Olho para os dois técnicos e os vejo focados em seus computadores.

    Bom, eles sabiam o que era melhor para eles nesse momento de irritação minha.

    Com uma caneca de petrolão, vulgo café, na mão, o safado do meu colega nem conteve o sorriso quando me viu bufar.

    — Você sabe, se não fosse pelo plano de saúde e vale refeição, eu estaria longe daqui — digo amarga. — Ser masoquista cansa.

    — Achei que eu era a única motivação para você ficar aqui — diz magoado ao sentar na sua cadeira muito confortável.

    Esquecia o quanto era sensível e não percebia o sarcasmo nas minhas falas. Caio possuía todos os requisitos de nerd preenchido.

    — Sim, dinheiro não valeria nada se não fosse sua companhia diária e suas observações espirituosas. — Sorrio na tentativa de conter os danos. Caio enrubesce e volta sua atenção para o computador.

    Acreditava que essa vergonha fosse com as mulheres em geral e não apenas comigo. Não havia nada que me atraísse nele, apesar de seus gostos serem muito semelhantes aos meus. Era um bom amigo, aguentava-me reclamar e levantava minha moral sempre que me sentia incapaz. Olho para o relógio e vejo que não passava das quinze horas. A tarde seria longa, já que ficaria de plantão os trinta dias de férias de Alex, um dos ônus da empresa era se recusar a pagar horas extras para funcionários que não possuíam cargo de confiança. Isso queria dizer que até as vinte e duas horas, estaria confinada nesta sala cheia de computadores, bits, bytes e metal, muito metal.

    — O pessoal vai jogar um pouco de RPG on-line hoje — Caio convida. — Bora pessoal?

     — Estou dentro — Anderson concordou.

    — Assim que sair daqui também vou — Vitor também concorda.

    — Trinta dias de plantão, meu amigo, sem folga no sábado e domingo, esqueceu? — Sem tirar meus olhos do meu monitor, começo a verificação de um incidente alertado pelo meu sistema gerenciador da rede interna. O computador SZ0005 está em risco.

    Quando clico com o botão em cima do ícone para saber de quem é o equipamento, o telefone toca.

    — TI, boa tarde. — atendo e apoio o telefone no meu ombro, sem interromper o que estava fazendo na minha área de trabalho.

    — Estou tentando trabalhar e alguém está me bloqueando, não consigo fazer mais nada no meu computador, está tudo travado! Ligue para Alex agora, acabe com as férias dele. — esbraveja o CEO. Ele realmente deveria estar furioso e com problemas de continuar o seu serviço, pois fez uma ligação direta e seu tom beirava o antiprofissional.

    — Hoje não é meu dia... — reclamo baixo, suspirando profundamente e contando até dez ao mesmo tempo em que identifico que o computador ameaçado é justamente o do senhor Sesshomaru Switch . Que maravilha!

    Tudo isso porque o preguiçoso e egoísta do meu chefe não deixou que fizesse o serviço no servidor novo.

    — O que você disse?

    Suas palavras atingiram diretamente meu baixo ventre, seu tom zangado e impaciente era um afrodisíaco. Poderia um homem tão nervoso e impaciente parecer atraente? Acho que eu estava ficando louca.

    — Poderia fazer tudo por acesso remoto, mas como o senhor está com pressa, não acredito ser a melhor opção. Por favor, aguarde que em menos de cinco minutos estarei na sua sala para resolvermos isso da melhor forma possível. — impiedosa e sem pensar nas consequências, desligo o telefone na cara do dono da empresa, bloqueio a minha máquina e levanto da mesa determinada.

    — Caralho, mulher, você vai lá? — Caio pergunta nervoso. Senhor Sessehomaru era temido quando estava de bom humor, imagine impaciente e irritado. Mas como cara feita e voz alta nunca me intimidaram, estava confiante.

    — Vou. Por quê? Você quer ir no meu lugar? — Nega minha pergunta retórica com a cabeça. — Não se preocupe, mostrarei a ele com quantos peitos se faz uma profissional de TI.

    Pego meu crachá em cima da mesa, coloco no pescoço e sigo pelas escadas do edifício. Estávamos no subsolo e senhor Star estava no quarto e último andar. Antigamente, senhor Torres também estava lá, mas, assim como o senhor Switch  pai, agora estava ausente.

    Quando a empresa foi assombrada pela notícia de que os dois sócios estavam ausentes e que ninguém assumiria as rédeas, muitos comentavam que seríamos demitidos em massa, não pagariam nossos direitos trabalhistas e todo esse terrorismo. Um dia depois, senhor Switch – o filho – apareceu e colocou um fim nessa rádio pião com muitas reuniões e exigências.

    Enquanto subia as escadas, arrumava meu cabelo levemente preto preso em um rabo de cavalo. Ajeitei minha blusa na cintura, para cobrir um pouco da minha calça jeans escura e o decote, que era levemente solto. De cara limpa e o coração cheio de boas intenções, subi com passos firmes e determinados até o homem que precisava da ajuda da TI.

    Só esperava que meus sentimentos indevidos pelo meu CEO não aflorassem no momento errado.


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!