Amor Inesquecível

  • Aelita
  • Capitulos 18
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    12
    Capítulos:

    Capítulo 17

    Ciúmes

    Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo

    - Não sabia estudava aqui.

    Ao voltar ao homem que me encarou, tive a confirmação que era meu professor de curso, ao mesmo tempo percebo Felipe olhando pensativo.

    - Vocês se conhecem? – Felipe perguntou.

    - É claro que sim, ela é uma das minhas aulas do curso preparatório, eu do aula particular a ela.

    - Professor Matthew? O que o senhor faz por aqui?

    Ele sorriu e sentou-se ao lado de Aelita e com um breve sorriso disse:

    - Serei professor de Filosofia temporário.

    Nesse momento Felipe se sentiu como se sentiu deslocado, como se estivesse sobrando naquele lugar. Sentiu uma raiva e um pouco de medo ao mesmo tempo. Não por conta de Aelita mas sim por perceber que seu novo colega de trabalho era um rival. Que mesmo tendo uma conversa normal e espontânea com uma aluna conhecia, para Felipe era nítido que aquele professor estava intricado em sua namorada secreta.

    Naquele momento Felipe teve tantas coisas passando em sua mente. Imaginou Matthew a pegando com forca e jogando sobre os ombros e a levando embora, e também pensou em esmurrar o nariz do professor por estar sutilmente dando em cima de sua namorada. Em seguida lembrou que poderia ser só um ciuminho juvenil e que não tinha nada a temer. E voltou a se acalmar.

    Para quem assistia a cena parecia só um padrasto com receio de um estranho com sua enteada, percebido por poucos.

    - Não sabia o senhor dava aula de Filosofia.

    Naquele momento Aelita percebeu que aquela situação teria grandes chances de cometer um erro e ter seu relacionamento com Felipe exposto. Mas ambos mantiveram o controle conseguiram contornar a situação.

    - Foi bom te rever Aelita, se me dá licença tenho de conhecer a escola. Estarei ansioso esperando seu próximo capitulo para corrigi-lo. Até terça-feira, acredito que nós veremos com mais frequência.

    Matthew se levantou, e Aelita pode perceber que Felipe não estava com uma cara muito amistosa. Semblante sério, testa franzida e braços cruzados. Se perguntava se ele realmente estava sentido e chateado com a situação ou se seria apenas impressão?

    - Aelita – disse Felipe, olhando fixamente para a garota.

    -Hoje te levarei para casa. Sua Mãe me pediu.

    Antes eu pudesse dizer algo Karina se pronunciou.

    -Professor eu posso pegar uma carona com o senhor também?

    -Tudo bem já e caminho. - Respondeu seco....

    - Espero vocês duas na sala dos professores.

    Matthew vendo a algo diferente de um relacionamento entre professor e alunos pergunta:

    -Vocês por acaso são parentes?

    -Não! Aelita é minha afilhada. - Responde Felipe sem demonstrar muita empatia com a conversa.

    Matthew deu risada se divertindo com a situação. Apontou para Aelita e disse:

    -Não deve ser nada fácil cuidar de uma filhada pré-aborrecente.

    Aelita pode ouvir que Stevan e Karina riam baixinho do que ouviram.

    Aelita se volta a seus amigos e sem que os dois professores ouçam xinga seus amigos em voz baixa:

     - Traidores.

    E antes que seus amigos pudessem retrucar e os professores fizessem uma conversinha particulares, a garota se prontifica dizendo:

    Tudo bem, estarei esperando. Comecei a imaginar ele e minha mãe juntos, me arrepiei só de pensar então completei fingindo estar emburrada. -Só não vão ficar se agarrando muito, não estou afim de passar a noite toda no quarto trancada ouvido vocês dois. ...Disse Aelita revirando os olhos na frente deles.

    -Nos dois conversamos mais tarde. ...  Disse ele e saiu andando pelo pátio, o professor do curso o seguiu.

    Por essa atitude Aelita sabia que mais tarde teria que dar uma boa explicação para Felipe e já estava imaginando o quão bravo ele poderia estar.

    -Nossa Aelita, você foi muito grossa com o professor agora. - Comentou Stevan.

    -Eu queria ver se fosse sua mãe que ficasse se agarrado com um dos nossos professores em casa. Eu sei que fui muito desrespeitosa com Felipe, mas é verdade.

    Aelita sabia que havia sido grosseira com seu professor, mas teria que levar essa história realmente a sério, que seu amado era namorado de sua mãe e não dela.

    Saindo dali Felipe ainda se perguntava. Porque Matthew foi em direção dela? O quanto eles se conheciam? Como os dois se conheciam? Será que ele sabe de nós dois?  Porque ele disse que estava ansioso para corregi o próximo capitulo? Oque será que ela estava escrevendo?

     A desculpa de que a mãe de Aelita havia pedido que o professor era só um pretexto, na verdade queria saber mais sobre Matthew. Que era ele e como ele agia nas aulas para traçar um perfil daquele professor que acabara de chegar.

    Depois voltando seus pensamentos Aelita percebeu que sem ele espera se ela vivia responder sarcasticamente.

    Em pensamento, cheio de ternura indagou -“Olha só, quando estamos longe de todo essa boquinha linda tem uma forma carinhosa e infantil, cheia de palavras doces e carinhosas. Longe da mãe, adora me desafiar”.- Esse comportamento a princípio o irritava, mas depois só o deixava mais instigado, pensando em todas as possibilidades e de milhares de coisas que iriam acontecer com todo o tempo disponível que quisesse ao estar a sóis com ela.

    Voltando à mostra a escola a Matthew, aproveitou para saber suas intenções com Aelita.

    - Então você dá aula para Aelita no curso? Não imaginava.

    - Sim, ela é ótima aluna. Ela possui uma criatividade incrível. E tem grandes chances de se tornar escritora. Meio geniosa. Ela deve dar muito trabalho. Essa juventude de hoje...bem?! você sabe.

    - Não, ela não me dar nem um trabalho, ela é quieta. Fora essas revistas que ela me dá as vezes, que por um lado ela tem razão ela me respeita. Não dei nenhum motivo para o contrário. E eu acho isso mais do que bom. 

    desconfiando de um leve interesse na sua garota, sutilmente Felipe desvia o assunto:

    - Sobre o que ela está escrevendo?

    - Apenas uma história de romance, tem muitos pontos quem que ela deve melhorar. Sua forma de escrever cheia de abreviações e falta de palavras, deve escolher um personagem principal, decidir se ela vai fazer uma narrativa em primeira ou terceira pessoa. Mas isso é fácil creio eu. A ideia é muito boa mas sinto muita falta de detalhes na construção das cenas, acho que é falta de experiência.

    - Entendo... - Respondeu Felipe só para sinalizar que estava realmente ouvindo.

    Em determinado momento Matthew se volta para traz e diz:

    Hmm. Não me leve a mal, mas sua afilhada é uma garota muito bonita. Já que você disse que ela não te dá trabalho, creio que deve ter é trabalho afugentando os pretendentes dela. É meu amigo. Hahahhahaha riu ele ironicamente.

    Vendo que o interesse de seu novo colega em Aelita não lhe agradava muito respondeu.

    - Aelita é uma garota educada e dedicada. Um pouco geniosa como você disse, mas tem respeito e sabe seus limites, tem suas dificuldades em algumas matérias como você também pode perceber. Mas até onde sei seu foco é estudar e se formar. É uma garota que se dá ao respeito e não deixa que ninguém faça o contrário. Com isso não tenho nada a me preocupar.

    A resposta de Felipe calou Mathews. Conhecia Aelita, mas não tão bem como Felipe.

    Mas o silêncio foi quebrado pelo sinal do intervalo.

    - Bom papo, mas agora tenho aula. Adiantou-se Felipe.

    - Eu darei mais uma volta no colégio para conhecê-lo mais um pouco. Nos falamos da próxima irei querer saber quem são os alunos mais influentes das classes para ter um trabalho melhor.

    - E claro. Da próxima. 

    Felipe foi educado com o Novato, mas em seus pensamentos o queria longe dali, não queria ele perto de sua namorada. Ele demonstrava ser um bom professor e que não iria se insinuar para nenhuma, nem mesmo para Aelita, mas mesmo assim Felipe não confiava nele.

    AELITA P.O.V.

    Para minha sorte essa manhã o professor Matthew não me viu aos beijos com Felipe. Entro no carro, na hora ele foi me buscar no curso. Que diabos eu iria imaginar meus professores do curso dariam as caras na minha escola principalmente dar aula?

    Voltamos para sala, Karina não se lembrava qual seria próxima matéria teríamos, eu avisei, próxima aula seria Biologia.

    Citologia, única coisa eu conseguir presta atenção, o professor falava e falava, continuava à explicava, tema que iria cair no próximo vestibular. Recebido uma massagem no meu celular, aproveite a chance o professor continuava a explicar, peguei o celular e li-a rapidamente, era da minha prima avisado hoje ela iria passar em casa deixar próximo rodeiro da viajem escolar, que iriamos trabalhar semana que vem; logico eu teria que faltar na escola semana que vem poder trabalhar, não tenho escolha.

    Por fim as aulas passaram correndo, eu e Karina descemos esperamos o Felipe na sala dos professores, Matthew saiu da sala dos professores passando por mim me dando boa noite, eu fiz o mesmo apenas cumprimentei de volta.  Felipe também saiu o acompanhando por ninguém menos que aquela professora chamada “Kelly” eles conversam tranquilamente. –“Eu, não consigo gostar dessa mulher”.

    - Vamos meninas?

    - Está levantou sua afilhada para casa? – Disse a professora olhando para nós.

    - Sim, como é caminho; deixaria elas em casa.

    Eu e Karina nos mantivemos em silencio, a professora nos acompanhou até o estacionamento, vi a diretora retirar seu carro, ela nos viu e não disse nada apenas acenou para nós nos dando tchau. A professora seguiu até seu carro, eu e Karina entramos no carro, Felipe quebrou o silêncio, ao entrar no carro perguntando.

    - Sua mãe Aelita, como ela está?

    - Bem. Ela sai-o ir trabalhar, me disse hoje iria resolver assunto dependentes com advogado. Eu disfarcei. -Eu pensei ela tivesse comentado com você.

    - Ela não me disse nada. Karina finalmente começou a falar.

    - Professor o senhor já corrigiu as provas? – Ela disse com ar de desanimação

    - Algumas. – Ele respondeu.

    - O senhor sabe se eu tirei nota baixa? – Ela continuou a pergunta-lo.

    - Não me recordo Karina. – A outra fez bico e começou a fazer certo drama.

    - Acho eu me dei mal dessa vez.

    É mais fácil você tirado uma nota melhor do que a minha, Karina. Sem drama vai, você e Stevan são bons em matemática. – Eu disse.

    Felipe começou a dirigir, perguntou onde Karina morava, nós duas continuávamos a conversar.

    - Não se preocupe darei prova de recuperação no final do bimestre.  Então estudem. Felipe olhou rapidamente para mim, eu estava sentada banco da frente.

    - Aelita, que saber sua nota?

    Eu balancei minha cabeça negando. - Não estou preparada para saber da minha nota. - Felipe deu uma risada.

    - Digamos você não foi tão mal assim.

    Suspirei, sentido pouco aliviada, meu professor deixou Karina primeiro, ele seguiu caminho para me levar para casa, eu percebi o clima havia mudado completamente entre nós. Eu me senti encurralada

    - Não sabia que você tinha tanta intimidade com ele. - Por fim ele disse prestando atenção no caminho.

    - Não temos, ele é apenas meu professor do curso.

    - Hum.. ele está bastando ansioso para corrigir o que você está escrevendo.

    - Eu não tenho certeza se vou conseguir concluir esse projeto. – Por fim chegamos em minha casa, estava aliviada mesmo tempo não queria ele fosse embora.

    - Aconteceu alguma coisa? – Pelo seu tom de voz Felipe não parecia muito contente, de alguma forma eu pressenti, ou não havia acontecido nada, apenas é coisa da minha cabeça.

    - Não aconteceu nada. - Ele responde tirando o sinto de segurança depois desligou o carro, se aproximou de mim beijando meu rosto começo cariciar meu rosto.

    - Quer entrar? – Foi a única coisa que consegui dizer na hora.

    - Acho que eu posso ficar um pouco, isso é se sua mãe não me expulsar.

    Entramos, vi minha prima sentada no sofá conversando com minha mãe, minha mãe quando me viu estranhou.

    - Chegou cedo em casa.- Felipe estava logo atrás, entrou.

    - Felipe me trouxe. - Minha mãe avistou Felipe, ela o cumprimentou minha prima se pronunciou.- Eu perdi alguma? Acho nos conhecemos.

    Expliquei para minha prima que ele era meu namorado, ela ficou com uma cara tipo -“eu tô passada ou do tipo comemora um milagre aconteceu”. Ela se lembrou que iriamos beber na sexta-feira, ela lembrou de Felipe também que estava lá sentado com o grupo de amigos. Antes dela ir embora me deixou uma nova blusa da empresa,o próximo evento o qual nós iriamos trabalhar semana que vem.

    - Planetário? Museu de astrologia? Nesses eventos vocês vão trabalhar.- Felipe me perguntou.

    - Sim, excursão. Turma do colegial. Parece que haverá três escolas que teremos que levar para o teatro. Pelos horários eu só poderei ir para escola na quinta e segunda. O restante da semana terei que faltar.

    - Espero não tenha nada de importante semana que vem, além dos professores passarem matéria normalmente.

    - Bom o papo está ótimo, mas se vocês não se importarem eu vou me deitar. - Disse minha mãe já se levantado do sofá.

    - Fique à-vontade Felipe, e juízo. – Minha mãe saiu em direção do quarto deixado eu sozinha com meu professor.

    Felipe me deu tapa de leve em minha coxa e disse – Vai lá trocar de roupa.

    - Você que manda professor. – Disse em um tom cheio de malicia

    - Menina!

    Eu ainda usava a roupa da escola, me levantei fui ao meu quarto peguei o primeiro short que vi na minha gaveta e blusa. Que se dane eu já estava em casa mesmo aproveitei para tirar o sutiã que me irritava de usá-lo por muito tempo. Pelo motivo de ter peitos grande, me incomodava em certos pontos. Uma quando pulo meus seios balançam muito, isso faz com que sinta uma dor, segundo é qualquer blusa eu vista só obrigada a usar sutiã para não mostrar os bicos dos peitos. Terceiro motivo eu vivo batendo meus seios onde não deve.

    Voltei para sala, deitei minha cabeça nas suas pernas, brinquei com sua barba. - Prefiro você sem barba.  - Ele passou mão sobre o queixo.

    - Não tive tempo de fazer. Amanhã. Prometo. Eu só faço se eu ganhar beijo. - Me levantei e agarrei seu pescoço pra beija-la.

    FELIPE P.O.V.

    Beijei seus lábios, com carinho e desejo Aelita me desconcentrava transportando-me para um mundo até então desconhecido. Sua forma de agir, às vezes tímida, outras ousada, seus sorrisos, suas colocações, a forma direta como tratava assuntos que deveriam ser constrangedores, tudo isso me encantava.

    Ela reagiu bem ao beijo deixando-se envolver, permitindo meu acesso com facilidade. Eu queria poder aproveitar pouco mais, momento sois com ela, mas devido a nossa circunstância estava fora de cogitação. Apesar de já estar muito excitado. Afastei-me com cuidado, acariciando seus cabelos e beijando seu rosto.

    Me aproximei seu ouvis sussurrei:

    Está tomando algum anticoncepcional? – Ela negou com cabeça;

    - Não consegui marcar o ginecologista.

    Não que eu não goste de usar camisinha, para mim seria uma tortura. Mordi levemente o lóbulo da sua orelha e ela estremeceu.

    - Nossa brincadeira vai ter deixa para o final de semana.

    - Quer fazer final de semana?

    - Eu queria passar o dia com você. – Aelita me lançou um sorriso inocente e ao mesmo tempo travesso. Linda!

    - Nós poderemos ficar juntos... - Murmurei e dei um beijo leve em seus lábios. Podemos ver filme... - Beijei seu rosto - Namorar um pouco.... - Mordi levemente o lóbulo da sua orelha. -Então podemos passar o dia todo na cama...

    Aelita ficou em silencio, apoio sua cabeça em meu ombro fechando os olhos. Eu puxei com delicadeza para se deitar no sofá; aproveitei a oportunidade deitar junto a ela. Aelita se virou, me abraçou encostando sua cabeça meu peito.

    - Não quero que vá embora – Disse com voz manhosa.

    Mantive-me em silêncio apenas cariciando seus cabelos.


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