O Mago Das Espadas - Livro 0: Os Escolhidos

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    12
    Capítulos:

    Capítulo 6

    O Pequeno Guardião

    Linguagem Imprópria, Nudez, Violência

    Boa noite magos e magas! Estamos de volta com mais um capitulo de O mago das Espadas! A partir de agora conheceremos os nossos escolhidos, suas motivações e desejos de irem para Draconia! Embarquem nessa nova jornada meus amigos e amigas! Desde já uma boa leitura para todos!!!

    A neve caia com suavidade naquela manhã, estava no alto de uma árvore usando uma coberta que o camuflava, seus olhos azuis estavam focados, seus ouvidos bem abertos, apertou forte o cabo de madeira que segurava e sua ponta uma imponente faca estava amarrada, sua herança passada de geração em geração.

    Tick!

    O barulho na relva chamou sua atenção e logo depois pode ver sua presa, tinha dois metros ou mais de comprimento, 100 kg de pura gordura e carne que alimentaria sua família por um inverno interior.

    Sua presa se aproximava de um punhado de peixes que jaziam em uma pedra, a isca perfeita para a presa perfeita.

    – Só mais um pouquinho... mais pra direita. – Sussurrava pra si mesmo, já lambendo os beiços. Quando viu que a grande besta abancou o peixe, não perdeu tempo, saltou da árvore com sua lança improvisada em direção a grande besta... um urso negro.

    – Te peguei, maldito!!!

     A fera ao sentir uma sombra a encobrindo se vira e com sua pata direita bloqueia o golpe do caçador, a faca penetra na carne da fera como manteiga, um urro de dor ecoa pela floresta coberta de neve.

    O urso empina tentando se soltar do caçador que mantinha sua lança fincada.

    – Droga se eu tivesse sido mais rápido...

    Ao dizer isso o urso sacode sua pata e joga seu adversário neve a fora.

    – Merda! – Brada o jovem se levantando e vendo o urso abocanhar parte da lança a destroçando, deixando somente a faca presa a sua pata. – É inútil!!! – Grita o jovem chamando a atenção do besta. – Essa faca é feira de prata pura, você não vai conseguir tir... se bem que... você não deve nem tá entendo o que eu tô falando, né?

    A resposta foi um rugido do urso encarando o jovem.  

    – É, eu já devia saber, então... – E sem pensar duas vezes remove parte de sua roupa ficando só de calças, seu físico era definido, mesmo para um menino de onze anos, algumas cicatrizes preenchiam sua pele, seus cabelos eram compridos e espetados nas pontas, olha para seu adversário sorrindo. – É parece que vai ser do jeito antigo então! – E soca ambos os punhos que ecoam parecendo duas luvas de aço chocando-se, uma aura azul começa a emanar de seu corpo e linhas da mesma cor a surgirem por sobre sua pele. O jovem fuzila a besta com seu olhar abre as mãos e correr em direção ao urso que faz o mesmo.

    A besta tenta acerta o garoto com sua pata boa, para encontra o vazio, o jovem desliza pela neve ficando de frente para o abdômen do urso. Fecha seu punho direito e acerta um potente soco no animal fazendo o cuspir sangue, rapidamente pula pra trás, segura a faca que está presa na pata do urso e com toda sua força ergue a besta do chão.

    – TOMA ESSA!!!

    O jovem simplesmente joga o imenso corpo do urso no chão como um lutador de judô. Depois puxa sua faca da pata do animal, pula para trás e vê seu alvo se erguendo. Seus olhos estavam vermelhos em fúria.

    – Heh, eu sabia que não ia ser tão fácil.

    – UAAAARRHHHHGGGG!!!

    O jovem assume uma postura diferente, com sua mão esquerda segura a faca com sua lâmina voltada para baixo, aproxima a mesma mão para perto do rosto e com sua mão direta flexiona os dedos como se fosse uma garra.

    Os dois ficaram parados encanto a neve caia vagarosamente.

    Em poucos instantes ambos avançam um contra o outro onde somente um sairá vivo.

    Em um pequeno casebre na mesma região...

    Uma senhora estava sentada a mesa com suas mãos juntas perto do rosto, tinha cabelos longos pretos, olhos verdes, e trajava usava um vestido simples de saia preta e blusa branca que cobria seus braços e seu pescoço.

    Olhava constantemente para a porta, na esperança que seu filho retornasse logo.

    – Gládius...

    – Mamãe! – Uma voz infantil chamou a moça que olha para cima e vê sua filha mais nova que estava próximo à escada. 

    – Oh, Mia! Tudo bem querida?

    A pequena Mia desse a escada, trajava um vestido marrom com pantufas de coelhinho, seus cabelos eram negros como os da mãe e estavam amarrados com maria-chiquinha.

    – O maninho ainda não voltou? – Pergunta a pequenina com seus olhos verdes.

    A mãe suspira.

    – Não minha filha, nada dele ainda, mais vamos ter esperança logo ele...

    – BOF!!!

    – Hum?!

    O som de algo sendo jogado ao chão chama atenção das duas.

    – Mamãe? – A pequena Mia diz assustada.

    – Calma filha deve ter sido uma arvore que caiu.

    Porém antes de pensar se era uma árvore aporta é arrombada com um chute. As duas gritam e se abraçam, porém...

    – Ué! É assim que eu sou recebido em casa? Magoei!

    A duas na mesma hora ergue os olhos se olhando para depois olharem o dono daquela voz muito bem conhecida. De pé na frente da porta, com suas roupas rasgadas, uma grande marca de garra em seu peito, seus punhos vermelhos, mais alguns hematomas pelo corpo e sua fiel faca presa a sua cintura. O garoto sorri todo bobo dizendo.

    – Alguém vai querer urso negro pro jantar?!

    As duas na mesma gritam:

    – Filho!!!

    – Maninho!!!

    – Sou eu!!! E por favor... me ajudem... – Ao dizer isso cai esgotado no chão, sendo na mesma hora socorrido pelas duas.

    – Mamãe, o maninho vai ficar bem?

    A mãe das crianças olha para o estado de seu filho.

    – Vai sim, mais precisamos cuidar dele logo... espera ele disse urso?

    – Disse mamãe e... CARAMBA!!! – Brada a menina ao olhar lá pra fora e na mesma hora sua mãe se levanta e olha a presa que seu filho abateu. A carcaça de um imenso urso negro jazia na frente da casa, os olhos da moça se arregalam e de imediato olha para seu filho que estava caído no chão, mas tinha um sorriso de satisfação estampado no rosto.

    – Você está cada vez mais parecido com seu pai... em todos os sentidos. 

    Mais tarde...

    – AI, AI, AI!!! ISSO DÓI!!!!

    – Fica quieto maninho, assim demora mais pra te curar! – Exclama Mia enfaixando o corpo do irmão.

    – Eu sei, mas mesmo assim dói! Não pode usar uma magia de cura não?

    – Eu até poderia, mas!

    – Eu pedi pra ela não usar! – Responde a mãe das crianças de costas cozinhado algo no fogão.

    – O QUÊ... AIIIII!!!! – Grita o menino que geme de dor.

    – Viu! Abriu a ferida, vou ter que troca tudo de novo!

    – TUDO DE NOVO!!! – Brada o menino para a irmã que já tirava as ataduras de seu irmão.

    – Perfeito! Assim você sossega o facho! – Exclama sua mãe.

    O pequeno Gládius faz uma careta e olha incrédulo para sua mãe.

    – A senhora não me curou, só pra eu não sair, não é?

    – Exato! – E se vira para ele. – Onde já se viu? Um menino de onze anos sair para caçar um urso!

    – E consegui! Olha ai agora temos comida por um bom tempo! – Reclama o garoto.

    – Mesmo assim foi irresponsabilidade sua, podíamos ter conseguido comida de outro jeito.

    – E que jeito mãe? – Se levanta da cadeira. – Não temos mais posses desde que aquele bastardo do meu tio nos traiu ao se aliar a outros grupos de mercenários, roubou nossa família e ainda nos expulsou da nossa casa, como você quer que a gente de outro jeito!?

    Silencio, ninguém conseguia proferir uma só palavra depois das palavras ditas por Gládius. Sua mãe olhava atônita pra ele, porém não conseguia formar nenhuma palavras e abaixou a cabeça.

    Seu filho ao ver que sua mãe não ia responder se vira pega sua blusa e caminha em direção as escadas.

    – Maninho aonde você vai? Ainda não acabei de cuidar dos seus ferimentos?!

    – Deixa pra lá Mia! Eu não me importo... não mais... – E sobe as escadas batendo a porta do quarto com força.

    Sua mãe com a cabeça baixa, pega uma cadeira e se senta, apoia seus braços na mesa e afunda o rosto, chorando.

    As palavras do filho foram duras, mas o pior de tudo é...

    “Ele não está errado.”

    Comenta a mãe das crianças em pensamento.

    “Ele é jovem, mais tem o sangue e orgulho dos Maximus correndo dentro de si. Acho que eu é que não vi isso.”

     Então sente uma mãozinha fazendo carinho em sua bochecha.

    – Não chora mamãe, o maninho não teve intenção, ele é brucutu por natureza mesmo.

    Ao ver o sorriso de sua filha a abraça na mesma hora.

    – Obrigada querida.

    – De nada mamãe, agora vou lá em cima dar um cascudo no maninho!!! – Diz a pequena Mia, bufando.

    – Não filha, não precisa.

    – Mas... o maninho brigou com você!

    – Não foi de coração, isso eu tenho certeza, ele é... – Faz um cafune na cabeça da filha. – Um menino muito bom e gentil, só está se sentindo um pouco perdido e eu não o culpo.

    Enquanto falava o pequeno Gládius, estava encostado na porta e ouviu a conversa toda.

    “Droga eu sou um idiota mesmo!!!”  

    Se levanta e caminha até a cômoda do quarto que divide com a irmã, onde está uma foto de toda a família. Olhou bem para aquela velha fotografia e sorriu. Viu seu pai a quem admirava, forte e determinador e tirou sua faca a qual ele lhe havia confiado.

    – Guarde esta faca como se fosse uma parte de você meu filho, ela é chave para proteger sua mãe e sua irmã e de restaurar nossa honra!

    – Ah, pai... como eu queria que o senhor estivesse aqui para me guiar, eu não sei mais o que fazer. – Aperta forte o cabo da faca. – Eu ainda sou uma criança, tenho a força para lutar, mas não um mestre pra me guiar, seu eu tivesse alguém...

    Não demorou nem um segundo e a janela do quarto se abriu, o jovem no susto ergue sua faca, porém um vulto passou rápido pela janela e ele só teve tempo de gritar.

    – AAHHHHHH!!!!

    – Hum? – No andar de baixo, sua mãe e irmã ouvem seu grito.

    – Isso foi? – Pergunta a menina.

    – Gladius!!! – A mãe das crianças se levantou de imediato e subiu correndo junto com a filha logo atrás. Seguem até o quarto em que o menino está e na mesma hora a abrem para ver uma cena que não esqueceria.

    Seu filho estava jogado no chão respirando rápido e descompensado olhando para a figura emplumada de uma grande coruja que estava empoleirada na guarda de sua cama.

    – Mas que... PORRA É ESSA?! – Berra o garoto se levantando, com sua faca em prontidão.

    A coruja só olhava para ele e nem parece que se importou com a ação do menino, já sua mãe olhava incrédula sem acreditar caminhando até a coruja.

    – Mamãe! – Brada a pequena Mia.

    – Mãe, se afasta a gente não sabe se...

    – Está tudo bem! – Exclama a mãe das crianças. – Está tudo incrivelmente bem!

    Ambos os filhos se entreolham não entendendo nada e virão sua mãe se aproximar da coruja, se agachar e estender a mão. No mesmo instante a ave enfia seu bico em um saquinho que carregava retirando de dentro dele um envelope e entregando a ela.

    – Obrigada! – Exclama ela e a coruja faz uma reverencia deixando as crianças boquiabertas e logo depois abre suas grandes asas e assa voou saindo pela janela ao qual entrou. 

    – Mas... o que... foi... isso?! – Pergunta Gladius sem entender nada e sua mãe só olhava para o envelope, feliz e chorando de emoção. – Mãe?!

    – Mamãe o que foi, porque você tá chorando?

    Então ela se vira e amostra o envelope que tinha em mãos.

    – O que é isso?

    – Isso filho! É ultimo presente de seu pai pra você.

    Os olhos do menino se arregalam e sua mãe lhe estende o envelope que a coruja lhe entregou, ele o pega e vê seu nome escrito nele. O pequeno guardião olha para sua mãe que acena com a cabeça para que prosseguisse, então rompe o selo, abre a carta é lê seu conteúdo:

    Para: Glaius Maximus.

    Planícies de Arendelle

    Informamos que você foi formalmente aceito na escola de magia e feitiçaria de Draconia!

    Lar de alguns dos mais brilhantes e renomados professores de todos os tempos; aqui você apreendera a se defender e a lutar por seus sonhos e desejos.

    Seus matérias e equipamentos de estudo serão fornecidos pela escola como cortesia de mais um ano letivo que se inicia.

    Pedimos que leve mudas de roupa e utensílios pessoas para higiene e é permitido levar uma mascote.

    Aguardamos-lhe no dia 31° de Agosto na Estação da Luz, às 09h00min da manhã!

    Com agradecimentos; Diretor Odin Asgard, diretor interino, chefe da escola, soldado universal, comandos em ação, maluco beleza e filosofo nas horas vagas!

    P.S: Não se atrase!

    Ao final da carta Gladius mal conseguia acreditar no que lia.

    – Mãe... essa escola descrita aqui... foi onde o papai...

    – Não tempos tempo a perder!!! – Diz sua mãe correndo até seu quarto em cinco segundos ela já estava vestida com um grosso casaco branco, calças pretas justas, botas de cano longo, luvas e uma espingarda apoiada nos ombros. – Já que meu filhote vai ficar um bom tempo afastado de casa, teremos que estocar muita, mais muita comida mesmo!

    – MÃE!!!

    – O que foi? Esqueceu que sua mãe, foi campeã de caça e tiro alvo?

    Uma gota surge atrás da cabeça do menino.

    – Não, eu sei disso, mas eu nem disse...

    – Você irá filho! – E se aproxima dele, se ajoelha, coloca as mãos sobre seus ombros dizendo; – Você e nosso maior tesouro, seu pai pediu sua candidatura para essa escola durante anos para que você tivesse o treinamento adequado, para que um dia pudesse assumir o legado da família.

    – O QUÊ?! – Brada o menino incrédulo.

    – Isso! Como você suspeita, seu pai se formou nessa escola e veja aonde ele chegou. Agora é sua vez! – Coloca a mão sobre o coração do filho. – E então, pronto para honrar seu pai e deixar sua mãe e irmã orgulhosas?!

    Ao ouvir a palavra honra, os olhos do menino se brilharam, sentiu uma força preencher todo o seu ser, um enorme sorriso brotou em seus lábios e disse com toda as força:

    – Então vamos ter que caçar muito mãe, para você e a Mia terem o que comer por um looooongo tempo! Por que eu vou pra essa porra de escola e não vou só honrar, como vou superar meu pai!

    E sua mãe sorri orgulhosa:

    – Então vamos lá filho o tempo urge! – E saiu correndo com sua espingarda a mão sendo seguida por Gladius portando sua fiel faca, já Mia que estava quieta ouvindo tudo se dá conta que está sozinha e sai correndo gritando.

    – Esperem por mimmmm!!!!

    E assim começa a jornada do Guardião!


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