O Mago Das Espadas - Livro 0: Os Escolhidos

Tempo estimado de leitura: 45 minutos

    12
    Capítulos:

    Capítulo 2

    O Sonho de um Velho Mago

    Linguagem Imprópria, Nudez, Violência

    E cá estamos com o primeiro capitulo da fic propriamente dito. Espero que gostem, desde já uma boa leitura!

    Estava sozinho em sua sala sentado em sua confortável poltrona, sempre a preferiu a aqueles tronos feitos de mármores que eram extremamente desconfortáveis. Era velho, muito velho, idade incalculável, sua barba longa e branca chegava a bater em sua mesa, seus olho azuis que viam além do que qualquer um estavam fixos para um amontoado de papeis em sua mesa. Era uma grande quantidade, vários com recomendações de reinos pedindo uma vaga para seus filhos em sua instituição.

    – Príncipes, Princesas, Barões, Baronesas, Duques e Duquesas ... hunf! – Resmunga. – Como se já não tivéssemos o bastante!

    Então pega dezenas daqueles papeis e longos pergaminhos e os atira na lareira.

    – Ahhh... nada como corrupção, ganancia e egoísmos sendo queimados para alegrar meu dia.  

    Uma batida na porta o chama atenção.

    – Quem é? – Pergunta.

    – Archer, senhor.

    – Oh! Entre, entre! – Responde o diretor animado ao ouvir aquele nome. A porta se abre revelando um homem de porte alto, sua pele era morena e seus cabelos brancos espetados para o alto, trajava vestes vermelhas como um sobretudo, porém aberto e um colete preto por baixo do sobretudo e calças da mesma cor.

    O home caminha até a mesa do diretor, cruza as mãos atrás das costas e pergunta:

    – Mandou me chamar senhor?   

    – Oh! Sim meu jovem o chamei, sente-se! – Diz o ancião para o homem que se senta em uma cadeira de frente para a mesa, não sem antes olhar para a lareira que ardia em chamas bem altas. Com um olhar desconfiado o homem pergunta:

    – Professor permita perguntar... aquilo queimando na lareira são os papeis de pedidos dos reinos que o Lancer trouxe no início desta semana?

    O velho professor olha para o jovem com sinceridade e diz de forma divertida:

    – Oh! Sim, são sim! Fazem um bom fogo, não acha?

    O jovem dá um tapa em sua testa depois de ouvir isso, meneia a cabeça e diz ou melhor berra:

    – Diretor Odin!!!

    – Ah, Archer não vem com essa, você leu esses pedidos... tudo para esnobes e filhos de ricos que só tem um talento... status e mais nada!!! – Brada o diretor quem tem o olhar do jovem fixo.

    – Senhor eu entendo, mas infelizmente precisamos do dinheiro destes “esnobes” para nos manter! – Explica o jovem fazendo sinal de aspas. – Daqui a pouco a escola de Cristalis terá o triplo de alunos que os nossos e todos eles de alta patente e seus pais tendo um alto poder aquisitivo vão dar todo apoio físico e financeiro a eles!

    O velho diretor olha para seu amigo e diz francamente...

    – Como o jovem Frost costuma dizer... que se dane!!!

    Tal palavra deixou o homem pasmo.

    – DIRETOR ODIN!!!

    – Ah, Archer! – Se levanta. – Estou farto desses filhinhos de papai em nossa escola que depois de formados só vão querer saber de uma coisa... guerras, casamentos forçados, alianças, guerras, orgias, vão se achar os melhores e mais guerra... eu já citei Guerra?

    – Umas quatro vezes.

    – Ótimo, só pra enfatizar mesmo!

    – Mas nem todos são assim! O senhor viu pelas princesas de Corona e de Dunbroch, elas provaram mais de uma vez que não são como essas princesas que o senhor cita!

    Odin ao ouvir isso se vira.

    – Elas são a exceção, da exceção!!! – Explica Archer que continua. –Veja o exemplo... Rapunzel nem sabia que era princesa quando chegou aqui e Mérida veio escondida da família e provou ter um coração e espirito valente, sem falar também no jovem Soluço... chegou aqui quieto e parecendo que não ia mostrar nenhum valor e veja no que ele se tornou! E não podemos esquecer de...

    – Jack Frost! – Interrompe o diretor. – Garoto porreta esse! Gosto muito dele, me faz lembrar...

    – Do senhor quando era mais jovem. – Responde Archer.

    – EXATAMENTE!!! – E bate na mesa. – É disso que eu estou falando Archer! Quero minha escola cheia de energia de novo! Com alunos correndo, estudando, dando o seu melhor, quebrando paredes, voando com golpes de espadas pelo ar, que tenham a magia... dentro de seus corações!!! Não importando status, etnia ou raça, que simplesmente... tenham o espirito de quebrarem as barreiras do limite!

    Senta-se novamente.

    – Ao final deste sétimo ano perderemos muitas pessoas boas e queria começar com um primeiro ano diferente do normal, se é que me entende?

    Archer ouvia tudo atento e ponderou nas palavras de seu diretor... ele não estava totalmente errado... A escola estava sem muitos talentos e aqueles que já são de nota terão só mais alguns anos antes de partirem e nunca mais voltarem.

    “Temos ótimos professores e um ensino adequado, mas não alunos que realmente queiram fazer a diferença, ou melhor, sem motivação para se arriscarem e alcançarem uma nova meta.”

    Pensa o professor que pergunta:

    – O que sugere?

    E viu um sorriso se alargar no rosto do velho.

    “Lá vem merda!”

    – Eu quero recrutar alunos diferentes desta vez! Que tenham alma honesta, que não mintam para si mesmo, que possam escolher o caminho que querem seguir, mesmo eles sendo difícil ou não.

    – O QUÊ?! – Archer se surpreendeu com o que ouviu.

    – Em outras palavras... quero pessoas verdadeiras em espirito meu jovem, que brilhem... que façam suas coragens reluzirem neste mundo repleto de dificuldades e diferenças... entende?

    Archer ficou mudo, sabia que seu diretor era maluco, esquisito e até excêntrico, mas uma coisa era certa... burro ele não era e se estava pedindo isso é porque ele conseguia ver além dos outros.

    “O que será que se passa na cabeça desse velho?”

    Pensou o professor, que via o mestre sorrindo que nem uma criança para ele.

    – Tudo bem diretor o que o senhor quer que eu faça? – Exclama o professor derrotado e para a felicidade do diretor que responde:

    – Quero que junte os outros professores e passe as seguintes informações para eles...


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