Meu Neko Sasuke

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    18
    Capítulos:

    Capítulo 8

    A História do Neko

    Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência

    Boa Leitura.

    Domingo, o único dia da semana que eu geralmente tenho para descançar de tudo, trabalho, faculdade, problemas financeiros, tudo. Era a minha tão sonhada folga que eu tinha o prazer de gastá-la deitada na minha cama e imbernando o dia inteiro. E era para eu está fazendo isso, sentindo a maciez do meu colchão, o aconchego dos meus lençóis quentinhos, e dormindo como se a minha vida fosse um mar de rosas, mas não, eu não tenho esse privilégio.

    Eu estava de pé desde às sete horas da madrugada trabalhando como uma escrava Isaura, arrumando o meu cúbiculo de apartamento para causar uma boa impressão para o amigo do meu gato... quer dizer, o homem que habita o corpo de um gato.

    Era muita doideira aquela situação, acho que se alguém me dissesse que um gato podia se transformar em homem, eu iria rir da cara dessa pessoa e mandá-la parar de usar drogas e tomar tarja preta, por que tipo, era muito surreal. A ficha não havia caído completamente, eu estava processando tudo o que havia acontecido desde que o meu coração de manteiga falou mais alto e me fez trazer aquele gato de rua para casa. O gato era um homem amaldiçoado a não sei quantos anos e que precisava de ajuda, a minha ajuda. Fazer o que, se eu sou um íma para atrair coisas bizaras!?

    E pensar que eu havia contado os meus segredos íntimos para ele. Cara, ele deveria pensar que eu era uma desesperada por homem, depois do relato que eu fiz dele mesmo quando o encontrei na forma de homem.

    E que homem!

    Posso dizer que sonhei a noite toda com ele, das cenas que haviam acontecido ontem. No meu sonho, eu me joguei nos braços dele e saí pelo prédio, esfregando para todo mundo que eu havia conseguido um namorado e que era filho de imperador. Ostentei muito, principalmente quando chuvas de petalas de rosas vermelhas - que saía de não sei onde - caíam em cima da gente, e de repente, nós estávamos na igreja nos casando.

    Detalhe, só acordei quando caí da cama ao som do despertador que havia colocado no dia anterior para que eu pudesse acordar cedo para arrumar as coisas.

    Terminei de passar o pano na casa e observei Garibaldo... quer dizer, Sasuke, na forma de gato dormindo todo encolhido em cima do sofá como se a vida fosse linda e bela, enquanto eu me lascava na casa. Ele bem que poderia me dar uma ajudinha de vez em quando em arrumar as coisas, já que agora morava comigo.

    Gente, eu estava morando com um homem... bom, não exatamente um homem, um homem-gato. Mas mesmo assim não deixa de ser um pouco constrangedor, pois mesmo sabendo que ele era o meu gato, eu não conseguia me sentir a vontade com ele mais. Meu lindo o fofinho gatinho era um homão da porra de fazer qualquer mulher abrir as pernas. E eu fazia parte dessa lista.

    Pare com isso, Sakura, deixe de ser safada. Você é uma moça de família, mocinha e donzela. Pare de fogo na piriquita. Repreendi-me internamente, balançando a cabeça para os lados, afastando aqueles pensamentos pervertidos. Desde quando eu comecei a ser tão tarada? Acho que a falta de um namorado está me deixando maluca.

    Fui para a cozinha e lavei aquele louceiro na pia, eu tinha que ser um pouco mais organizada. Depois de lavar tudo, secar e guardar, a campainha tocou. Deveria ser o tal Kakashi, já que eu tinha avisado o porteiro para deixá-lo subir quando chegasse.

    Saí da cozinha, observando minhas roupas velhas de casa. Droga, eu havia esquecido de me arrumar, eu estava parecendo uma mendiga.

    - Já vai! - gritei para a pessoa escutar e corri para o meu quarto. Abri as gavetas com violência e acidentalmente arranquei uma da cômoda, que caiu no chão, acertando o meu pé. - MERDA!

    Dei um salto para trás, mancando enquanto sentia a dor dilacerando o meu pézinho, as lágrimas começavam a escorrer nos meus olhos.

    Tudo para pobre é muito, e acreditem, pode ficar pior.

    Miau.

    Não falei.

    Fitei o gato que entrava no meu quarto, seus olhos redondos de jabuticaba me fitavam curiosos.

    - Sai daqui! - peguei a almofada da minha cama e taquei nele, que deu um pulo para trás, correndo para fora do quarto.

    Sei que foi judieza, mas eu não tinha tempo de ficar dando mimimi para aquele tarado.

    Mancando, apressei-me e fechei a porta para que ele não entrasse. Depois que descobri que aquele safado me comia com os olhos na forma de gato enquanto eu me trocava, não deixava ele entrar no meu quarto.

    Agachei-me e tirei um vestido forrequinha da gaveta que estava no chão. Arranquei a camiseta dos Smurf com alguns buraquinhos na bainha e o meu short de algodão, e coloquei o vestido amarelo com estampas de gato. Mereço. Tanta roupas - nem tantas - e fui escolher uma com estampas de felino.

    Nem olhei a minha aparência no espelho, não estava a fim de pirar por ver a minha cara de zumbir de Resident Evil, pois o homem iria mofar lá fora, esperando eu abrir a porta.

    Saí do quarto rapidamente, passando a mão nos meus cabelos e dei uma olhada no gato que estava no sofá, e parecia zangado. Dane-se, quem mandou entrar no meu quarto?!

    Abri a porta dando de cara com um homem alto, olhos pequenos e pretos, rosto definido, e cabelos prateados - esse deve adorar uma tinta de cabelo, eu uso Light Color, eu sei, é uma marca podre, fazer o que, sou pobre -, e estava vestido impecávelmente com roupas de gente rica. Ele cheirava gente rica, e exalava riqueza. Esse cara completamente é rico, e bonito, um tiozão de ninguém botar defeito.

    De onde estão vindo tantos homem bonitos, meu Deus? Acho que tenho a impressão de que o conheço de algum lugar, sabe, só acho.

    - Olá, suponho que seja Sakura Haruno. - sua voz era bonita, e estendeu a mão para mim. - Sou Kakashi Hatake.

    - Ah... - segurei sua mão enorme, o cumprimentando.

    Eu estava surpresa, pois eu idealizei um homem velho, barbudo e barrigudo, não um quarentão típico galã de novela das nove. Acho que eu tinha que parar de agir como uma alienada e ser mais humana.

    Foco, Sakura, pare de agir como se você nunca tivesse visto homens bonitos. Repreendi-me internamente, e abri um sorriso amarelo, acho que ficou meio que macabro.

    - Err... prazer senhor Hatake, sou Sakura... err... acho que o senhor já sabe...

    Algum leitor aí poderia se disponibilizar e fazer o favor de me dá um tiro, estou merecendo.

    Ele sorriu, totalmente simpático, ignorando meu modo E.T de Marte.

    - Pode me chamar só de Kakashi.

    Sorri meio que nervosa, soltando sua mão e dando um passo para trás, abrindo mais a porta.

    - Entre.

    - Com sua licença.

    Ele passou por mim, adentrando o meu muquifo, puxando uma mala enorme de rodinhas. Mala? Como assim, mala? O que é isso produção, isso é pegadinha do Malandro?

    - Fique a vontade. - disse fechando a porta, minha atenção naquela mala, suspeito. - Só não repare na bagunça.

    É claro que a minha casa não estava bagunçada, estava mais limpa do que nunca, mas era sempre bom falar que estava bagunçada para dar uma impressão de que você é uma pessoa limpa.

    - Imagina. - ele disse, parando no meio da sala com aquela mala suspeita ao se lado. Acho que eu estava sendo óbvia demais, pois ele percebeu os meus olhos curiosos daquele malão. - Ah, antes de mais nada, eu trouxe algumas coisas do Sasuke.

    Precisei de alguns segundinhos para processar.

    - Coisas? - questionei, cautelosamente, sentindo as minhas sobrancelhas unirem. Aquele gato tinha coisas?

    - Sim, roupas, objetos pessoais, essas coisas. - explicou pacientemente. - Presumo que ele não tenha nada para vestir.

    - Ah. - ri, coçando a cabeça, pouco encabulada. - Verdade, ele não tem nada.

    - Imaginei. - sorriu, empurrando a mala para mim.

    Segurei a mala e ergui minha mão diante do sofá.

    - Sente-se, fique a vontade.

    - Obrigado. - ele sentou-se no sofá de três lugares notando o gato ali, ao seu lado. - Ah, você está aí. - sorriu, alisando a cabeça do gato.

    - Eu vou levar essa mala rapidinho lá para dentro. - minha voz chamou sua atenção.

    - Tudo bem.

    Saí da sala, puxando aquela mala enorme e pesada, aquele gato tinha tantas coisas assim? Eu queria só ver onde eu iria enfiar aqueles trecos, já que o meu cúbiculo só tinha espaço para um habitante, eu.

    Entrei no quarto, permitindo-me suspirar um pouquinho, e tentar colocar um pouco as ideias em ordem. Aquele homem não me era estranho, aquele rosto... eu já vi aquele rosto em algum lugar. O nome também não me era estranho.

    Kakashi Hatake.

    Onde eu ouvi aquele nome? Pensa, pensa, pensa... Aff, desisto. Nada me vem a cabeça a não ser o fato de que a cada hora eu me surpreendia com aquele gato. Agora ele tem coisas, e eu sentia que ele estava se acomodando de mala e cuia no meu apartamento. Bom, ele já morava aqui, mas poxa, pensei que ele era só um gatinho inocente que passava nessessidades, não um homem lindérrimo e filho de imperador.

    Fechei meus olhos e suspirei novamente, arrumando coragem para voltar naquela sala e encarar o que estava por vir.

    - O que me falta acontecer agora, meu Deus?

    Voltei para sala, encontrando aquele Kakashi falando baixinho com o gato, mas minha presença espalhafantosa - lê-se, quando meu pé esbarrou no balde que eu usava mais cedo e que havia esquecido no canto, causando um barulhão - fez sua atenção focar em mim e se ajeitar no sofá. Aproximei-me como se o meu pequeno mico não fosse nada, e vesti a minha máscara de pessoa normal.

    - Voltei. - sorri amarelo, sentando-me no sofá a sua frente, mas logo fiquei de pé. - Ah, quer um café? Chá? Água...

    - Não se preocupe, não quero nada, obrigado. - sorriu novamente terrivelmente simpático. - Não se incomode.

    Sentei no sofá novamente. Gente rica é outro nível, o povo além de chique é todo trabalhado nas educação. Não insisti em oferecer as coisas, e agradeci por ele não ter aceito nada, pois eu não tinha café e nem chá, só água da torneira.

    - Bom, presumo que você já saiba o que aconteceu com ele. - começou Kakashi, se referindo a Sasuke.

    - É, e soube... ele é mesmo filho de imperador? - perguntei, por mais que a história daquele gato fosse comovente, eu ainda tinha minhas dúvidas.

    - Sim, ele é o filho caçula do grande imperador Fugaku Uchiha. Presumo que os livros escolares de história conte os fetios do imperador do Japão.

    Não me lembrava de ter lido algo sobre imperadores, quer dizer, eu odiava história, eu sempre dormia nas aulas. E detalhe, tinha ótimos sonhos.

    Sorri, coçando a nuca, desviando meus olhos para o gato que estava alheio a nossa conversa.

    - Não sou tão fã assim de história.

    - Entendo. - ele não insistiu e agradeci por isso. - Bom, vou começar contando por uma pequena professia que me foi dita por uma velha bruxa das montanhas...

    - Err, desculpe interromper, mas - sorri quase que incrédula. - esse negócio de bruxa é sério mesmo? Pois, tipo, essa história mal começou e está ficando meio que bizarra.

    Bem que eu estava desconfiando, eu atraía mesmo coisas estranhas para perto de mim.

    - As bruxas existem sim, Sakura, não sabemos quantas dela vivem, mas elas se mantem ocultas. - explicou. - As pessoas geralmente não sabem lidar com o desconhecido, ela, maltratam aquilo que teme.

    - Isso é verdade. - concordei, até por que, eu mesma estava tendo dificuldades em acreditar naquelas coisas sureais e desconhecidas. - Pode continuar.

    - Simplificando, eu sou árqueologo, viajei por vários lugares, e conheci várias culturas, costumes e religiões diferentes. E em uma dessas viagens quando era mais jovem, fiz uma expedição pelas montanhas e descobri uma casinha isolada da civilização. Havia uma mulher que se declarou uma bruxa e que vivia lá a muitos anos. Ela contou que me esperava, disse que eu não era uma pessoa comum, eu era descedente de alguém que viveu a vários anos atrás.

    - E quem é essa pessoa?

    - Uma deusa considerada mãe dos dragões. A deusa Tiamat.

    - Você é decedente de uma deusa? - não pude deixar de ficar surpresa e cafifada com aquilo.

    - Foi isso que ela me disse. - confirmou ele. - E declarou que eu iria me aventurar numa jornada para ajudar um amaldiçoado que vagava a centenas de anos sem rumo pela terra que um dia usurfruiu riquezas. No começo não dei tanta importância, e uns três anos mais tarde, numa de minhas expedições arqueológicas nas ruinas do reino Uchiha eu o encontrei. Não sei o que deu em mim naquele momento, mas não consegui controlar o sentimento de apego quando vi o estado que aquele gato passava, e o trouxe comigo quando voltei para casa.

    Ele deu uma pausa.

    - Cuidei dele - sorriu. -, se tornou minha companhia.

    Sorri também, lembrando-me dos meus momentos com Garibaldo... ops, Sasuke.

    - Tempos mais tarde ele revelou seu segredo, se transformando na forma humana. Confesso que fiquei muito surpreso.

    - Nem me diga, eu meio que pirei. - as lembranças me vieram a mente, eu histérica e atordoada com aquele homem pelado na minha frente. Sentia meu rosto ficando quente

    Kakashi soltou uma risadinha.

    - Imagino. - continuou: - Depois de eu ter me acalmado do susto, Sasuke contou-me sua história, a maldição que recebeu do bruxo que traiu seu reino, da aniquilação do clã Uchiha, e do fato de que podia ficar na forma humana uma hora e meia a cada vinte quatro horas.

    - Ele também me falou isso.

    - Não demorei para assimilar a professia da bruxa com a sua história, liguei os pontos e descobri que Sasuke era a pessoa que eu iria ter que ajudar.

    - Espera - o interrompi novamente, minha mente trabalhava e agora estava confusa. -, se você é a pessoa que vai o ajudar, então onde eu entro nessa história? Por que ele disse que eu era a única pessoa que podia que ajudá-lo.

    - Eu vou explicar. - disse. - Depois desse ocorrido, expliquei o que a bruxa havia me dito para ele e resolvi levá-lo até ela. Fazia alguns anos que não a via, mas ela disse que nos esperava fazia um tempo e confirmou as minhas suspeitas. Sasuke era o amaldiçoado, eu era o descedente da deusa que o ajudaria, mas estava faltando a descedente da deusa mulher, que tem o poder de abrir os portais para a dimenção paralela dos dragões.

    Prendi a respiração, atenta a história que Kakashi contava, eu tinha decretado que ouviria a história primeiro antes de pirar. Ele continuou, agora jogando a bomba em cima de mim:

    - E você é essa descedente da deusa Tiamat, Sakura.

    Precisei de três minutos contados para processar aquilo tudo, e a minha reação a seguir foi bem estranha. Comecei a rir como uma retardada diante daquele absurdo. Essa cara deveria ter fumado uns baseados e estava nos efeitos de suas alucinações. Deusa? Dragões? Bruxas? Professias? E o pior, eu era uma descedente de deusa?

    - Oh seu moço, acho que tu não tá puro não. - ri mais um pouco, minha barriga estava doendo. Eu pude ver seu rosto sério me fitando como se eu fosse portadora de Down. - Olha, eu não sou isso aí que você falou não.

    - Acredite, senhorita, você é sim. - mesmo diante do meu ataque de riso, debochando dele na cara dura, ele era rico o suficiente para manter a pose sofisticada e observar o desenrolar da pessoa bulgada que eu era.

    - Óbvio que não. - declarei, me recompondo. - Olha moço, eu sou de um vilarejo do interior, a minha mãe vendia banana na feira para poder me alimentar por que o meu pai só teve o trabalho de me implantar no útero dela para depois sumir. E você quer a conclusão disso tudo? Eu não sou essa descedente não, por que diante de você, eu sou pobre.

    Quê? Que merda eu estava falando? Desde quando minha mãe vendia banana na feira?

    Os olhos pequenos do tal Kakashi abriu um pouquinho, ele deveria está calculando o tamanho da minha retardadisse.

    - Sakura - suspirou, acho que deveria está buscando paciência. -, o nível social não afeta em nada sobre quem você é descedente.

    - E como pode ter tanta certeza que sou essa pessoa?

    Seu dedo apontou para o meu braço que estava sob as minhas pernas.

    - A marca que você possui no pulso direito.

    Automaticamente virei meu pulso, enxergando a minha marca de nascença. De longe quem a vê, pensa que eu tinha transtornos psicológicos e que andava deprimida o bastante para me cortar. Mas na verdade era uma marca que chamava a atenção, e se olhasse bem, ela tinha um formato de três rabiscos, um ao lado do outro em diagonal.

    Kakashi curvou seu corpo para frente e arregaçou a manga de seu terno para cima, revelando a mesma marca em seu pulso, identica a minha.

    - Como... - meus olhos arregalados naquela marca. - como isso é possível? Elas são identicas.

    - É por que somos os descedentes.

    Meus olhos fitaram seu rosto, ainda chocada com a revelação.

    - Nós nem somos parentes.

    - Isso não vem ao caso... - ele próprio se interromepu. - Olha, estou vendo que está muito confusa com tudo isso, te darei um tempo para que você entenda tudo.

    Apenas assenti com a cabeça, e ele se pôs de pé, e eu fiz o mesmo.

    - Eu estou confusa.

    - Eu explico para ela o restante das coisas, Kakashi. - aquela voz grossa sedutora soou, me pegando desprevinida e fazendo os pelos de minha nuca arrepiar-se.

    Tirei minha atenção de Kakashi para o homem sedutor que entrava na sala com passos calmos e descontraídos. Garibaldo... quer dizer, Sasuke, estava vestido como daquela primeira vez que eu o vi, com roupas chiques, como uma pessoa rica.

    Homem bonito da porra, acho que perdi a voz.

    Eu devia estar o secando indiscretamente, pois sua sobrancelha ergueu-se para cima quando parou a nossa frente. Dei um passo para trás e tropecei no sofá e perdi o equilíbrio, caíndo no chão como uma jaca podre.

    - Sakura! - Sasuke e Kakashi me chamaram em unissonos, se apressando para me socorrer.

    É nessas horas que eu queria apagar a minha existência dessa face da terra.

    - Você está bem? - não pude aprecisar o tom preoculpado na voz do meu gato Sasuke/Garibaldo, pois eu estava com tanta vergonha que tudo o que eu queria era correr.

    Apenas balancei minha cabeça para cima e para baixo, ficando de pé com sua ajuda, minha voz soando como um miado:

    - E-estou.

    - Você está vermelha. - declarou Kakashi, ele também tinha uma expressão de preocupação com minha pessoa.

    - Acho que não estou me sentindo bem. - declarei, eu sentia uma vontade enorme de vomitar.

    - Eu vou embora. - disse Kakashi, colocando a mão no bolso e tirando a sua cardeira. - Vou deixar um cheque para as despesas que você está tendo com o Sasuke.- ele falava enquanto remexia na carteira, retirando a folhinha de cheque e estendeu para mim.

    Como assim produção? Dinheiro? É isso mesmo, dinheiro?

    - Pegue.

    Fiquei olhando aquela folhinha retangular dobrada, e um peso começou a cair em minha costas. Eu sei que passava a minha vida toda reclamando de minha pobreza, das minhas dificuldades financeiras em me manter e alimentar um gato que na verdade é um homem. Mas eu não era acostumada a receber nada de graça, eu sempre batalhei duro para ter o que eu queria, e eu estava me sentindo estranha naquele momento com aquele cheque estendido para mim.

    - Não. - minha voz soou firme, e dei um passo para trás, me desvecilhando dos braços de Sasuke, nem havia notado que estava nos braços dele. - Não posso aceitar.

    - Aceite Sakura - agora foi Sasuke que dizia, me fitando. - Para ajudar nas minhas despesas. Eu sei que você está passando necessides...

    - Quem está passando necessidades aqui? - minha voz se alterou, meu cenho franzido fitando aqueles olhos negros. - Você está passando fome por acaso?

    - Sakura, a questão não é passar fome, é como você está trabalhando muito para conseguir se manter, e eu meio que caí de paraquedas na sua vida e trazendo mais gastos para você.

    Não sei se eu ficava com raiva de Sasuke por declarar na frente dos outros a minha situação de pobreza, ou ficava feliz por ele me considerar, e ter conciência de que eu era uma alma caridosa.

    Ele é tão gentil.

    - Aceite, Sakura. - insitiu novamente Kakashi.

    Virei minha atenção para ele, e suspirei, ficando mais calma.

    - Agradeço pelo gesto honroso, Kakashi, mas eu não posso aceitar. - sorri cansada. - Não vou ficar bem comigo mesma fazendo isso, desculpe.

    - Você tem certeza?

    - Sim.

    Ele suspirou, abaixando a mão e olhou o Sasuke por um instante.

    - Bom, então acho que eu já vou. - fitou seu relógio de pulso. - Eu tenho um compromisso daqui à meia hora. - seus olhos focaram em mim. - O Sasuke vai ficar encarregado de explicar os detalhes de um jeito mais fácil.

    Eu assenti com a cabeça, concordando, e ele fitou Sasuke.

    - Me ligue ainda esta semana para adiantarmos as coisas.

    - Ligarei sim, Kakashi, vou conversar com a Sakura com mais calma.

    - Ótimo. - sorriu, em seguida estendeu a mão para mim. - Foi um prazer conhecê-la, senhorita Sakura, é uma pessoa com bastante humor.

    Sorri amarelo, minha barriga se contorcendo por dentro. Tomara que ele esteja se referindo eu ser uma pessoa com bastante humor num modo positivo. Segurei a sua mão.

    - O prazer foi meu, Kakashi, é uma bem pessoa simpática.

    E rica.

    - Eu te levo até a porta. - adiantou Sasuke, passando por mim e levando seu amigo até a saída.

    Os dois ficaram alguns segundos conversando baixinho até Kakashi ir embora e Sasuke fechar a porta e focar sua atenção em mim.

    - A cada dia que passa eu descubro que você é mais estranha do que eu pensava.

    Meus olhos arregalaram, mas não foi pelo que Sasuke disse com minha pessoa, e sim pela vontade de colocar todo o meu jantar para fora.

    Corri com a mão na boca até o banheiro e vomitei tudo que tinha no meu estômago, na privada. Eu ficava desse jeito quando eu passava por situações que me expunha ao rídiculo, quando eu descobria que meus genes era diferente, e quando e recusava dinheiro.

    Como é que eu pude rejeitar aquela grana? Por que justo naquele momento eu fui ter uma crise de honestidade e ter recusado dinheiro de graça?

    Desde quando eu sou tão nobre assim?


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