Meu Neko Sasuke

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    18
    Capítulos:

    Capítulo 4

    A Refeição do Neko

    Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência

    Boa Leitura.

    Finalmente havia chegado o final de semana, e ao contrário de muitos que iriam aproveitar esse lindo sábado ensolarado, ou dormindo até tarde - o que eu gostaria de está fazendo no momento -, eu estava de pé na cozinha logo cedo preparando o meu café da manhã para ir trabalhar.

    Vida de pobre é foda.

    Acordei mais cansada de que quando eu fui dormir, minha cara estava parecendo àqueles zumbis do Resident Evil, e tudo isso por culpa de um único e pequeno animalzinho peludinho e fofinho.

    O gato.

    Eu fiquei até tarde da noite arrumando a bagunça que ele fez na sala. As minhas revistas de um e noventa e nove de fofocas e resumos das novelas estavam todas destruídas. As minhas almofadas malocadas da casa da minha mãe, aquele maldito rasgou, fazendo um tapete de penas por toda a sala. E ainda tive que lavar a louça suja que estava acumulada de dois dias.

    Minha vida era sofrida, e como se o meu sofrimento fosse pouco, havia entrado alguém no meu apartamento e comido a única coisa que havia na minha geladeira, os ovos, e deixando a louça suja para eu lavar.

    Eu mereço.

    Senti aquela coisa peluda roçar as minhas pernas, desviei meu olhar para o chão e vi o gato passando suas pelagens em minhas pernas enquanto miava.

    - Está com fome, não é?

    Afastei-me dele e fui pegar o leite de caixinha que havia comprado ontem, e derramei um pouco numa tigela de plástico que havia separado para ele, coloquei no chão. Não demorou para que o gato se aproximasse e começasse a provar o leite de verdade. Coloquei o resto do leite de caixinha na geladeira, me sentei na cadeira para tomar o meu café.

    Hoje como era final de semana, pegaria mais cedo na confeitaria, mas também sairia cedo. Terminei de tomar meu café, me levantei, deixando a louça suja na pia e fui até o quarto pegar a minha bolsa e o celular. Dei uma olhada rápida em meu perfil, e depois de tanta maquiagem que passei para esconder as olheiras e minha cara acabada, até que eu estava jeitosinha. Eu parecia gente.

    Entrei na sala, encontrando o gato caminhando todo tranquilão e pular em cima do sofá, se deitando esparramado.

    Revirei os olhos.

    - Estou indo, gato, não apronte. Se não, sua nova casa será a rua.

    O gato nem me deu ideia.

    Peguei as chaves em cima da bancada e saí de casa, especificando direito que eu havia trancado bem o apartamento. Estava ok.

    Desci aqueles lances de escadas, e quando cheguei lá embaixo, minhas pernas estavam mortas. Essas escadas ainda iriam me matar.

    Logo na porta estava à velha sindica reclamando com o senhor Jiraya, o porteiro. Ele era legal, e divertido, mas era um verdadeiro tarado.

    - Bom dia. - os cumprimentei enquanto passava pelos dois.

    - Bom dia. - respondeu o senhor Jiraya, sorrindo animado.

    - Senhorita Haruno. - parei e fitei aquela velha maldita.

    - Sim, dona Chiyo.

    O que ela queria agora?

    Ela me olhou de cima a baixo com aqueles olhos apertados e avaliadores.

    - Ontem alguns moradores reclamaram de ter ouvido ruídos e barulhos estranhos vindo do seu apartamento.

    Ai que droga, não acredito que essa velha está desconfiada. Ela não pode saber do gato, se não, adeus bichano.

    - Barulhos? - perguntei, cautelosamente.

    - Sim, isso foi por volta das duas e três da tarde. - ela disse. - O que você tem a me explica sobre isso?

    Franzi o cenho.

    - Não estou entendendo!?

    - Uma moça solteira que se preze não leva um homem para o apartamento.

    Não pude evitar que meus olhos arregalassem diante da declaração daquela velha chata e ranzinza.

    Sakura inspire, e respire. Essa velha está gagá.

    - Senhora Chiyo - comecei, tentando manter a calma. -, a senhora pode falar com clareza o que está tentando dizer?

    Seus lábios rugados crisparam por um momento, num gesto pouco irritado.

    - Ontem quando estava vindo do supermercado por volta das três da tarde, eu vi uma figura de um homem na janela do seu apartamento. Eu sei muito bem que você não tem nenhum namorado ou algo parecido, mas levar um homem e ficar fazendo... coisas... não faz bem para a sua reputação. Agora deu para entender, minha filha?

    Homem? Como assim? Logo a lembrança de ontem me veio à cabeça. Realmente havia entrado gente na minha casa. E o pior, era que ninguém havia percebido isso, e estavam achando que eu era uma depravada. Eu não podia fazer alarde da situação, pois eles iriam querer revistar meu apartamento e aquela velha iria ver o gato que eu estava cuidando. E apesar da raiva que o bichano me fez ontem, por bagunçar a casa inteira, eu já estava apegada a ele.

    - Dona Chiyo, acho que a senhora se enganou. - comecei. - Eu nem ao menos estava em casa, e muito menos levei alguém para o meu apartamento. E se mesmo que eu tivesse levado alguém, isso não seria da conta da senhora.

    O cenho dela franziu.

    - Você está achando que eu estou louca? - sua voz deu uma pequena alterada.

    Aja paciência.

    - Eu não disse isso, eu só falei que a senhora poderia ter se enganado de apartamento.

    - Foi o que eu disse para ela. - comentou Jiraya.

    - Eu não me enganei, eu nunca me engano. - ela ralhou, lançando um olhar mortal para mim e Jiraya. - Eu estou sentindo cheiro de alguma coisa errada nessa história.

    E eu também.

    - Dona Chiyo não se aborreça...

    - Jiraya, vai cuidar da sua portaria, você não é pago para ficar jogando conversa fora. - a velha o interrompeu, ralhando com um olhar zangado.

    Jiraya suspirou, sabia que ele se segurava para não revirar os olhos, e voltou para seu posto.

    Voltei minha atenção para a senhora ranzinza na minha frente.

    - Com licença, mas tenho que trabalhar. - dei as costas para a velha e comecei a caminhar, mas sua voz chamou minha atenção:

    - Senhorita Haruno. - olhei para trás. - O que você faz ou deixa de fazer não me interessa, mas esse condomínio é de respeito, e não vou deixar que algum desajustado transforme isso numa bagunça.

    Franzi meu cenho mais uma vez, me segurando para não voar em cima dela e arrancar sua língua envenenada.

    - O que a senhora está insinuando, dona Chiyo?

    - Não estou insinuando nada, senhorita Haruno. - sua voz era azeda. - Só estou alertando que eu faço o meu trabalho de sindica muito bem.

    Ah é, cuidar da vida dos outros, velha fofoqueira.

    - Tudo bem, senhora Chiyo. - disse entre dentes, voltando a dar as costas para ela e sair de lá o mais rápido possível.

    - Bom trabalho, senhorita Haruno. - disse Jiraya na portaria.

    Apenas assenti com a cabeça, estava tão irritada que não consegui respondê-lo. Aquela velha Chiyo era o diabo em forma de gente, velha chata do caralho. Mas uma coisa que ela disse me deixou encafifada. Havia gente no meu apartamento, e mesmo eu não ter dado falta de nada, ele só tinha comido a comida e deixado à louça suja.

    Talvez poderia ter sido algum mendigo, ou não. Não sabia.

    Aquela história estava muito mal contada.

    . . .

    O dia na confeitaria até que passou rápido, foi trabalhoso e Tsunade estava pouco irritada devido ao seu encontro ter dado errado. Ela havia dito que o cara era um mão de vaca, e ela que teve que pagar a conta do restaurante.

    Tsunade era uma cinquentona boazuda, seus peitos enormes era o que chamava atenção dos homens. Ela era viúva, seu antigo marido morreu a oito anos de câncer no pâncreas.

    Quando eram duas horas da tarde, Tenten chegou para me render, para a minha alegria. Pude respirar o ar poluído da rua enquanto ia para o ponto de ônibus para poder ir para casa e começar o meu final de semana sedentário. Eu tinha também alguns trabalhos da faculdade para fazer e entregar na segunda.

    Suspirei.

    Cara, como eu sofria. Como eu queria ter um homem rico que me sustentasse à vida toda, com empregadas trazendo tudo o que eu queria enquanto eu estivesse deitada numa cadeira reclinável de frente para uma enorme piscina, desfrutando da vida maravilhosa. Mas como a vida é injusta, eu tinha que trabalhar.

    - Sakura.

    Ergui meu olhar para o lado, encontrando um Corola prateado parar ao meu lado, e para a minha total surpresa, Hinata que estava no volante.

    Sorri.

    - Hinata.

    - Está indo para casa? - ela perguntou.

    - Estou.

    - Entra que te dou uma carona.

    Ui nem queria.

    Dei a volta no carro e abri a porta, sentando no banco do carona, colocando a minha bolsa em meu colo.

    Virei-me para Hinata que começou a dirigir.

    - Valeu, Hinata, eu já estava mofando no ponto esperando esse ônibus.

    - Imagino. - ela sorriu, me olhando de rabo de olho. - Saindo agora do trabalho?

    - Sim - olhei para frente. - E você?

    - Eu fui deixar a Hanabi na aula de ballet.

    - Ah.

    Hanabi era a irmã mais nova de Hinata, a menina tinha treze anos e era uma verdadeira peste. Ela sempre dizia para Hinata que quando ela crescer um pouco, iria roubar Naruto para ela, pois a mesma o adorava, e sofria aquele amor platônico, típicos de começo de adolescência.

    - E o seu gato? - ela quis saber, parado o carro quando o sinal fechou. Olhou-me em seguida.

    Não pude deixar de soltar um suspiro cansado, lembrando-me ontem quando cheguei em casa. Para falar a verdade, eu estava um pouquinho receosa em abrir à porta de meu apartamento, e encontrá-lo todo aos pedaços.

    - Aquele gato está me dando prejuízo.

    - Como assim?

    Olhei para ela.

    - Acredita que quando cheguei ontem, aquele bicho destruiu quase a minha sala?

    - Ahn?

    - Ele destruiu todas as minhas revistas de fofocas, e as minhas almofadas do sofá. Você tinha que ver, uma maior sujeira. Eu só faltei ter um infarto na hora, e quase o matei.

    - Que isso, Sakura. - ela voltou sua atenção para frente e voltou a dirigir quando o sinal ficou verde. - Os gatos quando fazem bagunça desse jeito, geralmente estão entediados. Você tem que comprar brinquedinhos para ele se distrair.

    - Brinquedinhos? - arquei uma sobrancelha. - Hinata eu não sou rica não, minha filha. A merreca que eu ganho mal dá para eu poder sobreviver, imagina comprar brinquedinhos para um gato, fala sério.

    - Sakura, deixa de ser pica fome, eu sei que a senhora Tsunade não paga tão mal assim.

    Bom, ela tinha falado a verdade, o salário não era tão ruim, além do mais, foi Hinata que havia arrumado aquele emprego para mim, pois a Tenten era noiva do primo dela, um tal de Neji que eu nunca cheguei a conhecer.

    Mas, droga, eu tinha o aluguel do apartamento, a conta de água, a conta de luz, as despesas de comida, não dá meu povo.

    - Eu sei, mas eu tenho contas para pagar e agora estou gastando o dinheiro que deveria ser para o crédito do meu celular em leite para poder alimentá-lo.

    Hinata olhou para mim rapidamente com o cenho franzido.

    - Você está dando leite para o gato?

    - Sim, por quê? Não é isso que os gatos comem?

    - Você está ficando louca? - sua voz era incrédula. - Você vai matar o gato se continuar dar leite para ele.

    - Mas Hinata, pelo que eu saiba leite é comida para gato.

    - Só até os quarenta e cinco dias de vida, e pelo que você disse, seu gato é adulto. O leite contém lactose e pode causar diarreia e vômito no animal, sem contar que o leite é uma fonte de cálcio e pode contribuir para formação de pedras nos rins.

    Parei. Arregalei levemente meus olhos e em seguida fiz uma careta.

    - Isso também serve para leite condensado?

    O carro parou, e Hinata olhou para mim com uma cara extremamente incrédula.

    - Você deu leite condessado para o gato?

    Abri um sorriso amarelo.

    - Vamos dizer que eu coloquei água no leite condensado - os olhos claros dela arregalaram. -, e virou um leitinho...

    - Sakura.

    - Eu não tinha o que dar para ele, eu não tinha leite! Você sabe que eu não tomo leite, e a única coisa que eu tinha era o leite condensado.

    - Sakura.

    - E para a sua informação ele gostou, tá. - me defendi.

    Hinata deu um tapa em sua testa, fechando os olhos e balançando a cabeça para os lados.

    - Acho que o Naruto tinha razão quando disse que você é um desastre em cuidar de animais.

    - Hinata! Eu cuido muito bem do bichano, tá?

    Me senti ofendida agora.

    Ela me fitou.

    - Dando leite condensado para o bicho? - sua voz era sarcástica.

    - E o que eu dou para ele? Comida de gente?

    - Ração para gato, Sakura. - ela disse como se fosse óbvio. - Sachê de Whiskas, gatos adoram Whiskas.

    Franzi o cenho, sentindo aquela dor no bolso.

    - Isso é caro, Hinata. Você quer o quê? Que eu comece a rodar bolsinha na esquina para conseguir dinheiro para comprar comida cara para um gato, sendo que eu nunca comi comida cara?

    - Tudo bem, Sakura, mas pelo menos compre ração para o seu gato, e não dê comida de gente para ele, se quiser que ele viva.

    Revirei os olhos.

    - Eu vou comprar a ração para ele.

    - Seu gato agradece.

    Percebi que o carro estava parado em frente ao meu apartamento, nem havia percebido que tinha chegado.

    - Obrigada, Hinata, pela carona.

    - De nada, eu ainda vou dar uma passada no alojamento do Naruto, vou chamá-lo para ir ao cinema.

    Sorri. Senti uma pontinha de inveja de Hinata, que me dera eu ter um namorado também.

    Tirei o cinto e abri a porta do carro.

    - Tchau, nos vemos segunda.

    - Tá, e vê se compra uma comida boa para o gato.

    - Eu vou comprar.

    Saí do carro e fechei a porta, em seguida o carro foi embora. Antes de entrar no condomínio, voltei o caminho a pé a uma loja de ração que ficava no final da virada da segunda esquina. Comprei uma ração barata, nada de Whiskas, pois isso já era demais para o meu bolso. Paguei o vendedor e fui para casa.

    Agradeci por não topar com a velha sindica, e subi aquelas escadas quase colocando os bofes pela boca. Peguei minha chave da bolsa e coloquei na fechadura. Hesitei um segundo antes de abrir a porta, estava com um pouquinho de medo de achar a bagunça que estava ontem.

    Não seja covarde, Sakura, abra logo essa porta.

    Suspirei profundamente e abri a porta, e para o meu alivio, a sala estava intacta. Entrei, fechando a porta atrás de mim e passando os olhos pelo local.

    - O gato, cadê você?

    Eu tinha que colocar um nome nele, urgentemente.

    Joguei minha bolsa em cima do sofá e logo vi o bichando vindo do corredor, onde ficava o meu quarto, com passos preguiçosos. Aposto meu mindinho que aquele folgado estava dormindo enquanto eu estava me lascando no trabalho para comparar comida cara para ele.

    - Olha o que eu trouxe para você. - ergui o saco preto que continha a ração para que ele pudesse ver.

    Agachei-me a sua frente e abri o saco, revelando a ração que eu havia comprado.

    - Agora você vai comer isso, e esquece o leite, pois a partir de hoje você não pode tomar, a não ser que queira morrer.

    O bichando me olhou de repente, parecia que havia entendido.

    - E não me olhe com essa cara de gato.

    Seus olhos redondos e pretos desviaram para a ração, cheirou, e depois começou a comer.

    Sorri, e fiquei de pé, deixando o saco no meio da sala mesmo com o gato comendo e fui para a cozinha procurar alguma coisa para eu comer. E para a minha total surpresa, a pia estava suja com restos de comida, havia embalagem de biscoito pelo chão, e uma caixinha vazia do meu suco favorito de uva em cima da mesa.

    - Mas o que...

    Abri a geladeira, e a metade da comida que eu comprei ontem não estava mais ali.

    - Quem foi o filho da uma parideira que roubou a minha comida? - não pude conter a raiva e a surpresa que estava sentindo naquele momento.

    Era segunda vez que isso acontecia.

    Como fiz ontem, corri pelo apartamento, verifiquei as janelas, todas fechadas. Fui no meu quarto verificar minha economias que estavam guardadas do buraco no colchão. Tudo ok. Todas as minhas coisas estavam no lugar, só a comida que tinha desaparecido.

    Suspirei, me sentindo confusa.

    Olhei para o gato que entrava no meu quarto e veio até mim, começando a roçar seu corpo nas minhas pernas. Agachei-me e o peguei, sentando-me na cama com ele no meu colo e comecei a passar minhas mãos em seu pelo macio, enquanto escutava ele ronronar com o carinho.

    - Gato, a mamãe aqui está fodida. - ele me olhou com seus olhinhos redondos como uma amêndoa. - Se não bastasse ter uma despesa a mais com você, agora tem um ladrão que rouba a minha comida.

    Miau.

    - Eu sei, meu neném. Mas quando eu pegar aquele infeliz ele vai desejar nunca ter conhecido Sakura Haruno. Eu vou matá-lo.

    Minha expressão deveria está diabólica, pois pude ver os olhinhos do gato arregalarem.

    Miau.


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