Meu Neko Sasuke

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    Capítulo 3

    Neko Bagunceiro

    Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência

    Boa Leitura.

    Acordei com uma coisa peluda roçando o meu pescoço de um lado para o outro. Virei meu corpo para o outro lado ainda de olhos fechados e voltei a dormir. Mas de repente, aquela coisa peluda pulou em cima de mim, e num ato totalmente impensado, e assustada, joguei meu braço com toda a força naquilo que havia se jogado em cima de mim. Eu só pude escutar o miado estrangulado de um gato, me fazendo abrir meus olhos rapidamente com meu coração quase saindo pela boca. E ali, jogado no chão, ao lado da minha cômoda, o gato que eu havia trazido para a casa no dia anterior estava estatelado no chão.

    - Ai meu Deus! - meu grito ecoou por todo o quarto enquanto levantava da cama e corria até o gato que tentava inutilmente se levantar depois da pancada que recebeu.

    Agachei-me a sua frente e tentei pegar ele, mas ele grunhiu, jogando seu corpo para trás para, se afastar de mim. Seus olhos redondos e negros me fitavam assustados e medrosos.

    - Me desculpa, me desculpa. - eu pedia desesperada por imaginar ter quebrado algum osso do coitado. - Eu não fiz por mal.

    Levei minha mão mais uma vez até ele e o peguei, sentindo suas unhas afiadas arranhando meu braço.

    - Ai, você é mal, sabia? - questionei, olhando para aquela cara peluda que parecia zangada.

    Ergui meu corpo para cima e sentei-me na cama com ele no meu colo, ele estava tentando sair dos meus braços.

    - Ei, calma!

    Miau.

    - Eu não vou machucar você, fique quieto. - eu resmungava como se o gato pudesse me entender.

    Também eu ficaria receosa comigo mesma se levasse aquela pancada.

    Mas eu não fiz por mal!

    Com muito custo o gato finalmente ficou quieto e pude ver se ele não havia fraturado nada. Soltei um suspiro aliviado por ver que ele estava bem, e que só foi um pequeno susto mesmo.

    - Desculpe, gatinho. - disse enquanto passava minha mão por todo o seu pelo macio. Ele lambia sua pata enfaixada, nem me dava ideia.

    Percebi o sol entrando pelas minhas cortinas claras, e só aí percebi que havia amanhecido. Ergui meu corpo para o lado e peguei meu celular que estava debaixo do meu travesseiro e quase tive uma síncope quando vi às horas. Eu estava completamente atrasada para a faculdade.

    - Puta que pariu! - gritei enquanto me levantava de uma vez da cama, esquecendo-me do gato que estava no meu colo, fazendo-o cair novamente no chão.

    Seu grunhido soou por todo o quarto, arregalei os olhos quando percebi o que eu tinha feito com o gato.

    - Desculpe, gatinho. - me agachei novamente até ele, mas o gato se afastou de mim, mancando numa pata e indo para longe.

    Mas eu não pude dar tanta atenção agora, pois iria me atrasar para a faculdade.

    Corri até meu guarda-roupa, peguei minha lingerie e saí do quarto, entrando no banheiro que ficava no corredor. Tomei um banho rápido, fiz minha higiene matinal e saí do banheiro só com a calcinha e o sutiã amarelo e a toalha enrolada na cabeça.

    Entrei no quarto correndo e num ato, bati meu mindinho no canto da porta, e quase caí no chão por causa da dor maldita que aquilo me causou.

    - Filho da mãe... - reclamei chorosa pulando num pé só até o guarda-roupa, procurando algo para vestir.

    Maldito mindinho.

    Peguei um jeans claro e uma blusa azul-bebê com botões na frente e de manguinhas, joguei em cima da cama. Tirei a toalha que estava no meu cabelo, e de repente senti algo estranho. Era como se eu estivesse sendo observada.

    Franzi o cenho e olhei para a minha janela que estava fechada com a cortina.

    Parei.

    Desviei meus olhos para baixo, e ali, naquele montinho de pano que eu tinha feito na noite anterior estava o gato com os olhos vidrados em mim. Não consegui evitar o pequeno frio na barriga e meu rosto ficar pouco quente.

    - O que você está olhando? - perguntei, irritada comigo mesmo por ficar constrangida diante dos olhos de um animal.

    Cara, qual era o meu problema, ele era só um gato!

    Miau.

    Seu miado era audível e ele veio até mim com passos lentos, como um morfino, e começou a se enroscar nas minhas pernas, ronronando.

    Eu em.

    Agachei-me e alisei seu pelo macio, ele ronronou mais, e não pude deixar de sorrir com isso.

    - Você está com fome, né?

    Ele ergueu sua cabecinha e me olhou com seus olhinhos negros.

    Miau.

    Ri levemente e fiquei de pé, comecei a me vestir rapidinho com os olhos do bichano em mim.

    Ele estava me olhando daquele jeito por que deveria está com fome. Era essa a conclusão que eu havia tirado.

    Fui para frente do espelho e passei um rímel e um batom clarinho para não ficar com uma cara de morta. Penteei meus cabelos curtos cor-de-rosa, percebendo que as raízes estavam com a cor original, loiro. Eu tinha que pintá-los novamente. Resolvi prendê-los num rabo de cavalo e logo estava pronta.

    Peguei minha mochila de lona com estampas floridas, o meu celular e saí do quarto, jogando as coisas no sofá e indo para a cozinha. Não precisei olhar para o chão para perceber que o gato estava ao meu lado. Abri a geladeira só encontrando água, a caixinha com cinco ovos, e o resto do leite condessado. Fechei a geladeira e abri o meu armário, uma mosca saiu de lá de dentro. E como na geladeira, o armário não tinha absolutamente nada.

    Cara, eu tinha que ir ao supermercado urgentemente!

    Suspirei, e voltei a abrir a geladeira, tirando a caixinha de leite condessado que eu havia aberto ontem. Peguei uma tigela no armário e joguei o resto do leite condessado e depois enchi com a água da torneira, mexi até que o leite condessado virasse líquido e coloquei a tigela no chão.

    - Aqui, gatinho, está muito gostoso.

    O gato olhou para o leite e depois me fitou, como fez ontem.

    - Come aí e fique quietinho em casa, e não faça bagunça, mais tarde eu volto e trago algo legal para você comer, tá?

    Ergui meu corpo para cima e corri até a sala, pegando minha mochila e o celular. Chequei as horas mais uma vez, mas me arrependi por fazer isso, pois eu estava terrivelmente atrasada e sabia que não iria poder entrar na primeira aula.

    Droga!

    Saí do apartamento e corri aqueles lances de escadas até chegar lá embaixo. Odiava morar naquele lugar, pois o elevador sempre vivia quebrado.

    Vida de pobre é foda.

    . . .

    Como eu tinha imaginado, eu havia perdido a primeira aula de histologia, e me amaldiçoei por isso, mas tudo culpa da porcaria do ônibus que eu havia perdido, sem contar no trânsito que estava na avenida principal. O dia havia começado cheiro e eu torcia para que não ficasse pior.

    Depois de todo aquele transtorno, eu pude dar uma aliviada no intervalo, tinha comprado alguma coisa para mim no refeitório, e encontrei Hinata na grande fila que havia ali. Ela havia comentado que eu estava com uma cara cansada. Apenas suspirei e contei que minha vida era muito difícil e que estudar e ter um emprego não era nada fácil. Ela apenas assentiu com a cabeça e não disse nada, mas ele não tinha o que falar, já que ela não precisava trabalhar para manter-se.

    A bicha era podre de rica.

    Depois que pegamos nossos lanches, fomos para uma mesa desocupada e começamos a falar banalidade, e dessas banalidades comentei que eu estava criando um gato que eu tinha encontrado na rua ontem.

    - Mas você não disse que era proibido animais no condomínio? - ela perguntou pouco confusa, enquanto mordia um pedado de sua maçã.

    Terminei de engoli o pedaço pizza de calabresa e respondi:

    - É proibido, ele está escondido. Aquela vaca daquela síndica não precisa ficar sabendo.

    A síndica do meu prédio era uma velha com um pé na terra e outro na cova, a pesar de sua idade bem avançada, a vadia era bem ativa e parecia que tinha um faro apurado quando algum morador está fazendo algo de errado.

    Hinata arqueou um pouco as sobrancelhas, e continuei:

    - Eu não podia deixar o bichinho naquele temporal, e ainda por cima estava machucado. O meu senso de proteção falou mais alto.

    Hinata sorriu daquele jeito fofo e tomou um gole de seu suco.

    - Acho que se eu tivesse no seu lugar eu faria a mesma coisa. - ela disse. - Adoro gatos, pena que não posso ter nenhum por causa da minha alergia.

    E nessa hora Naruto apareceu com sua bandeja nas mãos, depositando na mesa e dando um beijo no rosto de Hinata, e sentando-se ao lado dela.

    - Olá, meninas.

    - Oi, Naruto. - o cumprimentei, e ele apenas sorriu mais, abrindo seu sanduiche e tirando o tomate e a alface, colocando na bandeja.

    Naruto odiava tudo o que era saudável, ele preferia comer um sanduiche só com a carne e o pão do que ter alguma coisa verde ou um tomate.

    - O que as duas estão tricotando o aí? - ele quis saber, e deu uma mordida no sanduiche, colocando ketchup em seguida.

    - Estamos falando do gato que a Sakura está cuidando, amor. - Hinata o respondeu.

    Naruto parou de comer e me fitou com uma sobrancelha arqueada.

    - Você está criando um gato?

    Franzi meu cenho.

    - Não gostei do seu tom. - ralhei. - E qual é o problema de eu criar um gato? Eu sou responsável.

    Naruto terminou de engoli o sanduiche e depois riu.

    - Eu sei que você é responsável, Sakura, mas o problema é que você não sabe cuidar de bicho algum.

    - Você é sequelado, ou o quê? - minha voz saiu um pouco mais alta que o normal. - É claro que eu sei cuidar de bicho.

    - Então o que você me diz dos cinco peixes, os dois periquitos, o filhote de cachorro, o hamster e a tartaruga que nem completaram um mês com você e morreram?

    Fechei meus olhos, tentando não matar aquele imbecil.

    - Naruto, se você não parar de falar besteiras agora, eu vou fazer engolir essa bandeja.

    - Também não é para tanto, Sakura. - ele disse cautelosamente.

    Abri meus olhos e o fitei.

    - Então, cala a boca!

    - Calma, Sakura. - disse Hinata.

    Mas ao contrário do seu namorado que estava com uma cara assustada, Hinata estava tranquila, ela já tinha se acostumado com as nossas brigas.

    . . .

    Depois de um dia super cheio, eu estava subindo aquelas escadas matadoras do meu prédio. Diferente de ontem, eu havia chegado cedo no trabalho e rendido Tenten no horário certo. E para a minha infelicidade, o movimento na confeitaria estava intenso, o que é mais trabalho para mim, claro.

    Depois que saí do trabalho fui ao mercado, e comprei algumas coisas para encher minha geladeira e meu armário que só havia moscas e ar. Comprei leite para o gato, e mesmo ele ter comigo água com leite condessado, eu não podia ficar dando isso para ele sempre.

    Leite condessado estava caro.

    Cheguei no meu andar, colocando os bofes pela boca depois daqueles lances de escadas, e nem uma alma viva havia aparecido para me ajudar com aquelas sacolas de supermercado pesadas.

    Vida difícil essa minha.

    Coloquei uma das sacolas no chão e fui pegar minhas chaves que estavam na minha mochila, coloquei a chave na fechadura e a girei, destravando e levando minha mão na maçaneta. Girei-a e quando abri a porta, a sacola que estava na minha outra mão caiu no chão, deixando com que os alimentos se espalhassem pelo corredor.

    Eu estava paralisada no portal com a boca aberta e os olhos arregalados diante da destruição que estava na minha sala.

    As minhas revistas que eu gostava de ler quando estava sem nada para faz, estavam todas rasgadas pelo chão, papel higiênico picotado e mastigado espalhados por toda a sala, as almofadas jogadas no chão. E em cima do sofá estava um gato dentro de uma almofada totalmente destruída, dormindo como se estivesse no paraíso.

    Inspira, suspira. Inspira, suspira.

    Eu sentia que poderia ficar louca com toda aquela bagunça. Eu não conseguia acreditar que aquele pequeno animal fosse capaz de fazer tamanho estrago no tempo que estive fora.

    Gato maldito!

    Consegui sair do meu transe paralítico e dei alguns passos para dentro do apartamento, chorando por dentro por ter que arrumar toda aquela bagunça.

    - Que merda aconteceu aqui?!

    A minha voz alta e aguda despertou aquele bichano do demônio - sim do demônio, pois aquele bicho não era de Deus -, e me fitar com a cara amassada e com penas da almofada destruída por todo o seu pelo.

    Aproximei dele e o tirei de dentro da minha almofada - que eu também tinha furtado da casa da minha mãe - num rompante e o segurei com as minhas duas mãos, olhando aquela criatura fofa e demoníaca.

    - O que diabos você fez no meu apartamento, seu gato desgraçado? - ralhei, fitando-o.

    Miau.

    - Mas que droga, era bem melhor ter deixado você na rua. Olha a merda que você fez?

    Virei seu corpo para que ele pudesse ver a bagunça que ele tinha feito. Eu queria matar aquele gato.

    - Não vai ser você que vai limpar isso, e sim eu!

    Ele virou sua cabecinha para trás e me fitou com aqueles olhinhos redondos e pretinhos.

    Miau.

    Suspirei, colocando-o no chão. Fitei toda aquela bagunça, minhas revistas de fofoca todas acabadas.

    Cara, que ódio!

    Fitei mais uma vez o gato que me fitava curioso, como se ele fosse à criatura mais fofa do mundo.

    - O que eu faço com você, em? Só tem vinte quatro horas que você está aqui, e você já me causa prejuízo! Assim não dá.

    Miau.

    Revirei os olhos e resolvi pegar as minhas mercadorias que estavam lá de fora, e depois de ajuntar tudo - que estavam tudo espalhados - levei para a cozinha. Pelo menos o cômodo estava arrumado, só a minha louça suja que eu tinha que lavar, e as cascas de ovos num canto da pia...

    Franzi o cenho.

    Cascas de ovos? Eu não me lembrava de ter feito ovos.

    Abri a geladeira, e para minha surpresa, não havia mais os ovos que tinha de manhã.

    Mas o que...

    Fechei a geladeira e fiquei parada, tentando achar uma lógica para quilo. Espera! Será que tinha entrado alguém aqui?

    Com aquele pensamento em mente e com o coração batendo forte, corri para o meu quarto e quase atropelei o gato que estava em meu encalço. Mas dane-se ele, eu estava puta com ele mesmo.

    Entrei no meu quarto encontrando tudo do jeito que eu deixei. Revirei todo ele e fui ver minhas economias que guardava dentro de um buraco que havia no colchão. Soltei um suspiro aliviado, vendo que estava tudo ali.

    Então se não tinha entrado ninguém no apartamento, quem poderia ter comido os ovos?

    Por um segundo meus olhos foram direto para o gato que entrava no meu quarto. Não, Sakura, não seja louca, como um gato iria abrir a geladeira e fritar os ovos? Pois também havia percebido a frigideira e o óleo em cima da pia. E não tinha sido eu.

    O gato começou a roçar em minhas pernas, me fazendo olhá-lo. Peguei-o nos meus braços e ele ronronou.

    - Está acontecendo coisas estranhas aqui, gato. - eu disse, fitando o bichano que apreciava meu carinho, enquanto eu tentava pensar no que havia acontecido na cozinha.

    Miau.

    Ele esfregou sua cabeça em minha mão, pedindo mais carinho. Sorri com isso, me fazendo esquecer por um momento da bagunça que ele havia feito e que eu iria ter que arrumar.

    E ainda bem que hoje era sexta-feira.


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