A Garota do Uchiha

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    18
    Capítulos:

    Capítulo 2

    Sasuke

    Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Boa Leitura.

    O som chato do despertador fazia eco nos meus ouvidos, despertando-me daquele sono gostoso. Abri os olhos, sentindo a luz quente e clara do sol batendo em meu rosto. Eu havia me esquecido de fechar a janela ontem mais uma vez antes de dormir, e parando para perceber, eu havia dormido com o meu livro de geografia.

    Remexi-me nas cobertas, sentindo minha cabeça pinicar com aquele som. Ergui meu braço, tateando quase cegamente até encontrar aquele pequeno aparelho irritante e o joguei no chão sem pensar duas vezes. O barulho de cacos ecoou por todo o quarto, e para a minha alegria, o barulho acabou.

    Não demorou nem dois segundos para que a porta do meu quarto fosse aberta e minha mãe entrar com uma cara afobada.

    - Sakura, que barulho foi esse? - seu tom era preocupado enquanto me fitava ali deitada como um zumbi. Logo seus olhos avaliadores pousaram nos cacos do relógio de acrílico espalhados pelo chão. - Eu não acredito que você quebrou outro despertador?!

    Virei meu corpo, ficando de barriga para baixo e afundei minha cara no travesseiro.

    - Esse som estava me irritando. - murmurei, com uma voz totalmente preguiçosa.

    Escutei o suspiro cansado de mamãe.

    - Não sei até quando você vai ficar quebrando os despertadores desse jeito, esse é o quarto só esse mês.

    Dormir. Era tudo o que eu mais queria depois de ter pegado no sono a madrugada.

    - Levante logo, já está na hora de ir para o colégio. - seus passos soaram para fora do quarto. - E ajunte essa bagunça.

    Resmunguei algo que nem eu mesma entendi, voltando a me remexer na cama contra a vontade. Esfreguei meus olhos e me levantei, sentindo meu corpo dolorido. Dei uma olhada pela minha janela, vendo o céu azul e o sol subindo no leste. O dia estava muito bonito.

    Ajuntei aqueles cacos de despertador o jogando na pequena lixeira que ficava ao lado da mesa do meu computador. Peguei a minha toalha verde que estava em cima da cadeira giratória e saí do quarto, entrando no banheiro que ficava logo de frente.

    Fiz minha higiene pessoal, e dei uma olhada no meu reflexo no espelho. Como eu imaginava havia pequenas olheiras, minha cara estava com marcas de dobras do lençol, e meus cabelos estavam desgrenhados e afobados para cima.

    Suspirei, ignorando a minha péssima imagem no espelho e comecei a tirar minhas roupas e entrei no box. Tomei um banho rápido, só para espantar aquela preguiça que estava no meu corpo e acabar com os vestígios de sono.

    Enrolei-me na toalha, e entrei no meu quarto em seguida. Vesti minhas roupas íntimas e logo coloquei o uniforme da escola que era composto por uma saia azul-jeans plissadas - que batia na metade das minhas cochas -, a camisa branca de mangas curtas aberta na frente, o lenço vermelho dando o laço, e o suéter amarelo com duas listras vermelha nas barras das mangas, na barra do casaco e no recorte da gola.

    Penteei meus cabelos estranhamente cor-de-rosa e curto, o deixando jogado de lado como sempre, coloquei minhas meias ¾ brancas e os sapatos pretos.

    Eu estava pronta.

    Não usava maquiagem, acho que nunca usei, não que eu me lembre.

    Saí do quarto em seguida, passando pelo pequeno corredor e entrando na pequena sala, onde podia sentir o cheiro do café que minha mãe preparava na cozinha.

    Entrei no cômodo vendo a mesa posta com os alimentos do café da manhã. Minha mãe deu uma olhada rápida para mim enquanto eu me sentava na cadeira, pegando a caixinha de leite e derramando dentro do copo.

    - Você está cheia de olheiras. - ela disse, voltando a sua atenção para as torradas que saía da torradeira. - Não gosto quando você dorme tarde.

    - Eu estava estudando para o teste de geografia hoje.

    - Hm.

    Ela colocou um pouco de café em sua xícara, parecia com pressa.

    - Está atrasada? - perguntei, enquanto levava uma torrada à boca e mastigava na velocidade de uma lesma.

    Ela me olhou de solaio e assentiu, dando uma mordida na torrada e um gole de seu café.

    - Mais ou menos, o senhor Sarutobi resolveu fazer a contagens dos estoques antes de abrir a loja. - suspirou. - Ele está ficando um velho gagá.

    Depois que papai morreu há dois anos num assalto no centro de Tóquio, mamãe se viu na obrigação de trabalhar para poder sustentar a casa. Passamos por uma fase bem difícil e apertada economicamente, mas aos poucos estávamos nos restabelecendo.

    Nesse meio tempo eu arrumei um emprego de meio período numa pequena loja de doces no centro do bairro de Konoha. No começo minha mãe não havia gostado da ideia e discutimos várias vezes sobre isso, mas conforme eu fortalecia meus argumentos, dizendo que o trabalho não iria afetar meu desempenho na escola, ela acabou cedendo. Mas alegou que não iria aceitar o dinheiro e que era para eu ajuntar para a faculdade.

    - Você vai trabalhar hoje? - ela perguntou, terminando de tomar o café e colocando a xícara dentro da pia.

    - Uhum. - murmurei enquanto tomava o copo de leite para ajuda a descer a torrada.

    Ela me olhou, com seus olhos verdes iguais aos meus.

    - Tenha cuidado nas ruas, não pegue o ônibus naquele ponto mais longe, ali está dando assaltos constantes.

    - Tudo bem.

    Seu lábio se curvou um pouco para cima.

    - Bom, eu já vou indo, tranque tudo quando sair.

    Apenas assenti com a cabeça.

    Mamãe me deu um beijo na minha cabeça e logo saiu de casa. Fiquei algum tempinho enrolando com o meu café, como todas as manhãs até olhar o relógio - que ficava pendurado na parede da cozinha - e perceber que se eu não adiantasse, eu iria me atrasar.

    Levantei-me da mesa colocando a louça suja na pia e fui para o meu quarto pegar minha mochila e saí de casa, trancando a porta.

    Eu morava com a minha mãe Mebuki numa casa pequena que cinco cômodos, num bairro pacato de Tóquio, e numa rua mais pacata ainda. As casas eram uma ao lado da outra, quase que coladas, a rua era estreita e não havia árvores que a enfeitasse, como naqueles bairros chiques.

    Minha escola ficava no outro bairro, Konoha, um bairro muito mais movimentado do que Suna e muito mais badalado. Não fiquei tanto tempo esperando o ônibus e alguns minutos depois eu já entrava nos domínios de Senju High School.

    A arquitetura elevava a um prédio de seis andares com um relógio redondo no meio, os lados variavam nos prédios de três e dois andares, como uma escada. O espaço do enorme pátio era gramado com algumas árvores em pontos estratégicos e algumas mesas redondas de concreto com quatro banquinhos espalhados pelo local.

    Como todos os dias, andei por aquele enorme pátio aberto de cabeça baixa até entrar no prédio e ir direto para a minha sala do terceiro ano B, e me sentei na última carteira da fileira do meio.

    As aulas foram à mesma coisa como sempre, fiz o teste de geografia e posso dizer que eu fui bem. O professor liberava aqueles que já tinham terminado. Eu fui um dos primeiros a sair, e como todos os dias, me soquei na biblioteca, meu refugio pessoal.

    Cumprimentei a bibliotecária, ela apenas sorriu gentil e voltou sua atenção a um fichário preto. Fui para os fundos e comecei a fazer os deveres das primeiras aulas. Não iria ter muito tempo, pois hoje era meu dia de trabalho.

    - Sakura. - ergui meu olhar para cima, podendo ver Shizune a minha frente. - Faz um favor para mim? Você pode levar uns livros para a diretora? É que eu não posso deixar a biblioteca agora e a diretora Tsunade está precisando deles para agora.

    - Ah... eu posso sim.

    Ela abriu um sorriso agradecido e eu a segui até a sua mesa. Tinha uma pilha de cinco livros, ela pegou e os colocou empilhados nos meus braços.

    - Muito obrigada mesmo, você está quebrando um galho para mim.

    - Não precisa agradecer, Shizune. - apenas sorri comprimido.

    Ela apenas sorriu agradecida e abriu a porta para que eu pudesse passar.

    O sinal do intervalo havia tocado fazia alguns minutos, os corredores estavam um pouco cheios por isso. Eu tentava desviar daqueles corpos de alunos zapeando de um lado para o outro para evitar derrubar aqueles livros, que estavam pesados pra caramba.

    Virei o corredor, e dessa vez estava mais vazio a não ser pelos dois alunos que estavam de costas para mim, mexendo nos armários. Reconheci o garoto loiro, ele era da minha sala, e se não me engano se chamava Naruto Uzumaki. O outro tinha cabelos pretos, mas eu tinha uma vaga lembrança dele pelo colégio, não sabia seu nome, mas eu sabia que ele era popular com as garotas.

    Foquei minha atenção para frente com o olhar para baixo. Conforme eu me aproximava, eu podia escutar as vozes dos dois garotos, que dizer, a voz do garoto loiro:

    - É sério, teme, eu tenho absoluta certeza que eu tirei um zero redondo em geografia, aquela prova era o capiroto.

    - Dobe, não importa o quanto você estude, você nunca vai aprender nada, sabe por quê?

    - Por quê?

    - Por que você já é burro de nascença.

    Mordi o lábio, prendendo a risada que queria escapar da minha boca. O tom como o garoto moreno falou para o outro tinha saído engraçado, principalmente por que o outro perguntou o porquê no modo inocente.

    Que idiota.

    - O quê? - o garoto loiro gritou, dando um largo passo para trás na mesma hora que eu passava por eles com os livros.

    Não consegui desviar a tempo e quando menos esperei, o corpo do garoto loiro trombou violentamente contra o meu, me jogando no chão e espalhando os livros por todos os lados.

    Que.

    Droga.

    Sentia meu quadril esquerdo doer devido o impacto da queda, e a palma de minha mão pinicar levemente.

    - Ai.

    - Ih caramba, foi mal aí. - a voz assustada e destrambelhada de Naruto ecoou, na mesma hora enquanto percebi sua mão estendida para mim.

    Ergui me olhar zangado para aquele garoto tagarela, ele hesitou assustado, seus olhos levemente arregalados, dando um passo para trás, abaixando sua mão.

    Umas três pessoas passavam pelo local e olhava para mim, a garota esquisita jogada no chão. Eu estava irritada, e acima de tudo constrangida com a situação.

    Juntando toda a minha dignidade com uma pá, eu fiquei de joelhos e comecei a juntar os livros espalhados em uma pilha, e quando fui pegar o último, ele apareceu erguido a minha frente.

    Minha mão ergueu e o peguei, fazendo com que meus olhos automaticamente fitassem a pessoa de pé a minha frente. Se eu estava irritada com o acidente, agora eu estava envergonhada pelo garoto moreno me fitando de um jeito curioso.

    Meus olhos fitavam os dele, eram negros, tão negros que eu não pude distinguir suas pupilas. O cabelo era preto e liso que cobria a metade do seu rosto, seu nariz era arrebitado e sua boca estava numa linha reta. Também pude perceber que ele possuía uma pequena argola preta na orelha direita, dando a ele um certo charme.

    Agora eu entendia por que as garotas caíam matando em cima dele, o cara era lindo de morrer.

    Podia sentir meu rosto ficar quente, desviei meu olhar para o chão e puxei o livro de sua mão, empilhando junto com os outros quatro que estavam no chão e o peguei, erguendo meu corpo e ficando de pé.

    Murmurei um, obrigada, e saí da lá o mais rápido possível. Eu podia sentir minhas costas queimando, mas não olhei para trás.

    Podia imaginar que aqueles dois podiam está falando o quanto eu era desastrada, e esquisita também.

    . . .

    Finalmente as aulas haviam acabado e não tinha acontecido nada de interessante, foi à mesma aula de sempre e um trabalho a mais para a coleção. Dei uma passada rápida na biblioteca para pegar um livro para adiantar o trabalho de história que era para entregar semana que vem, e depois fui ao banheiro.

    Os corredores estavam pouco vazios, a maioria dos alunos já tinham ido embora. Apertei os passos, pois eu só tinha meia hora para está na loja.

    Desci as escadas e logo estava do lado de fora, passando por aquele enorme pátio gramado. Havia alguns alunos ali, mas poucos, e bem mais a frente onde eu estava.

    - Ei.

    Escutei uma voz chamar. Não parei de caminhar e muito menos olhei para trás, sabia que não era eu que estavam chamando, apenas segui meu rumo. Mas para a minha total surpresa a voz soou novamente, e dessa vez com todos os indícios de que era comigo que estava falando:

    - Garota de cabelo cor-de-rosa!

    Meus olhos abriram um pouco, e parei. Tomei um pouco de coragem e virei meu corpo para trás, e vi a pessoa que me chamava. Para a minha surpresa, era o garoto moreno de hoje mais cedo.

    Ele se aproximava com passos rápidos até mim, seu suéter amarelo agora estava amarrado na cintura, ficando só com a camisa branca e a gravata vermelha afrouxada.

    Uni as sobrancelhas, podendo sentir que meu coração começou a acelerar várias batidas.

    O que diabos ele queria comigo?

    Ele parou de frente para mim e me fitou daquele jeito curioso.

    - Oi. - sua voz saiu baixa e rouca.

    Não o respondi, estava surpresa o bastante por ele está ali na minha frente puxando conversa comigo. Eu podia sentir minhas pernas trêmulas, eu estava nervosa. Era a primeira vez que alguém falava comigo, bom, tirando os funcionários do colégio e os professores.

    - O que você quer? - consegui fazer com que minha voz saísse, mas estava tão baixa que mal podia ser ouvida, mas ele escutou.

    O garoto colocou sua mão no bolso de sua calça azul-jeans, e em seguida estendeu para mim.

    - Você deixou cair isso quando caiu no corredor hoje mais cedo.

    Fitei sua mão e pude ver uma pulseia dourada com pingentes de coração, vermelho, rosa e laranja.

    Automaticamente levei minha mão direita até o meu pulso esquerdo, não conseguia sentir a minha pulseira que ficava oculta pelo suéter amarelo.

    Eu não havia percebido que eu tinha a perdido.

    Ergui minha mão e peguei a pulseira, sentindo meus dedos tocarem os dele, fazendo-me sentir uma pequena corrente elétrica percorrer meus dedos.

    Afastei minha mão rapidamente, e pela sua expressão ele também havia sentindo, pois fitava sua mão.

    - Você sentiu? - ele perguntou, voltando a me olhar.

    Abri a boca e fechei novamente, eu só consegui balançar minha cabeça para cima e para baixo de um jeito meio débil.

    - Obrigada. - murmurei, desviando meus olhos dos dele e comecei a colocar a pulseira no pulso desajeitadamente.

    Dei uma olhada rápida para ele, e pude ver o canto esquerdo de sua boca erguido para cima, num pequeno sorriso torto. Sua cabeça estava tombada levemente para o lado, fazendo com que a sua franja descobrisse o seu olho esquerdo.

    Ele estava... fofo.

    Terminei de abotoar a pulseira, podia sentir meu rosto corado, meu coração era um verdadeiro traidor, pois batia muito mais rápido agora.

    Preciso sair daqui.

    - Eu nunca te vi pelo colégio. É aluna nova?

    Olhei mais uma vez para ele, tentando ocultar o meu nervosismo e a minha vergonha.

    Balancei minha cabeça para os lados, negando. Já era de se esperar que ele não me conhecesse. Eu era tão invisível e insignificante que eu passava despercebida por qualquer um, como um verdadeiro micróbio.

    O sorriso de lado não havia saído de sua boca, o que me deixava mais nervosa por está diante de um garoto tão lindo.

    - Eu sou Sasuke Uchiha, do terceiro ano A. - ele se apresentou. - E você, como se chama?

    Hesitei por um momento, eu estava achando estranho esse interesse repentino por saber quem eu era. E eu tinha quase absoluta certeza de que tinha alguma coisa por trás disso.

    - Sakura. Sakura Haruno do terceiro ano B. - eu disse rapidamente. - Eu tenho que ir.

    Dei as costas para ele e antes que eu desse um passo para frente, senti sua mão no meu pulso, me impedindo.

    - Ei, espere!

    Aquilo estava me irritando. Virei o meu corpo e o fitei com as sobrancelhas unidas. Aquela insistência dele em ficar no mesmo ambiente que eu só tinha um propósito.

    - Isso é uma aposta, não é? - mesmo que minha voz saísse baixa ela estava rancorosa.

    Aquilo estava mais claro como uma água, o propósito só podia ser uma aposta para pregar com a otária aqui.

    Eu já havia passado por isso antes, na minha antiga escola. Um grupo de garotas tentou me incluir em seu grupo. Não posso deixar de lembrar o quanto eu tinha ficado feliz, fechando a minha mente e ignorando o meu instinto gritando que não era nada daquilo que eu imaginava.

    Descobri da forma mais dolorosa e nojenta possível, depois de uma chuva de ovos podres no fundo da escola. Lembro-me de ter ficado três dias fedendo e minha dignidade arrastada na vala quando percebi que haviam filmado e jogado na internet.

    Nesse dia eu soube o quanto as pessoas podiam ser cruéis.

    Eu vi quando o tal Sasuke franzia o cenho e seus lábios crispavam, parecia e confuso.

    - O quê?

    Dei um passo para trás, mas ele não soltou meu pulso.

    - Ninguém nunca falou comigo nesses três anos que estou nessa escola, e com você não seria diferente, a não ser que estivesse apostado com seus amigos se conseguia zoar com a esquisita aqui.

    Agora sua feição parecia irritada.

    - Eu realmente não sei do que você está falando - seus olhos ficaram mais negros, e eu meio que me intimidei, mas fiz de tudo para não demonstrar. O inimigo não podia perceber que você estava tendo medo dele. -, mas fique você sabendo que eu não sou nenhum moleque que faz esses tipos de brincadeiras idiotas.

    - Eu não sei, não te conheço. - rebati, puxando meu pulso, sem sucesso.

    Sua expressão suavizou de repente, fazendo aquele maldito sorrio de lado se abrir.

    - Mas podemos nos conhecer melhor se você me der uma chance.

    O quê?

    Podia senti minha garganta ficar seca aos pouco e meus olhos completamente deveria está arregalados.

    Ele estava flertando comigo?

    Calma, Sakura, não tire conclusões precipitadas, não pense bobagens. O que um garoto lindo e popular iria querer com você? O mínimo era pedir para que eu fizesse o dever de casa para ele.

    Engoli em seco.

    - Você pode me soltar?

    Seus olhos negros me fitavam de um jeito estrando, olhando cada parte do meu rosto como se quisesse gravar cada míseros poros.

    Novamente eu podia sentir o calor subir no meu rosto, e antes que eu entrasse em desespero por não saber lidar com o que estava sentindo no momento, senti sua mão afrouxar no meu pulso.

    Não pensei duas vezes em puxar o meu braço e dar a costas e sair correndo, me afastando dele como uma verdadeira idiota que eu era.

    Ainda escutei ele me chamando, mas ignorei, e muito menos olhei para trás. Eu tinha que me afastar.

    Sabia que se eu ficasse ali, quem iria se dar mal seria eu, pois era assim que terminava as coisas.

    Eu sendo a trolada.


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