Bad Reputation

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    Capítulos:

    Capítulo 3

    Sexta-feira

    Álcool, Drogas, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Boa Leitura.

    (Eu Quero Estar Aonde os Garotos Estão.)

    - Eu juro que não sei o que passa na cabeça dos jovens de hoje em dia. Nós sofremos as dores do parto para trazer eles ao mundo - tia Mikoto gesticulava as mãos, visivelmente aborrecida. -, passamos a nossa vida toda cuidando, educando e alertando para não fazer nada de errado para depois eles racharem a nossa cara ao meio. Eu me senti humilhada por ser chamada na escola e ouvir o diretor dizer que o meu filho passou da linha que ultrapassa dele ser um peste.

    - Concordo plenamente, Mikoto. Também me senti mal com o olhar questionador daquele diretor como se eu fosse uma péssima mãe. - madrinha Kushina também gesticulava as mãos e falava alto, chamando a atenção de algumas pessoas que passavam por nós. - Eu sei que eu não sou uma péssima mãe, o Naruto que está passando de todos os limites. E o pior, é que eu tenho que ser o pai e a mãe, por que o Minato deixa as responsabilidades desse muleque nas minhas costas.

    - Ué, Kushina, exija que ele faça o trabalho dele de pai, é o mínimo que ele pode fazer.

    - Ah minha amiga, o pior é que se eu deixar as responsabilidades nas mãos do Minato, ele vai passar a mão na cabeça do Naruto e não vai resolver nada. Minato é muito frouxo, ele não tem pulso firme. - tia Kushina mostrou o punho.

    - Ainda bem que lá em casa o Fugaku tem pulso firme, eu jogo tudo nas mãos dele. Não tenho mais paciência para lidar com as confusões que o Sasuke se mete, é uma atrás da outra. Não sei quem esse menino puxou.

    - Vocês duas estão reclamando de barriga cheia. - minha mãe havia se pronunciado para fechar o pacote. - Pelo menos as duas tem um marido que possa dividir os problemas. Pior é eu que tenho que cuidar da educação da Sakura sozinha, e ainda lidar com a reputação manchada dela pela vizinhança. Essa menina dá o triplo de trabalho do que o de vocês dão.

    - Ei, eu estou ouvindo isso, mãe! - eu disse, sentindo-me ofendida. Desde quando eu dou trabalho? Sou completamente um anjinho.

    Minha mãe virou sua cabeça para trás e me fitou com os lábios crispados e o cenho franzido, ela estava irritada.

    - Você fique calada, por que quando chegarmos em casa iremos ter uma conversa bem séria.

    Se eu fiquei calada? Claro que sim. Eu sabia quando era hora de parar com as brincadeiras e quando eu estava realmente encrencada. Aquele olhar matador que a minha mãe lançava para mim já dizia tudo.

    Ela iria arrancar o meu fígado, rins, e bofe, tudo de uma vez. Mas primeiro vamos rebombinar a fita e recapítular a situação...

    Depois que o diretor safado - vulgo Jiraya - chegou na sala de detenção com a cordenadora mongoloide ao seu lado, eu e os meninos fomos direto para a diretoria. Até aí normal, fazia parte da rotina. O que era para ser só uma bronca daquelas que entra pelo ouvido e sai pelo outro que eu já sei de có, ou uma outra advertência, ou até mesmo uma suspensão - essa última não seria uma má ideia -, nós fomos pegos de surpresa quando ele ligou para as nossas mães.

    E a pergunta é: poderia a situação ter ficado pior? Claro que ficou pior. Minha mãe estava numa reunião da Avon e largou tudo para resolver os problemas que sua filhinha querida - vulgo eu - causou pela escola com os seus coleguinhas. Não era preciso nem citar a cara de demônia que ela estava, porque pelo que eu saiba, aquela reunião da Avon era super importante.

    Mas também eu não era a única que estava em maus lençóis. Sasuke e Naruto também se ferraram, pois tia Mikoto e a madrinha Kushina entraram na sala do diretor fazendo o maior barraco, e só não chamou seus filhos de santo, pois a quantidade de nomes que elas chamaram com eles dava para fazer um dicionário.

    Gaara e Shikamaru que se deram bem, esses putos, pelo menos eles não tinham pais histéricos zoandos nos ouvidos deles. Gaara morava com a irmã que naquela hora estava na faculdade, e mesmo que ela viesse para ouvir a ladainha do diretor, não iria dar em nada. Gaara praticamente é dono de si. E Shikamaru, bom, ele morava sozinho, é indepedente.

    Mas de todos nós quem se ferrou legal mesmo foi o Neji. Até eu ficaria com o cú na mão se tivesse que lidar com a cara de mal e a aura assassina que o pai dele emanava. A primeira coisa que o Sr. Hyuuga fez quando viu Neji foi arrancar o celular na mão dele, e dizer uma única frase que eu tive a impressão de que Neji fez nas calças, na moral, só pelo tom de voz fria e assustadora que havia saído.

    Depois de muito falatório, sermões e os blá, blá, blá de sempre do diretor Jiraya, finalmente ele havia nos liberado para casa, mas não sem antes de passar um trabalhinho extra para fazer em casa. Uma simples redação de quinhentas linhas sobre o tema Respeito, nada demais, sentiu a irônia? Ah, e não esquecendo de que pegamos mais uma semana na detenção depois da aula.

    Sério, dessa vez todos nós haviamos se ferrado.

    E agora estavamos eu, Sasuke e Naruto, quietos, ouvindo somente as nossas mães reclamando e se perguntando aonde elas haviam jogado pedra por terem filhos tão problemáticos. Mas poxa, nós somos adolescentes, estamos na fase de aprontar e fazer bagunça, tinhamos que aproveitar.

    Finalmente chegamos na esquina que ligava a nossa rua, minha mãe, a madrinha Kushina e a tia Mikoto caminhava a nossa frente, enquanto debatia qual delas tinha o filho mais peste, enquanto nós estavamos um pouco afastados, lá atrás.

    - Tenho certeza que ficarei sem meu couro quando chegar em casa. - murmurou Naruto, ele estava no meio entre mim e Sasuke.

    - Você fala assim por que não está com o cú na mão, pois seu pai não está a um passo de te jogar na escola militar.

    - Eu queria ir para escola militar, pelo menos eu ficaria livre de levar os tapas da minha mãe. - resmungou Naruto, seu rosto estava meio que desesperado.

    - Que exagero de vocês, parecem até mulherzinha. - Sasuke e Naruto me fuzilaram com o olhar. - O que foi?

    - Você as vezes é tão insenssível, Sakura, queria ver se estivesse na minha pele e aguentar os tapas da minha mãe.

    - Garanto que me sairia melhor do que você.

    - Naruto. - a voz da madrinha Kashina chamou nossa atenção. - Bora para dentro.

    Haviamos chegado de frente a minha casa, observei Naruto se afastar e atravessar a rua com sua mãe agarrando seu braço e o puxando para casa.

    Tia Mikoto lançou um olhar questionador para Sasuke e ele seguiu em frente, sem dizer nada, com ela atrás de si.

    Assim quando entrei em casa, minha mãe começou com o sermão:

    - Você pode me explicar o que você tem na cabeça, Sakura?

    Cérebro? Isso quase que escapou da minha boca, mas resolvi não brincar com ela.

    - Ah mãe. - resmunguei, tirando a minha mochila das costas, tentando arrumar um jeito de escapar da briga que só estava começando.

    - Ah mãe os cambal. - ela aumentou a voz. - Primeiro a advertência no histórico escolar, depois a detenção, e agora sou chamada na diretoria. Você quer ser expulsa, e perder todo o ano letivo quando falta apenas semanas para o ano acabar?

    Não disse nada, apenas me joguei no sofá, sentindo as pontadas na barriga novamente.

    Merda.

    - Eu não sei o que eu faço com você, Sakura. - ela começou a andar de um lado para o outro no meio da sala, visívelmente irritada. - Não sei o que você quer da vida.

    - Eu quero ser cantora. - eu respondi, mas arrependi na mesma hora quando seu olhar zangado pousou em mim. Eu sabia que estava testando a paciência dela, e também sabia que faltava pouco para ela acabar me dando umas chineladas.

    - Cantora... - mamãe balançou a cabeça para os lados, em sinal de repreenção. - Você só diz besteiras. - ela apontou o dedo para mim. - Você vai é estudar para ser alguém na vida, ter o seu próprio dinheiro, e não depender de homem nenhum.

    - Eu vou ser indepedente, mãe - fiquei de pé, me sentindo zangada por ela não acreditar no meu sonho. -, e não quero depender de homem. Nem tudo é a base da faculdade. Eu gosto é de música! - minha mãe franziu mais o cenho. - A senhora não está acreditando mesmo que eu vou ser famosa, não é?

    - Minha filha, nem sempre a fama faz bem para uma pessoa, pois nem sempre elas sabem lidar com a mídia e os holofotes.

    - Garanto que eu vou saber lidar muito bem com isso - sorri confiante. -, e a senhora irá ter muito orgulho de mim, e vai poder encher a boca e gritar para os quatro cantos o quanto a sua filha é maneira.

    Eu tinha conciência que o medo todo de minha mãe não era eu seguir o meu sonho de ser uma grande cantora famosa, o problemas era se eu não conseguir lidar com a fama e entrar num mundo de depressão e começar a me drogar. Isso para a minha mãe seria a mesma coisa do que a morte. Acho que eu podia fazer de tudo, matar, roubar ou me prostituir, contando que eu não usasse drogas estaria tudo numa boa. Bom, quase isso.

    Minha mãe apertou a ponte do nariz com o indicador e o polegar, buscando paciência.

    - Vai direto para o seu quarto. - sua voz saiu calma, naquele tom que ela fazia para não explodir. - Você está de castigo. - ela abriu os olhos e me fitou. - Da escola para casa. E não quero ver você junto com Sasuke e nem com o Naruto.

    - A senhora está de sacanagem, não é? - não pude conter que minha voz soasse incrédula, o que a minha mãe pedia era um completo absurdo.

    Eu convivo com aquelas duas criaturas desde bebê. Me separar do Sasuke e do Naruto, era a mesma coisa do que separar o Tom do Jerry, o Piu-Piu do Frajola, o Tico do Teco.

    Aquilo era praticamente impossível.

    - Não, isso também faz parte do seu castigo, vocês três juntos só causam problemas.

    - Não era senhora mesmo que queria que nós fossemos amigos, então? - rebati, colocando minhas mãos na cintura.

    - Uma coisa não tem nada haver com a outra. - ela tentava se justificar, mas o problema quem causou foi ela mesma junto com as suas amigas.

    - Não? - arqueei a sobrancelha, num tom desafiador.

    - Você precisa arrumar amigas, meninas da sua idade, acho que assim você vai deixar de se vestir que nem um moleque de rua. - ela apontou para as minhas roupas.

    Bufei, não acreditando que iriamos entrar naquele papo novamente, aquilo estava chato.

    - Eu gosto do meu estilo, e eu não vou mudar. E pode esquecer de tentar me fazer andar com aquelas garotas idiotas que só pensam em futilidades e que morrem de medo de quebrar a unha. Tudo um bando de frescas sem cérebro

    - Como você sabe disso tudo que nunca andou com elas?

    - Sabendo, ué. - ergui meus ombros com as palmas das mãos viradas para cima. - Odeio elas.

    Minha mãe suspirou.

    - Minha filha, você andando com algumas meninas as pessoas pelo menos vão parar de falar mal de você.

    Quem suspirou agora fui eu, e mais uma vez, tentei fazê-la entender a minha situação.

    - Mãe, entenda uma coisa, não adianta o que eu faça ou deixe de fazer, as pessoas vão sempre falar mal de mim.

    - A repuração de uma garota é uma coisa importante.

    Revirei os olhos, e peguei minha mochila que estava no sofá.

    - Mãe, quer saber, eu não estou nem aí para a minha reputação. E não adianta a senhora me proibir de ver os garotos, pois eu vou sempre estar perto deles. Eu quero está aonde os garotos estiverem. - dei as costas para ela e subi para o meu quarto.

    Não adiantava discutir, minha mãe ainda tinha esperança de que um dia eu mudaria meu comportamento, para que assim as pessoas parassem de falar de mim. Mas o que ela não sabe, é que não adianta o quanto eu me esforce para mostrar uma coisa que eu não sou, só para agradar o mundo, só para sair da boca do povo, pois isso não vai acontecer. A sociedade vai sempre achar algum defeito em mim para apontar. Pois era isso que acontece quando você tem uma má reputação.

    . . .

    Não era preciso dizer que passei a tarde toda no meu quarto de castigo, só saí para cozinha comer e depois voltei. Minha mãe passou o resto da tarde fofocando ao telefone com a madrinha Kushina e atendendo algumas de suas clientes que chegava para comprar produtos de beleza.

    Não falei com os garotos, apenas com o Naruto. Fiquei escutando as reclamações dele por que a sua mãe confiscou o computador e o video game, e só o devolveria depois de segunda ordem, ou quando ele tomar vergonha na cara. Sorte dele que a madrinha não confiscou o celular.

    A noite tentei arrumar a bagunça que estava no meu quarto, mas desisti pela metade, pois o tédio e a preguiça falou mais alto. Pelo menos achei o boné da Adidas que eu havia pegado "emprestado" do Neji a uns cinco meses.

    Voltei para a minha cama e fiquei jogando Shadow Fight 2 pelo celular, até que o sono tomou conta de mim e apaguei. Acordei a madrugada morrendo de cólica, já imaginava que a maldita mesntruação viria quando senti as primeiras pontadas na hora do intervalo, e não deu outra.

    Depois de me trocar no banheiro e tomar um analgésico para dor, voltei para o quarto e voltei a dormir, depois de meia hora tentando arrumar uma posição que fazia minha barriga doer menos.

    Quando acordei novamente foi com a minha mãe me chamando por que já estava na hora de se levantar para ir para o colégio. Remexi-me por debaixo dos meus cobertores quentinhos, morrendo de preguiça e foi aí que a maldita cólica retornou.

    - Ai. - choraminguei, me contorcendo na cama, ficando em uma posição fetal.

    - O que foi? - minha mãe perguntou, se aproximando.

    - Eu estou morrendo de cólica.

    - Você tomou algum remédio?

    - Só de madrugada. - respondi, minha voz saía sofrida. - Eu estou com muita dor.

    Minha mãe saiu do quarto ao mesmo tempo em que eu me levantei da cama com a mão na barriga e fui para o banheiro. Eu realmente estava com bastante dor, mas eu não podia negar que cinquenta por cento da minha cólica era manha minha mesmo. Não estava a fim de ir para o colégio e ficar depois da hora na detenção. Isso era muito chato.

    Quando voltei para o quarto, minha mãe estendeu um comprimido de analgésico e um copo de água para mim.

    - Está doendo muito? - ela perguntou, me observando com atenção enquanto eu tomava o remédio.

    Acho que ela não estava acreditando muito.

    - Claro, né mãe. - murmurei, minha cara era a mais sofrida possível.

    - Bom, se não está se sentindo bem então é melhor ficar em casa.

    Entreguei o copo vazio para ela e voltei para cama, me cobrido dos pés a cabeça, me esforçando para que o meu sorriso satisfatório não escapasse pela minha boca.

    Cara, eu não vou para escola!

    - Uhum. - murmurei, permitindo apenas que meus olhos ficassem para fora do cobertor.

    Minha mãe suspirou.

    - Bom, fique deitada aí para a dor passar. Eu vou dar uma saida daqui a pouco, e você não saia de casa, está me entendendo? - ela apontava o dedo para mim. Apenas assenti com a cabeça, obediente. - Você ainda está de castigo. E quando se levantar, coma alguma coisa e lave aqueles pratos que está na pia.

    - A senhora vai aonde? - eu quis saber.

    - Vou na casa de uma cliente, ela quer ver umas lingerrie.

    - Hm.

    - Qualquer coisa me ligue, eu só voltarei a tarde.

    Assenti com a cabeça mais uma vez, e minha mãe saiu do quarto, fechando a porta em seguida.

    Sorri comigo mesma, me acochegando nas cobertas quentinhas e não demorei para voltar a dormir. Posso dizer que dormi a manhã inteira e um pouco da tarde. Existe coisa melhor do que dormir sabendo que está matando aula?

    Bom, acordei a tarde com a vibração do meu celular que estava debaixo do travesseiro. Espreguicei-me na cama, sentindo a preguiça em nível máximo. Coloquei minha mão detrás do travesseiro e tirei o celular. Passei os dedos nos olhos, arrancando algumas remelinhas secas e foquei a atenção no display iluminado do celular.

    Caraca, era quase três da tarde!

    Ignorei esse pequenino detalhe e prestei atenção nas várias mensagens do whatsapp. A última era do Gaara que havia mandado agora pouco. Também havia quatro mensagens do Naruto, uma de Shikamaru e outra do Sasuke. Abri primeiro a do Gaara.

    -

    Cadê você?

    Morreu?

    -

    Revirei os olhos, esses garotos não sabem mesmo viver sem mim. Abri a do Naruto em seguida.

    -

    A sua mãe disse que vc estava passando mau, quando fui te chamar de mainhã.

    Você está com que.

    Oi, têm augem ai!

    SAKURA!!!!

    -

    Naruto se supera nos erros de ortográfia, ninguém merece. Ignorei o Naruto e abri a mensagem do Shikamaru.

    -

    Olha, só para te lembrar que mesmo estando com o pé na cova, não esqueça que hj tem show. Dá o seu jeito, a banda é importante.

    -

    Sério, é uma dessas que eu percebo o quanto eu sou adorada, sentiram a irônia? Shikamaru consegue ultrapassar a linha de insenssível, só perdendo para o Sasuke.

    E por falar no cú de galinha, ignorei aquela mensagem do Shikamaru e abri a dele, mas logo me arrependi quando li o que ele havia mandado.

    -

    Ei, ladra de camisetas oficias, não pense que faltando hoje você está livre da detenção, você está muito enganada.

    -

    - Filho da...

    Bufei, Sasuke conseguia estragar o dia de qualquer um. Cachorro. Era tão óbvio assim que eu só faltei para me livrar da detenção?

    Entrei no nosso grupo do zap e mandei uma mensagem de audio, que serviria para todos.

    - Gaara, eu estou no meu quarto e acabei de acordar, muahahahahah. - soltei a minha risada maléfica, só para ele sentir o meu poder. - E não, eu não morri, ainda estou viva, obrigada, de nada. Naruto, eu estou com cólica menstrual, se não percebeu eu ainda sou menina. E, Shikamaru, mesmo que eu esteja morta eu ressuscito, por que eu sei que o show é mais importante do que a minha saúde. E Sasuke... VAI TOMAR NO OLHO DO SEU CÚ!

    Saí do whatsapp, desliguei o wi-fi e coloquei meu celular no silencioso, não iria esperar as respostas ofencivas deles. E nessa hora a minha barriga roncou.

    E sim, ainda estou de TPM.

    Saí do quarto e entrei no banheiro, fiz minha higiene pessoal, e observei a minha cara horrível no espelho. Eu estava parecendo a filha do Chuck.

    Quando saí do banheiro eu fui para cozinha procurar alguma coisa para comer. A pia estava cheia de louça e eu não estava com um pingo de vontade de lavar.

    Minha mãe chegou quando eu estava terminando de comer o meu sanduiche. Ela questionou a hora que eu havia acordado e reclamou que a louça ainda estava suja na pia. Eu tentei fazer a minha cara de coitadinha, mas eu havia falhado.

    Saco.

    . . .

    Depois de gastar horas da minha preciosa vida adolescente na cozinha, finalmente eu havia acabado aquela louça.

    Subi para o meu quarto e fiquei lá o resto da tarde, tentando arrumar um jeito de escapulir da minha casa sem ser vista pela minha mãe. Dei uma olhada no celular, confirmando com os garotos que eu estaria no bar, e descobri que Neji estava incomunicável, pois ainda estava com o celular confiscado pelo pai e com a mesada cortada.

    Uau.

    Dei uma olhada no relógio, percebendo que eu estava atrazadona, o show começava daqui a uma hora. Era hora de agir e colocar o plano em prática.

    Peguei a minha toalha e fui para o banheiro tomar banho, quando voltei para o quarto vesti uma calcinha qualquer e um sutian qualquer e coloquei um pijama.

    Saí do quarto arrumada para ir dormir e desci as escadas, minha mãe estava na cozinha preparando o jantar e o cheiro da comida estava por toda a casa. Respirei fundo e incorporei a filha coitadinha enquanto adentrava a cozinha.

    - Mãe eu vou dormir. - minha voz saiu o mais morta que eu consegui.

    Minha mãe desviou sua atenção das panelas para mim.

    - Mas já? - ela fitou o relógio na parede e depois voltou sua atenção para mim, o cenho levemente franzido. - São oito e dez ainda.

    - Eu estou com muita dor. - resmunguei manhosa, colocando a mão na barriga.

    Bom, eu ainda sentia dor, mas um draminha a mais não faz mal a ninguém.

    - Você já tomou o remédio? - ela perguntou, voltando a atenção para as panelas.

    - Sim.

    - Por que não espera um pouco, o jantar já está quase pronto.

    - Estou sem fome.

    - Tudo bem.

    Me aproximei dela e beijei seu rosto.

    - Boa noite, mãe.

    - Boa noite. - ela beijou a minha testa, e sorriu.

    Saí da cozinha ainda incorporada na coitadinha, e subi correndo as escadas e entrei no quarto, fechando a porta. Rapidamente arranquei aquele pijama enquanto eu caminhava até o guarda-roupa e o abri. Procurei algo legal naquela bagunça, eu tinha pouco tempo e estava mais do que atrazada.

    Vesti um short preto e curto, uma camiseta preta que batia no meio de minhas cochas com as mangas arrancadas a tesoura - feitas por mim - com uma estampa de caveira em chamas, ocultando o short. Sentei na cama e coloquei as meias 3/4 listradas, preto e cinza, e um converse preto de cano curto nos pés.

    Fiquei de pé e corri para frente ao espelho e contornei meus olhos com lápis preto, e só. Coloquei umas duas pulseiras de couro que eu havia malocado do Gaara algum tempo e que ele acabou me dando, e uns anéis nos dedos.

    Procurei pela minha escova de cabelo, mas não achei, meu cabelo estava um ninho. Resolvi improvisar, abri meu cabelo em duas partes e fiz duas tranças de qualquer jeito, e finalizei com uma touca preta que eu havia malocado do Naruto, e até que não ficou ruim.

    Peguei meu celular e um frio subiu a minha espinha quando vi que faltava apenas meia hora para as nove.

    - Merda. - praguejei baixinho, guardando o celular no bolso detrás do short.

    Corri até o meu cofrinho que estava em cima cômoda e tirei os meus últimos trocados, as dez pratas. Ah, e não me esquecendo da identidade falsa.

    Quando já estava pronta, olhei o corredor vazio e fechei minha porta e fui até a minha janela, e a abri, tomando cuidado para não fazer muito barulho para que minha mãe não notasse. Não tive dificuldade em pular a janela, eu era exper.

    Depois quando cheguei lá embaixo, olhei para os dois lados, não encontrando ninguém, a não ser pelo garoto catarrendo da casa ao lado, que me olhava surpreso por sua janela que deveria ser o seu quarto. Dei língua para ele que começou a chorar e eu saí correndo como uma louca pela a minha rua vazia, sem olhar para trás.

    O bar do Ichiraku não era muito longe, mas também não era muito perto, era somente uns trinta minutos andando, e eu acho que quinze correndo. Detalhe, ainda estava sentindo cólicas menstruais, e tudo isso era em nome da banda.

    Quando cheguei em frente ao bar eu não era mais ninguém. Coloquei minhas mãos nos joelhos enquanto respirava rapidamente, tomando fôlego. Meu coração batia desenfreado e minhas pernas estavam bambas e tremendo.

    Depois de meus cinco segundos de descanso, e extremamente soada, ergui minha cabeça para cima e fitei a frente do bar, e cara, que porra de fila era aquela?

    Atravessei a rua e aproximei-me, passando por toda aquela gente, que eu reconhecia da escola. Tentei entrar no bar, mas fui barrada na entrada por um Heman, por que tipo, o cara era um armário.

    - Onde pensa que vai? - ele perguntou, com uma voz grossa, me barrando com uma mão no meu ombro.

    - Eu preciso entrar.

    - Identidade por favor. - ele exigiu, sem perder a pose de mal.

    Eu apontei para a entrada.

    - Qual é é cara, eu sou a vocalista da banda que vai tocar aí, e eu estou mais do que atrazada.

    Tentei forçar a entrada, mas fui impedida mais uma vez.

    - Identidade.

    Bufei, e revirei o bolso detrás do meu short e mostrei a identidade falsa a ele.- Agora posso entrar?

    O brutamontes pegou a identidade da minha mão e analisou, e em seguida seus olhos pousou em mim, o cenho levemente franzido.

    - Miley Cyrus?

    - Algum problema com o meu nome? - cruzei os braços, o olhando superior, tentando ocultar o nevorsismo de ser pega.

    Cara, aquela identidade era mais falsa do que uma nota de três, e só um idiota que não percebia isso. Mas fazer o que quando você compra serviços rápido e barato, o produto vinha de quinta.

    - Por acaso, Miley Cyrus não é aquela cantora americana? - o segurança brutamontes perguntou, me olhando desconfiado.

    - Não sei do que você está falando. Agora eu posso entrar, eu tenho um show para fazer.

    Não sei se ele engoliu isso, mas ele entregou a identidade e liberou a minha passagem. E cara, era melhor eu ter ficado lá fora do que ali dentro, pois o bar estava lotadíssimo. E detalhe, a maioria ali era menor de idade.

    Esforcei-me ao máximo para abrir uma pasagem até a frente, vi os garotos já no palco preparados e com uma cara de taxo, sem saber o que fazer enquanto o povo começava a se perguntar quando é que eles iriam começar.

    Realmente eu estava atrazada.

    Levei o indicador e o polegar a boca e assobiei alto e acenei com a mão, para que eles me visse. Sasuke me viu, e sua expressão tensa aliviou-se. Ele disse algo para os outros que logo focaram a atenção em mim. O som das baquetas do Naruto soaram para logo depois os primeiros acordes de guitarra soarem alto e pesado.

    Consegui chegar lá na frente e subi no palco, cheguei a tempo em frente ao microfone na hora de soltar a minha voz ao som de, I Wanna Be Where The Boys Are, das The Runaways, e cantei com muito fervor aquele hino que também me definia:

    .

    Wild in the streets, barely alive

    (Selvagens nas ruas, apenas viva)

    Mam's aways telling me stay

    (Mamãe sempre me dizendo para ficar dentro)

    "Dont't you hang around with those young boys

    ("Não andem com aqueles rapazes)

    Soon you'll be lovin' them

    (Logo você estará apaixonada por eles)

    They're all night toys"

    (Eles são todos brinquedos noturnos")

    .

    Agora Sasuke e Gaara me acompanhavam naquele refrão, suas vozes roucas contrastavam com a minha:

    .

    I wanna be where the boys are

    (Eu quero estar aonde os garotos estão)

    I wanna fight how the boys fight

    (Eu quero brigar como os garotos brigam)

    I wanna love how the boys love

    (Eu quero amar como os garotos amam)

    Agora eu cantava solo a última frase do refrão.

    I wanna be where the boys are~ (yer)

    (Eu quero estar aonde os garotos estão~ (yer))

    .

    Arranquei o microfone do pedestal e voltei a cantar, a voz soando agressiva enquanto eu me movimentava naquele pouco espaço daquele palco, fitando as pessoas pulando animadas ao nosso som.

    .

    Hot love heat, Igot the drive

    (Amor intenso, sou eu quem conduzo)

    Neighbours been bugging me I gotta hide

    (Vizinhos estão me espionando, tenho que me esconder)

    I am the bitch with the hot guitar

    (Eu sou a vadia com a guitarra ardente)

    I am the air, the sun and stars

    (Eu sou o ar, o sol e as estrelas)

    .

    Novamente Sasuke e Gaara me acompanhavam no refrão.

    .

    I wanna be where the boys are

    (Eu quero estar aonde os garotos estão)

    I wanna fight how the boys fight

    (Eu quero brigar como os garotos brigam)

    I wanna love how the boys love

    (Eu quero amar como os garotos amam)

    I wanna be where the boys are

    (Eu quero estar aonde os garotos estão)

    .

    Agora era o solo de guitarra, Sasuke se destacava dando o seu melhor, Neji o acompanhando. A adrenalina corria em minhas veias, eu havia ignorado o frio no estômago de está em cima do palco.

    Eu balançava a minha cabeça para cima e para baixo, enquanto eu tocava uma guitarra imaginária no meio de Sasuke e Gaara.

    Quando o som foi ficando mais leve, coloquei o microfone no pedestal e o segurei com as duas mãos e voltei a cantar:

    .

    Wild in the streets, barely alive

    (Selvagens nas ruas, apenas viva)

    Mama's always telling me stay inside

    (Mamãe sempre me dizendo para ficar dentro)

    "Don't you hang around with those young boys

    ("Não ande com aqueles rapazes)

    Soon they'll be loving you with all their toys"

    (Logo eles estarão apaixonados por você como todos os brinquedos deles")

    .

    I wanna be where the boys are

    (Eu quero estar aonde os garotos estão)

    I wanna fight how the boys fight

    (Eu quero brigar como os garotos brigam)

    I wanna love how the boys love

    (Eu quero amar como os garotos amam)

    I wanna be where the boys are

    (Eu quero estar aonde os garotos estão)

    I wanna be where the boys are

    (Eu quero está aonde os garotos estão)

    I wanna fight how the boys fight

    (Eu quero brigar como os garotos brigam)

    I wanna love how the boys love

    (Eu quero amar como os garotos amam)

    .

    Terminei de cantar a última frase sozinha, num tom de um verdadeiro roqueiro.

    .

    I wanna be where the boys are

    (Eu quero estar aonde os garotos estão)

    .

    Era incrível a sensação de frio na barriga quando estavamos em cima do palco, era bom. Tocamos mais três músicas e fechamos o nosso show com Bad Reputation.

    Saimos do palco e fomos parabenizados por algumas pessoas. Aquele poderia ter sido um show quase sem significância para muitos, mas para mim era um grande passo para sair da garagem. Aquele show era o primeiro de muitos que viriam pela frente, e eu amei aquela experiência.

    Me afastei daquele tumulto, já estava de saco cheio daquelas garotas em cima dos meninos, como se eles fossem deuses.

    Sentei no banco de frente ao balcão do bar e pedi uma cerveja.

    - Você canta muito.

    Não pude evitar o susto que levei com a voz rouca próximo ao meu ouvido. Ergui meu olhar para o carinha ruivo que se sentava ao meu lado, os olhos castanhos me fitavam e um sorriso na boca.

    - Ah obrigada. - sorri, o reconhecendo. - Sasori, não é?

    - Sim. - ele abriu um sorriso colgate. Ele era gato e gostoso. - E você é a vizinha do Itachi, não é?

    - É isso aí.

    - Tenho que admitir que você é mais bonita de perto.

    Sorri novamente, e o barman colocou a garrafinha de cerveja na minha frente.

    - Isso é um elogio amigável ou é uma cantada?

    O tal do Sasori aproximou seu rosto do meu, ultrapassando o meu espaço, seus olhos castanhos fitando os meus olhos que fez um frio circular o meu estômago.

    - O que você supõe? - sua voz saiu lenta e galante.

    - Eu acho que você devia pagar essa bebida para mim.

    Sim, sou completamente cara de pau, mas poxa, o cara está dando em cima de mim e eu não queria gastar minhas dez pratas.

    Sasori ergueu as sobrancelhas para cima e se afastou para trás, em seguida fitou o barman.

    - A bebida dela é por minha conta. - logo em seguida me fitou. - Agora mereço alguma coisa?

    - Tipo o quê? - perguntei, fingindo inocência, e dei um gole da minha bebida.

    Ele sorriu novamente com ar de segundas intensões, e sua mão pousou na minha coxa.

    - Um beijo.

    - Ah um beijo. - me fiz de idiota, meus olhos fitaram sua mão na minha coxa, e logo voltaram ao seu rosto. - Eu sou muito difícil.

    - Eu gosto das difíceis.

    - Ah é? - ergui as sobrancelhas, tirando sua mão delicadamente de minha coxa.

    - Vaza Sasori. - a voz de Sasuke soou, enquanto ele brotava do nada e ficando entre mim e o ruivinho safado, quebrando todo aquele clima.

    - E aí Sasuke, quanto tempo. - disse Sasori. - Estava batendo um papo com a...

    Ele me fitou, tentando lembrar o meu nome. Ele não sabia.

    - Sakura. - o lembrei, enquanto revirava os olhos.

    - Isso. - ele piscou para mim, e depois voltou a fitar Sasuke, que estava com uma cara de quem havia contraído a raiva

    - É mesmo, então o papo acaba aqui. - Sasuke tampou toda a minha visão com suas costas, me impedindo de enchergar Sasori nitidamente.

    - Opa. - Sasori se levantou do banco com as mãos para cima, e zoou: - Sem recentimentos, não precisa ficar com ciúmes.

    - Imbecil. - praguejou Sasuke, enquanto Sasori se afastava.

    Empurrei suas costas, fazendo-o me fitar, lançando todo o seu ódio para mim.

    - Qual é Sasuke, vai ficar empatando a minha vida agora? Ele estava na minha, sabia?

    - Ele só quer te comer e mais nada.

    - O que você tem haver com isso? - eu já havia percebido que esse Sasori queria outras coisas, e mesmo eu não sendo mais virgem, eu não abria as minhas pernas para qualquer um.

    - Aquele cara não presta, Sakura.

    Aqueei a sobrancelha, e apertei meus olhos.

    - E você presta por acaso?

    Sasuke ficou me olhando por alguns segundos, agarrou a minha bebida e me deu as costas.

    - Depois não diga que não avisei. - ele disse antes de se afastar.

    - Ah, vai procurar uma vadia para você sarrar! - virei para o balcão, irritada, o infeliz havia levado a minha bebida de graça. - Idiota.

    - É sério, eu ainda ainda irei ver os dois casados e com uma renca de bacurinho. - disse Naruto sentando ao meu lado.

    - Vire essa boca de praga para lá.

    Ele sorriu, arrancando a touca da minha cabeça.

    - Ei. - tentei pegar a touca novamente, mas Naruto não permitiu.

    - Isso aqui é meu. - ele colocou a toca na sua cabeça.

    Cruzei os braços em cima do balcão e fiz biquinho.

    - O que estava fazendo com o Sasori? - Ele perguntou, levantando a minha trança com a baqueta.

    - Nós só estavamos conversando. - o fitei, dando um tapa em sua mão. - Vai ficar me controlando também como o imbecil do Sasuke?

    Ele afastou seu corpo para trás.

    - Ei não precisa se estressar, tá com TPM?

    - Tô com TPM sim. - me irritei.

    - Eita. - ele riu, colocando seu braço no meus ombros.

    - Para Naruto. - tentei afastar seu braço de mim, e ele se ajeitou.

    - Tá melhor da cólica?

    - Não me lembre dela. Me ver uma cerveja. - pedi ao barman.

    - Duas. - Naruto fez um sinal com a mão.

    Neji se aproximou e sentou-se do meu outro lado.

    - Meirmão esse lugar só tem gente da nossa escola.

    - Para você ver o quanto nós somos foda. - Naruto sorriu, agarrando sua garrafinha de bebida que o barman colocou na sua frente.

    - Cadê o Shikamaru? - perguntei, virando meu corpo para o povo dançando uma música eletrônica. De longe vi Sasuke se agarrando com uma garota qualquer. Apenas revirei os olhos, e murmurei um filho da mãe.

    - Está por aí, não vi mais ele depois quando subimos no palco. - respondeu Neji, roubando a minha cerveja.

    - Ah, qual é Neji, pede uma para você. - tomei a garrafina da sua boca.

    - Tú é ruim, em?

    - Tcs.

    Ficamos nós três jogando conversa fora, depois Gaara se ajuntou a nós. Estava tudo tranquilo quando de repente alguém grita, Polícia, três vezes.

    Dei um pulo do banco, ficando em alerta, assim como Gaara, Neji e Naruto. O tumulto se formou com correria e gritaria, cada um indo para um lado.

    Naruto agarrou minha mão e me puxou em direção contrária da saída, Gaara e Neji nos seguia.

    - Para onde nós estamos indo, a saída é para o outro lado. - eu disse, não entendendo nada.

    - Tem uma saída pelos fundos, onde nós entramos. - respondeu Gaara, atrás de mim.

    Encontramos com Sasuke quando chegamos na porta dos fundos do bar. Saimos correndo por aquelas ruas escuras pouco movimentadas, e paramos quando estavamos a vários metros afastados, numa outra esquina.

    - Essa foi por pouco. - disse Gaara com a voz entrecortada.

    - Mas por que a polícia estava lá? - perguntei, tomando o fôlego, meu coração estava acelerado.

    - Você ainda pergunta, depois de ver aquele lugar só com gente da nossa escola? - questionou Sasuke.

    - E o Shikamaru? - Neji deu por falta dele.

    - Ih, caralho, vou ligar para ele. - disse Naruto sacando seu celular e depois de discar o número ele levou ao ouvido. - Tá dando ocupado.

    Na mesma hora Sasuke saca o celular tocando do seu bolso.

    - Onde você está? - perguntou ele assim quando atendeu. - Uhum, nós estamos na segunda avenida, em frente ao posto... Tá legal. - ele desligou e depois nos fitou. - O Shikamaru está vindo.

    Não demorou nem cinco minutos que logo vimos a figura de Shikamaru se aproximando, como se nada tivesse acontecido.

    - Pensei que você tivesse sido pego pela polícia. - comentou Naruto, colocando suas baquetas de instimação no bolso detrás de sua calça.

    Shikamaru focou sua atenção nele.

    - Pego por quê? Eu não devo nada, e aliás, os menores de idade aqui são vocês.

    - Onde você estava que não te vi? - perguntei, observando ele tirar um envelope branco do seu bolso.

    - Acertando o nosso pagamento com o dono.

    - Dinheiro, manda a minha grana. - Gaara estava com os olhos brilhando e um sorriso de satisfação na cara.

    - Credo Gaara, parece uma puta por dinheiro. - comentou Neji fazendo uma careta.

    - Você diz isso por que recebe mesada, seu filho puta.

    - Recebia, tô mais duro do que vocês.

    Shikamaru abriu o envelope e entregou uma nota de cinquenta pratas para cada um.

    - Isso aqui é uma pegadinha? - Sasuke questionou, desviando a atenção da nota de sua mão para Shikamaru.

    - Não.

    - Quanto é que pagaram pelo show? - Naruto perguntou, fazendo uma careta diante da merreca.

    - Quatrocentos.

    - E o resto? Shikamaru você está nos roubando por acaso? - Gaara questionou, se aproximando de Shikamaru.

    - Vocês esqueceram que temos que pagar o Yahiko pelos panfletos? - lembrou Shikamaru, para sua defesa. - E o resto é o nosso fundo de investimento, já conversei isso com vocês.

    - Minha mesada é melhor que isso. - resmungou Neji, guardando a nota no bolso.

    - Era melhor do que isso, agora você está duro. - lembrou Sasuke, totalmente venenoso.

    - Vocês deviam agradecer por eu ter pego a nossa grana antes que a polícia ter chegado, por que se não nós iriamos ter bosta. - a voz de Shikamaru soou, enquanto ele guardava o envelope no bolso da frente.

    - Aliás, como é que a polícia foi parar lá? - Sasuke perguntou, para a curiosidade de geral.

    Shikamaru colocou a mão no queixo.

    - Pelo o que eu fiquei sabendo, houve uma denúncia anônima, alegando que o bar permitia a entrada de menores e estavam vendendo bebidas ilegais.

    - Qualquer um entra naquele bar e compra bebidas e não houve nada. Por que só quando foi o nosso show deu isso? - perguntou Naruto coçando a cabeça com a ponta de uma de suas baquetas que ele havia tirado do bolso novamente.

    - Qual é a parte da denúncia anônima que você não entendeu, Harry Potter? - lembrou Neji, dizendo o nome que estava na identidade falsa de Naruto.

    - Denúncia. - mumurei, pensativa. - Quem deve ter nos denúnciado?

    - Aí que está o problema, não tenho a mínima ideia. - disse Shikamaru.

    - Espera... - pronunciou Gaara, atraíndo nossa atenção para ele. - Se a denúncia foi no dia do nosso show, alegando que o bar só tinha de menor, então quem denunciou foi alguém que está querendo nos boicotar.

    - Então só pode ser o povo da escola que não gosta da gente, já que o convite só foi lá. - concluiu Neji.

    - Quem? - perguntou Naruto. - Pensei que todos curtiam a gente.

    - A culpa só pode ser da Sakura. - Sasuke me acusou.

    - Por que eu? - perguntei, virando meu corpo para ele, me segurando para não voar no pescoço dele.

    Sasuke me fitou com um ar debochado.

    - De nós, você é a que mais tem inimigos.

    - Como se você não fizesse inimigos, seu cú de galinha...

    - Ei gente parou aí. - Gaara havia ficado entre mim e Sasuke, me segurando pelos braços para não avançar no pescoço daquele idiota.

    - Neji tem razão, acho que tem gente querendo mesmo nos boicotar. - disse Shikamaru em sua conclusão final.

    - Eu não tenho culpa nisso. - fiz biquinho, enquanto cruzava os braços.

    - Ninguém está falando que você tem culpa, Sakura. - alertou Gaara revirando os olhos.

    - Vocês estão suspeitando de alguém, por que eu não estou pensando em ninguém que tenha feito isso. - disse Naruto.

    - Agora não dar para pensar em ninguém. - disse Shikamaru, pensativo. - Mas com certeza irei descobrir.

    - E o que faremos quando descobrirmos? - perguntei, e Shikamaru me fitou.

    - Essa pessoa vai desejar nunca ter mexido com a gente. - ele sorriu maleficamente, e pelo pouco que conhecia dele sabia que estava pensando em algo diabólico.

    Era melhor ter qualquer um de nós como inimigo do que Shikamaru, o cara era sinistro nas vinganças.

    Depois que desistimos de pensar quem nos dedurou para os tiras, resolvemos ir para casa. Era quase meia noite quando cheguei em frente a minha casa. A rua estava um deserto, nenhuma alma viva passava e isso era bom.

    Despedi-me do Naruto e Sasuke e comecei a escalar a parede até que cheguei na janela aberta. Assim que coloquei todo o corpo para dentro do quarto, a luz se acendeu, revelando minha mãe, em pé, com uma cara nada boa me fitando.

    Me fudi.

    - Mãe!?

    - Pode me explicar aonde você estava, Sakura? - sua voz me causou um calafrio, engoli em seco.

    - Tomando um ar?

    Tentei arriscar, vai que ela resolvia acreditar nessa minha desculpa de merda, mas acho que desta vez eu havia me dado mal bunitu.

    Mas quer saber, eu faria tudo de novo.


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