Bad Reputation

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    18
    Capítulos:

    Capítulo 2

    Detenção

    Álcool, Drogas, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Boa Leitura.

    (Você quer me tocar.)

    Vem Ian, me toque, me beije e me possua loucamente.

    Eu pedia internamente, sentindo meu corpo se contorcendo como uma lacraia naquela cama redonda giratória com lençóis de seda vermelha. Observava embasbacada àquele ser maravilhoso do Ian Somehalther, em pé, desabotoando os botões de sua camisa preta enquanto um sorriso putamente sexy estava em sua boca. Mordi o lábio quando vi seu peito másculo e definido, meu íntimo se contraiu.

    Não tinha a mínima ideia de como eu havia parado naquele quarto de motel só de calcinha e sutiã com estampa do símbolo do superman. Mas pouco estava me fudendo para isso, meu sorriso era de partir a cara ao meio enquanto meus braços estavam esticados para cima, o chamando.

    - Vem meu gostoso, lindo.

    Sim eu sou uma tarada.

    Ele sorriu novamente e balançou a cabeça para os lados, negando. Franzi levemente o meu cenho, observando ele dando um passo para trás enquanto uma voz estranha soava ao fundo, me chamando...

    - Sakura.

    Ignorei aquele chamando, minha atenção era naquele ser explendido ali todo para mim. Engatiei na cama como uma gata no cio, me aproximando dele que só se afastava.

    - Sakura.

    Parei. Olhei para os lados e depois para o Ian, seus lábios se mexiam, chamando meu nome, mas a voz não era dele, era de outra pessoa, de um monstro...

    - Sakura.

    Espera! Não é um monstro, eu conheço essa voz...

    - Sakura!

    O grito agudo a seguir me fez abrir meus olhos rapidamente, mas logo os fechei, resmungando algo que nem eu mesmo compreendi. A claridade que entrava pela minha janela aberta havia feito meus olhos arderem. Quem foi o infeliz que abriu aquela janela?

    Voltei abrir meus olhos novamente, e olhei para os lados, percebendo que eu estava no meu quarto e não encontrei o Ian e sim a minha...

    - Mãe?

    Ela estava com uma cara irritada enquanto se afastava da janela do meu quarto e se aproximava da minha cama.

    Voltei a deitar com a cabeça no travesseiro úmido. Mas que droga, eu havia babado novamente. Mas não dei tanta importância para isso, eu estava era frustrada por minha mãe ter atrapalhado meu sonho com o Ian, ele estava chegando tão perto...

    - Sakura, você pode me explicar o que passou pela sua cabeça para trancar o diretor, os professores, as enfermeiras e a secretária da escola? E ainda por cima fazer bagunça no terraço?

    Ai droga, bronca de manhã não.

    Virei meu corpo, ficando de barriga para baixo e com a cara no me travesseiro babado.

    Ela continuou dando seu chilique como se eu tivesse cometido um atentado contra o presidente:

    - Pode me explicar isso, Sakura? Você pegou três dias de detenção e mais uma advertência em sua ficha escolar.

    A voz fina e irritada de Mebuki doía em meus tímpanos, meu sono queria voltar, mas eu não consegui. Havia ido dormir mais de três da manhã, por motivos que estava no quarto do Naruto - que mora de frente para a minha casa - jogando no seu Xbox novo. Claro que minha mãe não sabia disso, eu havia pulado a janela e saído escondido de casa.

    - Mãe, cala a boca. - murmurei com a voz saindo abafada, sentindo o soninho querendo me pegar.

    Mas eu sabia perfeitamente que dona Mebuki era osso duro.

    - Você está me mandando calar a boca? - ela questionou agora mais irritada do que nunca. Puxou o cobertor de mim e deu um tapa na minha coxa.

    - Ai. - gritei, com o som agudo do tapa, sentindo minha pele arder. Virei meu corpo e me sentei na cama, fitando-a com uma cara incrédula. - Mãe, você me bateu!

    - Sim, e eu devia dá na sua cara para você criar vergonha e parar de aprontar.

    - Isso não é um fim do mundo, mãe. O que é uma advertência na ficha escolar? Relaxa.

    - Relaxar? - ela deu a volta na minha cama, e me olhava como se quisesse arrancar meu couro. - Como você quer entrar numa boa faculdade com um histórico digno de uma pessoa marginal?

    Revirei os olhos colocando minhas pernas para fora da cama. Eu só estava vestida com uma calcinha de algodão com estampas de ursinhos e uma camiseta velha com uma estampa das Bananas de Pijamas que eu havia malocado do Naruto há uns cinco anos e que ele nunca havia notado.

    - Que faculdade o caralho, só vou terminar o ensino médio e meter o pé na estrada, vou ser famosa.

    - Você só diz besteiras o tempo todo. - ela crispou os lábios. - Àquela bandinha não vai a lugar algum. Você tem é que estudar e ser alguém na vida e não um Zé ninguém.

    Revirei os olhos mais uma vez e bufei.

    - Como você soube dessa detenção? - perguntei, tentando desviar da possível lição de moral que ela estava querendo me dar.

    Mamãe deu de ombros.

    - Tenho meus contatos. - ela disse. - Se você pensa que está solta por aí, a senhorita está muito enganada.

    Contatos? Sei. Ela pensa que me engana, sei muito bem quem são os contatos dela... quer dizer, o contato dela.

    - Se levanta para ir à escola, por que já está na hora.

    Fiz uma careta de desagrado.

    - Não tem como eu ficar em casa não?

    Ela parou no portal e virou-se para mim.

    - Para ficar jogada nessa cama até às duas da tarde e passar o resto do dia vagabundeando pela rua com o Sasuke e Naruto, nem pensar. Você vai para a escola.

    - Mas, mãe, só hoje. - realmente não estava afim de ir para o colégio e cumprir às duas horas de detenção como ontem.

    - A resposta é não. - ela crispou os lábios novamente. - Você aqui não me ajuda em nada. Você não lava uma louça, não varre uma casa, nem as suas calcinhas você lava. E olha para esse quarto - ela apontou para ele. -, totalmente imundo. Nunca pensei que minha filha fosse tão desleixada.

    Por que as mães sempre jogam na cara dos filhos as coisas erradas?

    - Qual é mãe, a senhora reclama da vida atoa. Nós temos a máquina de lavar para isso, o meu quarto não precisa ser arrumado por que eu vou bagunçar tudo de novo, e enquanto a casa, senhora é a dona dela e é seu dever cuidar da limpeza e não eu que sou sua filha.

    Ela arregalou os olhos.

    - Você está me gozando, não é? - sua voz saiu lentamente, e cautelosamente.

    Fiquei de pé e me aproximei dela e a abracei.

    - Claro né mãezinha linda. - sorri totalmente sínica, ergui minha cabeça para fitar seu rosto. - A melhor mãe do mundo, e sabe que eu só digo essas coisas de brincadeira.

    Mentirosa eu sou.

    - Pare de me bajular, sua interesseira. - ela se afastou de mim. - E vai tomar um banho e lavar esse cabelo que está fedendo.

    Sim, estou acostumada com os maus-tratos de minha mãe.

    - Sim senhora. - bati continência e segui marchando como um soldado até o banheiro que ficava no final daquele corredor.

    Minha mãe resmungou um, palhaça, e se afastou enquanto eu entrava no banheiro. Como todas as manhãs, fiz minha higiene pessoal e tomei um banho rápido para tirar a preguiça e o sono, aproveitei para lavar meu cabelo que realmente estava fedendo.

    Saí do box pegando uma toalha que estava pendurada e me enrolei nela e fui para o meu chiqueiro que eu chamava de quarto. Acho que ele merecia ser arrumado, sabe, só acho.

    Abri uma das gavetas da minha cômoda e tirei uma calcinha qualquer e um sutiã qualquer e vesti, me livrando da toalha. Comigo não tinha essa de usar um conjunto de lingerie como muitas meninas se importam, o importante é está vestida.

    Abri o lixão que era o meu guarda-roupa e procurei por alguns minutos algo o que vestir. Cara, eu tinha que arrumar isso, o mais rápido possível, na moral. Encontrei uma calça jeans larga e rasgada que ia até as minhas canelas - que eu havia cortado, por que estava grande demais -, e uma camisa preta do Avenged Sevenfold que eu havia malocado do Sasuke na semana passada e vesti.

    Procurei por todos os cantos a minha escova de cabelo, mas não a encontrei, resolvi deixar o cabelo daquele jeito mesmo. A raíz estava com um dedo do meu loiro natural para depois vir à cor rosa que ele estava, tirando as pontas escuras, consequência de uma pintura que quinta que eu havia feito com o meu pintor de quinta que havia pintado para mim. Gaara.

    Ele havia feito um serviço nojento uns dois meses atrás e desgraçado o meu cabelo, mas ele foi o único que havia feito esse favor para mim. Eu havia pedido para o Sasuke no princípio, por ele ser o mais centrado, mas aquele infeliz só faltou me fazer engolir a caixa da tinta, dizendo que ele não era viado para pintar cabelos dos outros.

    Sasuke é um machista desgraçado, e que tem um gênio ruim dos infernos.

    Terminei de contornar os meus olhos com o lápis preto, coloquei meus tênis sujos da Converse e desci as escadas.

    Minha mãe estava na cozinha terminando de preparar o meu leite com Nescau e meu pão com manteiga. Aquilo era sagrado para mim todas as manhãs, assim como o danoninho que eu comia na sobremesa.

    Minha mãe Mebuki era bonita e loira, uma digna dona do lar. Ela é separada do meu pai já tem uns seis anos, mas isso não a livrou dela guardar rancor dele e o praguejar a cada ligação que ele fazia para falar comigo.

    Meu pai havia largado a minha mãe para ficar com uma mulher dez anos mais velha do que ele, e podre de rica. Todos disseram que ele estava dando um golpe do baú na coroa milionária, mas ele disse que ela era o amor da vida dele, matando minha mãe de ódio. Pois ele havia acabado com o mundinho colorido dela em ter um marido perfeito, que mora numa casa perfeita e com uma filha perfeita. Sendo que ela não era perfeita, e não casou com um homem perfeito, e não mora numa casa perfeita e muito menos teve uma filha perfeita.

    Eu não tinha nada contra o meu pai, ele era legal comigo, mas eu sentia falta dele em alguns aspectos. Mas isso era compensado pela a minha pensão gorda que ele dava todo o mês e que minha mãe fazia questão de guardar cada centavo no banco dizendo que aquele dinheiro era o meu futuro na faculdade. Mas mal sabe ela que só estou esperando fazer os meus dezoito anos - daqui a quase dois anos - para pegar aquele dinheiro e usar para meter o pé de casa e sumir pelo mundo com os meninos e a banda.

    Nós não éramos ricas - assim como todos que moravam naquela rua onde eu morava -, mas também nunca faltou comida na mesa. Minha mãe era uma guerreira, se desdobrava um bocado para conseguir dinheiro para as despesas.

    Além de ser uma boa dona do lar, e uma ótima mãe, ela era... como vou dizer... uma vendedora e revendedora ambulante. Ela vende Avon, Natura, Jequiti, Demillus, Rommanel, Produtos Ivone e Sacolé. Qualquer vendedor que passar pela porta oferecendo mercadorias para mamãe revender ela aceita sem pensar duas vezes. E ela era daquelas que se um traficante oferecer drogas para ela revender, ela aceita, e viciaria toda a vizinhança com sua lábia de vendedora sete um.

    Minha mãe olhou para mim quando me sentei à mesa e franziu o cenho.

    - Minha filha, por que você não se arruma como uma menina normal? - ela questionou. - As pessoas falam mal de você, supõe que você é sapatão por andar desse jeito.

    Peguei meu pão e dei uma mordida, e a respondi com a boca cheia:

    - Ãe eu ão igo... - engoli o pedaço de pão e voltei a repetir: - Mãe eu não ligo para o que as pessoas dizem de mim. Elas são tudo um bando de fofoqueiras mal amadas que tem a cabeça no tempo da pedra. Saca só. - ela me fitou. - Se eu fizer algo, elas vão falar mim. Se eu não fizer, elas vão falar de mim. Então eu faço e as deixo falando mal de mim. Simples.

    Observei minha mãe e ela pareceu que estava pensando a respeito da minha lógica. O povo era sim muito fofoqueiro e adoravam viver falando da minha vida. Muitos dizem que sou lésbica, outros dizem que sou mais rodada que pneu de trator, só pelo fato de nunca me verem andando com meninas e sim garotos.

    Isso fez lembrar-me de um episódio que aconteceu no final do ano passado. Como todo adolescente, eu estava com um apetite enorme e comia tudo que eu via pela frente e engordei alguns quilinhos, e claro o povo notou e meu nome foi à sensação do momento. Diziam que eu estava grávida e até aposta saiu de quem era o suposto ?pai? do meu filho. Só para ficarem sabendo, Sasuke e Naruto eram os primeiros da lista.

    Uns meses depois eu peguei uma virose e fiquei de cama por uma semana, e sem apetite para nada e como consequência eu perdi peso, mais do que eu havia ganhado. Quando melhorei e voltei a andar pela rua, o povo me viu e notou o quanto eu estava mais magra e a fofocada correu solta, dizendo que eu havia abortado, e alguns me olhavam como se eu fosse uma assassina.

    Isso tudo só por que eu tinha uma má reputação.

    Minha mãe suspirou, já imaginando que eu era um caso sem solução.

    - Mas custa ser um pouco mais feminina? Usar um brinquinho e um batom cor-de-rosa de vez enquando?

    Minha mãe ainda não havia se conformado que sua filhinha que ela queria que fosse perfeita preferia brincar de carrinho do que de boneca.

    - Awr, eu detesto rosa. - minha cara se contorceu numa careta.

    - Mas você não pensou nisso quando resolveu desgraçar seu cabelo com essa tinta horrorosa. - ela jogou na minha cara.

    - Mas isso é diferente. - eu disse, dando um gole do meu Nescau. - Cabelo rosa é mais na moda do que andar que nem uma retardada patricinha se vestindo de rosa.

    Minha mãe havia odiado a recente cor nova de meu cabelo - não que estava bom, estava péssimo -, depois que eu havia o tingido pela primeira vez de preto no começo do ano. Ela só faltou enfartar quando viu que eu havia acabado com o loiro natural - que qualquer menina se mataria para ter um loiro daquele - por uma cor mais que manjada que todo mundo tinha, o preto.

    - Diferente. - ela murmurou balançando a cabeça para os lados. - Vocês jovens de hoje em dia são tudo cabeça virada.

    Sorri.

    - Mãe, a senhora tem que se desvincular da vida passada e viver o futuro. - ela sentou-se na cadeira e colocou café em sua xícara. - Olha, daqui uns dias a raça humana vai está fazendo sexo com os robôs, e a senhora aí pensando que os bebês vem da cegonha, ou mandando aquele papo brabo da enguia e a gruta que a senhora jogou para mim quando eu tinha doze anos.

    - Você é uma pessoa desbocada é podre, sabia? - ela ralhou. - Isso tudo é culpa do Kizashi, aquele excomungado dos infernos.

    - Sabia que é feio a senhora xingar o papai sem ele está presente para se defender?

    Ela apertou os olhos.

    - Sakura, engole esse pão e esse Nescau e vai pro colégio antes que eu te dê umas chinelas para você aprender.

    - Tá, não está mais aqui quem falou. - murmurei voltando a minha atenção para a minha refeição matinal.

    Depois que terminei meu café da manhã, subi para o meu quarto e peguei a minha mochila e desci as escadas, gritei um tchau para a minha mãe que estava na cozinha e saí de casa. Encontrei com Sasuke que estava parado na calçada de frente a minha casa e de costas para mim, digitando algo no celular.

    Ele morava a duas casas depois da minha, assim como Naruto que morava de frente para minha casa. Nós três nos conhecíamos desde que eu me entendo por gente, e isso graças a amizade de nossas mães.

    Tia Mikoto, madrinha Kushina e minha mãe eram amigas de infância, tipo, amigas de creche. Elas foram para o colegial juntas, fizeram ensino médio juntas, e se casaram no mesmo dia e como vestido igual. As três eram unha e carne, um trio sólido e impenetrável, uma fortaleza fechada.

    A amizade delas era tão grande que combinaram de engravidar juntas para que assim a nova geração - que seriam seus filhos - fossem amigos como ela. Mas claro depois de tirar o pequeno incidente de que a tia Mikoto engravidou primeiro do seu primeiro filho, Itachi, fazendo com que a minha mãe e a madrinha Kushina ficasse com raiva dela durante dois meses.

    Mas três anos depois, as três conseguiram realizar seus sonhos. Minha mãe e tia Mikoto engravidaram quase que juntas e a madrinha Kushina três meses depois. O certo era para eu e o nervosinho do Sasuke nascer no mesmo mês, mas como eu sou dessas, nasci de cinco meses.

    Mas isso não abalou aquelas três, só fez a imaginação fértil delas irem mais além. Elas queriam criar algum tipo de vínculo entre elas, se tornando comadres. Isso na cabeça daquelas três fazia com que de alguma forma elas se tornassem uma família. Minha mãe e meu pai eram os padrinhos de Sasuke, a tia Mikoto e o tio Fugaku eram os padrinhos do Naruto, e a madrinha Kushina e o padrinho Minato eram os meus padrinhos.

    Estranho, sim eu sei.

    Sasuke estava totalmente distraído, e sorri com isso, me aproximando com passos cautelosos por suas costas, podendo ver Naruto sair de sua casa do outro lado da rua.

    - Buh! - espalmei minhas mãos por suas costas e o empurrei de leve.

    Ele apenas me fitou de rabo de olho com aquele olhar frio, mas logo seu olhar desceu por mim e suas sobrancelhas franziram.

    Sorri.

    - Fala que você se assustou. - dei um soquinho em seu ombro.

    - O que você está fazendo com a porra da minha camiseta?

    Arregalei meus olhos. Nossa como ele era delicado.

    - Que camiseta? - me fiz de sonsa, olhando sua expressão já irritada.

    Droga, eu devia ter dado um tempo para que ele se esquecesse da camiseta e eu poder usar. Dei mole agora.

    - Logo cedo vocês dois já estão brigando? - a voz de Naruto soou enquanto ele atravessava a rua.

    - É essa inseto que vai na minha casa só para roubar as minhas coisas. - sua voz saiu bem agressiva, enquanto me fuzilava.

    Abri a minha boca num ?O? com uma expressão indignada, pondo uma mão no peito.

    - Você está me chamando de ladra?

    Ele soltou um sorriso de escárnio, e naquele momento eu soube que Sasuke estava a um passo de me esganar, só acho.

    - Você é a pessoa mais sínica que existe. - ele apontou para mim, e automaticamente dei um passo para trás. - Eu estava procurando essa camiseta por todos os cantos, até briguei com Itachi por isso, pensei que ele havia pegado.

    - É só uma camiseta Sasuke, você tem um monte dessas, custa emprestar essa para a sua melhor amiga?

    - Custa - ele disse sem pensar e ergueu a mão. -, e eu quero a minha camiseta agora.

    Cruzei meus braços e fiz biquinho.

    - Ah não, não vou voltar para a casa e trocar a camiseta, não mesmo.

    Me devolve, agora. - ele disse entredentes.

    Coloquei minha cara de coitadinha, tipo a cara do gato do Sherek.

    - Você vai me fazer tirar a camiseta na rua?

    - Foda-se, me devolve a porra da minha camiseta.

    Bufei, era impossível discutir com aquele bruto. Entreguei minha mochila para Naruto segurar e agarrei na barra da camiseta e a puxei para cima, e a tirei, ficando só com o sutiã branco com estampa de zebra.

    Enrolei a camiseta num bolo com raiva e joguei na cara dele.

    - Engole essa merda. - gritei, puta o suficiente com aquele ser demoníaco.

    Ele agarrou a camiseta antes que caísse no chão e me fuzilou com o olhar.

    - Ignorante.

    - Uau, até que você tem peitos, Sakura. - a voz de Naruto se fez presente, enquanto um sorriso malicioso se abria em sua boca.

    Revirei os olhos

    - Como se você não tivesse visto peitos na sua vida antes, babaca.

    Ele apenas sorriu sacana.

    - Você é mau, Sasuke.

    Sasuke não respondeu, apenas arrancou a camiseta cinzar-escuro com uma estampa legal, deixando a mostra o seu peito definido - o bicho tinha um corpo bonito -, e jogou a camiseta na minha cara em seguida.

    Não tive muito tempo para processar antes de sentir o bolo de pano acertar a minha cara. Segurei a camiseta, tirando-a da minha cara e o fitei com o cenho franzido.

    - Que merda é essa? Você pirou?

    Ele terminou de vestir a camiseta e me fitou em seguida, arqueando uma sobrancelha enquanto seus olhos focaram por um segundo nos meus peitos, para depois focar em minha cara.

    - Vai colocar a droga da camiseta ou vai preferir ficar assim na rua? Fique ligada que a sua reputação é uma bosta.

    - Sasuke, você é um cavalo! - ralhei. - Sabia que não se trata uma dama assim?

    - Dama, você? - sua voz soou debochada.

    Uni mais as sobrancelhas, crispando os lábios e cruzando os braços.

    - Sim, sou menina.

    Ele soltou uma risada irônica.

    - No dia que você parecer feminina, o inferno vai ter congelado.

    Naruto soltou uma risada ao meu lado, balançando a cabeça para os lados.

    - Ainda irei ver os dois casados e com uma renca de crianças melequentas.

    - Há prefiro casar com uma formiga do que esse projeto de cavalo. - eu disse, colocando a camiseta de Sasuke, sentido o seu cheio forte de perfume impregnado nela. O infeliz estava usando Natura.

    Naruto caiu na gargalhada recebendo um tapa em sua cabeça de Sasuke.

    - Ai. - ele gritou, colocando a mão no local da pancada.

    - Para você deixar de ser babaca e de ficar rogando praga para mim.

    - Porra, teme, isso dói sabia?

    Peguei minha mochila de volta e coloquei nos meus ombros, voltando a fitar Naruto.

    - Você mereceu, Naruto, por ficar falando merda. - ele me olhou incrédulo. Sorri. - Mas fique você sabendo que eu não teria problemas em me casar com você.

    Sim, eu escolheria Naruto para me casar, por ser o mais bonzinho e idiota. Ele coçou a cabeça, nada abalado com a minha declaração, ele já estava acostumado.

    - Bom, contanto que você seja uma boa dona de casa, uma boa cozinheira, boa de cama e disposta a ser uma boa parideira para colocar meus dez filhos para fora, eu aceito numa boa. - ele sorriu, encostando a ponta de sua baqueta de estimação no meu ombro.

    Não consegui evitar que meus olhos arregalassem diante daquela pequena lista de coisas para ser uma mulher perfeita para Naruto. Dez filhos? Porra, dez filhos? Que mulher é essa para colocar dez filhos para fora? Um coelho?

    Senti uma mão em meu ombro, meu olhar focou no rosto de Sasuke que estava com um sorriso debochado na boca.

    - Boa sorte com os dez filhos.

    Meu rosto se contorceu numa careta, Sasuke começou a se afastar.

    - Pensando bem, eu acho que ficarei sozinha, vou ser freira.

    - Para quê? Para estuprar o padre na primeira oportunidade? - a voz sarcástica de Sasuke soou, ele ainda caminhava.

    Naruto riu.

    - Agora tu pegou pesado, Sasuke.

    - Sasuke, vai tomar cú! - gritei, caminhando com passos pesados e o empurrei com todas as minhas forças suas costas, fazendo-o cambalear vários passos para frente.

    - Você é louca? - ele ralhou me fuzilando com um olhar irritado.

    - Não fale mais comigo, seu cú de galinha filho de uma... não fale mais comigo.

    Passei por ele com passos rápidos e pesados, ainda escutando as gargalhadas escandalosas de Naruto e Sasuke xingando algo que não entendi. Filho da mãe acorda com a macaca e desconta em mim? Ele que se dane.

    Caminhei pela calçada, não havia diminuído a velocidade de meus passos. Mas vez ou outra eu disfarçava um olhar para trás, só para encontrar os dois panacas lá atrás me seguindo. Sasuke com uma carranca enorme, Naruto tocando uma bateria imaginária com suas baquetas.

    Bufei, virando a próxima esquina. O colégio não ficava muito longe, uns quinze minutos a pé, e uns cinco minutos de carro, mas como ninguém tem carro e nem dinheiro para pagar uma passagem de ônibus, fica a critério ir andando.

    Vi Gaara saindo de sua rua um pouco mais a frente, ele me fitou e esperou. Gaara era o tipo de cara bem estranho, ele raspava as sobrancelhas e usava lápis nos olhos, sem contar na tatuagem na testa que ele havia feito ano passado e que Temari, sua irmã, quase o arrancou o fígado, pois ele havia usado o dinheiro da conta de luz para fazer a tatuagem.

    - E aí? - ele colocou seu braço nos meus ombros, um gesto mais que comum entre nós.

    Bufei.

    - Estou querendo comer o coração de alguém.

    - Eita, aposto cinquenta pratas que isso tem haver com o Uchiha.

    Ergui meu olhar para ele enquanto nós voltávamos a caminhar.

    - Onde você vai arrumar cinquenta pratas, já que tú é mais liso do que eu?

    Ele sorriu.

    - Tenho meus contatos.

    - Ei, vocês parados aí!

    Não era preciso olhar trás para saber que era Naruto que nos pedia para esperar.

    Gaara parou, mas eu desvencilhei de seu braço e continuei caminhando, não ousei olhar para trás nenhuma vez, estava chateada. Sasuke pensa que eu não tenho sentimentos, mas eu tenho. Ele estava fodido na minha mão.

    - Ei, espera aí. - pediu Gaara.

    - Não quero me misturar, vou indo na frente. - eu disse, e não demorou um segundo para sentir a presença de Gaara ao meu lado, e segundos depois a presença de Naruto e Sasuke.

    Permaneci calada o caminho todo, enquanto os meninos conversavam algo banal, e nenhum deles mexeu comigo. Eles sabiam que quando eu ficava assim, eu era capaz de morder.

    Entramos nos portões da escola, e muitos olharam para mim e os meninos que vinham atrás de mim. A maioria não gostavam de mim, principalmente alguns grupos de meninas que tinha uma paixão boba pelos meninos.

    Varri o pátio com os meus olhos até que encontrei Shikamaru com Neji, me aproximei. Os dois viam alguma coisa no celular, pareciam entretido o suficiente para não perceber a minha presença e a dos meninos se aproximando.

    - O que vocês estão vendo aí? - perguntei, chegando mais perto.

    Neji ergueu seu olhar para mim.

    - Estamos vendo o vídeo editado que o Shikamaru gravou ontem.

    Ergui meu olhar para Shikamaru que fitava o display de seu celular que estava nas mãos de Neji.

    - Você já editou? - perguntei surpresa, e me aproximando para poder ver também.

    - Você já editou o vídeo, Shikamaru? - agora tinha sido Naruto que havia perguntado.

    Shikamaru ergueu seu olhar nós.

    - Ainda duvida de meus dons? - ele sorriu.

    Ele voltou o vídeo e podemos ver o display preto com o nome da nossa banda e o nome da música em baixo, para que assim a imagem se abrir e começando com os alunos eufóricos lá embaixo para que o som dos instrumentos soassem, e assim eu começasse a cantar. Não tinha a mínima ideia como Shikamaru conseguiu colocar as câmeras naqueles pontos para que pegassem nós lá no terraço, sem contar que ele filmava nós lá. A edição havia ficado perfeita. Shikamaru era foda.

    - E que você vai fazer com esse vídeo agora? - perguntou Sasuke.

    - Vou colocar no Youtube.

    - Ficou muito bom Shikamaru. - falei, me afastando um pouco e escutando o sinal tocar.

    - Eu sei que sou bom.

    - Cara, como você é convencido.

    Shikamaru era o mais velho do grupo e o gênio de ideias mirabolantes. Nós o conhecemos no começo desse ano através de Gaara. Pela idade Shikamaru era para está numa faculdade, mas devido ao uso abusivo de drogas, o tornando dependente químico, ele ficou internado por um ano e meio numa clínica de reabilitação e isso o fez perder os dois últimos anos do colegial. Gaara havia comentado que foi um momento difícil para Shikamaru e para sua irmã Temari, já os dois eram namorados há alguns anos.

    Mas ele conseguiu sair de seu buraco de trevas e caminhando para um outro rumo, retomando sua vida de onde parou. Ele que estava nos dando força para que a Black Skull seja reconhecida.

    Fomos para a sala de aula, escutando vez ou outra os murmúrios do povo sobre o nosso show amanhã à noite no bar do Ichiraku. As aulas se passaram lentas e tediosas, dormi a maior parte delas, e para vocês ficarem sabendo, eu até sonhei.

    Dei graças a Deus quando o sinal do intervalo soou, para o fim daquele primeiro tormento. Saí em disparada para a cantina comprar algo para eu poder comer, nem esperei os garotos, eu estava morrendo de fome, como se eu não tivesse comido no café da manhã.

    Tive sorte de ser a primeira da fila e fui direto para o meu lugar secreto detrás do colégio. Não estava a fim de olhar para a cara do Sasuke. Sentei-me no chão, colocando a minha latinha de Coca Cola ao meu lado e abri o saco do meu biscoito salgado de isopor.

    Comecei a comer enquanto fitava a grama aparada ao meu redor como se ela fosse a coisa mais interessante do mundo. Vez ou outra eu sentia o meu ventre dar pontadas, e eu sabia que era o primeiro sinal da maldita cólica.

    Saco.

    - Ei.

    Era só o que me faltava agora.

    - Sai daqui. - disse alto o suficiente para que Sasuke pudesse entender, já não bastava ele ter me esculachado hoje mais cedo, ele queria o segundo round?

    Mas parece que aquele capeta em forma de gente não estava entendendo a minha língua, já que sentou-se ao meu lado.

    Bufei.

    - Foi mal aí, pelo o que te disse. - ele disse baixinho.

    Revirei os olhos e nem olhei para a cara dele. Sasuke pensa que um pedido de desculpas vai tirar as palavras grosseiras que ele jogou na minha cara, e tudo por causa de uma camiseta simples oficial da banda favorita dele.

    - Enfie essas sua desculpa no seu rabo, seu imbecil. - disse virando meu rosto para ele e encontrando uma barra de Diamante Negro erguido para mim, e aquilo foi o suficiente para que aquela nuvem negra se dissipasse, deixando o meu mundo num verdadeiro arco-íris. - Pensando bem, desculpas aceitas.

    Sorri, agarrando aquela barra de chocolate. Caramba, era Diamante Negro! E sim, sou facilmente comprada e manipulada, e Sasuke sabia disso. Vadio.

    Nós dois somos como Tom e Jerry, brigamos como cão e gato, mas um não sabe viver sem o outro. Nossas brigas do dia à dia é uma coisa totalmente normal que ninguém se intrometia, pois sempre fazíamos as pazes e ficamos de boa novamente, como agora.

    Deixei meu biscoito de lado e rasguei a embalagem do chocolate como se minha vida dependesse daquilo, e dei uma grande e generosa mordida, sentindo o chocolate adocicar o meu paladar e meu dia. Sorri como uma demente.

    - Parece pinto na merda. - Sasuke balançou a cabeça para os lados, roubando a minha latinha de Coca e levando a boca.

    - Ai er que eu o a esquina. - resmunguei com a boca cheia, as palavras saindo estranhas. Ergui a barra para ele. - Quer um pedaço?

    Ele nem respondeu. Mas eu oferecia de propósito.

    Sasuke odiava doces com todas as suas foças. O motivo: tia Mikoto era boleira e doceira, ela faz bolos e doces para festas e casamentos. Minha infância e a de Naruto era viver socado na casa dele para comer as sobras dos ingredientes, e alguns doces que sobravam e que tia Mikoto nos dava para comer. Na época Sasuke até se empantufava de doces, ele gostava, mas chegou um tempo que ele simplesmente parou. Havia se enjoado, não suportava o cheiro adocicado do bolo da tia Mikoto.

    - Como você sabia que eu estava aqui? - perguntei, dando outra mordida na barra.

    - Eu te segui.

    - Hm.

    Ficamos um tempinho em silêncio, enquanto eu me deliciava no chocolate, Sasuke acabava de comer todo o meu lanche. Traste.

    - Minha mãe sabe que estou na detenção. - soltei de repente, e ele me fitou. - Ela também sabe de você e do Naruto.

    - Você nos dedurou?

    - Claro que não, tá maluco? - ele franziu o cenho. - Você tinha razão.

    - Em quê?

    - O professor Kakashi está pegando a minha mãe. - fitei seu rosto, que não tirava seus olhos de mim.

    - O que eu disse foi na brincadeira. - ele respondeu.

    - Mas não é brincadeira.

    Sasuke franziu o cenho.

    - Como você descobriu?

    - Eu vi o celular da minha mãe tocando, e era uma ligação dele, também vi mensagens... e não me pergunte o que tinha na mensagem por que eu não vou falar, é nojento.

    Ainda não estava acreditando na quantidade de coisas que havia naquela mensagem. Nunca pensei que minha mãe fosse tão... pervertida.

    - Isso é uma droga. - Sasuke bufou. - Agora eu sei por que minha mãe sabia da porra da detenção e da advertência quando me acordou... - ele se interrompeu. - Porra, você tem que fazer alguma coisa! Sua mãe não pode ficar com aquele cara, se não nós estamos fodidos. Meu pai está a um passo de me mandar para uma escola militar.

    - Calma, eu vou fazer alguma coisa. - eu disse, devido ao desespero dele. Agora entendia por que ele estava com a macaca mais cedo. - Eu também não quero o tarado do Kakashi com a minha mãe e relatando tudo o que eu apronto aqui.

    - E o que você vai fazer?

    Mordi o lábio e fitei o chão por um segundo, voltando a focar a atenção nele.

    - Vamos convocar novamente o esquadrão suicida.

    Sorri, e Sasuke apenas revirou os olhos. Pink Demon vai entrar em ação novamente.

    . . .

    Depois que as aulas acabaram, nós fomos todos para a detenção, sendo guiados pelos olhos do inspetor Kabuto para que nenhum de nós fugisse.

    O relógio redondo que ficava na parede em cima do quadro negro, indicava que faltava ainda vinte minutos para o término desse inferno. A coordenadora lesada escrevia algo no caderno, e o silêncio irritante me deixava com mais tédio.

    Que droga, isso era muito ruim.

    Olhei para os lados encontrando meus amigos. Neji estava com a testa na mesa, deveria está dormindo. Gaara estava desenhando aqueles desenhos nojentos de peitos e mulheres nuas. Eca. Sasuke estava largadão na cadeira com a mesma cara de tédio que eu, e bufava a cada dez segundos. Shikamaru mexia não sei o quê em sua câmera por debaixo da mesa para a coordenadora não visse. E Naruto, bom, ele era o único com um sorriso no rosto, balançando a cabeça para cima e para baixo, batendo com suas baquetas nas pernas, numa música imaginária.

    Bosta, aqui estava quieto demais, e ambiente quieto era de alguma forma agoniante. Eu queria fazer barulho.

    Quero fazer bagunça!

    E como se Naruto lesse meus pensamentos, ele me fitou e sorriu mais, levantando suas baquetas para cima e fez um gesto com os dedos em; 3 2 1, e começou a bater as baquetas na beirada da mesa, levemente.

    Automaticamente os meninos levantaram a cabeça e o fitaram, e não demorou para que um sorriso se abrissem no rosto de cada um, antes deles pegarem o ritmo e baterem com as mãos na mesa, num som que logo eu entendi qual era.

    A coordenadora lesada levantou a cabeça imediatamente, assim como alguns alunos que estavam ali também e nos fitaram.

    - Vocês, parem com isso agora! - ela gritava, tentando colocar uma moral que ela não tinha.

    Parar? Nós só estamos começando.

    Um sorriso se abriu em minha boca quando vi Shikamaru erguer a câmera já pronta para nos filmar. Peguei o ritmo daquele barulho e mais uma vez soltei a minha voz cantando Do You Wanna Touch da Joan Jeet

    .

    We 've been here too long

    (Estamos aqui há muito tempo)

    Tryin' to get along

    (Tentando nos dar bem)

    Pretendin' that you're oh so shy

    (Fingindo que você é, oh, tão tímido)

    .

    A coordenadora levantou-se de sua cadeira, ficando de pé e gritou mais uma vez:

    - Vocês parem com isso já!

    E quem disse que paramos?

    .

    I'm a natural ma'am

    (Eu sou uma senhora natural)

    Doin' all I can

    (Fazendo tudo o que posso)

    My temperature is runnin' high

    (Minha temperatura está correndo alto)

    Cry at night

    (Chorar na noite)

    No one in sight

    (Ninguém à vista)

    An' we got so much to share

    (E nós temos muito para compartilhar)

    Talking's fine

    (Falar é bom)

    If you got the time

    (Se você tem o tempo)

    But I ain't got the time to spare

    (Mas eu não tenho tempo de sobra)

    Yeah

    (Sim)

    .

    - Eu vou chamar o diretor agora. - a mongoloide da coordenadora disse saindo da sala com passos corridos, deixando a porta aberta.

    Os poucos alunos que estavam lá se animaram e tentaram pegar o ritmo da música, batendo em suas mesas também.

    A parte a seguir era o refrão e que os meninos faziam coro no final para complementar.

    .

    Do you wanna touch (yeah)

    (Você quer tocar (sim))

    Do you wanna touch (yeah)

    (Você quer tocar (sim))

    Do you wanna touch me there, where

    (Você quer me tocar lá, onde)

    Do you wanna touch (yeah)

    (Você quer tocar (sim))

    Do you wanna touch (yeah)

    (Você quer tocar (sim))

    Do you wanna touch me there, where

    (Você quer me tocar lá, onde)

    There yeah

    (Lá, sim)

    .

    Agora eram só os meninos que cantavam altos, animados e excitados com a canção.

    .

    Yeah, oh yeah, oh yeah

    (Sim, oh sim, oh sim)

    Yeah, oh yeah, oh yeah

    (Sim, oh sim, oh sim)

    .

    Me empolguei o suficiente para subir em cima da mesa, e peguei uma caneta de um garoto ao lado e fiz de microfone, soltando a minha voz enquanto outros alunos ali eram nossa platéia:

    .

    Every girl an, boy

    (Toda menina e menino)

    Needs a little joy

    (Precisa de um pouco de alegria)

    All you do is sit an' stare

    (Tudo que você faz é sentar-se e olhar)

    Beggin' on my knees

    (Implorando de joelhos)

    Baby, won't you please

    (Baby, você não vai)

    Run your fingers through my hair

    (Passar os dedos pelo meu cabelo?)

    .

    Pulei de mesa em mesa, enquanto cantava.

    .

    My, my my

    (Meu, meu, meu)

    Whiskey and rye

    (Uísque e centeio)

    Don't it make you feel so fine

    (Não te faz sentir tão bem?)

    Right or wrong

    (Certo ou errado)

    Don't it turn you on

    (Isso não te excita?)

    Can't you see we're wastin' time, yeah

    (Você não pode ver que estamos desperdiçando tempo? Yeah)

    Do you wanna touch (yeah)

    (Você quer tocar (sim))

    Do you wanna touch (yeah)

    (Você quer tocar (sim))

    Do you wanna touch me there, where

    (Você quer me tocar lá, onde)

    Do you wanna touch (yeah)

    (Você quer tocar (sim))

    Do you wanna touch (yeah)

    (Você quer tocar (sim))

    Do you wanna touch me there, where

    (Você quer me tocar lá, onde)

    There, yeah

    (Lá, sim)

    .

    - Vocês parem já com isso agora! - a voz grossa e irritada do diretor Jiraya soou, fazendo todos pararem de tocar e fitar a porta. - E você, Haruno, dessa desta mesa.

    Sorri mais uma vez amarelo e desci da mesa, mas não sem antes deu mandar o meu decreto:

    .

    - Você quer me tocar.

    - Sim. - os meninos gritaram em uníssonos, respondendo a última parte da música e batendo na mesa ao mesmo tempo.

    Aquilo pareceu não agradar o diretor Jiraya, e sabia que estaríamos ferrados com isso, mas quer saber, pouco estou me lixando para isso.


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