Lua de Sangue

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    18
    Capítulos:

    Capítulo 14

    Autocontrole

    Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Boa Leitura.

    Acordei antes que o despertador tocasse, e ao contrário de alguns dias antes, meu corpo estava relaxado. Eu me sentia de alguma forma mais leve. Não podia deixar de ignorar aquela sensação que estava sentindo. Depois de várias semanas sentindo aquele peso sob as costas - depois da morte dos meus pais -, eu me sentia... feliz.

    Virei-me, ficando de barriga para cima e fitei o teto pouco iluminado. Podia escutar o barulho de gotas batendo no vidro da janela do meu quarto e nas telhas da casa. Sabia que lá fora estava caindo um temporal pelo barulho que fazia, mas nem por isso meu humor mudou.

    Senti meus lábios se curvarem para cima sem eu ao menos perceber.

    Estava sorrindo como uma idiota.

    Eu podia me ver na ansiedade de chegar no colégio e poder vê-lo. Meu coração já dava sinais de palpitação ao lembrar-me do meu corpo colado no dele, de suas mãos em minha cintura, e de nossos lábios se tocando.

    Eu estava terrivelmente apaixonada pelo Sasuke Uchiha, e nem tinha percebido quando eu consegui essa façanha. Não lembrava. Parecia que os sentimentos sempre estiveram ali trancados, esperando a hora exata para despertar e deixar a minha cabeça numa confusão.

    Fechei meus olhos e mordi o lábio. Eu precisava vê-lo. Mas não podíamos dá na pinta, ninguém podia ver a gente e nem sonhar que estávamos juntos, principalmente Tsunade que desde o início deixou claro que era contra.

    Nada podia ser perfeito, não é? A minha má sorte adorava andar ao meu lado.

    Resolvi sair da cama antes que me atrasasse para o colégio. Não podia perder o ônibus e muito menos me atrasar para a aula do senhor Sarutobi. Havia um trabalho para ser entregue e uma prova para ser feita.

    Saí do quarto e entrei no banheiro, fiz toda a minha higiene do dia e tomei um banho sem molhar os meus cabelos. Voltei para o quarto enrolada na toalha. Procurei minhas roupas no guarda-roupa e as vesti. Resolvi prender meus cabelos num rabo de cavalo, e passei um pouco de brilho de morango nos lábios. Dei uma checada nos materiais na minha mochila, constatando está tudo ok, saí do quarto.

    Desci as escadas rapidamente, fazendo barulho dos meus passos sob os degraus de madeira ecoar por toda a sala. Joguei minha mochila no sofá e caminhei para a cozinha, encontrando Tsunade como todas as manhãs preparando o café da manhã, vestida impecavelmente com seu terninho azul-marinho.

    - Bom dia, vó. - meu tom havia saído um pouco mais humorado do que costume, e ela percebeu.

    Tsunade virou seu corpo para mim, sua sobrancelha levemente arqueada, mas mesmo assim um pequeno sorriso estava em seus lábios pintados de vermelho.

    - Bom dia, querida. Vejo que acordou de bom humor.

    Sentei-me na cadeira e peguei uma torrada.

    - Acho que sim. - murmurei.

    Tsunade terminou de colocar a mesa e sentou-se de frente para mim.

    - Dormiu bem?

    Ergui meus olhos para ela enquanto passava a geleia de uva na torrada.

    - Como uma pedra.

    - Isso é bom. - ela disse, colocando café em sua xícara. - Uma noite bem dormida o nosso corpo amanhece descansado.

    Apenas assenti, enquanto mastigava a torrada.

    - Vai querer carona para escola? - ela perguntou, dando um gole de seu café.

    - A senhora não vai se atrasar para o trabalho? Pelo que eu saiba, hoje não é o dia que a senhora entra tarde.

    - E não é, mas andar na linha sempre às vezes não é bom. Eles estão me sacaneando e me liberando meia hora depois do expediente. Não estou gostando disso.

    Não pude deixar se sorrir diante do tom mal humorado de minha avó, foi engraçado.

    - Eu vou querer sim.

    Ela apenas assentiu e sorriu em seguida.

    - Estou gostando do seu bom humor, tem dias que não a vejo assim.

    Droga! Eu estava dando muito na pinta, e Tsunade era muito esperta. Eu tinha que maneirar na minha felicidade repentina antes que ela saque alguma coisa.

    - Eu só acordei com o pé direito.

    Não dizemos mais nada depois de nossa troca de palavras, terminamos nosso café no silêncio. Ainda era um pouco cedo, mas mesmo assim saímos de casa. A chuva lá fora estava realmente forte e o vento enjoado batia em minha pele do rosto, me fazendo encolher mais em meu casaco de moletom.

    Corri até o Jeep e entrei rapidinho, não podendo evitar que minha roupa ficasse pouco molhada pelo segundo que passei na chuva. Tsunade reclamou comigo depois que sentou no seu lugar por eu não ter aberto o guarda-chuva assim como ela e evitado ter molhado um pouco a minha roupa. Apenas dei de ombro e não discuti. O dia estava péssimo, odiava quando o tempo ficava assim, mas ignorei, pelo simples fato de ter acordado me sentindo colorida.

    O Jeep logo estava entrando na rua principal, eu fitava a paisagem molhada pelo vidro embaçado, desfrutando do silêncio e ignorando aquele pequeno frio na barriga que aumentava de acordo quando me aproximava do colégio.

    Minha mente estava longe, repassando cada passo que havia acontecido ontem, cada momento, até Hinata estava no meio. E no meio desses meus devaneios uma coisa passou pela minha cabeça e que tinha resolvido deixar de lado por enquanto. Eu estava curiosa.

    Virei meu rosto para Tsunade que mantinha sua atenção focada na pista molhada.

    - Vó. - ela olhou para mim por um instante antes de voltar sua atenção para frente. Tomei aquilo como uma inciativa. - Ontem quando estávamos jantando com a Hinata, a senhora mencionou algo sobre o irmão dela... Eu percebi o clima pouco estranho. Ahn... aconteceu algo?

    - É só o Neji, o filho mais velho de Hiashi. - ela começou, sem tirar os olhos da pista. - Ele perdeu a esposa há dois meses. Um câncer terminal atacou todo o seu sistema digestivo. É um momento delicado para a família toda. O Hiashi convidou o filho para ficar um tempo na casa dele aqui em Konoha.

    - Nossa, que barra.

    - Sim, mas quem está sofrendo mesmo é a criança, o filho dele. Só tem três anos.

    Abaixei meus olhos para minhas mãos, eu sabia perfeitamente o que eles deveriam está sentindo. Era horrível aquela sensação de perda, parecia que algo era arrancado da gente quando perdemos alguém muito próximo. Principalmente deveria ser muito ruim para uma criança de três anos perder a mãe, ele não tinha consciência da verdadeira realidade. Ela era cruel.

    - Eu entendo o quanto eles devem está sofrendo. - murmurei.

    - Mas eles vão superar como nós estamos superando.

    Ergui meu olhar para Tsunade no exato momento quando ela desviava os olhos da estrada para mim, e sorriu de um jeito confortável.

    - Sim.

    No começo eu pensava que nunca iria superar, e que aquela dor não fosse diminuir nunca. Mas conforme os dias estavam passando eu percebia que tudo era questão de tempo. Não que o buraco já tivesse fechado, ele ainda estava ali aberto, mas estava aos poucos se cicatrizando, bem lentamente. Eu realmente estava superando.

    Não demorou para que o Jeep estacionasse em uma das vagas no estacionamento do colégio. Tirei meu guarda-chuva da mochila e saí do Jeep escutando um, boa aula, vindo de Tsunade. Apenas assenti com a cabeça e caminhei pelo pátio aberto e quase vazio. Eu havia chegado mais cedo do que o costume, e os ônibus não haviam chegado ainda.

    Suspirei, sentindo aquele misto de decepção. Eu tinha esperanças de ver Sasuke pelo pátio antes de ir para aula, mas parece que isso não poderia ser possível.

    Caminhei com os meus passos rápidos e longos e entrei no prédio dois, fechando o guarda-chuva molhado. Como lá fora, o prédio tinha poucas pessoas, e as poucas que havia ali, estavam encolhidas num canto, esperando dar a hora para entrar nas salas.

    Peguei um saquinho plástico no bolso e coloquei o guarda-chuva dentro e guardei na mochila. Odiava dias chuvosos por causa disso, eu tinha que usar guarda-chuva, e isso era irritante.

    Fui direto para a sala de biologia, não iria ficar ali plantada nos corredores esperando dar a hora, sabia que em breve aquilo iria ficar o maior tumulto de alunos.

    A sala estava vazia como eu previ. Fui direto para o meu lugar e fiquei quieta, com a cabeça apoiada na mão direita e olhando a janela, totalmente entediada. Os minutos iam passando devagar, mas logo pude escutar o barulho de falação lá fora, e não demorou para que os alunos começassem a entrar.

    Rock Lee foi o primeiro, estava de cabeça baixa e com aquele ridículo suéter verde. Assim quando ele erguiu sua cabeça para cima e me viu, não demorou nem um milésimo para que um sorriso maior que sua cara se abrisse.

    - Já chegou?! - ele disse alto, colocando sua mochila na sua carteira e vindo até mim com passos pouco desajeitados.

    - Cheguei um pouco mais cedo. - respondi com uma voz preguiçosa.

    Não estava a fim de bater papo com Lee, pois no final eu acabaria numa situação constrangedora em que ele tentaria uma abordagem amorosa comigo.

    - Ah. - ele sentou-se numa cadeira a minha frente, se virou para mim. - Fez o trabalho de biologia?

    - Fiz. - desviei meus olhos dos dele e fitei a janela.

    Por que a aula está demorando tanto para começar?

    - Eu também fiz o meu. - ele disse, nada abalado com o meu pequeno gelo. - Não ficou essas coisas, mas dá para tirar uma boa nota.

    - Hm.

    - Está triste?

    Virei minha cabeça para ele.

    - O quê? Não, por quê?

    - Você está tão quietinha.

    Talvez eu não esteja afim de ficar de papo com você.

    - Só estou com um pouco de dor de cabeça. - menti.

    - Quer ir a enfermaria pegar algum remédio...

    - Não. ? minha voz saiu um pouco alta, o interrompendo. - Eu não quero.

    Os olhos redondos como de uma amêndoa me fitavam de um jeito esquisito. Definitivamente Lee era péssimo em conquistar uma garota e ficava terrivelmente chato tentando puxar assunto.

    A sala estava um pouco mais cheia, pude ver Hinata entrando para a minha total alegria. Não sabia como ela iria agir hoje depois de ontem, mas espero que tenhamos avançado alguns passos.

    Ela veio com passos lentos até ocupar seu lugar ao meu lado, totalmente silenciosa. Para o meu alívio Lee se levantou na mesma hora, não por que minha parceira esquisita havia chegado, mas por que a garota que sentava a minha frente estava em pé com uma cara feia, o fitando por ele está ocupando o lugar dela.

    - Depois a gente se fala, Sakura. - ele disse.

    - Tá.

    Lee havia ido, mas a minha parceira estava ao meu lado, tirando seus materiais da mochila e colocando em cima da mesa. Acho que eu estava a olhando tempo demais, pois Hinata ergueu seus olhos para mim enquanto sua sobrancelha arqueava para cima.

    - O que foi?

    - Nada. - murmurei sem graça, e comecei a tirar meus materiais da mochila para disfarçar.

    A situação era um pouco estranha, mas não havia aquele clima pesado como era antes. Nós tivemos um diálogo, coisa que não acontecia antes. Nós fizemos um trabalho juntas e até presenciei uma de suas fraquezas, quer dizer... eu de alguma forma havia tirado os seus poderes.

    A fitei de rabo de olho, percebendo seus movimentos por debaixo da mesa, onde ela passava a playlist de suas músicas, completamente escolhendo quais iriam escutar nas aulas pelo seu fone oculto pelo casaco com capuz.

    - Está pronta para fazer a prova? - perguntei, minha voz saindo baixa.

    Hinata ergueu seu olhar do celular para mim por um segundo, em seguida um pequeno sorriso sarcástico se postou em seus lábios. Ela voltou a olhar o celular.

    Silêncio.

    Quando perdi as esperanças que ela não fosse me responder, sua voz soou baixa para a minha surpresa:

    - Estou pedindo aos deuses para que um caminhão passe por cima do professor, só para ele não vir hoje.

    Não pude evitar que meus olhos arregalassem levemente.

    Minha nossa!

    Olhei para a porta da sala e vi o senhor Sarutobi entrar com sua bolsa de lona verde-musgo no ombro direito e em suas mãos uma pequena pilha de folhas que pelo visto era as provas que ele iria aplicar hoje. Karin veio logo atrás dele, e como na segunda-feira o garoto branquelo - o tal Sai - não estava com ela.

    - Acho que o seu pedido não deu muito certo, já que o professor acabou de chegar.

    - Talvez não tenha colocado tanta fé. - ela respondeu sem tirar atenção do celular.

    Meu Deus. Aquilo tudo era só por que não queria fazer a prova?

    Os alunos que estavam em pé voltaram aos seus lugares e o professor foi para frente da sala com as folhas nas mãos.

    - Todos em seus lugares e só a caneta na mesa. - começou o senhor Sarutobi. - Espero que tenham feito o trabalho e estudado para prova. E já avisando que as questões não estão nada fáceis.

    O professor começou a entregar as provas, começando pela fileira do outro lado. Joguei minhas coisas na mochila, percebendo que minha parceira fazia o mesmo. Pus o trabalho em cima da mesa quando vi que o senhor Sarutobi estava os recolhendo.

    Quarenta minutos depois eu já estava livre, indo para a próxima aula. A prova estava fácil, pelo menos para mim. Não tive mais dialogo com Hinata, pois eu não tinha mais o que falar com ela. Ainda pensei em perguntar como estavam seus poderes, mas percebi que o lugar onde estávamos não era apropriado para aquele tipo de assunto.

    As aulas se passaram lentamente para o meu tormento, acho que estava ansiosa demais para que o intervalo chegasse. E depois de algumas horas torturantes o sinal tocou.

    Desci as escadas encontrando Ino no caminho. Ela estava mais falante que o normal, contando que sua tia havia chegado da Alemanha e que sábado ela e a família iriam para a capital visitá-la.

    Entramos no refeitório que estava lotado e a chuva ainda castigava lá fora, impedindo de irmos para o pátio aberto.

    Pegamos o nosso lanche e passeamos por aquelas fileiras de mesas até encontrar uma que estava só o Gaara. No caminho meus olhos passeavam pelo local em busca de um certo lobo, mas não o encontrei.

    - Sozinho aqui, cabelo de fogo? - implicou Ino, sentando-se ao lado de Gaara naquela mesa redonda de quatro lugares.

    Sentei-me ao lado de Ino, e pude ver Gaara revirar os olhos, terminando de mastigar seu hambúrguer.

    - Não, por que vocês acabaram de chegar. - seus olhos focaram em mim. - Oi.

    - Oi. - respondi, sorrindo levemente.

    - Por que você é mais legal com a Sakura do que comigo? - questionou Ino com um falso tom de indignação enquanto abria sua garrafinha de suco de manga.

    Gaara a fitou com uma cara tediosa.

    - Por que a Sakura é mais doce do que você.

    - Ai, senti essa patada no meu fígado. - disse Tenten aparecendo com uma bandeja recheada de comida, sentando-se ao lado de Gaara.

    - Pensa que eu já não saquei a sua, no Sabaku. - questionou Ino, o fitando agora com mais fervor.

    - Sacou o quê, Ino? - Gaara arqueou uma sobrancelha.

    Um sorriso maldoso se abriu nos lábios de Ino, em seguida balançou a cabeça para os lados.

    - Nada, deixa quieto.

    - Se começou então termina. - exigiu Gaara, parecia pouco irritado com as insinuações de Ino.

    Céus, o que estava acontecendo aqui afinal?

    - Eita, vocês dois estão agitados hoje, em? - disse Tenten, abrido o pacote do seu biscoito recheado.

    Resolvi ignorar as briguinhas de Gaara e Ino e voltei a procurar disfarçadamente por Sasuke e para a minha surpresa e total alegria o encontrei. Ele estava numa mesa bem afastada, seus dois amigos estavam ali também. Seu olhar estava em mim, me fitando daquele jeito intimidante.

    Meu coração já batia naquela velocidade de uma britadeira enquanto sentia aquele frio na barriga. Só com o seu olhar felino eu já podia sentir meu corpo ardendo em chamas, e eu sabia que aquele calor iria se intensificar com sua aproximação.

    Vi quando o canto direito de sua boca se ergueu para cima, naquele pequeno, quase nulo sorriso matador, e aquilo foi o suficiente para que minha respiração dessem sinais de falha.

    Deus, como alguém poderia ser tão lindo?

    Reprimi o sorriso que teimava em escapar dos meus lábios e desviei meus olhos dos dele antes que alguém percebesse. Gaara e Ino tinham parado de discutir e Tenten estava falando o quanto eu era fofa.

    - Assim você me deixa sem graça. - falei, agradecendo mentalmente por eles não terem notado o meu estado desesperado e afoito.

    Os olhos castanhos de Tenten pousaram em mim e sorriu.

    - Você é fofa sim, dá vontade de te morder.

    - Também não é pra tanto, né? - não pude evitar que meu rosto se formasse uma pequena careta.

    - A propósito, por que você não foi para a aula de matemática ontem?

    Droga! Se eu tivesse a mínima esperança de que ninguém daria falta de mim, então eu tinha falhado, principalmente quando Tenten tinha a mesma aula que eu.

    - Eu... - pausa - resolvi ir para casa.

    Eu tinha que ir com cautela para que a mentira não me denunciasse, principalmente quando se tinha uma detectora de mentiras ao meu lado. Ino.

    - Estava passando mal? - perguntou Gaara, me fitando.

    - Não. Quer dizer... não exatamente. Ahn, eu resolvi ir para casa. Meu pé realmente não estava legal.

    - Ah.

    - Ele tá melhor? - perguntou Ino.

    - O quê? - a fitei.

    - O seu pé.

    - Ah, tá sim. Está bem melhor. - eu queria me bater para ser mais esperta. - Estou passando uma pomada muito boa.

    - Hm.

    Voltei a olhar para a mesa a vários metros a minha frente, Sasuke continuava me olhando enquanto levava o resto do pedaço de sua pizza na boca. Seu amigo loiro gargalhava com vontade, jogando a cabeça para trás. Ele desviou seus olhos de mim para ele e falou alguma coisa que não pode escutar devido à distância. Mas não demorou para que eu fosse o alvo de seu olhar mais uma vez, em seguida piscou para mim antes de se levantar da cadeira. Deu um tapa cabeça do tal do Naruto e em seguida se afastou com a bandeja nas mãos, saindo do refeitório.

    - Tá olhando o quê, Sakura? - a voz de Ino me trouxe a realidade, me fazendo dar um pequeno pulo da cadeira pelo susto.

    Olhei para ela por puro reflexo, vendo seus olhos azuis em mim.

    - Nada.

    - Estava tão focada no nada que deixou até de comer. - Ino me fitava atenciosamente.

    Não respondi, apenas voltei a comer o meu lanche.

    Nessas semanas que conheci Ino eu pude descobrir quatro fatos ao seu respeito. A primeira, ela amava a cor rosa, ela sempre vinha com alguma coisa daquela cor para escola. A segunda, ela era uma pessoa falante e extremamente divertida e alto astral. A terceira, ela tinha opiniões meio ácidas e não admitia pessoas que não estivesse em seu padrão que ela julgava ser o certo para ela. E para mim esse é o seu pior defeito. E a quarta e última, era que ela era detalhista. Ino percebia as coisas com facilidade e detectava mentiras só pelo tom de voz ou pelo olhar.

    Eu sabia que ela tinha percebido algo, e também sabia que ela não iria falar nada. Ela iria se manter a espreita, esperando o momento certo para dar o bote, como uma verdadeira cobra.

    Eu tinha que sair de sua mira de ataque, e uma ideia me passou pela minha cabeça.

    - Eu e o Gaara combinamos de ir para um campo de paintball nessa sexta depois da aula, vocês querem ir?

    Ino franziu o cenho e fez uma careta. Tive a confirmação de que estava fora de seu foco.

    - Me tira dessa, eu detesto esse tipo de jogo. - ela disse.

    Fitei Gaara, seu rosto era sereno enquanto terminava de comer seu lanche.

    - Adoro paintball. - disse Tenten, me fazendo olhá-la. - Onde fica?

    - Na rua da minha casa. - respondeu Gaara.

    Tenten sorriu animada.

    - Legal, estou doida para mostrar as minhas novas táticas de tiro.

    Assim que o intervalo acabou fui para a aula de matemática com a Tenten. Nós duas comentávamos sobre algumas estratégias de tiro no paintball. Tenten era uma das minhas, a conversa estava durando desde quando comecei o assunto no refeitório. Gaara estava meio na dele no começo, mas logo foi se chegando e falava mais animado. Só a Ino que ficava com uma cara tediosa enquanto resmungava de vez enquando, dizendo como nós podíamos gostar de um esporte tão bruto, segundo ela.

    Entrei na sala quase cheia e me despedi de Tenten que ficou no seu lugar na frente, e fui para os fundos. Não demorou para que meus olhos captasse a presença de Sasuke em seu lugar. Seus olhos negros me fitavam como um felino predador. Umedeci meus lábios rapidamente, sentindo meu coração bater como se a qualquer momento pudesse saltar para fora.

    Naquele momento eu queria agarrá-lo e beijá-lo como se minha vida dependesse daquilo. Novamente eu me via desestabilizada, fora de controle, e isso me deixava tonta, pois eu sempre cometia mancada quando eu me sentia desse jeito. Sasuke sempre me deixa desse Jeito... diferente.

    Sentei-me no meu lugar com minha atenção focada para frente, vendo os outros alunos entrarem na sala e o senhor Hatake entrar, fechando a porta logo em seguida.

    A aula de matemática seguiu, eu tentava a todo custo prestar a atenção na matéria nova, mas minha mente estava longe. Não conseguia me concentrar quando minhas costas queimavam pelo olhar que Sasuke deveria está me dando.

    Algum tempo mais tarde eu tentei por alguns segundos olhar para o lado disfarçadamente, e como se fosse uma espécie de ímã, nossos olhares se encontraram ao mesmo tempo. O mundo a nossa volta pareceu sumir. Éramos levados para dentro de nossa bolha particular, onde só nós dois éramos permitidos.

    Será que tudo o que eu estava sentindo fazia parte do que Sasuke me disse? Será que isso era a ligação que nos unia eternamente?

    A aula de matemática acabou, e logo me via zapeando pelos corredores em direção à quadra. As outras aulas passaram lentamente e agradeci mentalmente quando o sinal tocou, encerrando o dia.

    Assim que cheguei em casa subi para o quarto, a chuva havia estiado um pouco, mas mesmo assim o clima estava frio.

    Joguei a mochila em cima da cama e procurei um conjunto de moletom quentinho no guarda-roupa. Tirei aquelas roupas úmidas e coloquei a calça, e quando estava terminando de vestir o casaco a campainha tocou.

    Senti um pequeno frio no estômago, e aquela ansiedade tomou conta de mim. Eu tinha quase absoluta certeza de quem poderia ser na porta.

    Dei uma olhadinha no meu perfil no espelho, soltei o rabo de cavalo deixando meus cabelos soltos. Meu moletom cinza com listras verde e azul não era uma coisa discreta para receber uma pessoa, mas eu estava quentinha e aconchegante para trocar.

    Saí do quarto e desci as escadas com passos rápidos, logo chegando à sala. Dei mais uma mexidinha no meu cabelo e respirei fundo para não parecer que eu estava desesperada antes de abri a porta.

    Minha visão mal havia focado na figura e nem tive tempo de raciocinar direito quando senti um corpo se chocando no meu e uma boca sedenta atacando a minha.

    Automaticamente meus braços agarram seu pescoço, trazendo-o para mim. O seu perfume único invadia meu nariz, fazendo meu coração disparar. Céus, parecia que eu não o tinha o visto há anos, milênios...

    Seu corpo grande e quente passava seu calor para mim, me deixando mais aconchegada em seus braços, mais quentinha.

    - Minha nossa... - comecei, minha voz saindo ofegante e entrecortada depois que nos separamos. - Tudo isso é saudade?

    Eu sabia que eu estava sorrindo como uma boba.

    Seus olhos ficaram mais negros. Seu rosto era perfeito.

    - Você não sabe o quanto sofri por não poder te tocar no colégio. - suas mãos apertaram mais firme a minha cintura, seus lábios tocaram o meu pescoço, causando um arrepio no local. - Eu quase fiquei louco. - disse com sua boca em minha pele.

    Gemi baixinho fechando os olhos, e mordi o lábio por um instante, sentindo algo quente subir dentro de mim.

    - Pelo que eu saiba você ficou semanas sem mim quando nos conhecemos. - sussurrei, tentando a todo custo não perder meu alto controle, mas eu estava falhando.

    - Sim - ele me beijou estalado na boca, e me fitou. -, e eu quase fui desertado de Konoha pelo meu próprio pai.

    Uni as sobrancelhas, confusa.

    - Como assim?

    - Vamos dizer que eu fiquei um pouco insuportável, - um sorriso malicioso se abriu em seus lábios. Ele levou uma mão em meu rosto. - Mas agora você vai me pagar por todo o meu sofrimento.

    Minha boca secou.

    - E posso saber como?

    Ele não respondeu, apenas voltou a me beijar de um jeito totalmente selvagem. Ouvi o som da porta se fechando enquanto suas mãos desceram por meus quadris e me suspendeu para cima, fazendo-me agarrá-lo com as pernas. Nossas bocas se movimentavam enquanto nossas línguas estavam numa dança erótica.

    Ele se movimentou pela casa e logo pude sentir o macio do sofá nas minhas costas e o peso de Sasuke sobre mim. Nos separamos por um segundo, me ajeitando no sofá para recebê-lo no meio de minha pernas. Podia senti-lo o quanto ele me queria, e um fogo flamejante subiu por todo o meu corpo.

    Nossas bocas se conectaram mais uma vez, minhas mãos desceram por suas costas, adentrando a barra de sua camisa, sentindo a sua pele quente em minha palma. Aquilo de algum jeito pareceu o motivar, pois seu beijo ficou mais intenso.

    Eu já havia perdido o resto do meu autocontrole, estava me deixando ser levada pelo momento, principalmente quando a mão de Sasuke subiu por dentro do eu moletom e agarrou meu seio direito.

    Gemi contra sua boca, e minhas pernas automaticamente agarraram seus quadris, sentindo a fricção de nossas pélvis. Num movimento rápido Sasuke tirou o meu moletom. Seus olhos fitaram atentamente todo torso só com o sutiã amarelo com florzinhas. Sentia meu rosto ficando quente, sabia que estava corando e isso piorou quando seus olhos focaram em mim, excitado.

    - Eu preciso tê-la, Sakura, não estou mais aguentando esperar.

    Parecia que todo o ar havia sumido de meus pulmões. Eu também o queria, queria ser dele como nunca pensei ser de ninguém. Sabia que estávamos indo rápido demais, mas eu sentia que meu lugar era o lado dele, sempre foi.

    Sua mão afagou meu rosto, me fazendo fechar os olhos com o gesto. Senti seus lábios macios tocando os meus, agora mais suave, e diferente. Eu sabia que estava para dar um grande passo em minha vida, e de alguma forma - que eu não sabia como - eu me sentia pronta.

    Minhas mãos subiram por seus braços quentes e fortes e num gesto delicado eu o empurrei levemente, fazendo-o me olhar confuso.

    - O que foi? Fiz algo que não devia?

    - Não! - meu tom saiu desesperado, olhando seus olhos negros e excitados. - Não é isso. É só que...

    Ele saiu de cima de mim, sentando-se no outro lado do sofá, me ajeitei no outro canto pegando o meu moletom e o vesti, um pouco apreensiva.

    - Só o quê? - ele questionou me fitando, parecia frustrado. - Você não está pronta.

    - Não é isso... eu quero, mas eu não posso.

    Seu cenho franziu levemente.

    - Não estou entendendo?

    Engatiei pelo sofá ficando em sua frente, coloquei minhas mãos em seus ombros.

    - Sakura, eu não estou suportando. - ele encostou sua testa na minha, segurando meus braços. - Eu posso parecer egoísta, mas eu preciso de você.

    Eu estava me vendo num beco sem saída. Eu também o queria, mas eu tinha que me manter pura para o ritual de sangue que seria daqui a alguns dias.

    - Sinto muito, mas nós não podemos. - eu disse, olhando no fundo de seus olhos. - Não agora. Eu só te peço duas semanas.

    Seu rosto estava confuso.

    - Duas semanas por quê?

    - Coisa de bruxa.

    - Você disse que é uma péssima bruxa.

    Sorri.

    - Eu estou aprendendo. E se caso você tirar a minha virtude agora, você terá que arcar com as consequências.

    Seu corpo foi um pouco para trás e sua expressão era um pouco divertida.

    - Ah é? E quais são essas consequências?

    - Tsunade está bom para você? - sentei-me em meus calcanhares.

    Seu rosto se transformou em uma careta.

    - Acho que sim. - ele murmurou dando-se por vencido.

    Soltei uma pequena risada e o beijei de leve.

    - Desculpa.

    - Tá, mas quero ser compensado depois. - ele me puxou para o seu colo e afundou seu rosto em meu pescoço, beijando-me. Suas mãos agarravam minha cintura. - Você está judiando comigo, sabia?

    Não consegui segurar a gargalhada, agarrei seu pescoço afundando meu rosto em seu peito.

    - Você é muito dramático.

    - Vai rindo.

    O fitei, controlando a risada e dei um selinho, mas Sasuke não se contentou e virou um beijo de verdade. Ficamos um tempo desse jeito, trocando caricias e beijos longos, mas Sasuke sempre interrompia-nos quando as coisas começavam a esquentar.

    Ficamos deitados no sofá, nossos corpos colados e encolhidos para coubermos naquele espaço estreito.

    - Você já falou da gente com o seu pai? - perguntei no meio a intervalos de beijos.

    Sasuke colocou uma mecha de meu cabelo atrás da orelha.

    - Ainda não. - ele suspirou cansado, seus olhos negros analisando cada parte do meu rosto. - Mas já desconfio que ele saiba que estou com alguém.

    - Como isso é possível?

    Ele sorriu e beijou minha bochecha.

    - Instinto de lobo. Além do mais, sabemos quando um licantropo encontra sua companheira. O cheiro da pessoa fica empregando em nosso corpo. Uma hora ou outra alguém vai perceber.

    - Entendi.

    - Mas a alcatéia está ocupada e com as atenções em Sai.

    - Sai? - questionei, lembrando-me do garoto que sentava ao lado de Karin na aula de biologia. - Nós fazemos biologia juntos, ele senta com a Karin... aconteceu alguma coisa com ele?

    - Ele teve sua primeira transformação nesse sábado que passou. - ele disse. - A alcatéia está de olho nele, pois quando nos transformamos pela primeira vez, a fera que assume o nosso corpo é quase impossível de controlar. Nós temos que lutar contra ela para tomar o controle da situação.

    - Caramba. - umedeci os lábios, enquanto minha mente projetava as cenas que eram narradas, era assustador. - E como ele está?

    - Mas ou menos. Está trancado num porão, amarrado por correntes.

    - Minha nossa, para que tudo isso? - não pude evitar que meu corpo erguesse um pouco para cima.

    Sasuke sorriu debochado.

    - Sakura, acho que você não entendeu a real situação. Um licantropo que não sabe controlar sua fera interior é uma ameaça para todos a sua volta. Não é ele que age em sua real consciência e sim a fera, mesmo na forma humana, a fera ainda pode controlar.

    Senti minha boca ficar seca.

    - Acho que entendi. - disse baixinho.

    Ele me puxou para que minha cabeça ficasse deitada em seu peito.

    - Não precisa ficar assustada. Está tudo sobcontrole. Sai vai ser forte e dominar a fera como um verdadeiro Uchiha.

    Levantei meu olhar para ele.

    - Uchiha? Ele é algum parente seu?

    - É meu primo de terceiro grau.

    - Ah. E com quantos anos vocês se transformam? - perguntei, sentindo a minha curiosidade de saber mais a seu respeito me dominar.

    - A partir dos quinze para dezesseis e dezessete anos.

    - Hm. - mordi o lábio rapidamente. - E você?

    O canto de sua boca se ergueu minimamente para cima.

    - Doze anos.

    Meus olhos arregalaram levemente.

    - Doze anos? Muito novo, não?

    Desta vez ele riu.

    - Sim. A alcatéia tratou isso como transformação precoce.

    Sorri, ainda surpresa.

    - Então você foi o único a se transformar com pouca idade?

    - Bom - ele olhou para o teto por um momento. -, mais ou menos. O Naruto se transformou com quatorze anos e mesmo que não tenha sido tão rápido quanto o eu, o dele também foi precoce.

    - Uau. Então você é especial, como o único a se transformar logo cedo.

    Eu sentia um misto de admiração por ele. Seu olhar focou em mim, seus lábios estavam numa linha reta. Ele estava sério.

    - Meu irmão mais velho se transformou com onze anos.

    - Irmão. Você nunca comentou nada sobre ele.

    - É uma longa história.

    Percebi pelo seu tom de voz pouco hesitante que o assunto do irmão era pouco delicado. Gaara havia comentado outro dia que o filho mais velho do xerife tinha ido embora de Konoha e que de alguma forma estava sendo caçado.

    - Tudo bem se não quiser me contar. - falei rapidamente.

    Suas mãos ficaram tensas em minhas costas.

    - Não é isso. - ele começou, fitando algo atrás de mim. - Eu quero te contar, mas primeiro tenho que oficializar o que nós temos. - me olhou. - Temos que ter o apoio do alpha primeiro, e só assim eu poderei compartilhar os assuntos com minha companheira. - sorriu.

    - Entendi.

    Seu rosto se aproximou para um novo beijo, mas não durou muito, pois o barulho de toque de celular começava ecoar pela sala.

    Separamo-nos, e com uma expressão irritada Sasuke ergueu um pouco seu quadril para cima e tirou o celular de seu bolso de trás. Deu uma olhada na tela e bufou antes de atender.

    - O que foi Karin? - ele perguntou, mas logo seu cenho franziu. - Por que você não resolve isso? - pausa. - Tá, estou indo para aí.

    - Aconteceu alguma coisa? - perguntei quando ele encerrou a ligação, me levantando do sofá.

    - Só o Naruto. - ele suspirou ficando de pé, passando a mão no rosto. - Encontrou com aquela Hyuuga novamente e agora está numa maior fossa.

    Franzi o cenho.

    Hinata? - perguntei, enquanto percebia que algumas peças começavam a se encaixar. - Espera... os dois, quer dizer...

    - A Hyuuga é a companheira do Naruto, infelizmente. - Sasuke comprovou a teoria que se formava na minha cabeça.

    - Então o Naruto e a Hinata tem haver mesmo com a confusão da sua alcatéia?

    Sasuke suspirou.

    - Isso é complicado. - ele começou. - A confusão começou há muitos anos atrás, os dois só contribuíram em partes para que o alpha tomasse essa decisão. Eu não culpo o meu pai por tomar essa decisão, mas de alguma forma isso complica para nós dois.

    - As bruxas não são tão ruins assim. - cruzei meus braços.

    Eu não sabia muito a respeito da minha verdadeira origem, mas eu tinha como exemplo a minha avó que era uma mulher correta.

    Sasuke sorriu sarcástico.

    - Você que não é ruim. É uma bruxa inofensiva. - o sorriso passou para um debochado, eu franzi o cenho. - Tsunade demostrou ser uma pessoa de confiança... mas os outros não.

    - Não sou tão inofensiva como parece. - minha voz saiu um pouco irritada.

    A gargalhada de Sasuke soou em seguida, ecoando por toda a casa. Se eu estava irritada, agora eu estava furiosa.

    - Não sei qual é a graça.

    Empurrei seu corpo que nem saiu do lugar, ele aproveitou para agarrar meus pulsos e me trazer para si.

    - Bravinha. - ele disse beijando o meu bico, que ia se desfazendo aos poucos.

    Era impossível ficar com raiva dele por muito tempo, e logo me entreguei ao beijo, minhas mãos em seu pescoço. Novamente eu podia sentir as borboletas no meu estômago, o sangue correndo nas veias e meu coração palpitando mais que o normal. Novamente eu era arrebatada por sentimentos que estavam começando a ser conhecidos por mim toda vez que era tocada por aquele lobo.

    - Eu tenho que ir. - ele disse assim que nos separamos.

    - Tudo bem. - murmurei, olhando em seus olhos. Eu amava seus olhos negros e ônix, era lindo.

    Ele sorriu e me beijou estalado mais uma vez, e outra, e mais outras. Sorri com isso. Nossa cumplicidade a cada dia aumentava, assim como o amor que eu sentia por ele.

    Ele afastou de mim e agachou logo na porta, pegando sua mochila jogada no chão e a colocando nas costas. Eu estava atrás dele, seguindo seus passos. Ele abriu a porta e se virou para mim.

    - Nos vemos depois. - sua mão foi até meu rosto e me puxou contra o dele em mais um beijo.

    - Eu estarei esperando. - sorri como uma boba apaixonada.

    O canto de sua boca se ergueu para cima antes de ir embora, me deixando novamente com aquele vazio dentro de mim.

    Fechei a porta quando o perdi de vista. Suspirei fechando os olhos e soltando todo o ar pela boca de uma vez. Olhei para o pequeno reloginho de vidro que estava na rack, percebendo que era tarde, 16hrs e 40min.

    Minha nossa, como as horas passaram rápido. Mas eu sabia que o tempo passava rápido quando eu estava com ele, e eu gostava disso. Gostava de saber que Sasuke era a salvação para os meus fantasmas.


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