Lua de Sangue

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    18
    Capítulos:

    Capítulo 3

    Primeira Impressão

    Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Desculpe a demora.

    Boa Leitura.

    Acordei com som estridente do meu despertador. Espreguicei-me por debaixo do cobertor quentinho, um lugar onde se armazenava uma terrível preguiça. Desliguei o despertador, antes que aquele som chato e irritante me fizesse ter dor de cabeça. Sentei-me na cama e olhei a janela, vendo o dia claro.

    Suspirei pesadamente.

    Hoje era segunda-feira, meu primeiro dia de aula em Konoha, na metade do mês de setembro. Tinha coisa melhor do que ser a novata quase no final do ano? Eu torcia internamente para que eu passasse despercebida aos olhos curiosos.

    Saí do meu quarto e entrei no banheiro. Fiz minha higiene matinal e tomei um banho quente para espantar os vestígios de preguiça que havia em meu corpo.

    Hoje era o meu terceiro dia em Konoha. Meu final de semana foi chato e entediante. A chuva tinha prolongado do sábado - o dia que eu havia chegado - até o domingo. Não tinha feito muitas coisas, a não ser ficar dentro de casa.

    Vovó estava sendo muito legal e atenciosa comigo, e aquilo estava começando a me incomodar, eu estava começando a ficar sufocada. Eu sei que ela não fazia de propósito e que ela queria me ver bem. Mas eu era o tipo de pessoa que gosta de ficar na minha, ou seja, sou o tipo de pessoa que aprecia a solidão, de certa forma.

    Voltei para o quarto apenas enrolada na toalha. Peguei minhas roupas no guarda-roupa e me vesti com jeans, camiseta de mangas e um casaco grosso por cima. Calcei minhas meias e depois meus tênis Converse preto. Penteei meus cabelos cor-de-rosa, percebendo a raíz ficando novamente na cor louro bronze. Eu tinha que pintá-los novamente.

    Eu não gostava de chamar a atenção, mas de alguma forma eu chamava com meu cabelo colorido. Mas eu gostava do meu cabelo assim, eu gostava do diferente.

    Desci as escadas, e assim que cheguei à sala, senti um cheiro bom vindo da cozinha. E quando entrei no cômodo vi minha avó em pé, de frente para o fogão, terminando de preparar as panquecas. A mesa estava quase arrumada, com uma jarra de suco, uma garrafa verde de café, e um molho caramelado dentro de uma vasilha.

    - Bom dia, querida. - vovó virou seu rosto para o lado, me olhando, enquanto abria um sorriso animado para mim.

    - Bom dia.

    - Dormiu bem? - ela perguntou, colocando as últimas panquecas no prato e desligando o fogo.

    - Sim. - murmurei, sentando-me na cadeira.

    Tsunade colocou o prato em cima da mesa e sentou-se de frente para mim. Começamos a nos servir. Vovó era uma cozinheira de mão cheia, e adorava inventar comidas. Ela reservava uma gaveta só para seus livros culinários, onde ela preparava seus pratos deliciosos nos finais de semana.

    - Hoje irei levá-la ao colégio, pois entrarei mais tarde no trabalho. - ela começou e eu assenti. - Mas a partir de amanhã, você irá de ônibus escolar. Ele passa às sete e meia em ponto.

    - Tudo bem. - falei, dando uma garfada na minha panqueca.

    - Está animada para o primeiro dia? - ela tentava a todo custo manter uma conversa entre a gente.

    - Mais ou menos.

    Depois que tomamos o café da manhã, eu subi para o meu quarto pegar minhas coisas e desci. Minha avó já me esperava na sala, enquanto mexia na sua bolsa.

    Tsunade trabalhava num departamento de registro de Konoha. Ela estava vestida com uma calça social azul-marinho, uma blusa social de ceda branca de mangas compridas, e um blazer da mesma cor da calça. Usava sapatos sociais de salto e seus cabelos estavam bem presos num coque alto, deixando alguns fios de seu cabelo da frente soltos.

    O clima pelo incrível que pareça não estava chovendo, mas as nuvens brancas não deixavam os raios do sol a ultrapassarem. Entrei no Jeep, sentando-me no banco do passageiro e logo vovó deu a partida.

    Em dez minutos ela estacionou seu Jeep no estacionamento de um conjunto de três blocos que formavam a escola. Ela não era que nem a minha antiga escola, com grades e inspetores nas portas. Essa escola era aberta, sem grades e sem inspetores.

    Havia alguns carros estacionados na garagem, mas não eram aqueles carrões como havia na maioria das escolas de Tóquio, eles eram simples e antigos. Alguns alunos andavam por ali, e outros estavam com seus grupos conversando animadamente.

    - Tenha uma ótima aula, e mais tarde eu te busco, e nós almoçaremos num restaurante no centro.

    - Tudo bem, obrigada.

    Saí do Jeep com minha mochila no meu ombro esquerdo e caminhei pela saída do estacionamento. No meio do caminho olhei para trás, vendo o Jeep de Tsunade entrar na estrada e sumir. Tomei coragem e voltei a caminhar, indo em direção à secretaria que ficava no bloco um.

    Depois de alguns minutos saí da secretaria, depois de entregar minha solicitação de transferência e pegar uma caderneta para que os professores assinassem para que no fim da aula eu voltasse a entregar para a secretária. Eu caminhava pelo pátio, enquanto fitava o folheto dos horários de aula que seria no bloco dois. Percebi que vários alunos me olhavam curiosos, e aquilo meio que me deixou intimidada. Eu não queria chamar atenção, e jurava que eu podia passar despercebida, mas parece que isso falhou dolorosamente.

    Continuei caminhando com minha cabeça baixa, entrando no bloco dois enquanto sentia os olhares em mim. O sinal ainda não havia tocado, mas eu queria logo chegar à sala da minha primeira aula, biologia na sala vinte.

    Eu me sentia um pouco perdida e parei no meio do corredor cheio de alunos falando, rindo e gritando, e dei uma olhada ao redor para ver se encontrava a maldita sala, quando fui surpreendida com um:

    - Oi.

    Olhei para a minha direita e pude ver uma garota. Ela era do meu tamanho, com seus cabelos loiros que estavam amarrados num rabo de cavalo alto, seus olhos eram de um azul-piscina que faziam ruguinhas aos lados por causa do grande sorriso que ela dava. Ela usava jeans skinny claro, um casaco de lã branco de gola alta, e um colete rosa-pink por cima. Ela segurava a alça de sua bolsa clara com estampas de corações no seu ombro direito. Aquela garota era o típico jeito de menina patricinha.

    - Oi. - respondi.

    - Você deve ser Sakura Haruno, não é?

    Surpreendi-me por aquela desconhecida saber meu nome. Minha cara deveria está tão incrédula e engraçada que aquela loira patricinha soltou uma pequena risada.

    - O quê... como... como você sabe o meu nome? - foi inevitável não gaguejar e me enrolar nas minhas próprias palavras, mas eu estava levemente atordoada.

    A garota abriu mais seu sorriso, com os lábios pitados de gloss rosa.

    - Acho que todos aqui estavam te esperando desde a semana passada. - ela disse tranquilamente, como se aquilo fosse óbvio demais.

    - Ah...

    - Sou Ino Yamanaka. - ela se apresentou, simpática e sorridente.

    - Sakura Haruno. Ahn... eu acho que você já sabe. - falei, me sentindo um pouco sem graça.

    - Sim. - ela concordou assentindo, sem tirar o sorriso do rosto. - Você parece meio perdida.

    - Estou procurando a minha sala. - olhei para o papel em minha mão. - Sala vinte.

    - Ah, a sala de biologia com o sr. Sarutobi. - suspirei aliviada por finalmente eu ter encontrado uma ajuda. - É de frente a sala da minha primeira aula, que pena. Vem que eu te mostro.

    - Obrigada. - agradeci, enquanto começamos a caminhar.

    - Aliás, eu gostei do seu cabelo. - ela me fitou e o sinal tocou. - Bem original. Combina com você.

    - Valeu.

    Chegamos à sala vinte, onde alguns alunos entravam.

    - Qual é a sua próxima aula? - Ino perguntou quando paramos de frente a minha sala.

    Olhei novamente para a folha em minha mão.

    - Ahn... história com a sra. Mitarashi.

    Escutei um gritinho estridente de Ino, me fazendo olhá-la novamente.

    - É a minha próxima aula também. Nós podemos ir juntas.

    - Seria bom. - tentei soltar um sorriso simpático, já que ela estava sendo bem simpática e legal comigo.

    - Você me espera para irmos juntas? - ela perguntou, e vi um brilho em seus olhos azuis.

    - Espero.

    Entrei na sala de biologia vendo o professor sentado em sua cadeira, olhando algumas de suas anotações. Ele ergueu seu olhar para mim quando parei ao lado de sua mesa. Entreguei o cartão que a secretária havia me dando para que os professores assinassem. Ele pegou de minha mão e olhou meu nome no topo e depois me fitou com sua cara pouco alarmada.

    - Sakura Senju?

    - Sakura Haruno. - o corrigi.

    Não gostava quando falavam o meu sobrenome do meio. Eu me sentia estranhamente exposta.

    O professor assentiu com a cabeça. Estranho.

    - Entendo. - ele disse baixinho e assinou o cartão, me entregando em seguida e me mandando sentar no meio da sala, ao lado de um garoto com um corte de cabelo bem esquisito.

    A sala não estava cheia, pois alguns alunos ainda entravam, mas os poucos que haviam ali me olhavam curiosos, o que me deixava mais acanhada.

    Sentei-me em meu lugar onde foi mandado, coloquei minha mochila pregada na cadeira, depois que tirei meu caderno e meu lápis com a caneta. O professor ainda continuava sentado em sua cadeira, olhando um livro grosso de sua matéria. Caminhei meus olhos pela sala e depois para a porta, a tempo de ver uma garota baixinha passar por ela, entrando na sala.

    Ela usava jeans escuro, tênis e um casaco preto fechado até em cima com o capuz cobrindo toda a sua cabeça, mas eu podia ver seus cabelos pretos e longos, sua franja cortada à navalha cobria toda sua testa. Seu rosto era pálido e sua expressão facial era fechada.

    A garota passou ao meu lado, caminhando para os fundos da sala, mas não sem antes dela desviar seu olhar do chão - onde ela olhava -, para mim. Ela me olhou no fundo dos meus olhos, com seu olhar tão frio e superior, que fez um frio subir pela minha espinha. Ela não sorria, e seus olhos eram tão azuis que se tornavam quase cinzas, e estavam contornados com lápis preto borrado.

    Voltei minha atenção para o meu caderno aberto, sentindo uma sensação estranha, depois que aquela garota tinha entrado na sala.

    Ela era esquisita.

    Sua presença era pesada.

    Alguns minutos depois que todos os alunos entraram, o professor começou a dar aula. Eu mantinha minha atenção o tempo todo no quadro, na explicação do professor e em meu caderno. Não ousava mais olhar para canto nenhum, pois sabia que se olhasse eu encontraria alguém me olhando.

    - O-oi. - escutei a voz baixa e trêmula do garoto sentado ao meu lado.

    O olhei, percebendo que ele me fitava com seus olhos redondos e pretos. Suas sobrancelhas eram grossas, pareciam duas taturanas, e ele usava um suéter ridiculamente verde.

    - Oi. - respondi. Percebi que o garoto prendia o ar, enquanto me olhava, parecia petrificado. Franzi o cenho. - Você está bem?

    A minha pergunta pareceu despertá-lo de seus devaneios e soltar o ar de uma vez, totalmente atrapalhado.

    - S-sim, eu esto-u bem. - ele riu, onde demonstrava todo o seu nervosismo. - V-você é a Sakura, não é?

    Reprimi uma risada sarcástica, até por que, o garoto estava tão nervoso e com suas bochechas levemente coradas que seria indelicadeza minha ser esnobe e ignorante em meu primeiro dia.

    - Acho que todos sabem quem eu sou. - resmunguei, desviando meu olhar para o quadro.

    - Não ligue não, as... as pessoas de Konoha costumam ficar encarando gente nova. - ele deu uma pausa. - Principalmente uma... uma garota bonita como você.

    Mordi o canto de minha boca e olhei para o meu parceiro de mesa. Ele ainda me olhava e suas bochechas ficaram mais vermelhas enquanto ele abria um pouco a sua boca.

    Ele só está sendo simpático, Sakura, não invente nada.

    Limitei apenas em um pequeno sorriso e seus olhos brilharam em excitação.

    - Ah... eu me chamo Rock Lee. - ele disse. - Está gostando de Konoha?

    - Estou me esforçando.

    - Você se acostuma com o tempo.

    - Eu espero.

    A aula de biologia acabou. Lee era bem legal, mas fazia perguntas demais. Ele se ofereceu para me levar até a minha próxima aula, já que eu era novata. Mas eu recusei, dizendo que alguém me esperava.

    E assim que saí da sala, encontrei Ino me esperando do lado de fora. Ela sorriu com seu jeito alegre e juntas caminhamos em direção à próxima aula. No meio do caminho aquela garota baixinha de capuz passou por nós em passos rápidos, desviando com maestria entre o pouco espaço que havia entre os alunos.

    Olhei para Ino que falava alguma coisa sobre esmalte que eu não estava prestado atenção.

    - Quem é aquela garota? - perguntei, a interrompendo e fazendo-a olhar para frente, a procura de quem eu falava.

    - De quem você está falando? - ela perguntou, parecendo um pouco confusa.

    - Aquela garota baixinha com o casaco preto e capuz na cabeça.

    Ino procurou entre os alunos até seu olhar parar em quem eu falava enquanto nós andávamos em direção à próxima aula.

    - Ah. Aquela é Hinata Hyuuga. - a fitei e ela continuou: - Ela não é o tipo certo de companhia.

    - Não é o tipo certo? - perguntei, e Ino me olhou.

    - Aquela é a garota mais esquisita daqui. Ela se mudou para Konoha com família tem uns anos. Ouvi dizer que ela é da Polônia. Ela não fala com ninguém, e nunca a vi com algum amigo.

    Voltei a olhar para frente, procurando a tal da Hinata, mas ela já tinha sumido.

    - Ela parece tão solitária. - apesar de achá-la estranha, era ruim não ter nenhum amigo, principalmente na escola.

    - Também acho, mas eu não queria ter ela como amiga.

    Desviei meu olhar para Ino, e franzi levemente meu cenho.

    - E porque você diz isso?

    - Você já viu como aquela garota é? Já viu as roupas horrorosas que ela está vestida? Eu nunca vi aquela garota sem aquele capuz. Ela parece àquelas pessoas assassinas de filme de terror. Cruz credo se alguém me vir andando junto com alguém como ela, acabaria com a minha reputação.

    Aquela última declaração de Ino tinha levado embora a impressão de garota simpática e carismática, dando lugar a uma pessoa mesquinha que só pensa em popularidade e status.

    Eu nunca fui uma garota popular, e muito menos tinha muitos amigos. A única amiga que eu tinha em Tóquio era Shion. Minha melhor amiga, que agora iria ficar sozinha, pois eu me mudei de estado. E mesmo achando aquela garota, a tal da Hinata, totalmente estranha para meu padrão de amizade, eu não achava justo ela ser criticada e julgada pelas costas sem ao menos alguém a conhecê-la direto. Eles a desprezavam por ela ser diferente. Ter um estilo diferente do que eles usam. Aquilo era um absurdo.

    Chegamos à próxima sala e assim como na aula de biologia, a sra. Mitarashi estava na sala, esperando os alunos entrarem para dar o começo de sua aula. Fiz o mesmo procedimento como na aula anterior, entregando o cartão para que ela pudesse assinar e me sentei numa cadeira ao lado de Ino, que tinha insistido para eu sentar-se ao seu lado.

    A aula de história passou rápido, assim como as duas outras como química e japonês, onde Ino não estava na mesma sala que a minha.

    Fui para o intervalo depois que tinha batido o sinal. Ino estava sendo bem hospitaleira e simpática, mesmo tendo atitudes meio ácidas. E, Deus, ela falava demais. Ela sorria demais. Ela era alegre demais. E aquilo me deixava tonta. Nunca vi uma pessoa tão para cima como Ino, a não ser minha mãe no dia do aniversário de casamento quando papai fez uma surpresa para ela. Lembro-me que mamãe tinha ficado tão feliz que seu sorriso brilhava em seu rosto como um arco-íris.

    Caminhamos juntas até a cantina e depois de ficar quase dez minutos esperando nossa vez de ser atendidas, consegui fazer o meu pedido. Uma Coca-Cola e um sanduiche natural. Caminhamos para fora onde várias mesas que ficavam ao ar livre estavam espalhados pelo pátio. Ino disse que só passamos os intervalos do lado de fora quando não estava chovendo. E hoje era um dos dias bons, segundo ela, já que para mim o dia estava horrível, pois não havia sol.

    Aproximamos da mesa onde havia duas pessoas. Uma garota de cabelos castanhos com dois coques na cabeça e franjinha. Ela revirava os olhos castanhos enquanto mordia o canudo de seu refrigerante, enquanto o garoto a sua frente falava alguma coisa. Ele tinha os cabelos ruivos, e estava de costas para nós, e por isso não dava para eu ver o seu rosto, mas eu escutei sua voz debochada para a garota de coques a sua frente.

    Paramos em frente à mesa, fazendo os dois olhar para nós. O garoto de cabelos vermelhos era bem bonito, sua pele era clara e seus olhos eram verdes, bem claros, que estavam contornados com lápis preto. Ele usava com um casaco branco por baixo de uma camiseta preta do AC/DC.

    Desviei meus olhos dele quando Ino começou a falar:

    - Olá, meus amores. - Ino sentou-se no banco de concreto pintado de branco, e eu sentei-me ao seu lado.

    - Você é a garota nova. - afirmou a garota de coques que tinha seus olhos fixos em mim.

    - Essa é a Sakura. - Ino me apresentou antes que eu pudesse abrir a boca. - Ela está com a gente agora.

    - Olá, Sakura - disse o garoto de cabelos ruivos me olhando curioso, enquanto seu lábio ergueu-se para cima, num sorriso. - Eu sou Gaara.

    - Olá, Gaara. - sorri e desviei meus olhos para a garota de coques que começou a falar:

    - E eu sou Tenten. - a de coques sorriu, enquanto tirava seu casaco rosa, ficando só com um casaco fino por baixo. - Está gostando da escola?

    - Estou. - mais ou menos.

    Eles começaram a falar sobre as aulas que tiveram, e dos testes que seriam semana que vem. Eu comecei a comer meu sanduiche, enquanto dava um gole da minha Coca.

    Tenten e Gaara se levantaram, alegando que tinham que ir a biblioteca antes que o intervalo acabasse, por que iriam pesquisar alguma coisa para o trabalho de química que os dois estavam fazendo para ser entregue amanhã. E só sobrou Ino e eu. Ela retocava seu gloss enquanto se olhava no espelho, e eu continuava comendo.

    Terminei de comer meu sanduiche e com minha latinha em mãos passei meus olhos ao redor do pátio, vendo a movimentação. Percebi vários curiosos me olharem e cochicharem. Apenas suspirei e segurei à vontade de revirar os olhos. Ino começou a falar alguma coisa sobre ir ao cabelereiro, fazer uma hidratação, mas novamente eu não prestava atenção em sua conversa.

    Meus olhos ainda passeavam pelo enorme pátio aberto. As gramas estavam úmidas e as árvores ainda soltavam gotículas da chuva de ontem. E foi nesse momento que meus olhos pararam neles.

    Eram três. Dois garotos e uma garota.

    O primeiro era um garoto muito lindo de cabelos loiros e bagunçados, seus olhos eram azul-cobalto e sua pele, ao contrário das outras pessoas que vivem num lugar frio, era bronzeada. Ele estava sentado num banco comprido com suas mãos apoiadas nele e olhava o céu, curtindo alguma coisa que saía de seus fones de ouvido, distraidamente.

    Apesar do frio enjoado que fazia, ele não estava usando casaco e sim uma camiseta sem manga cor-de-laranja, onde destacava os músculos definidos de seu braço, assim como seu corpo. Seu jeans era largo e ele usava Converse de xadrez um pouco sujo.

    A garota estava também sentada ao lado do garoto loiro. Ela era bonita também, seus cabelos eram vermelhos, longos e repicados, sua pele era clara, seus olhos eram de um castanho avermelhado e usava óculos. Mas ao contrário dos óculos que deixam as pessoas com a aparência nerd, nela deixava diferente e única. Ela estava com um casaco preto, uma saia curta e jeans, legging preta e contunos marrons. Estava de pernas cruzadas, enquanto lixava suas unhas pintadas de verde.

    E o último, estava de pé, escorado com as costas na pilastra ao lado do banco, enquanto mexia no celular. Sua boca se movimentava, o que dizia que ele estava falando. Seus cabelos eram preto, totalmente bagunçado, sua pele era pálida, seu rosto era másculo com traços únicos. Não vi a cor deu seus olhos, mas ele era um cara terrivelmente lindo.

    Ele usava um casaco preto e simples, jeans velho, largo e rasgado, e botas pretas de motoqueiro, o que o deixava com um jeito de bad-boy encrenqueiro.

    Senti minha boca ficar seca enquanto meus olhos não deixavam de fitar o garoto moreno a sete metros de distância de onde eu estava sentada. Senti alguma coisa se remexer no meu estômago, enquanto estava sendo arrebatada por uma onda de calor evaporando pelo meu corpo.

    Quem eram àqueles três? Quer dizer, quem é àquele garoto?

    Eu o vi desviar seu olhar da tela do celular para a garota ruiva, que estava dizendo alguma coisa para ele, sem olhá-lo e sim suas unhas compridas, enquanto a lixava. O garoto moreno desviou o olhar dela e passou seu olhar pelo pátio, parecia que estava procurando alguma coisa, até parar seus olhos em mim.

    Senti meu copo levar uma descarga elétrica e meu coração dar um salto em meu peito quando nossos olhos se chocaram. Eu pude ver a cor dos olhos deles.

    Pretos.

    A cor da pedra ônix.

    Minha pedra preciosa favorita.

    Prendi a respiração.

    Ele abriu mais seus olhos, e sua expressão se tornava um pouco surpresa, incrédula para falar a verdade, sua boca levemente aberta. Eu não sabia mais o que pensar, e por um momento eu podia jurar que se alguém me perguntasse o meu nome naquele exato momento, eu completamente hesitaria em dizer, pois nada se passava em minha cabeça a não ser o rosto pálido e belo do garoto moreno.

    Nós dois ficamos não sei quanto tempo nos encarando.

    Milésimos? Segundos? Minutos?

    Eu não sabia, mas aquela pequena bolha que havia se formado em torno da gente, separando os demais alunos em nossa volta para fora, tinha se estourado, pelo pequeno e simples gesto que ele fez para mim.

    Ele levantou seu dedo do meio.

    Aquilo tinha sito um tapa na minha cara, o que me fez voltar para o mundo real e desviar meus olhos dele rapidamente e desajeitadamente num sobressalto. Olhei para a embalagem do sanduíche que estava em cima da mesa redonda de concreto, sentindo meu coração acelerado.

    Ele tinha mesmo feito aquilo que eu vi? Ele tinha me mostrado o dedo do meio?

    Mesmo achando aquilo uma grosseria da parte dele, e totalmente fora das regras de educação, uma parte de mim queria voltar a olhá-lo, mas eu era covarde e não olhei. Eu me sentia abalada por segundos atrás.

    Olhei para Ino ao meu lado, que mexia em seus cabelos loiros ainda se olhando no espelho, enquanto falava e falava, mas parecia que nenhuma palavra que ela dizia entrava em minha cabeça. Eu havia projetado um modo de bloqueio em minha mente contra coisas fúteis que Ino dizia. Coisas sem importância. Eu completamente estava em meu modo automático, fisicamente, enquanto minha mente estava em outra.

    - Ino. - a chamei, fazendo-a me olhar. - Quem são aqueles três que estão a sete metros a nossa direita? O loiro a ruiva e o moreno.

    - Quem? - Ino olhou para a direção de onde falei na maior cara de pau.

    - Disfarça. - a repreendi, fazendo-a olhar para mim com uma sobrancelha arqueada e olhar desta vez na direção onde olhava, agora disfarçando.

    - Os que estão na direção que vai para a cantina? - ela perguntou.

    - É.

    Ela voltou a me olhar.

    - Se você se interessou por um dos três esquece. Aqueles três se acham melhores do que todos aqui.

    Um dos três? Espera...

    A olhei alarmada, com minha cara totalmente incrédula.

    - O quê? Como assim um dos três?

    Ino soltou uma risada, enquanto jogava sua cabeça para trás.

    Que garota doida.

    - Estou brincando. - ela ainda sorria, mas logo ficou séria quando percebeu que eu não a acompanhava em sua risada. - Foi só uma piada, tá legal? Não precisa ficar tão séria... A não ser que você seja lésbica.

    - Eu não sou lésbica. - falei rapidamente. - E muito menos estou interessada nos outros dois.

    Quase isso.

    - Tudo bem, não está mais aqui quem falou. - revirei os olhos e Ino continuou, enquanto olhava para a direita onde os três estavam. - O garoto loiro se chama Naruto Uzumaki. Ele é lindo, mas é um verdadeiro canalha. Ele é primo da garota ruiva, Karin Uzumaki. Eu detesto aquela garota, ela é tão cheia de soberba e mesquinha, sem contar naquele cabelo dela que é ridículo. - ela me olhou. - E o moreno é Sasuke Uchiha, lindo de morrer, mas nenhuma garota aqui é boa o suficiente para ele. E poucas tiveram a sorte de respirar o mesmo ar que aquele infeliz. Mas o que ele tem de lindo, ele tem de ignorante. Aquele cara é um cavalo!

    O jeito esnobe e pouco magoado de Ino me dizia que ela tinha levado um toco do tal Sasuke. E eu não tiro sua razão de odiá-lo até a morte, pois agora a pouco ele tinha sido extremamente grosseiro comigo.

    - Ai meu Deus!

    - O que foi? - perguntei, vendo Ino olhar para mim.

    - Sasuke está olhando para cá. - ela voltou a olhar disfarçadamente para ele. - Ele está olhando para você!

    Senti meu coração acelerar e usei meu cabelo que estava solto e um pouco no meu rosto para olhá-lo.

    Realmente ele estava olhando para mim. Seu rosto estava sério e sua mandíbula estava tensa. E novamente nossos olhares se encontraram. Mas de repente ele saiu rapidamente dali e sumiu para dentro do colégio.

    Eu podia escutar os chamados de seu amigo loiro, o tal do Naruto, que se levantava e ia atrás dele. A garota ruiva olhou para onde seus amigos tinham ido embora e seu olhar desviou, vindo certeiro até mim. Sua expressão era a mais entediada possível e eu fiquei meio sem jeito com o seu olhar. Mas antes que eu pudesse desviar meu olhar ela desviou o dela primeiro, voltando sua atenção para suas unhas.

    Voltei minha cabeça para frente, totalmente atordoada com que tinha acabado de acontecer. O que fora aquilo afinal? Por que aquele garoto saíra assim do nada, depois que eu o peguei no flagra me olhando descaradamente?

    Calma, Sakura! Não pense nada precipitadamente. Ele deve ter precisado sair para outro lugar. E é óbvio que ele não saiu dali por sua causa.

    Esses eram meus pensamentos diante daquela situação. A voz de Ino me fez sair de meus devaneios.

    - Eu em. - a olhei, e ela me olhou em seguida. - Estranho ele sair assim, você não acha?

    Ino também havia percebido que tinha alguma coisa errada com aquele garoto e que não era simplesmente uma cisma minha, mas eu resolvi deixar isso de lado. Eu nem conhecia aquele garoto.

    - Isso não é da nossa conta. - falei por fim.

    - Acho que você tem razão.

    Não demorou muito e o sinal do término do intervalo tocou. E assim nós duas saímos do pátio e entramos na escola. Minha próxima aula era matemática com o sr. Hatake na sala doze. Ino também não estava nessa aula, ela tinha Japonês, o que fez nos separamos no meio do caminho.

    Encontrei Tenten no corredor, ela sorriu para mim.

    - Oi.

    Tentei ser simpática também, já que meus novos amigos estavam sendo bem legais.

    - Olá, Tenten.

    - Indo para aula de quê? - ela perguntou, enquanto caminhávamos na mesma direção, naquele corredor cheio de alunos.

    - Matemática com o sr. Hatake.

    - Eu também. - ela ficou mais animada, passando um braço pelo meu ombro, como se fossemos amigas de infância.

    Diferente de Ino, era muito mais fácil conversar com Tenten. Não que ficar com Ino seja ruim, mas Tenten não era esnobe como Ino. E ela estava mais para a minha zona de amigos, parecido comigo do que Ino.

    Entramos na sala doze que estava cheia de alunos sentados em suas carteiras. O professor estava em sua cadeira, como todos os outros nas aulas anteriores. Percebi vários olhares em mim, mas eu olhava para o chão. Eu segurava a alça de minha mochila que estava em meu ombro direito, enquanto eu segurava o cartão de assinatura na outra mão.

    Tenten foi para seu lugar, e eu fui até o professor.

    Ele ergueu seu olhar para mim, enquanto sua sobrancelha arqueava levemente para cima. Ele era bem bonito e jovem para ser professor. Eu daria um vinte cinco anos para ele ou menos. Seus cabelos eram de uma coloração clara de um loiro embranquecido, espetados para cima num corte diferente. Seus olhos eram pretos e pequenos, e ele tinha uma pequena pinta preta perto de seu lábio esquerdo, o que o deixava bem sedutor.

    - Sakura Haruno. - ele não perguntou e sim afirmou, como se já soubesse quem eu era. - Estava esperando a sua presença em minha aula.

    Eu não disse nada, apenas entreguei o cartão para que ele assinasse. E ao contrário dos outros professores, quando ele acabou de me entregar o cartão ele se levantou, e me guiou para o meio da sala, lá na frente. Para o meu desespero.

    Eu não estava acreditando que ele iria me fazer se apresentar diante da sala inteira, com todos me olhando. Eu queria sair correndo para fora da sala, ou cavar um buraco no chão e me enterrar, só para não passar por aquela humilhação.

    Eu olhava para algum ponto no chão, enquanto segurava firme a alça de minha mochila, tentando disfarçar a minhas mãos soadas e trêmulas, sentindo meu coração bater forte. O sr. Hatake mandou todos ficarem quieto, e em segundos a sala estava silenciosa e ele continuou:

    - Turma, hoje teremos o prazer de ter uma colega nova, que a partir de hoje irá estudar conosco.

    - Gostosa!

    Senti minhas bochechas ficarem vermelhas quando escutei a voz de algum engraçadinho no fundo da sala dizer aquilo em voz alta, fazendo a sala toda rir, o que me deixou mais constrangida. Mas não ergui meu rosto para ver quem era.

    Odeio primeiros dias.

    - Mas respeito com sua colega, sr. Inuzuka. - o professor o repreendeu e depois olhou para mim. - Apresente-se, senhorita.

    Droga! Alguém me tire daqui!

    Apertei mais a alça da mochila quando finalmente tomei coragem e ergui meu rosto para cima, olhando pela primeira vez todos sentados em suas carteiras individuais, diferente das outras aulas que eram carteiras de dois lugares.

    - E-eu... eu me chamo Sakura Haruno. - gaguejei, minha voz saía baixa. Passei meu olhar por toda sala e meu coração falhou uma batida quando eu o vi.

    Sasuke estava sentado na carteira quase no fundo da sala, ao lado da parede, na direção da porta. Ele me olhava e sua expressão estava tensa, seu cenho estava franzido e sua boca numa linha reta.

    Alguém me enterre, por favor!

    Desviei meu olhar dele quando o professor chamou minha atenção para ele.

    - De onde você veio? Conte um pouco de você para seus colegas.

    Eu estava começando a odiar aquele professor. Por que ele não fazia que nem os outros professores, me mandando logo ir me sentar em meu lugar? Ele tinha que fazer isso comigo? Prolongar minha tortura psicológica, enquanto todos me olhavam como seu eu fosse um ET?. Quando Sasuke Uchiha me olhava fixamente como se fosse me devorar a qualquer momento?

    Força, Sakura. Você consegue. Não seja uma covarde.

    Mordi meu lábio rapidamente e voltei a falar com minha voz ainda um pouco trêmula.

    - Eu vim da Yagure High de Tóquio.

    - Está gostando de Konoha? - Kakashi perguntou ainda me olhando.

    Assenti com a cabeça, sentindo o nervosismo tomar conta de todo o meu corpo.

    - Seus planos para o futuro? O que pretende ser quando terminar o colegial.

    Meus olhos sem querer desviaram para Sasuke que ainda me fitava, mas ao contrário da última vez, ele estava com seu rosto sereno. Desviei meus olhos para Tenten que estava sentada no meio. Ela sorriu para mim, e aquilo de alguma forma me confortou.

    - Eu pretendo voltar para Tóquio. - comecei, e minha voz saiu mais firme. Eu ainda olhava para Tenten. - E cursar uma faculdade de medicina.

    - Medicina? Uma ótima escolha. - eu fitei Kakashi, ele me olhava, parecia satisfeito com a minha resposta. - Cinco anos trabalhosos, mas você me parece uma garota inteligente e sei que vai se sair bem. - ele sorriu para mim e voltou a olhar a turma. - Nós temos aqui uma futura médica. - ele voltou a me olhar. - Muito bem Sakura. Eu me chamo Kakashi Hatake, professor de matemática. Você pode se sentar naquela cadeira vazia ali.

    Meus olhos caminharam para onde ele apontava. E o destino parecia está querendo brincar comigo.

    Caminhei de cabeça baixa até a carteira da fileira ao lado da que Sasuke estava sentado, para ser preciso, uma carteira a frente da dele.

    Não ousei levantar meu olhar, principalmente para olhá-lo, mas eu sabia que ele me olhava e o escutei soltar um palavrão. Sentei-me no meu lugar e mantive meu olhar a aula toda para frente. Eu não ousava olhar para os lados, mas eu sentia minhas costas queimarem com o olhar dele.

    O professor explicava Sistemas Lineares, enquanto passava alguns exemplos no quadro. Eu tinha estudado aquele assunto bimestre passado na minha escola antiga de Tóquio, e sabia como fazer os exercícios.

    Cansada de ficar só na tensão, eu resolvi virar um pouquinho minha cabeça para trás. E novamente eu usava meu cabelo para disfarçar. E assustei-me pegando Sasuke me olhando descaradamente. Ele nem disfarçava, me pegando de surpresa e me fazendo olhar para frente de supetão com meu coração mais acelerado.

    Pelo pouco que eu consegui capitar naquele segundo, eu percebi que ele estava com a respiração acelerada e sua mandíbula tensa, enquanto seus lábios estavam franzidos. O meio de sua testa estava se formando um V entre as sobrancelhas. Mas o que me deixou desconcertada de verdade, era o seu olhar faminto e predador.

    E assim se passou o tempo de matemática, totalmente intenso, e quando o sinal tocou pelo término da aula, Sasuke se levantou rapidamente e caminhou em direção à porta em passos rápidos, esbarrando nos alunos que estavam se levantando de suas carteiras.

    E naquele momento, só uma coisa se passava pela minha cabeça: àquele garoto só podia ter alguma coisa contra mim. Aquele era o único motivo que ele tinha para poder sair assim como se eu tivesse infectado todos com algum tipo de praga.

    Ajuntei minhas coisas e as joguei na mochila, me levantando em seguida e caminhando para fora da sala, vendo que Tenten me esperava.

    Eu estava me sentindo confusa e totalmente irritada, mas eu pensava comigo mesma que aquele garoto não tinha os parafusos no lugar. Que eu nem o conhecia, e era melhor deixar para lá.

    Depois de mais três aulas, tinha chegado a hora de ir embora. Aquele foi o momento mais feliz para mim, depois desse dia tenso e cheio de surpresas e constrangimento.

    Caminhei para fora da escola, entrando no pátio aberto. Não vi mais a Ino e nem a Tenten e nem o Gaara, o garoto ruivo, e muito menos vi Sasuke.

    Caminhei pelo estacionamento onde vi o Jeep de Tsunade estacionado, como ela me dissera que estaria quando eu saísse da aula. Abri a porta e me sentei no banco do carona e fui arrebatada com um sorriso animado de vovó.

    - Como foi à aula, querida? - ela perguntou, enquanto dava a ré e saía do estacionamento.

    - Bem.

    - Fez amigos? - ela quis saber.

    - Sim.

    Ela me olhou de lado com a sobrancelha arqueada.

    - Você não parece muito animada.

    Suspirei, enquanto olhava a paisagem que agora estava sendo tomada pelos pequenos pingos de chuva. Eu estava cansada tanto fisicamente como psicologicamente, e não estava a fim de compartilhar isso com ninguém.

    - Só estou cansada, e com fome. - tentei atrair a conversa para o ramo alimentício, o que deu certo, pois Tsunade começou a falar uma sequência de pratos deliciosos que serviam no restaurante aonde nós íamos.

    Eu juro que tentei prestar atenção na conversa animada de Tsunade, mas minha mente estava tão longe que entrei automaticamente em meu modo automático, pois meus pensamentos estavam todos nele. Em Sasuke Uchiha, e o seu jeito esquisito.


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