Os Cinco Selos

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    Capítulos:

    Capítulo 172

    Colisão

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoooo!

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    Olhando agora, mais "experiente", percebo que seria impossível eu não pegar pelo menos 1k, levando em consideração o tanto de site que posto e a quantidade de capítulo.

    Sim, tenho bastante views assim porque tenho capítulos para cacete. Mas eu penso que, o mais difícil do que fazer as pessoas começarem a ler sua história, é fazer elas lerem até o fim. E espero conseguir

    Muito obrigado a você, que chegou até aqui

    Enquanto os Selos cuidavam dos dragões, Miana e Deckard ficaram responsáveis por derrotar os demônios que não fugiram depois da chegada das criaturas aladas. Depois de massacrarem muitos demônios, os gêmeos estavam maculados com o sangue, tingindo seus corpos com o escarlate. Estavam cansados e ofegantes.

     Estranhamente, os demônios começaram a ignorá-los e a fugir. Olhando em direção aos Selos, os dois viram o dragão de ferro soltar seu rugido metálico. Eles observaram aquele poder avassalador com os olhos arregaladas. Como se não bastasse, também viram o dragão de raios disparar seus cintilantes raios.

    Miana e Deckard se entreolharam.

    — O que a gente veio fazer aqui? — disseram em uníssono.

    Eles continuaram a assistir a luta dos Selos contra os dragões e Bahamut. De dentro do manto, Deckard retirou um cigarro e colocou entre os lábios. Ele pegou a mão de Miana com o polegar em riste e as chamas azuis que emanaram acendeu o cigarro.

    — Caralho... — E a fumaça escapou pela boca e narinas.

    — Me dê isso aqui. — Miana tomou o cigarro de Deck e tragou, começando a tossir a seguir. — Isso é horrível!

    Deckard começou a cutucar a irmã.

    — O quê?!

    — Olhe — Deck apontou para cima.

    Miana deixou o cigarro escapar dos dedos ao ver o dragão roxo e o prateado caindo do céu em direção aos outros dois.

    — Puta merda!

    Quando os dois dragões chegaram ao chão, houve o alto estrondo. Com o impacto, a cortina de poeira surgiu, e o vento originado fora tão forte que os demônios saíram voando, fragmentos do solo em meio a terra e os gêmeos só não foram juntos pois Mia cravou a adaga no chão e segurou Deckard.

    A cortina de poeira foi dissipada com o bater de asas do Máquina Mortífera. Ele tentava sufocar Deathion, mas o grande dragão resistia fortemente. De cima de seu dragão prateado, Aiken notou que o dragão ferro tinha um rasgo na parte inferior do corpo.

    — O dragão cinzento! — ele vociferou.

    Compreendendo os pensamentos de seu criador, Máquina Mortífera saltou de Deathion até o dragão de ferro, cravando suas garras no ferimento e abrindo-o. O sangue esguichou, tingindo as escamas prateadas de vermelho. Máquina Mortífera enfiou sua pata e arrancou entranhas do dragão de ferro, que berrou de dor enquanto sua vida esvaia.

    Livre, Deathion se ergueu do chão e investiu com a boca aberta, visando dilacerar o pescoço de Máquina Mortífera. Antes que isso acontecesse, Fúria surgiu no ar e golpeou o dragão roxo com seus braços esquerdos, desviando o bote.

    — Personificação da Peste.

    E a escuridão tomou conta. Aparecendo em meia a trevas como uma luz, Pietra surgiu com seu nimbo verde nas costas. Da palma de suas mãos, surgiram correntes magicas que entrelaçaram nos dois dragões restantes. Ela puxou as correntes, apertando os dragões e dificultando os movimentos; as chamas verdes passaram para as correntes, que chegou as criaturas aladas, queimando-os e sugando suas respectivas energias vitais.

    Aiken saltou da cabeça do Máquina Mortífera. Caindo em direção ao dragão de raios, o Selo embainhou a katana roxa e sacou suas katanas negras. Quando ficou próximo ao pescoço do dragão, ele girou envolvendo seu corpo em chamas prateadas. O corte, que deveria decepar, apenas rasgou profundamente o pescoço do dragão, pois Aiken estava enfraquecido, mas fora profundo o suficiente para a criatura tombar e continuar no chão, sangrando até a morte.

    Pietra olhou para o lado, e viu Bahamut muito perto. O rei dos demônios concentrou a energia em seu braço direito, deixando-o roxo, e acertou ela no estômago, jogando-a violentamente, deixando um rastro de energia pelo ar.

    — Essa sua presunção um dia irá te matar, senhorita — avisou o deus.

    Mikaela surgiu na frente de Bahamut, onde cinco círculos mágicos vermelhos os separavam. Os círculos mágicos explodiram, arremessando Bahamut para o lado oposto que Pietra havia sido jogada.

    As correntes que prendiam Deathion se afrouxaram. O grande dragão moveu seus membros e segurou um ataque do Máquina Mortífera. Ele concentrou suas energias na boca e soltou. O feixe de energia roxa subiu em direção ao céu, a cabeça do dragão prateado estava no caminho, então fora obliterada pelo poder desolador. Antes mesmo que o robusto corpo do Máquina Mortífera tombasse, desmanchou-se em chamas prateadas.

    Pietra rolou pelo chão até conseguir se firmar. Com um dos joelhos tocando o chão, ela observou sua barriga. A marca do punho do Bahamut havia ficado lá, emanando roxo. A dor que ela sentia era intensa e nauseante, obrigando-a vomitar sangue. Ela tentou repassar o ferimento para o dragão, mas não conseguia. "Muito poderoso", pensou, "ele realmente quis tirar-me da luta". Entretanto Pietra continuava com sua Personificação em ação.

    O brilho roxo tomou conta da escuridão.

    Ela seguiu a luz, e viu o momento que Máquina Mortífera perdeu a cabeça e desmanchou-se em chamas prateadas.

    — Filho da puta!

    Mesmo sentindo dores terríveis que a debilitavam, Peste fez a correntes intercalarem com as palmas de sua mão novamente, puxando-as e selando o grande dragão novamente, fazendo suas chamas verdes arderem e beberem a energia vital. "Sejam rápidos, rapazes."

    Kleist rompeu em meio a escuridão. O nimbo amarelo sobre suas costas cintilava. Linhas azuis que brilhavam intensamente gravaram-se em sua armadura negra. Sua espada, antes um brilho amarelo, tomou a forma sólida de um aço que emanava um azul vivo, que ondulava junto com as chamas amarelas.

    O Selo da Guerra cortou o ar com a espada, e a rajada de chamas amarelas abriu um rasgo em Deathion. Kleist caiu em cima do dragão e cravou a lâmina na ferida. As chamas amarelas começaram a arder no interior de Deathion, e as lâminas começaram a surgir das chamas, rasgando-o por dentro. O dragão se chacoalhava para tentar se livrar das correntes, e, por Pietra estar fraca, estava conseguindo.

    Notando isso, Aiken surgiu ao lado de Kleist e fez suas chamas prateadas queimarem na ferida, provocando maior peso sobre o dragão, diminuindo sua movimentação.

    As chamas verdes sugavam a energia vital do Deathion, deixando-o fraco. As chamas prateadas deixavam o dragão ainda mais pesado, dando ao seu corpo maior peso do que o habitual. As chamas amarelas ardiam e faziam espadas que rasgavam o interior da criatura alada, criando hemorragias internas, rasgando e rasgando cada vez mais, até enfim começarem a penetrar no coração. Deathion soltou o último rugido acompanhado pelo mar de sangue que brotou em sua boca, e sua vida esvaiu em seguida.

    Bahamut rolou pelo chão por causa do impacto resultado dos círculos explosivos, mas, ao conseguir ficar de pé, deu para notar que não havia sofrido nenhum arranhão. Mikaela voou calmamente até uma distância próxima ao rei dos demônios, que a fintou com desdém.

    — Consigo sentir os dois pequenos demoniozinhos em seu ventre. — Um sorriso malicioso se esboçou em Bahamut. — Será que todas Lilith’s estão fadadas a foder com o Morte?

    — Talvez eu tenha um fraco por seres que tenha cabelos brancos, olhos azuis e uma enorme vontade de encrustar uma foice em seu coração. — Ela deu de ombros. — Não resisto.

    Bahamut olhou para cima e viu Dante caindo em sua direção. Indo além, viu seu dragão sendo derrotado pelo Selos, e a escuridão se definhar, deixando o sol iluminar o cenário destruído. Ele tentou se mover, mas não conseguiu. Suas pernas estavam travadas. Ao voltar seu olhar para Mikaela, viu que ela sorria sadicamente e que apontava para baixo. Bahamut notou a sombra de Lilith entrelaçando-se com a dele.

    — Magia dos Mephistos: cadeia de sombras — ela conjurou.

    Com sua sombra presa com a de Mikaela, Bahamut não teve opção a não ser preparar-se para o impacto de Dante. O selo da Fúria se chocou contra o rei dos demônios, ocasionando em uma mistura de explosão de energia roxa, vapor quente e ventania. O solo sob eles afundou. Bahamut segurou os punhos direitos de Dante com seus braços envolto em energia roxa. Fúria forçou ainda mais seus braços, então o peitoral da armadura que protegia o rei dos demônios estilhaçou feito vidro. Esboçando esforço, Bahamut continuou segurando os braços do Selo, injetando sua energia. Dante sentiu seus braços gelando, prestes a ser desintegrado, então se afastou do inimigo.

    Dante levou sua mão ao coração, e o sangue, que borbulhava, jorrou de sua boca. Sua pele escamada e os braços se desfizeram como fumaça, e ele caiu de joelhos no chão em sua forma Nephilim.

    Quando sua Personificação de Dante é ativada, as chamas absorvidas fazem o sangue dele ferver. Com o sangue circulando mais rápido pelo corpo, seu coração é obrigado a aumentar o ritmo também — o coração de um humano explodiria —, mas o Dante suporta até um limite de tempo, que fora atingido.

    Bahamut, ainda preso pela sombra, olhou confusamente para o Selo.

    E as nuvens cobriram o sol.

    As sombras fugiram.

    Mikaela praguejou mentalmente ao ver o rei dos demônios dar um passo à frente.

    Com seu braço direito envolto em energia, Bahamut avançou em direção ao Selo caído no chão. O brilho roxo tomou a forma de uma espada de gume duplo, e Bahamut mudou o curso do ataque para o lado, fazendo a lâmina translucida brandir contra a lâmina da espada do Kleist.

    O brilho amarelo e roxo explodiu.

    Kleist continuou colocando mais e mais pressão sobre sua lâmina, na mesma medida que Bahamut começava a deslizar para trás. Fazendo suas chamas surgirem ainda mais, Guerra moveu seu braço para cima, obrigando Bahamut fazer o mesmo e abrir sua guarda; e acertou-o com um soco na barriga, arremessando o rei para longe, deixando o rastro das chamas para trás.

    Com a divindade longe, Kleist se aproximou de Dante e acertou-o com um chute, atirando-o para longe dali.

    Dante parou perto de onde Pietra e Aiken estavam, ambos na sua forma nephilim. Pietra estava com uma cara horrível, devido a dor que ela continuava a sentir na barriga por causa do soco. Aiken estava completamente ofegante, devido ao custo que foi por ele ter invocado Máquina Mortífera e por mantê-lo, esgotando em muito sua força.

    Quando Pietra fez que ia avançar, Aiken a segurou pelo braço.

    — Nem pense nisso, Pietra — avisou Aiken.

    — Eu não vou deixar apenas os dois lutando contra ele!

    — Devo lembrá-la que nós cinco tomamos uma surra do Bahamut há anos. E nós não estávamos sem forças ou com um ferimento grave. Não no início. — Pietra foi protestar, mas Aiken a silenciou erguendo o dedo. — A minha e a sua Personificação não é para combates tão diretos e intensos. Já a do Dante, Kleist e a do capitão, sim. Dois destes não irão lutar, o que resta são Kleist e Mikaela. Seja paciente, se não só vai atrapalhar.

    — Devo ficar só olhando?!

    — Sim.

    Os olhos verdes indignados fintaram os olhos prateados sérios. Ela sabia muito bem que, quando sério, Aiken não utilizava uma gíria se quer. Com a cabeça, Pietra assentiu.

    Mikaela se aproximou de Kleist.

    — Vamos atacar juntos — ela disse.

    — Não. Você, recua.

    — O quê? Por quê?!

    — Como assim “Por quê”? — Kleist a olhou. — Você está grávida, Mikaela. Nem deveria estar aqui. Sua vida já não só mais sua. Não deixarei você por ainda mais em risco a vida de Deckard e Miana.

    Ela poderia discutir, mas sabia que aquilo era bem verdade, então recuou como indicado.

    Bahamut olhou ao redor e notou que seus demônios haviam fugido. Todos. Ele coçou a barba depois de um suspiro.

    — Ah, talvez eu deva fazer algo em relação ao medo deles... Um bando de inúteis, de fato.

    Continua <3 :p

    Curiosidades:

    Cadeia de Sombras:  uma magia retirada de um dos livros dos Mephistos. Ela é uma magia que cria muitas oportunidades para atacar o adversário, mas também para ser atacado.

    O funcionamento desta magia consiste em controlar sua própria sombra para prender a do adversário. Seu inimigo não conseguirá se mover até a sombra dele estiver livre. Assim como você também não se moverá até soltar a sombra do inimigo.


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