Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 171

    Desordem

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooooo,

    Vos apresento um dos maiores desafios de escrita encontrado por mim até então. Se você lembra do último capítulo, já sabe que serão quatro lutas acontecendo no mesmo local simultaneamente, então com certeza eu preciso que elas se alternem entre si e que se misturem...

    Enfim,

    Boa leitura ^^

    O maior e mais forte dos dragões criado por Bahamut, Deathion, rolou pelo chão e logo se pós de pé, e encarou seu adversário, o dragão prateado criado por Aiken, Máquina Mortífera. Por Aiken ter criado seu dragão tendo base o dragão no qual lutou contra, Máquina Mortífera era menos corpulento que Deathion, mas isso não significa que ele era menos avassalador.

    Fazendo sua boca inflar, Deathion disparou uma esfera maciça de energia roxa. Erguendo-se sobre suas pernas traseiras, Máquina Mortífera segurou a massa de energia concentrada com suas grandes patas dianteiras, seu corpo fora arrastado alguns metros, entretanto ele conseguiu manter o poder instável. Para não sair voando, Aiken segurou-se nos pelos que brotavam no topo da cabeça de seu dragão. O Selo, por ter invocado Máquina Mortífera e mantê-lo ativo, sentia-se fraco e não conseguia recuperar suas forças.

     — Máquina, atire suas chamas para confrontar essa energia! — vociferou Aiken.

    O dragão chiou furiosamente em resposta.

    — Ah, claro, esqueci que não tive tempo para descobrir como fazer você atirar chamas! — O Selo fez suas chamas prateadas envolverem seu corpo e começou a compartilha-las para o dragão. — Força bruta, então!

    Sentindo a força de seu criador coadunado com a própria, Máquina Mortífera forçou seus membros dianteiros a mover aquela esfera maciça de energia. Fazendo o solo sob ele fragmentar por tamanha força, o dragão prateado atirou aquela concentração de energia ao para o lado oposto do campo de batalha, destruindo o cenário por onde passava, até explodir em um brilho roxo.

    Utilizando suas asas como propulsão, Deathion atirou-se em direção ao dragão inimigo. Para bloquear a investida, Máquina Mortífera abaixou rapidamente e chocou sua cabeça contra a cabeça do dragão roxo. Não aguentando os repentinos solavancos, os pelos soltaram-se dos dedos do Aiken, e ele saiu rolando pelo pescoço do dragão indo em direção as costas. Deathion cravou suas garras das patas dianteiras no corpo do dragão prateado, que rugiu de dor; e com sua grande força, ergueu-o e começou a subir ao céu.

    Aiken segurou-se na carapaça localizada no fim do pescoço de seu dragão para não cair daquela altura. Olhando para baixo, viu que as garras do dragão roxo haviam penetrado no corpo do Máquina Mortífera, fazendo o sangue fluir. Imediatamente o Selo soube que aquilo estava subjugando seu dragão. Então, ele soltou-se da carapaça e caiu. Repousando a mão sobre o punho de sua katana roxa embainha, Lua, Aiken fez suas chamas prateadas concentra-se entra a espada e a mão. Aproximando-se das garras, o Selo da Fome sacou sua katana roxa e, junto com o brilho prateado, um profundo rasgo abriu-se no membro do dragão. "Isso seria o suficiente para decepá-lo, a carapaça que protege ele é bem rígida", pensou Aiken.

    Máquina Mortífera imediatamente sentiu a força das garras de seu inimigo diminuir. Abrindo suas pernas dianteiras, ele conseguiu afastas as garras do dragão roxo de si, e logo em seguida golpeou com a direita, rasgando seu inimigo do pescoço ao torso. Como resposta, Deathion golpeou com sua cauda cravejada de cristais como um chicote, estalando na face do Máquina Mortífera abrindo um rasgo e inutilizando seu olho esquerdo. Insaciado, Deathion investiu seguidamente e cravou seus enormes dentes no pescoço do dragão prateado.

    Sob os berros de dor do Máquina Mortífera, Aiken fez suas chamas deixar seu corpo leve e subiu rapidamente aos saltos. Ele ergueu a katana roxa em seu punho direito, deixou seu braço mais pesado, e abaixou. As chamas prateadas foras disparadas em forma de corte, rasgando a mandíbula superior do Deathion.

    Quando o dragão do Bahamut largou Máquina Mortífera, o Selo aumento o peso das chamas na mandíbula dele, obrigando-o a pender a cabeça para o lado. Ignorando a intensa dor e o sangramento, Máquina Mortífera fincou suas garras no dragão inimigo e começou a levá-lo em direção ao chão.

    Abaixo dos céus e acima do solo, Pietra corria em direção ao dragão de ferro. Mikaela criou pequenas plataformas translucidas de coloração roxa no ar, e Pietra começou a escalá-las dando saltos de uma para a outra. Na última plataforma, Peste deu seu maior salto e começou a cair.

    — Despertar: Deusa da Peste.

    As chamas verdes explodiram e a Deusa da Peste rompeu em meio a elas. Pietra estava praticamente em pele e osso, vestia trapos, algemas com as correntes rompidas fechavam-se em seus pulsos e tornozelos; e uma faixa de ferro fechava-se em sua cabeça na altura dos olhos verdes-cintilantes.

    Caindo em direção ao dragão, ela golpeou com seu machado envolto em chamas verdes na parte superior da cabeça. O dragão de ferro bateu a cabeça contra o solo por causa da força do impacto, porém, graças a sua pele de ferro, a lâmina do machado não o penetrou e o impacto contra o solo não lhe trouxe danos. Pietra viu a cauda pontiaguda como uma lâmina vindo em sua direção, e por estar no ar não tinha como desviar. O corpo dela ficou protegido por uma fina película magica imposta por Mikaela. Quando atingida, a película absorveu todo o impacto estilhaçando como vidro, e Peste fora projetada violentamente contra o chão.

    O dragão de ferro levantou sua grande cabeça e fintou o Selo ao chão. Sua boca inflou e ele disparou um furação acinzentado, denso e cheio de estilhaços pontiagudos de ferro. Os demônios em seu caminho começaram a ser imediatamente desmembrados.

    Não estando muito distante, mas fora de alcance do bafo, Mikaela moveu sua mão direita e fez uma barreira mágica surgir em frente a sua companheira, protegendo-a efetivamente daquele poder desolador. Ela fora praticamente engolida pela explosão de chamas amarelas perto dela. Seguindo com o olhar em direção as chamas, Lilith viu Kleist em seu despertar correndo em direção ao dragão de raios.

    O Deus da Guerra estava equipado com sua imponente armadura negra adornada com linhas amarelas. Em sua mão, estava sua espada de luz amarela, ainda mais intensa do que suas próprias chamas. Seus olhos, por debaixo do elmo com chifres, brilhavam intensamente.

    Vendo o Selo vindo em sua direção, o dragão de raios começou a acumular seu poder na boca. Mikaela percebeu isso e reparou que Kleist continuava avançando. "Eles acham que é fácil ficar dando suporte?!", praguejou mentalmente ela, enquanto a pele de seu corpo ficava vermelha com manchas negras, seus chifres cresciam e seus olhos tornavam-se negros. Quando o dragão disparou a rajada intensa de raios, Mikaela projetou a barreira para proteger o Selo.

    Quando os dois dragões pararam de disparar seus poderes, Mikaela desfez as barreiras. Ela se teletransportou até Kleist, tocou em sua armadura, e se teletransportou junto com ele para acima do dragão de raios.

    Kleist caiu em queda livre em direção ao dragão. Segurando a espada com a duas mãos e com a ponta da lâmina voltada para baixo, ele fez suas chamas amarelas concentrarem-se por sua arma e cravou nas costas da criatura alada. Quando várias lâminas começaram a brotar de dentro para fora de seu corpo, o dragão rugiu de dor. Em resposta, raios estalaram por todo seu corpo, acertando o Selo certeiramente. Guerra sentia fortes dores, mas mesmo assim não gritou de dor.

    O Selo da Redenção sobrevoou perto do dragão de raios indo em direção a face. Vários círculos pequenos mágicos surgiram em suas costas. "Ragnarok", pensou. Dos círculos, começaram a surgir diversos tipos de armas pontiagudas e afiadas, e todas eles foram em direção ao dragão, penetrando em sua pele escamada dourada. Mikaela ficou de frente para a face da criatura alada, e as lâmina se encrustaram no rosto e no olho direito. O dragão de raios fez que ia concentrar seus raios na boca, mas Lilith o antecipou e fez um círculo magico explodir na cara dele.

    No momento que os raios pararam de atingi-lo diretamente, Kleist forçou seu corpo para não tombar para frente. Ainda sentia a eletricidade percorrendo seu corpo, escutava os intensos zunidos, dores e sua cabeça latejava demasiado, dando a sensação que explodiria.

    “O dragão pretende voar”, avisou Odin em um sussurro quando a criatura do Bahamut ergueu a abaixou as asas lentamente.

    Kleist abriu os olhos, porém nada conseguiu ver. Sua visão estava levemente escurecida e completamente embaçada. "Não consigo ver", pensava, "diga-me onde está a asa".

    “Concentre suas chamas em mim e dê um salto para trás”

    O Selo concentrou suas chamas na espada e deu um salto para trás.

    “Agora vire setenta graus a esquerda e golpeie”

    As chamas amarelas irromperam com mais intensidade ainda e, com movimento de cima para baixo, Kleist golpeou. O corte revestido pelas chamas viajou no ar até brandir contra a asa esquerda do dragão e decepá-la, que recaiu ao chão formando uma grande poça de sangue.

    Subitamente, o dragão de raios empinou sobre suas patas traseiras, e Kleist começou a cair. A criatura alada girou e acertou o Selo com sua pata dianteira esquerda, atirando-o violentamente no ar, enquanto acertou Mikaela em cheio com o rabo, jogando-a no chão.

    Bahamut e Dante entreolhavam-se serenamente. O Selo da Fúria ergueu ambos braços direitos, que começaram a ficar tão incandescentes e denso como lava. Em um piscar de olhos, Dante já estava próximo do rei dos demônios e golpeou com seus dois braços. O vapor quente espalhou-se, e Bahamut saiu em meio a ele deslizando seus pés no chão; seu braço esquerdo, que recebeu o impacto, estava erguido e exalava vapor — sua manopla não havia quebrado com o impacto.

    — Nada mau. — Bahamut chacoalhou o braço. — Minha vez.

    A energia roxa-escura envolveu o braço esquerdo do Bahamut e, tão rápido quanto o Selo, avançou e golpeou com um forte soco. Dante segurou o punho em meio a explosão de energia roxa do rei com apenas sua mão superior direita. Os braços esquerdos do Selo incandesceram, o vapor exalou, e acertou com os dois braços de baixo para cima o torso do Bahamut, arremessando-o ao céu. Fúria flexionou os joelhos, suas pernas ficaram rubras, então atirou-se para cima. Ele girou no ar e, quando passou por Bahamut, acertou-lhe um chute, e o Senhor Sombrio voltou ao chão, impactando suas costas contra o solo, levantando poeira e fragmentos de rocha.

    — Mais forte do que eu pensava — admitiu Bahamut em um múrmuro.

    Sobre sua palma direita, surgiu uma esfera maciça de energia roxa, que fora disparada contra o Selo. Ao ver aquele poder roxo subia em sua direção, Dante fez seus quatro braços abrasaram-se e confrontou-o. Sob aquela pressão, o Selo começou a ser empurrado para cima. Seus braços começaram a ficar doloridos, enquanto ele aumentava a intensidade de sua força neles. Estranhamente, começou a sentir seus braços serem tomados por uma algidez. "Meus braços vão se desintegrar", pensou. Rugindo de tanta força, Fúria dissipou a esfera de energia abrindo seus braços, que cintilou ao seu redor. Seguidamente, Dante viu a palma de uma mão a centímetros de seu rosto.

    Bahamut segurou a cabeça do Selo com a mão e arremessou-o em direção ao chão. Novamente sobre sua palma direita, a esfera de energia surgiu, um pouco maior e mais densa. Obviamente, ele atirou em direção ao chão.

    Dante brandiu seu corpo contra o solo, e a esfera de energia seguidamente o atingiu. Houve a explosão de energia roxa e a intensa ventania proveniente do impacto. Uma gama de demônios fora morta com o impacto.

    Calmamente, Bahamut desceu e ficou flutuando a poucos centímetros do solo.

    — Essa “armadura” que reveste seu corpo é tão dura quanto as dos meus dragões — observou Bahamut.

    Em meio a fumaça negra, o Deus da Fúria estava de pé. Sua pele negra e escamada com fissuras incandescentes estava com finos tons escarlate do seu sangue, que logo fora evaporado com o calor.

    — Digo o mesmo de sua armadura — replicou Dante.

    — Ah, você notou?! — Bahamut deu dois tapas em sua couraça. — Forjado com um toque de meu poder.

    O silêncio entre os dois retomou, e, conforme o poder deles iam crescendo gradativamente, o solo começava a tremer.

    Dante olhou de soslaio para o lado e viu o dragão de ferro correndo em direção a Pietra, que estava no chão recuperando-se de um ataque.

    — Tsc.

    Fúria correu o mais rápido que pode para o lado, atropelando qualquer demônio azarado que estivesse em seu caminho. Ele saltou e viajou no ar até atingir em cheio a cabeça do dragão de ferro que investia contra Peste. Com o impacto, a criatura chocou a cabeça contra o chão e o resto de seu enorme corpo empinou, fazendo-o cair de barriga para cima.

    Pietra apareceu no ar. Suas chamas verdes ardiam envolta de seu corpo, repassando para seu pesado machado vermelho que rodopiava em sua mão. Ela o atirou, e o machado rodou e rodou, até atingir o peito do dragão, penetrando apenas o suficiente para continuar fincado. A Deusa da Peste caiu em cima de seu machado, fazendo a lâmina aprofundar na rígida escama até a carne. Em seguida, ela segurou a haste e saiu rasgado o corpo da criatura. O dragão rugiu de dor ao sentir seu corpo sendo talhado e as chamas queimando-o e sugando sua energia vital.

    O dragão de raios investiu contra o Selo da Redenção. Mikaela rapidamente ergueu suas mãos, pequenos círculos mágicos verdes surgiram sobre suas palmas, e tocou no solo. Espessas raízes brotaram do chão, entrelaçando-se nas pernas da criatura alada, fazendo-o sair rolando. Fazendo os círculos verdes tornarem-se marrons, Mikaela ergueu os braços, e um grande pedaço de rocha emergiu do chão, atingindo o dragão e erguendo-o o suficiente para não passar rolando sobre ela.

    Pietra, ao sentir tremores, parou por um instante e olhou para lado, arregalando os olhos ao ver o dragão de raios vindo em sua direção descontroladamente. Desesperada, ela descravou o machado e usou suas chamas para se propulsionar para o mais longe que conseguisse.

    Os dois dragões chocaram-se e depois debateram-se até conseguir ficarem de pé.

    Uma enorme sombra os engoliu.

    Quando olharam para cima, viram os dragões Deathion e Máquina Mortífera caindo em sua direção.

    Continua <3 :p

    Curiosidades:

    Bahamut (eu só notei agora que nunca tinha feito uma curiosidade dele): filho de Deus, onde seu real nome há muito já se perdera, Jesus. Também é conhecido por entre os humanos como Rei dos demônios e Senhor Sombrio, mas ele está mais para um Deus da Destruição.

    Poder: seu poder é basicamente algo massivo, sem forma. Ele consegue manipulá-lo apenas para criar suas espadas de energia e as esferas. Além disso, claro, Bahamut consegue corromper almas dos humanos, criações de seu Pai, e transformá-lo em seus demônios horrendos de coração vil. Bahamut não consegue criar mais coisas e nem algo belo por sua mente e coração serem obscuros, e nada de bom nunca criará enquanto as sombras persistirem dentro de si.

    Idade: ???

    Altura: 1,95 metros.

    Aparência: cabelos longos, lisos e castanho-escuro. Seus olhos, por outro lado, são castanho-claro. Uma espessa barba castanha cobre seu rosto jovial e belo. Seu corpo não é tão musculoso quanto o de Dante, mas está acima do que seria mediano, e dentem ombros largos.

    Características: orgulhoso, arrogante, egoísta, vil e cruel. Nada de bom vem dele, acredite. A única benevolência que encontrará é ele te matar sem corromper sua alma. Ele sente um enorme desprezo pelo seu Pai e por tudo criado por Ele. Utiliza esta desculpa de querer o mundo a seu próprio ver simplesmente para devastar tudo o que vê.

    Você já deve ter se perguntado por que Bahamut é assim, certo? O motivo é bem simples e lógico, veja:

    Seu Pai, Deus, é um Ser extremamente poderoso, porém de coração bom, gentil e que consegue criar muitas coisas. Quando Bahamut foi gerado, porém, houve o equilíbrio na balança, assim nasceu um ser extremamente poderoso, porém de coração ruim, rancoroso e que consegue destruir muitas coisas.

    Gosta: vinho.

    Odeia: seu Pai.


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