Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 167

    Senhor do Medo

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooo,

    Como cês tão?

    Já viram (des)encaranto? É uma animação para adultos engraçada pra caralho

    Eu adoro desenhos assim, principalmente South Park e Bojack Horseman, e tem Final Space também. Todos muito bom.

    "E o que isso tem a ver com o capítulo de hoje, Tio?" Bem, nada, você só está perdendo tempo mesmo

    Boa leitura ^^

    Edward explodiu a porta de pedra do castelo com um chute. Porém, diferente do esperado, o que estava em sua frente era o deserto. A areia roçou em sua pele; o céu azul com o sol brilhava sobre ele. Olhou para trás, mas tudo havia transformando-se em areia, como se ele tivesse sido transportado. Voltando sua visão para direção inicial, notou que haviam sete corpos estirados na areia, muito feridos e ensanguentados. Não demorou a notar que os corpos eram Kleist, Pietra, Aiken, Dante, Mikaela, Deckard e Miana. Mikaela, parecendo ser a única ainda com vida, começou a arrastar-se pela areia e esticou seu braço trêmulo e magro em direção a ele. Edward a fintou com um olhar frio, sua foice girou e cravou-se na cabeça dela.

    Todo aquele cenário começou a definhar como se fosse fumaça. Em seu lugar, deu-se o interior o do castelo: era enorme com diversas espessas pilastras espalhadas, sendo mal iluminada por cristais. O átrio encontrava-se completamente vazio, com a exceção do trono de pedra alavancado em seu fim. No trono, encontrava-se o Senhor do Medo. Era uma caveira trajada de armadura completa negra e vermelha. O topo de sua cabeça esquelética, porém, tinham ossos pontiagudos, assemelhando-se a uma coroa. Em um canto mais ao lado, estavam os Selos. Raízes entrelaçavam-se em seus corpos para alimentarem-se de seus medos, cobrindo-os praticamente por completo.

    — Sujeito interessante — observou o Senhor do Medo. — Mesmo diante de seu maior medo, continuou impetuoso e foi capaz de matar sua amada.

    — Uma fraca ilusão não me enganará. — Edward o fintou com seus olhos frios. — Nunca mais ouse invadir minha mente.

    — Humpf. Excessivamente arrogante. — O Senhor do Medo ajeitou-se em seu trono e inclinou-se para frente. — Eu sou Ran’grorn, o Senhor deste Reino. Você não decide nada por aqui. Diga-me o que você quer.

    — Rã o quê? — Edward fez uma careta.

    — Grorn. Ran’grorn.

    — Reingror?

    — Não. Ran’grorn.

    “Acho que é Raingror”, sussurrou Liz na mente de Ed.

    — Certo, Raingror, você-

    — Não. É Ran’grorn!

    “Talvez seja Reingronir”, sussurrou Sombra.

    — Reingronir...?

    — Não!

    — Posso te chamar de Ran?!

    — Que seja.

    — Certo, Ran — cuspiu Ed —, você tem quatro coisas que me pertence. — Apontou com a cabeça para os Selos. — Quero meus subordinados de volta.

    — Temo que isso não será possível. Graças ao medo destes seres meu reino foi possível prosperar tanto. — Ran’grorn levantou-se, tinha mais de dois metros de altura; pegou uma grande e pesada clava que se encontrava repousada ao lado do trono e ergueu-a. — Tendo em vista sua arrogância, creio que não será possível sua saída por meio pacifico. Terei que tirá-lo daqui a força, correto?

    — Naturalmente. — As asas de energia negra manifestaram-se nas costas de Edward e as chamas azuis envolveu harmonicamente seu corpo.

    Ran’grorn saltou em direção ao Selo e golpeou com a pesada clava. Edward moveu sua foice e brandiu contra clava, e suas chamas azuis tornaram-se mais intensas. A pressão do impacto das armas fora demasiada, causando tremor no castelo. Ran’grorn continuava aumentando a força, enquanto Edward mantinha-se firme. As armas estavam inertes.

    — Você é muito forte para alguém de sua estatura — disse o Senhor do Medo.

    Edward abriu um sorriso sádico.

    — E você é muito fraco para a sua — replicou.

    As chamas azuis espalharam-se pela sala, o capitão dos Selos forçou sua foice e conseguiu empurrar a pesada clava para cima. Rapidamente, Edward voou para trás do Senhor do Medo e atingiu-o com um forte chute, jogando-o para frente. Ran’grorn parou e girou seu corpo, atingindo em cheio o Selo, que saiu voando quebrando todas as pilastras em seu caminho.  Edward só parou quando se chocou contra a parede que delimitava o fim da sala. Seu braço e sua foice estavam em posição defensiva, assim aparou boa parte do golpe ao invés de seu corpo todo.

    Ele começou a girar sua foice alternando entre suas mãos, as chamas azuis começaram a circular seu corpo, então começou a cortar o ar, dessa forma disparado as chamas em direção ao esqueleto. Ran’grorn postou sua clava afrente de seu corpo, bloqueado o ataque direito das chamas. Em um determinado momento, Edward lançou-se em direção ao Senhor do Medo em velocidade elevada e atingiu sua clava com um golpe direito. Após recuperar-se do impacto, Ran’grorn, segurando com a duas mãos, atacou com sua clava em resposta, mas Edward desviou para o lado, e a clava atingiu pesadamente o chão. No ar, Edward girou o corpo e golpeou com a foice, contudo o Senhor do Medo segurou a lâmina com a mão esquerda. O Selo da Morte forçou a lâmina, e ela cortou a mão a de Ran’grorn e encrustou-se em sua cabeça esquelética.

    — Não! — vociferou Ran’grorn, em um tom de pavor.

    O Senhor do Medo caiu de joelhos no chão e levou desesperadamente sua mão boa até a foice para tirá-la, mas não a encontrou, e percebeu que sua mão esquerda não havia sido decepada. Desconfiado, ele rapidamente olhou para Edward, e viu-o definhar como fumaça. "Era apenas ilusão?!", pensou.

    — Perguntava-me até quando você iria ficar lutando contra o vento.

    Ran’grorn levou sua cabeça instintivamente em direção a voz, e encontrou Morte sentado em seu trono. Edward estava com o cotovelo apoiado no braço do trono e repousava sua bochecha na mão, exprimindo grande tédio; e sua foice estava repousada em seu corpo.

    — Diga-me... por que seres como você são os que mais temem a morte? — questionou Ed.

    — Como você fez isso?! — esbravejou Ran’grorn. — Eu sou o Rei deste lugar, você não deveria ter poder sobre as ilusões!

    Edward gargalhou alto.

    — Você realmente acha que este lugar lhe pertence e que tem poder sobre estas ilusões? Se sim, é tão burro que chega a ser deprimente!  — Edward apontou para cima. — Aquela árvore é um ser vivo que controla este plano. Você simplesmente fora escolhido por ela entre as diversas almas que passam aqui para ser seu guardião. Não é Rei. Não controla nada aqui. É apenas uma marionete que acha que é especial.

    — Não diga asneiras!

    O Senhor do Medo ergueu sua clava. Da abertura que outrora fora a porta do castelo, centenas de almas penadas começaram a adentrar e serem absorvidos pelo seu corpo. Segundos depois, as almas pararam de adentrar, e Ran’grorn ficou envolto de uma espécie de fumaça negra, que intensificou em muito sua força — Edward sentiu isso.

    — Irá pegar pelas suas blasfêmias — ameaçou Ran’grorn.

    — Você sabe quem eu sou, Ran’grorn? — O olhar de Edward tornou-se sombrio. — Eu sou aquilo que você tanto teme.

    Morte se levantou do trono e bateu a ponta da haste de sua foice no chão. Junto com o eco, as chamas azuis espalharam-se pelo átrio, inundando-o com sua luz e calor. Em meio ao azul, o capitão dos Selos encontrava-se em seu Despertar: o manto azul escuro cobria seu corpo esquelético, deixando apenas suas mãos de fora. Asas de ossos faziam-se em suas costas. O capuz do manto ocultava seu rosto por completo, tendo apenas o azul intenso de seus olhos cintilando na escuridão. Sua foice havia ficado maior (assim como ele), tornando-se completamente cinzenta e com marcas de caveiras cravadas na lâmina.

    — Eu sou a morte! — vociferou.

    Voando, Edward lançou-se em direção ao Senhor do Medo. Ran’grorn bloqueou a investida da foice com sua clava. Chamas azuis confrontaram-se com a energia negra, espalhando-se pelo átrio do castelo. Após uma curta disputa de força, os dois começaram a trocar pesados e potentes golpes com suas respectivas armas. Cada impacto resultava na maior intensidade das chamas e da energia, e a pressão dos golpes faziam todo o castelo tremer, ameaçando a ruir. Contudo, havia um problema por parte de Ran’grorn: sua clava era pesada, mas a foice de seu inimigo era leve. Devido aos confrontos de ataques seguidos, o Senhor do Medo começou a perder em questão de velocidade. Graças a isso, Morte achou uma abertura o suficientemente grande para ser possível mover sua foice para trás e golpear com o mais forte que conseguia. Recebendo este ataque diretamente, Ran’grorn fora arremessado para fora do castelo em meio as chamas azuis.

    O Senhor do Medo rolou pela estreita passarela que dava acesso ao castelo. Ele se pôs de pé depois de um tempo, mais ainda sim era engolido pelo turbilhão de chamas azuis. Quando as chamas cessaram, Ran’grorn fora imediatamente empalado na altura do peito pela foice. Ele observou que uma corrente azul semitransparente estava acoplada no fim da haste da foice e que se estendia até para dentro do castelo.

    Edward, que estava com a corrente enrolada no braço direito, puxou-a com força. Quando o Ran’grorn adentrou forçadamente no castelo, Morte o agarrou pela cabeça com sua mão esquerda e afundo-o no chão. Ele repetiu isso mais uma, duas, três vezes. Em seguida, Edward ergueu o Senhor do Medo e brandiu a cabeça dele contra uma pilastra diversas vezes, parando apenas quando a mesma ruiu. Ainda não satisfeito, Edward descravou sua foice do peito de seu inimigo e depois jogou-o no ar. Ran’grorn brandiu seu corpo fortemente contra uma outra pilastra e, quando começou a deslizar para baixo, a foice cravou-se novamente em seu peito, encrustando ele lá em cima. Morte subiu até ficar à altura do Senhor do Medo e tamborilou seus dedos esqueléticos na foice.

    — Retomando nossa conversa inicial... Você tem quatro coisas na qual me pertence. — As chamas azuis envolveram a foice e Edward a cravou mais fundo, tendo o grunhido de dor como resposta. — Explique-me o que está acontecendo com meus subordinados.

    Ran’grorn não queria responder, mas algo estava errado. Tinha forças o suficiente para sair dali, mas não conseguia. O medo estava dominando seu corpo, cada vez mais e mais. Sentia uma aura horrenda sufocá-lo, querendo devorá-lo vivo. Sentindo este terror interior, respondeu:

    — A Árvore está alimentando-se dos pesadelos deles, de seus medos. Se você os tirar de lá a força, é possível que nunca acordem.

    “ ‘Á força’ ”, sussurrou Liz. “Talvez tenha outro modo”.

     — Então você irá me dizer outro jeito de tirá-los dali. Se não tiver, bem... — Morte gargalhou rapidamente de maneira rouca e cruel. — Irei extinguir todo o Reino do Medo.

    O Senhor do Medo sentiu algo estranho de imediato. Informações que nunca havia estado em sua mente acabará de entrar. Naquele instante, Ran’grorn percebeu que ele não passava de um mero guardião e que a Árvore realmente tinha vida e vontade própria.

    — Você terá que ir para perto deles e responder à pergunta que irei fazer — explicava ele —, se tiver laços fortes com estes seres, será possível ajudá-los a enfrentar seus medos.

    Dito isso, Edward voou até os Selos. As chamas azuis tomaram seu corpo e, ao sair de entre elas, seu corpo já estavam em sua forma semelhante aos humanos. A sua foice, porém, continuava em sua forma no Despertar.

    — Pergunte — Edward ordenou, olhando por cima do ombro.

    — Por que você quer ajudá-los?

    — Porque eles são meus subordinados e preciso deles.

    Nada aconteceu.

    — Por que não funcionou? — perguntou Ed, impaciente.

    — Uma motivação fraca.

    O capitão dos Selos fintou seus subordinados. Ele refletiu em silêncio por um tempo, parecendo estar angustiado. "O que eu irei dizer, não pode sair daqui", pensava ele, "entenderam, Liz e Sombra?"

    “Claro”, sussurraram em resposta.

    Ele pareceu ainda estar reunindo coragem, mas enfim disse:

    — Porque eles são minha família que tanto amo.

    Edward fora imediatamente levado para um plano totalmente tomado pela escuridão.

    Continua <3 :p


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!