A paixão do capitão de gelo

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    Capítulo 2

    Rukongai Oeste - hóspede numa casa de loucos

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Na casa dos Kurosaki havia vários carros de polícia e infelizmente uma ambulância. Os vizinhos curiosos fizeram uma pequena multidão. Não demorou muito para saberem da notícia. Uma das filhas do médico que atendia naquela clínica havia morrido. A outra irmã chorava dando o seu depoimento para o policial enquanto que paramédicos passavam com uma maca, o corpo coberto por um lençol. A garota colocou as mãos no rosto e chorou ainda mais.

    De cima do telhado, alguém assistia toda a cena, principalmente a menina aos prantos e isso a entristeceu.

    - Yuzu.

    Karin olhou para o próprio peito. Agora tinha uma corrente partida, igual à daqueles espíritos que sempre via desde quando se entendia por gente. É tudo tão confuso. De manhã sua principal preocupação eram as provas, agora estava morta.

    - O que eu vou fazer?

    Segurou a corrente analisando.

    - Hei, baixinha!

    KARIN POV

    - Hei, baixinha!

    - Quem é baixinha?

    Me virei para o cara. Caramba! Até morta me atazanavam! Só levei um segundo para me tocar que ele podia me ver. Na outra ponta do telhado, um homem com cabelo armado e sobrancelhas esquisitas olhava com cara de tédio pra mim. Ah, ele era um shinigami.

    - Mas quem é você?

    O shinigami bufou andando até mim.

    - Sou Kurumadani Zennosuke. Responsável por Karakura.

    - Ah! É o shinigami mole que meu irmão me falou.

    Esse sujeito nem dava conta dos tal hollows que apareciam por aqui.

    - M... m... mole?! Quem diabos é seu irmão?!

    - Kurosaki Ichigo, shinigami daikou.

    Respondi olhando a ambulância ir embora com meu corpo. Yuzu estava sendo consolada por uma vizinha. Eu lembro dela, é bem legal. O que será que o Ichi-nii tá fazendo que não chega logo?

    - Aquele cabeça de cenoura! Vive se metendo no meu trabalho!

    - Pelo o que sei, ele faz é ajudar no seu trabalho.

    O olhei de canto e me espantei. O tal... Qual era o nome dele mesmo? Estava com a zanpakutou desembainhada, o cabo virado para mim com um símbolo brilhando.

    - Hei! O que tá fazendo?

    Dei um pulo pra longe, mas ele me segurou pelo braço.

    - Meu trabalho. Afinal, vim aqui aplicar o konsou em você.

    Esperneei tentando me soltar.

    - Não! Você não pode fazer isso. Eu tenho que me despedir do meu pai, do meu irmão.

    - Esquece baixinha. Vai por mim, é o melhor pra você.

    - Espera!

    Não adiantou. Senti o cabo bater de leve na minha testa e tudo ficou num azul claro. Afundei no telhado fechando os olhos.

    KARIN POF

    HITSUGAYA POV

    Eram quase dez da noite e ainda estava revisando os relatórios.

    Matsumoto.

    Pensar na irresponsável da minha tenente me dava nos nervos. Para variar, inventou um compromisso de última hora e fugiu do gabinete, me deixando sozinho com a papelada que era sua responsabilidade. Depois de assinar um documento, reclinei na cadeira. Meu pescoço estava cheio de nós. Quando ela aparecer....

      - TAICHOU!!!  

    A porta foi aberta bruscamente seguida do grito.

    Matsumoto ofegava se apoiando no batente. Vê-la me fez saltar uma veia de raiva e me ajeitei na cadeira.

    - Matsumoto! Olhe como entra na minha sala!

    - Taichou! É uma emergência.

    - O que?

    Me levantei alerta.

    - Outra invasão?

    - Não! É o Ichigo! Ele quer falar com o comandante e está muito alterado!

    Mas o que foi que aconteceu dessa vez?

    ///////////////////////////////////////////////////////////////////

    Quando cheguei na passarela que dava acesso ao 1º esquadrão me deparei com uma cena deplorável. Como os humanos chamam mesmo? Barraco. Ichigo gritava a plenos pulmões tentando passar por Ukitake e Kyouraku, quanto que Abarai e Kuchiki o empurravam, mas ele sequer notava.

    - Que chatice.

    Apareci na sua frente com o shunpo e cruzei os braços.

    - Controle-se, Kurosaki.

    - NÃO ME PEDE PRA TER CALMA, TOUSHIROU! EU VOU FALAR COM O VELHO!

    Suspirei para me acalmar. Que escândalo.

    - Ichigo, você não pode. Não é responsabilidade do Soutaichou.

    Kuchiki tentou convencê-lo o empurrando sem sucesso.

    - COMO NÃO?! ELE MANDA EM TODOS VOCÊS, MERDA!!!

    Arregalei os olhos, não duvido que Ukitake e Kyouraku também. Isso é desrespeito demais. Abarai fechou os olhos de vergonha e agarrou Kurosaki por trás. Arrastá-lo vai dar trabalho.

    - Ichigo, pare! Mais uma ofensa e o Comandante vai esquecer que é nosso aliado.

    - ME LARGA, RENJI! EU VOU FALAR COM ELE!

    - Mas qual é o motivo dessa bagunça?

    Os três pararam e olharam para mim. Parecia que minha pergunta tinha esfriado os ânimos e foi quando percebi. Kurosaki estava chorando e não por um algo qualquer. Seu rosto estava vermelho. Kuchiki e Abarai abaixaram as cabeças com a expressão triste e então ela me disse:

    - A irmã de Ichigo morreu hoje, Hitsugaya taichou. Ela foi enviada à Soul Society esta tarde.

    Fiquei chocado com a notícia. Com a raiva esquecida, Kurosaki desabou caindo de joelhos, chorando desesperado.

    - Karin.

    Nani?!

    Ele disse o que eu ouvi?!

    Abarai o tocou no ombro, tentando chamar sua atenção e ele se sacudiu.

    - Me deixa, Renji.

    - Vamos, Ichigo. Agora não há mais nada o que fazer.

    Ele não respondeu. Continuou chorando e chamando por um nome.

    - Karin... Karin... Karin...

    Todos ficaram constrangidos e tristes, inclusive eu, mas também senti algo que me deixou envergonhado com a situação. Quando Kurosaki chamou o nome da irmã, eu vibrei por dentro. Ukitake se aproximou de Kuchiki com semblante solidário, me dando chance para disfarçar aquilo.

    - Como aconteceu?

    - Assaltaram a casa. Ela pulou na frente da irmã quando o ladrão atirou.

    - Compreendo.

    Então foi assim? Não me espantou. Nas poucas vezes que conversamos, ela sempre demonstrou esse lado protetor. Deve ser herança de família. Me aproximei do Kurosaki.

    - O que queria falar com o Comandante?

    Minha pergunta novamente os espantou. Ou deve ter sido meu tom menos gélido, não dei importância. Enxugando os olhos com o dorso de uma mão, ele se levantou um pouco mais calmo.

    - É sobre o local para onde mandaram minha irmã.

    Finalmente entendi. Ele parecia desesperado, mas tinha esperanças. Tentei ser o mais convincente que pude.

    - É impossível, Kurosaki.

    Ele arregalou os olhos.

    - Mas como assim?! É só o Velho perguntar pro responsável e me...

    - Não adianta.

    Ele parou com meu tom. Ninguém ali queria ser insensível, mas alguém precisava dizer de um jeito que ele entendesse.

    - As almas enviadas à Soul Society recebem um número do respectivo bairro que irão morar em Rukongai...

    Ele abriu a boca, mas o interrompi.

    - No entanto, como são centenas o shinigami responsável sequer tem tempo para lembrar dos rostos quanto mais dos bairros. É impossível descobrir agora onde sua irmã está.

    O substituto ficou desnorteado, mas quando percebeu que eu estava falando sério, perdeu o equilíbrio se apoiando no corrimão da passarela. Kuchiki e Abarai foram ampará-lo enquanto que os dois capitães me encararam. O tenente do 6º esquadrão se virou irritado para mim.

    - Hitsugaya taichou!

    - Calado, Abarai. Ele precisava ouvir antes que armasse outro escândalo.

    Ninguém disse mais nada. Com o assunto encerrado, fui andando de volta ao meu esquadrão. Contudo, não pude deixar de sentir pena. Era mesmo muita coisa para entender de uma vez.

    HITSUGAYA POF

    KARIN POV

    Certo. Fazia um bom tempo que apareci nesse lugar, mas até agora a única sensação que tive foi: 'Tou perdida.

    Olhando por todos os lados, pelas casas e pessoas que pareciam ter saído da era do Edo, eu estava perdida num local estranho e ainda por cima com roupas esquisitas. Dá pra imaginar o quanto eu chamei atenção com minha camiseta e o short de lycra, andando ainda por cima de meias? As coitadas a essa altura ficaram encardidas.

    Aquele sobrancelha de pinça! Ele vai me pagar por ter me jogado nesse bairro sem instrução nenhuma. Para completar tinha anoitecido. Eu não como nada desde o almoço. Minha barriga não para de roncar e minha garganta, seca de sede. Não é toa que quando Ichi-nii falava desse tal de Rukongai tinha certo desprezo. A minha sorte foi que parei num bairro mais ou menos. Soube que havia piores com bandidos e assassinos.

    Para amenizar o escuro, lanternas de papel foram acesas e penduradas. Até que ficou legal. As pessoas de quimonos me olhavam de lado com medo ou desconfiadas. Eu só dava os ombros. De repente, senti um cheiro delicioso. Corri na direção e parei em frente à uma barraca de lámen. Cheguei mais perto com água na boca.

    - Lamen! Lamen! De todos os sabores! Lamen!

    A senhora gritava, mas quase ninguém se aproximava. Eu não entendi porque, o cheiro era uma delícia. Fiquei em frente ao balcão, olhando os caldeirões e suspirando fundo. Macarrão, os bolinhos de peixe, carne de porco... Os legumes quase me fizeram babar.

    - Que uma porção, mocinha?

    - Hein?

    Levantei a cabeça. É tão raro quando me chamam de mocinha, mas me desanimei.

    - Não tenho dinheiro.

    Voltei o olhar para o chão, mas não aguentei. Olhei de novo os caldeirões e pra minha vergonha, meu estômago roncou alto. Segurei a barriga e a mulher de quimono azul e fita no cabelo riu de mim. Ela me encarou, analisando.

    - Está com fome, não está?

    - Bom...

    Minhas bochechas queimaram. Pegando uma tigela, ela encheu uma concha de caldo comentando.

    - Sentir fome nesse lugar não é comum, você deve ter poder espiritual. Aqui.

    Me entregou a tigela que eu encarei confusa.

    - Mas não tenho dinheiro.

    - É por conta da casa.

    Abanou a mão, sorri agradecida.

    - Arigatou.

    Me afastei um pouco soprando. Quando segurei os hashi ouvi um tropel. Dei meia volta, avistando uma poeira se levantar na esquina. De repente, cinco caras apareceram montados - Não acredito - em porcos!

    Um era mais esquisito que o outro. Tinha um louro com óculos escuros, um de cabelo armado, outro careca e um emo. O quinto, o cabelo dele foi arrepiado aos puxões para trás e também usava óculos escuros. A feiura só não foi grande porque perdeu pra esquisitice. Eles corriam direto para barraca de lámen e pararam derrapando. O líder - de cabelo arrepiado - voou do seu porco com lacinho rosa e no caminho acertou minha tigela!

    Em câmera lenta encarei meu lámen derramando no chão. Pela primeira vez quis chorar de tanta raiva. Olhei furiosa para aquele piloto de javali enquanto ele se levantava fazendo pose. Que ódio!

    - Yo, Sinzuka-sama. Há quanto tempo?

    A mulher suspirou, mas sorriu em seguida.

    - Ganju-kun, não outro existe jeito de parar sua, hã, "montaria"?

    Aquele asno gargalhou.

    - Bonie-chan é assim mesmo, mas vim aqui atrás do melhor lámen de Rukongai.

    - O pedido de sempre?

    - Pode caprichar.

    Ela abriu um sorriso maior ainda já preparando as porções. Os outros quatro chegaram perto com seus porcos. Estúpidos! Peguei minha tigela e atirei com tudo na cabeça daquele imbecil.

    - Oe? Quem jogou isso em mim?

    Ele se virou, estava sem os óculos. A cara feia dele só me irritou ainda mais. Fui andando até lá pisando duro.

    - Fui eu, idiota!

    Ele olhou pra mim e riu. Sério, ele RIU. Os companheiros dele cacarejavam acompanhando, não foi a toa que começou a juntar gente. Ele se curvou com as mãos nos quadris até ficar da minha altura.

    - Olha aqui, nanica. Não arrume encrenca para alguém do seu tamanho. Vai se machucar.

    E RIU de novo, péssimo erro.

    Dei uma voadora nele que caiu esparramado no chão. Todo mundo exclamou e então dei outro chute na sua cara.

    - Chefe!!

    Os capangas dele gritaram.

    - Calem a boca!

    Gritei e eles me obedeceram assustados. Me virei pro piloto de porco e ele tinha se levantado, segurando o nariz ao olhar surpreso pra mim.

    - Hum!

    Levantei o queixo.

    - Você quebrou meu nariz!

    - Dane-se o seu nariz! Você derrubou minha comida e eu ainda nem tinha provado, seu piloto de javali!

    Dei outro chute, mas ele se desviou. Droga!

    - Hei, eu conheço esse chute!

    - Como é que é?

    Tentei outro golpe, mas ele bloqueou. Por incrível que parecia não estava bravo.

    - Você tem alguma coisa haver com o Ichigo?

    Arregalei os olhos.

    - Conhece meu irmão?!

    - Chefe!!!

    - O que é?

    O cara se virou. Os "capangas" horrorosos apontavam pro fim da rua.

    - É o bando do distrito 70!

    - Nani?! Vamos dá o fora daqui!

    Ele correu pro seu porco, Bonie-chan, eu acho, e se virou para mulher da barraca.

    - Sinzuka-sama, fica pra próxima.

    - Claro, Ganju-kun.

    Corri até eles antes que fugissem.

    - Hei! Como conhece meu irmão?

    Ganju se virou pra mim, parecia apressado. Então ofereceu a mão.

    - É uma longa história. Sobe aí.

    - Não mesmo!

    Ele revirou os olhos.

    - Sobe nanica. Não vou pedir de novo.

    Olhei para o fim da rua, um bando de arruaceiros se aproximavam aos montes. Decidi rápido, bufei e segurei sua mão. Não acredito que montei num porco.

    - Vai, Bonie-chan!

    O javali arrancou com tanta velocidade que tive de me agarrar em Ganju. Levantamos poeira e antes que percebesse atravessamos as ruas saindo num campo. Tirando os sacolejos, até que o troço é rápido.

    - Oe?

    Ganju me olhou sobre o ombro.

    - O que?

    - Como você veio parar no distrito 38? Se perdeu do Ichigo?

    A pergunta me deixou amuada.

    - Não, eu - hesitei um pouco - eu morri no mundo dos vivos.

    - Ah.

    Ficamos quietos. Nesse momento, percebi que seus "capangas" tinham chegado perto para ouvir a conversa e os encarei emburrada.

    - O que foi enxeridos?

    Rápido se afastaram.

    - Oe?

    - O que foi, agora?

    - Tem um lugar pra ficar?

    - Não.

    Ainda não tinha pensando nisso.

    - Por que não fica lá em casa?

    - Chefe!

    - Cale a boca, careca!

    Até ele chama o colega de careca. Pensei impressionada.

    - E então?

    - Eu não tenho para onde ir mesmo. Tá bom, aceito.

    Ganju soltou aquela risada estranha me fazendo rir torto.

    - Você vai gostar. Nee-chan é meio esquentada, mas é gente boa.

    - Sério?

    Agora fiquei na dúvida.

    Ganju e seus "capangas" conversaram sobre outras coisas até chegarmos na sua casa. Quando paramos, meu queixo caiu. Todos desmontaram e foram andando até a porta enquanto que eu, fiquei parada.

    - Hei, nanica! É pra hoje ou tá difícil?

    - 'Tou indo.

    Fui andando, mas ainda encarava a frente da casa. Duas pernas, eu juro, duas pernas de concreto de uns 7 metros seguravam pelos polegares uma faixa com os dizeres "Shiba Kuukaku". Atrás da casa, havia uma torre preta mais alta ainda com a boca tampada. Vai saber porque.

    Ao entrar na casa, a porta dava direto para uma escadaria descendo. Que esquisito, mas eu não estava em posição de reclamar. Chegamos num corredor que era iluminado por alguma coisa diferentes de lanternas, já que não vi nenhuma. Ganju parou em frente a uma porta de correr com tecido florido e se abaixou, curvando a testa quase no chão. Seus "capangas" fizeram o mesmo.

    - Nee-chan! Acabei de chegar e trouxe uma convidada.

    - Convidada?

    Uma voz feminina forte, independente e autoritária, perguntou.

    - Hai.

    - Mande-a entrar.

    Ele se levantou junto com os outros e abriu a porta. Do outro lado da sala, uma mulher estava sentada num tapete e almofadas. Seu cabelo negro era longo e rebelde, contrastando com sua pele rósea e os olhos azuis. Ela tinha o braço direito de madeira e o outro se apoiava na perna com aquele cachimbo feminino na mão. De top vermelho mostrando os seios fartos pelo decote generoso e uma saia branca com uma fenda de lado mostrando a perna, a Nee-chan de Ganju me impressionou muito.

    - Que linda!

    Ela sorriu.

    - Arigatou.

    Ops, pensei alto. Entramos e ficamos sentados numas almofadas. Ela bateu as cinzas num pote e voltou a nos encarar.

    - Quem é você, menina?

    - Me chamo Kurosaki Karin, Shiba-sama.

    Me curvei.

    - "Shiba-sama", gostei de você. Kurosaki... Deve ser irmã de Ichigo, não é?

    - Sim.

    - Pode me chamar de Kuukaku-san. Como conheceu o imprestável do meu irmão?

    Ganju arregalou os olhos para mim como se pedisse pra ficar quieta, mas não vi mal nenhum.

    - Foi numa barraca de lámen...

    - O QUE?!

    Ela berrou ficando em pé. No instante seguinte tinha pisado na cabeça do coitado do irmão, que achatou a cara no piso. Ela ainda torcia o pé, fazendo-o gemer.

    - Nee-chan.

    - Quer dizer que minha comida não é boa o suficiente pra você, hã?!

    - Mas Nee-chan...

    - Não me responda, moleque!

    E deu outro chute, assistimos tremendo e eu de olhos arregalados ela castigar Ganju. De repente, ela olhou para mim e vendo minha expressão levantou a sobrancelha.

    - Algum problema, pirralha?

    - Não.

    - Ótimo. Imagino que esse inútil a convidou pra morar aqui.

    Deu outra pisada.

    - Hai!

    - Tudo bem. Mas se vai viver sob o meu teto, tem que respeitar as minhas regras, entendeu?

    Outra pisada.

    - Hai!

    - Então, estamos conversadas.

    Estalou os dedos.

    - Kogamehiko! Shiroganehiko!

    A porta lateral deslizou de repente dando passagem para dois armários de bigode fino e boina vermelha. Eram gêmeos?

    - Tragam alguma coisa para comer. Temos uma convidada.

    - Hai!

    Falaram juntos e sumiram.

    Encarei o chão sentindo um frio na espinha. Como se fosse possível, me mudei para um lugar mais louco do que a minha casa.

    KARIN POF


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