Os Cinco Selos

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    14
    Capítulos:

    Capítulo 161

    Chodan

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooo!

    Sorry pelo leve atraso, mas tive que ajudar meus avós com problemas que envolve internet, celular e computador. E sabem como é velho mexendo com tecnologia, né. Fiquei papo de 2 horas ou mais ajudando

    Enfim,

    Boa leitura ^^

    O apóstolo Chodan caminhava calmamente pelas ruas do reino de Arcádia. Trajava um manto negro, onde ocultava sua cabeça com o capuz. Ele estava equipado com uma armadura de couro marrom, que parecia já ter sido usada muitas vezes. Metade de seu rosto era ocultado por uma bandana negra que subia até o nariz, deixando seus olhos negros à mostra. Sua pele avermelhada só era possível ser enxergada apenas na face. Acoplada em seu cinto, sem uma bainha, estava sua katana com um roxo em um tom escuro.

    Chodan também não havia se encontrado com nenhum humano, e já era nítido que não ia se encontrar. Provavelmente os humanos haviam sido extraídos de Arcádia e foram para outro local. Se realmente fora isso que aconteceu, significava que a chegada dele e de outros demônios já era aguardada. "Talvez eu esteja indo direto para uma emboscada", pensou consigo.

    Chegando a uma rua estreita, Chodan parou. Depois de um tempo sem exercer qualquer movimento, sua mão direta alcançou o punho negro da katana. Algo estava errado. Algo dentro dele dizia isso. Gritava isso.

    As paredes de uma casa começaram a ruir ao seu lado direito emanado um forte brilho.

    Passando por esta parede, Will, envolto em sua luz branca, desferiu um golpe em arco com sua espada contra o demônio. Emanando uma energia roxa escura, Chodan puxou sua katana do cinto para confrontar o humano. As duas lâminas se encontram com um soar metálico. A energia roxa e a luz branca confrontaram-se em um forte e rápido lampejo, tentando sobrepuser uma sobre a outra.

    Com os raios verdes envolto em seu corpo, Lua apareceu um pouco acima do demônio e acertou-o com um poderoso chute na cabeça. Chodan saiu rolando pelo chão por alguns metros, mas pôs-se de pé rapidamente. Ele olhou para frente para encarar os humanos, entretanto os dois não estavam mais lá.

    A parede da casa do lado direito fragmentou, e novamente Will saiu de lá para atacar com sua espada.  Esperando por aquilo, Chodan havia redirecionado sua katana na direção do humano. Todavia, diferente de antes, da casa ao lado esquerdo do demônio, Lua saiu destruindo a parede com seu corpo e golpeando com sua espada khopesh. Com pensamento rápido, Chodan interrompeu seu ataque contra o homem e agachou. A espada de Will cortou o ar acima do demônio. O Apóstolo olhou de soslaio para o lado esquerdo, e viu que a humana não estava mais lá. Voltando seu olhar para frente, viu a espada da Lua indo em sua direção. Chodan jogou-se para trás, fazendo assim a lâmina golpear superficialmente sua couraça.

    Levantando-se imediatamente de pé e girando sobre o próprio pé, Chodan começou a correr na direção oposta dos Guerreiros Sagrados. T"enho que achar um lugar aberto", pensou. Correndo em uma boa velocidade, o demônio saltou de parede a parede, chegando, dessa forma, no alto das casas. Agora, em disparada pelos telhados, Chodan procurava apressadamente por algum local aberto. Não estando distante dali, encontrou um espaço circular cheio de tendas de comerciantes.

    Quando o demônio saltou em direção ao espaço aberto, Lua se teletransportou em seu flanco esquerdo.  Chodan, demonstrando bons reflexos, deu uma guinada com sua katana e ambas as lâminas se encontram em um zunido. Com o impacto, Chodan perdeu o controle sobre sua queda, caindo desajeitadamente sobre as tendas e rolando pelo chão, mas erguendo-se logo em seguida.

    Will já estava do outro lado da área, de frente para o demônio. Ele trajava uma armadura prateada completa com capa dourada. O brilho de sua armadura era reluzente, como se tivesse sido acabado de ser polida. Seus longos cabelos negros estavam soltos, e matinha seus olhos vermelhos e sérios sobre Chodan.

    — Demônio, criatura imunda que ousaste adentrar no Reino de Arcádia sem a permissão de nossa Rainha Camille — Will apontou sua espada —, dou-lhe apenas este momento para retirar-se.

    — Acha mesmo que irei embora? — retrucou Chodan, com indiferença na voz.

    — Pois bem. — Will postou seu corpo de lado, segurou sua espada na altura da cabeça com ambas as mãos e a ponta direcionada para o demônio. Sua luz branca começou a emanar pelo corpo. — Uma pena o solo de Arcádia ter que se macular com seu sangue.

    — Ora, quando os humanos ficaram tão valentes? — O demônio abaixou o capuz, demonstrando a cabeça calva e com pequenos chifres.

    Sem dizer mais nada, Will avançou. A energia roxa envolveu o corpo de Chodan, e aguardou calmamente o humano se aproximar. As duas lâminas se confrontaram novamente, espalhando energia roxa e a luz branca. Houve uma rápida disputa de forças entre os dois, que resultou no deslizar das espadas uma sobre a outra. Ao mesmo tempo, ambos giraram o corpo e geraram um segundo encontro de lâminas, desta vez mais poderoso, criando uma intensa ventania com impacto. Chodan sentia o fervor intenso emanando daquela estranha luz branca do Will. O humano e o demônio encaravam-se intensamente através do brilho de seus respectivos poderes.

    Lua se teletransportou para trás do demônio, contudo, ao ver que ele tinha um olho atrás da cabeça, hesitou em atacar. Cega pelo momento de perplexidade, ela não percebeu uma segunda lâmina rasgar o manto de demônio indo sua direção, perfurando-a no estômago. Fazendo uma expressão de dor, Lua se teletransportou sem fazer nenhum movimento contra o demônio.

    Chodan ainda mantinha seu olhar fixo em Will, enquanto a espada de ambos sofria pressão de suas forças.

    — Poder peculiar o de sua amiga — comentou Chodan.

    O olhar de Will pareceu tornar-se mais carrancudo.

    Lua se teletransportou para os telhados de uma casa. Fazendo expressão de dor, ela retirou a adaga encrustada em seu estômago com um rápido gemido de dor. Observando o sangue escorrer, postou a adaga no telhado.

    — Filho da puta de três olhos! — praguejou.

    Como sempre, ela não utilizava nenhum tipo de armadura para lutar, trajava apenas roupas normais do dia-a-dia. "Se eu sobreviver", pensava, "juro que começo a usar armadura de couro que nem Mia e Deck". Puxada de seus devaneios pelo som das lâminas, Lua inclinou-se para ver o embate que acontecia lá embaixo.

    O humano e o demônio trocavam golpes incessantes com suas espadas. Seus pés e braços não paravam de se mexer. Quando erravam seus alvos, um novo talho rasgava-se no chão. Por outro lado, quando as lâminas brandiam uma contra a outra, o brilho da energia roxa e da luz branca emanavam forte. Em um destes golpes, para defender-se, Will fora obrigado a bloquear de uma maneira que comprometeu suas defesas para um segundo ataque. Aproveitando-se disso, Chodan estocou e sua lâmina roxa penetrou a armadura como se fosse nada, assim perfurando o lado direito do peito do humano. Esboçando uma expressão de dor, Will agarrou a espada em seu ombro com a mão esquerda e golpeou com sua espada. O demônio segurou a lâmina com a mão esquerda, mas a luz a fez queimar, fazendo-o soltar, e a lâmina rasgou superficialmente seu ombro esquerdo. Em resposta, Chodan chutou a barriga de Will, que fora jogado a alguns metros, afastando-nos.

    Vendo que o demônio ia investir contra Will, Lua não teve escolha a não ser teletransportar entre os dois. Chodan teve sua lâmina detida pela espada de Lua, que fora arrastada alguns centímetros. Os dois iniciaram trocas de golpes com as espadas, seus pés não se moviam. Era a nítida a inferioridade de Lua. De um golpe vindo de baixo para cima, Chodan brandiu sua espada contra a da humana, assim quebrando a defesa dela. Visando cortá-la em diagonal, Chodan golpeou.

    Will puxou a Lua pela blusa, fazendo-a recair sobre seus braços, e, ao mesmo tempo, ergueu sua espada para bloquear o ataque, causando o brilho da luz branca e da energia roxa. De imediato, os raios verdes de Lua a envolveu e o Will, então sumiram em seguida. A katana roxa de Chodan brandiu contra o chão, abrindo um profundo sulco.

    Os dois estavam em cima de uma casa. Will observou Lua: estava ofegante e o sangue ainda escorria por onde havia sido perfurada. Ele rasgou um pedaço de sua capa dourada e amarrou na região da ferida para estancar o sangue, fazendo ela arfar baixinho de dor.

    — Não precisava, mas obrigada — agradeceu.

    — Não precisava? Se você morresse por perder muito sangue, o senhor Aiken me faria perder muito sangue!

    Lua estreitou os olhos.

    — Você só fez isso para salvar a própria pele?!

    — É você que chegou a essa conclusão!

    Ela inspirou fundo, tentando focar sua raiva para a complicada em sua frente. "Depois dou um jeito nele", Lua pensou.

    — O que faremos? Não conseguirei usar muito mais de meus teletransportes.

    — E eu nem recomendaria isso. — Will apontou coma a cabeça para o demônio.

    Chodan retirou seu manto e depois abaixou sua bandana. Agora, haviam mais dois olhos à mostra em cada bochecha — ele não tinha lábios, seus dentes pontiagudos ficavam para fora. Em seguida, retirou sua couraça, demonstrando ter olhos negros por todo o torso.

    Diante daquele recado bem clara de que a magia de Lua não seria tão mais efetiva, ela deu um profundo suspiro, sentindo-se exausta.

    — Não há escolha senão um combate direto — afirmou Will.

    — Tem certeza, Will? — quis saber Lua. — Está claro que ele é mais poderoso que nós.

    — Meus pais batalharam contra os demônios com certeza de morte, tudo em prol de proteger o reino de Zestria e a mim. — Ele olhou para Lua por cima dos ombros com um olhar determinado. — E eu farei o mesmo por Arcádia e minha Rainha sem hesitar. Se quiser, pode ir. — Sorriu. — Mas seria uma honra morrer com uma bela dama ao meu lado.

    Lua não aguentou e começou a gargalhar.

    — Que belo jeito de me pedir para não deixar você sozinho aqui!

    — Desculpe-me, é que estou me cagando de medo! — admitiu Will, também rindo.

    Como havia dito, Will pulou de volta para a rua sem hesitar. Novamente, ele estava frente à frente com o demônio.

    — Foi mal a demora, eu e minha amiga estavam discutindo umas coisas — explicou ele.

    — Não se preocupe — disse Chodan. — A experiência que vocês dois tem me dado são incríveis.

    A luz branca envolveu intensamente o corpo de Will e, subitamente, disparou-a em forma de corte no demônio. Tão rápido quanto o humano, Chodan disparou sua energia roxa em resposta. Os dois poderes se confrontaram, explodindo em um forte brilho.

    Do brilho, Lua surgiu em um ataque frontal com sua espada contra o demônio. Chodan parou a lâmina de sua inimiga com a mão esquerda, e, com seus diversos olhos, conseguiu ver o humano flanqueá-lo com sua espada, entretanto parou o golpe com sua katana roxa.

    Em resposta, Chodan chutou com força o estômago ferido da Guerreira Sagrada, fazendo-a gritar de dor. Enfurecido, Will, com toda sua força, conseguiu empurrar o demônio para longe dela, e Lua ficou no chão, com as mãos na barriga e cerrando os dentes de dor.

    A pele no rosto de Chodan enrugou — por não ter lábios, aquilo era o mais próximo de um sorriso que pudesse chegar. Demonstrando uma força surpreendente, o demônio forçou sua espada para cima, fazendo os braços e a lâmina de Will subirem contra sua vontade. Abaixando a lâmina, Chodan rasgou o torso do Guerreiro Sagrado verticalmente, transpassando a armadura como se fosse feita de papel. O sangue jorrou pela ferida, e Will recuou para trás aos tropeços. Seu corpo começou a cair para trás, mas esforçou-se o máximo e jogou-se para frente, cravando sua espada no chão para ficar de pé.

    Sua armadura e a seda que usava por baixo, ambos cortados, caíram no chão, deixando seu torso nu — haviam cicatrizes em todo lugar. Will estava ofegante, com seu corpo arqueado para frente e o sangue respingando no chão. Segundos depois, Will ficou com a postura ereta, mantendo os olhos serenos e duros, como se nada houvesse acontecido.

    — Incrível — elogiou Chodan, surpreso. — Você é um humano diferente.

    — Demônio, sabe por que os humanos tanto temeram vocês quando os primeiros de sua raça atacaram? — perguntou Will, com uma voz inabalável.

    — Porque somos mais fortes.

    — Não. Histórias sobre demônios são contadas desde sempre para amedrontar crianças, dizendo o quanto vocês são vis e cruéis. Então, quando se tornam adultos, adquirem a falsa certeza de que não se passavam de história e riem do quanto eram medrosos. Entretanto, no dia em que vocês apareceram massacrando nossa raça, eles tiveram que encarar seus medos de infância no qual achavam que não passava de uma mentira. — Os olhos de Will se encheram de ódio. — Porém, eu, desde de criança fui moldado por este medo tão real e palpável. Vocês mataram meus pais. Desde pequeno, fui treinado para extinguir sua raça. — Ele descravou a espada do solo e a luz branca manou intensamente pelo corpo. — Portanto, não fugirei e não hesitarei diante de você, demônio imundo! Se pretende me parar, terá que arrancar meus braços e pernas, degolar minha cabeça e comer meu coração.

    Sem dizer mais nada, Will avançou.

    — Entendo. Então, acho que devo começar pelo coração.

    Chodan estocou com sua katana roxa. Will soltou sua espada, moveu seu corpo para o lado e, no momento em que a lâmina transpassou seu peito, agarrou o braço do demônio com toda sua força, então gritou:

    — Lua!

    Lua apareceu suspensa no ar, no lado direito do Chodan. Graças ao tempo ganhado por Will enquanto falava, ela conseguiu se recuperar um pouco e pensar. Como havia previsto, os diversos olhos do demônio já estavam olhando para ela, então, caso tentasse decapitá-lo, teria a chance de desviar. Portanto, só poderia atacar o que Will prendesse. Imediatamente, Lua decepou o braço direito do demônio.

    Desesperado para tentar pegar sua katana de volta, Chodan moveu sua mão esquerda até a lâmina, todavia Lua o impediu encrustando adaga em seu antebraço, a mesma lâmina que havia perfurado seu estômago no início.

    No mesmo instante, Will descravou a katana de seu peito, girou-a e cravou-a no coração do demônio. A lâmina penetrou até o cabo e, não satisfeito, Will começou a empurrar o demônio com toda a força que lhe restava.

    — Pereça, demônio! — vociferou.

    Com violência, os dois choram-se contra as construções, levantando uma cortina de poeira.

    Lua continuou no chão, exausta de dolorida demais para levantar. Quando a poeira dissipou, a visão fora completamente diferente do esperado: Chodan estava de pé sobre os escombros, mantendo Will suspenso no ar e sufocando-o com a mão.

    — É um erro comum dos humanos... acharem que nossos pontos vitais são iguais. — Chodan olhou se soslaio para sua katana no lado esquerdo de seu peito. — Meu coração fica no lado direito.

    Will nem se debatia. Não tinha forças. Seu rosto mudava de cor conforme sua vida esvaia. Lua tentou se mover, entretanto sentiu os múltiplos olhos demoníacos sobre ela.

    — Não se mexa, fêmea. Ou utilizarei seu companheiro como escudo de seus ataques.

    Chodan voltou seus olhos para Will, observando-o a morrer. Subitamente, sentiu uma aura assassina intensa redirecionando para ele. Todos seus múltiplos olhos instintivamente moveram-se para a direção da aura, e encontram os olhos frios do Selo da Fome, que se localizava em cima de uma casa.

    — Solte-o — ordenou Aiken.

    Com força, Chodan arremessou Will para longe, contudo Aiken já estava no chão para segurá-lo. Passando o braço de Will pelo pescoço, o Selo ajudou-o a caminhar.

    — Ele tem sorte de você ter chegado e me afastado — disse Will, com sua voz firme, apesar do seu estado.

    Aiken riu.

    — Podre crê.

    — Senhor Aiken, deixe eu ver sua luta?

    — Tá. Mas provavelmente cê vai desmaiar.

    Chodan sabia que seu inimigo agora era um ser muito poderoso. Aproveitando-se que o Selo deu as costas para ele, descravou a espada de seu peito, deu passo para frente e travou. Sentiu que, se desse mais um passo, sua cabeça seria decapitada.

    Aiken deixou Will sentado no chão, escorado em uma parede. Ao virar-se, deparou-se com Lua cambaleando em sua direção. As pernas dela vacilaram e recaiu sobre o Selo.

    — Está bem, Lua?! — perguntou.

    Ele sentiu os braços dela apertaram-se com força.

    — Tive medo. — Sua voz saiu abafada, pois Lua pressionava sua cabeça no corpo dele.

    — Tudo bem. — Aiken afagou o cabelo dela. — Não precisa se preocupar mais.

    Ele ajudou a Lua sentar-se ao lado de Will.

    O céu tingiu-se de vermelho pelas chamas de Dante. Os dois humanos viram aquela cena de olhos arregalados.

    — Demônios... insistem no terrível pecado de deixar nós, Selos, furiosos. — A voz de Aiken saiu tão sombria quanto seu olhar.

    Ao ver Aiken novamente, Lua arrepiou-se. Nunca o vira daquele jeito.

    O Selo aproximou-se do demônio e sacou uma de suas katanas negras com a mão esquerda. Chodan ainda estava parado, tentado pesar em meio para fugir daquele presságio e atacar.

    — Você deve estar perguntando-se porquê não consegue sair desta sensação, apesar de escolher outras posições para atacar, certo? —  perguntou Aiken, e continuou antes que seu inimigo respondesse: — O raio de ação da minha espada é equivalente a esta área. Se der mais um passo, estou visando cortar este lugar todo ao meio.

    Então, Chodan compreendeu. Ali a sua frente estava um adversário que ousou desaviar seu rei. Alguém poderoso o suficiente para cortar aquele lugar ao meio e mais. Chodan foi treinado para derrotar anjos e, se não derrotasse o Selo, não serviria para nenhum propósito para seu rei. Com um ar cauteloso, Chodan andou para o lado esquerdo com sua energia roxa emanando pelo corpo. O Selo continuou estático, suas chamas pratadas envolveram seu corpo.

    Repentinamente, a energia roxa explodiu e Chodan avançou impetuosamente. Todos seus olhos focados na lâmina do Selo, para antecipar seus movimentos.

    Aiken soltou sua katana negra.

    Os olhos do Chodan seguiram instintivamente a espada caindo. Quando chegou na altura da cintura do Fome, os olhos viram a mão dele sobre o cabo da segunda katana ainda embainhada. Antes que o demônio pudesse fazer algo, Aiken sacou a segunda espada.

    Lua e Will ficaram de boca e olhos bem abertos ao ver metade do corpo demônio passar pelo lado esquerdo de Aiken, enquanto a outra metade passou pelo lado direito.  Ambas partes recaíram no chão, com sangue e entranhas maculando o solo. Só o demônio havia sido cortado ao meio, tudo ao redor mantinha a integridade.

    Will gargalhou alto.

    — O senhor Aiken é incrível!

    — Você conseguiu ver o que ele fez? — Lua olhou para Will, mas ele estava com a cabeça perdendo para baixo. — Will!

    — Acalme-se. Ele apenas desmaiou — assegurou Aiken, aproximando-se dos dois. Suas katanas já estavam embainhadas e seu olhar voltou ao normal. — Fiz o demônio acreditar que atacaria com minha katana em punhos. Ele confiava demais em seus olhos. Ao soltar a katana, seus olhos seguiram automaticamente a lâmina, e percebeu tarde demais a movimentação da segunda.

    Um plano simples, mas nenhum dos dois teria velocidade para executá-lo.

    Aiken pegou Will e colocou sobre os ombros.

    — Consegue andar? — perguntou a Lua e estendeu a mão. Aiken percebeu que ela também havia desmaiado. — A situação dos dois é grave, principalmente o Will. Tenho que levá-los rápido.

    Em seguida, pegou a Lua e colocou sobre seu ombro livre.

    Continua <3 :p


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