Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 157

    Zéfiro

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yo,

    A SELEÇÃO BRASILEIRA PODE DEMORAR A DAR O HEXA, MAS O TIO NUNCA TARDA EM POSTAR CAPÍTULO NOVO

    Tirando aquelas vezes que eu tardei

    *Pigarreando*

    Advinham no que mais teremos nesse capítulo?! Dou uma paçoca para quem acertar

    Boa leitura ^^

    Kleist

    Deixado por Lua, Kleist caminhava tranquilamente pela ruína da cidade subterrânea de Gindeon. Haviam ossadas de pessoas que há muito morreram ali. E também não demorou muito para achar as carcaças dos demônios que Sombra havia matado alguns dias antes. Os cortes ocasionados pela foice de Edward, a Lizzie, eram bem fácil de reconhecer, pelo menos para Kleist. Próximo a saída da ruína, ele observou a chuva fraca cair. Puxando seu capuz mais para frente, saiu.

    De tempo em tempo, a chuva e o vento se intensificavam cada vez mais. Kleist não sabia ao certo se aumentava conforme o tempo passava, ou se era de acordo com a região. Apesar disso, Guerra não se incomodava com chuva, bem melhor do que ficar no calor do deserto, ainda levando em consideração sua resistência ao fervor. A maioria dos lugares por onde passou estavam alagados, e o rios estavam cheios e com um fluxo intenso. 

    O sol fora coberto pelas nuvens acinzentadas. A chuva ficou ainda mais forte, assim como vento —  seu capuz não parava mais sobre a cabeça, seu ondulado cabelo castanho escuro ondulava. Os pelos da nuca de Kleist ouriçaram-se. Naquele instante, sentiu que estava sendo observado. Odin, sua espada, também sentiu o mesmo, mas manteve-se em silêncio, como sempre. O Selo olhou ao redor. De seu casaco azul escuro, retirou um pequeno cristal. As chamas amarelas envolveram seu antebraço e um pouco de seu poder fora depositado nele. Como não houve reação por parte do cristal, Kleist suspirou. "Aposto que é o Dante que falta", pensou.

    Ainda com a sensação de estar sendo observado, Guerra ficou parado no mesmo lugar. Para esperar pelo retardatário do Dante, ele simplesmente sentou-se sobre suas pernas e fechou os olhos. Seja quem for que estava o observando, escondia muito bem sua aura, pois Kleist não foi capaz de rastreá-lo mesmo concentrado.

    Passando-se alguns minutos, finalmente o cristal virou pó. De imediato, Kleist levantou e retomou sua caminhada. Não demorou nem cerca de dez minutos até em fim deparar-se com o grande cristal levemente esverdeado flutuando no ar. O campo que ele estava era aberto, sem nenhuma elevação, ou qualquer flor que havia sobrevivido aqueles intensos ventos e chuva. "Sem nenhuma elevação", pensava, "o vento flui por este campo livremente". Ao prestar mais atenção, percebeu que, qualquer elevação a qual existia ali, fora destruída. Chegou à conclusão que campo foi artificialmente planejado.

    Percebendo que o dragão era quem o aguardava tranquilamente até que chegasse naquele campo, a mão direita de Kleist subiu instintivamente até o cabo da espada.

    O dragão rompeu do céu e atingiu-o em cheio com sua pata. Kleist saiu rolando pelo chão; tentando manter-se de pé, começou a deslizar e só parou quando cravou a espada no chão para frear.

    A criatura tinha a pele tão verde quanto uma esmeralda; três chifres em sua cabeça: dois laterais bem curvados e um no centro. Suas asas eram de um verde quase transparente, mas com um certo brilho. Tão belo quanto mortal.

    O dragão correu em direção ao seu inimigo. As chamas amarelas envolveram o corpo e a espada de Kleist. A criatura alada abriu a boca e disparou um turbilhão de vento. Surpreendido, não deu tempo para que Guerra segurasse em algo, assim saindo voando. O dragão o alcançou e desferiu um golpe com a pata. O corpo de Kleist brandiu contra o chão — o solo afundou — e quicou, mantendo-o no ar tempo o suficiente para ser atingindo, entretanto, desta vez, fora golpeado de baixo para cima, sendo arremessado aos céus.

    Enquanto subia, Kleist sentia a dor alastrar-se em seu corpo — um filete de sangue escorreu pelo canto de sua boca —, mas seu rosto manteve a inexpressividade. Segurando forte o cabo da espada, girou-se no ar. As chamas amarelas fizeram um círculo envolta do Selo e foram disparadas em forma de corte para baixo. O dragão, que subia, dispersou as chamas com um turbilhão de vento, mas ainda sim sofreu um corte em sua face. Contudo, isto não mudou muito a situação de Guerra. O dragão abriu a boca e, quando o Selo entrou nela, tentou fechá-la, mas não conseguiu. De prontidão, Kleist havia criado várias lâminas dentro da boca criatura, impendido de fechar. Ele estava segurando em uma destas lâminas para não cair goela abaixo.

    — Iria ser a terceira vez que eu seria engolido — reclamou.

    Sua espada ficou envolto em chamas amarelas, então cravou-se no céu da boca. A fera rugiu e cuspiu o Selo junto com suas espadas em direção ao chão. Caindo de costas para o solo, Kleist observou o dragão dar meia voltar e redirecionar em direção a ele. Seria esmagado contra o chão por toneladas e mais toneladas.

    — Despertar: Deus da Guerra.

    As chamas amarelas explodiram. Com o impacto, o solo se fragmentou. O dragão instintivamente jogou o corpo para o lado, e um corte revestido pelas chamas amarelas subiu, cortando sua asa esquerda. Sem equilíbrio, a criatura brandiu contra o chão, fragmentando-o e causando forte tremor.

    Kleist estava revestido com sua armadura negra adornada com linhas amarelas e seu elmo com chifres. Sua espada tornou-se uma luz amarela e intensa. Seus olhos amarelos brilhavam ainda mais intensamente.

    Sem perder tempo, o dragão ergueu-se do chão, parecendo não se incomodar do fato que sua asa fora cortada. Ele disparou a rajada continua de vento pela boca e avançou ao mesmo tempo. De imediato, o Selo da Guerra cravou a espada no chão, lâminas emergiram logo atrás dele e impediram-no de sair voando. E o dragão ainda vinha em sua direção soprando o forte vento.

    “Não seria mais fácil e sábio juntar nossas forças?”, sussurrou Odin para Kleist.

    — Não preciso de sua ajuda. Calado.

    “Aaah, tão orgulhoso. Um autêntico discípulo de Lúcifer, com certeza.”

    Sem nada que pudesse fazer, o Selo fora golpeando forte pelo dragão e, novamente, foi arremessado com violência pelo chão, todavia, desta vez, colocou-se de pé rapidamente. Suas mãos estavam nuas, e sua espada estava cravada na perna dianteira direta do dragão.

    Desde o início, Kleist estava na defensiva, esperando suas chamas aumentarem seu poder. Com o despertar, isso agilizou em muito o processo, e agora havia acumulado força o suficiente. Estava na hora de tentar a ofensiva.

    O Selo da Guerra moveu-se a curtos passos para o lado, com seu olhar focado em sua presa. Notando algo diferente, o dragão hesitou em atacar de imediato e ficou fintando o Selo de volta. Quando a criatura fez que ia atacar, Kleist adiantou-se. Ele levou seus braços para trás e disparou uma quantidade exacerbada de chamas amarelas, impulsionando-o rapidamente para frente. O dragão, pego de surpresa, tentou mover seu pesado corpo o mais rápido que pode, mas não o suficiente. Kleist alcançou sua espada e, graças a velocidade que estava mais sua força, decepou a perna do dragão relativamente fácil. A fera rugia enquanto o mar de sangue fluía. Concentrando suas chamas no braço esquerdo, Guerra acertou uma palmada no estômago do dragão, que perdeu o equilíbrio e tombou.

    Kleist retirou sua manopla esquerda — sua pele estava cheia de cicatrizes, assim como as de um homem que viveu várias guerras —, e um pequeno cristal estava na palma da mão. O dragão rugiu ainda mais quando o cristal, que fora jogado em sua ferida, começou a marcar a runa em sua pele. Guerra saltou e disparou um corte no grande cristal verde, sendo facilmente cortado.

    Continua <3 :p

    Curiosidades:

    Boros: líder do Guerreiros Sagrados. O velho Boros é o último da antiga e lendária ordem dos Mephistos. Ele seria o pai de Anne (a última dos Mephistos na linha temporal dos Selos), mas ela não chegou a nascer aqui. Apenas filhos de sangue dos Mephistos podem continuar a ordem, e, por estar velho, a ordem acabará com ele. Sendo assim, Boros ensina tudo o que pode para os Guerreiros Sagrados.

    Arma: uma falsa bengala, que na verdade é uma espada.

    Magia: aerocinese. Bem mais aprimorada do que a da Mary.

    Idade: 61 anos.

    Altura: 1,85 metros.

    Aparência: cabelo curto raspado e já branco por causa da idade. Seus olhos são pretos, e sua pele morena. Graças aos seus treinamentos diários, Boros mantém seu corpo ainda bem firme, apesar de ser franzino, mas isso não é o suficiente para sua pele não ter enrugado.

    Características: um grande sábio de mente aberta. Apesar de ser cego, ele enxergar melhor do que qualquer um. É sério na maioria das horas, mas sabe brincar quando é o momento certo. Sua calma é muito notória, até porque, treinou os Guerreiros Sagrados desde quando eram crianças.

    Gosta: chá.

    Odeia: não poder ver o quanto as aparências de seus pupilos mudaram com o passar do tempo.


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