Amor Inesquecível

  • Aelita
  • Capitulos 15
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 3 horas

    12
    Capítulos:

    Capítulo 12

    Desejos

    Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo

    — Professor?

    — Vamos entre. Te levarei para casa.

    — Podemos ir outro lugar? – Já não estava com ânimo para nada, só queria ter um momento de paz, e organizar meus pensamentos.

    — Para onde deseja ir?

    — Qualquer lugar.

    — Entre.

    Dei a volta no carro entrei, me mantive em silêncio enquanto coloca o cinto de segurança, ele apenas dirigia em direção ao centro da cidade.

    — Aconteceu alguma coisa? Nunca te vi tanto tempo calada.

    — Meu pai apareceu, não quero falar disso.

    Ele continuou a dirigir, será que ele estava bravo comigo? Foi impressão minha? Era melhor pedir desculpas, eu havia me referido a ele, com certeza ele havia ouvido o que eu disse, não queria ter sido mal interpretada.

    — Desculpa. – Por fim disse. Ele me olhou de relance.

    — Não deveria ter digo aquilo, ter te chamado de gay, sei que você ouviu. Eu não tinha esse direito. Eu sei que não é Gay. Eu disse você era gay, de uma forma de brincadeira, sabe por causa do boato.

    Pode ouvir ele respirando fundo.

    — Não vou fingir que não fiquei bravo por ter ouvido você dizer isso quando entrei na sala. Ele parou o carro no sinal vermelho, passou mão no cabelo os puxando para trás.

    — Você não tem noção do quando eu tive me controlar hoje, não mandar todos saírem da sala. Te agarra ali mesmo e provar o contrário.

    Nossa! Duro depois de ouvir essa, gostaria mesmo que isso tivesse acontecido. O sinal abriu ele voltou a dirigir.

    — Eu gostaria que isso tivesse acontecido. - Disse com sorriso no rosto para provoca-lo .

    — Não vai querer voltar atrás com suas palavras?

    — Não mesmo.

    Chegamos na praia ele procurou uma vaga e estacionou. Onde eu moro não era muito longe do centro da cidade ou da praia. Tinha bastava para caminhar, meia hora chegaria na praia, de carro bastava cinco minutos, descemos do carro deixei minha mochila no carro, começamos a caminhar em direção a um quiosque, havia frente beira mar, no calçadão.

    — Que comer algo?

    — Não.

    Senti sua mão na minha cintura me agarrando rapidamente, me beija. Me pegando de surpresa. – Você não disse que eu não era homem? Vou te provar que sou um.

    — Eu não disse era hom.....

    Ele me agarra me levanta, começo a me debater. – Me coloca no chão.

    Ele começa a rir, idiota com certeza estava tirando onda minha cara.

    — As pessoas então olhando nós.

    — Não me chame de professor, estamos fora da escola.  Ele me corrigiu. Ele me desceu em cima de um banco que dava de frente pro mar. Ele se sentou, me puxou para senta-se no seu colo, senti sua mão em volta da minha cintura evitando que eu levantasse.

    — Melhor assim.  Sinto aproximação de seus lábios no meu pescoço, sinto arrepios automaticamente me encolho.

    — Senti arrepio em? – Ele pergunta dando uma risada fraca e provocando.

    —Sim, um pouco. Ele volta a beijar meu pescoço, me dando novamente sentir arrepio. - Para!

    — Tá bom eu paro.

    — Já estamos longe olhares curiosos, que história essa de eu ser gay? Me ajeitei no seu colo me virando em sua direção.

    — Não sei. Foi eu ouvir dizer, uma amiga me contou. Eu devo pergunta a você?

    Ele passa massageia o queijo parecendo pensativo. – Além das vezes que dei liberdade aos meus alunos com certas brincadeiras, não me recordo algo que tenha feito, as alunas pensarem que sou gay.

    — Não será intemperaram você mal maneira, estar sempre jogando bola com os meninos, ou sempre alguém te pergunta e “casado ou tem filhos”, você nunca responde . Geralmente esses tipos de perguntas.

    — Odeio, contar sobre a minha vida pessoal para os alunos.

    — E tão difícil responder se não é casado? -Começo a lembrar da sétima série, ele me dava aula, era professor divertido e vivia fazendo suas graças.

    — Do que está rindo?

    — Nada, só estou lembrando, você me dava aula sétima série, não passava de um professor palhaço. – Eu faço bico. - Agora não passa de um professor rabugento e mau humorado.

    Digo imitando ele hoje. - Sem conversa, terei de mudar vocês de lugares. 

     Ele começa a gargalhar, com a minha imitação. – Não posso dar trégua para vocês do terceiro ano, já querem começar a fazer zueira.

    Finjo está ofendida. – Eu sou quetinha.

    — Você é exceção.  Se não colocasse ordem, sua sala vira quase um bordel ao vivo.

    Fechei a cara lembrei oferecidas se insinuando para ele.  – E até parece que não gostou de ver a calcinha da Brenda!

    — Parabéns menina, nossa relação mal começo, já aprendeu como brigar!

    — Não me chame de menina! O que eu posso fazer se todas do terceiro ano, ou sei lá mais quem estão loucas para se atirar em seus braços, ainda por cima na minha frente?

    — Como assim todas? Não estou te entendendo.

    — As garotas do terceiro, fizeram uma aposta, quem pegar o professor de matemática Felipe, ganha uma bolada de dinheiro. Elas querem tirar essa história a limpo se você é gay ou não.

    Ele assobiou.

    — E quando estou valendo nessa aposta?

    O encarei olhei feio. Dei um tapa no seu ombro.

    — Aí! Seu tapa arde.

    Mostrei a língua, você mereceu, para provoca-lo.

    — Hum... Por isso que as garotas do terceiro estavam em cima de mim hoje. Quero saber o que houve entre você seu pai. A senhorita, não estava com uma cara nada boa.

    — Já disse que não quero falar sobre isso.

    — Você prefere lidar com sua mãe?

    — Está me ameaçando contar para minha mãe?

    — O que prefere? Eu ficar sabendo, ou sua mãe? O pior algo ruim possa acontecer com você, ficaremos muito preocupados.

    — Não diga minha mãe ela vai surta novamente em saber meu pai apareceu na escola. – Ele ergue-o sobrancelha me encarava.

    — Tá eu conto! – Bufei

    Tentei evitar esse assunto, não foi possível, comecei a contar alguns detalhes do que ocorreu menos a parte que ele tentou me bater, não sei qual seria reação do professor. E quando nós conversávamos sentia ele alisando minha perna, não tive medo, ele não tentou passar do limite, cada beijo ficava cada vez mais gostoso de saborear. Escutava som do mar, sentia o cheiro da água salgada, olhava a multidão passeando pelo calçadão ver vários casais de mãos dadas caminhado juntos.

    Aquilo tudo me fez pensar nesse momento com meu professor não apenas um doce sonho. Nunca pensei um dia viria a praia namorar, parece tudo surreal para mim.

    Percebemos que hora havia passado muito rápido, ele me levou para casa, no horário se eu tivesse saindo da escola, ele parou o carro, vi minha mãe saindo de casa. Ela me viu saindo do carro, me jogou aquele olhar só mãe faz estremecer, “E melhor dizer toda a verdade tem a dizer, se não quiser apanhar ou ficar de castigo”.

    Lembrei quando pequena as vezes aprontava com minha prima. O professor saiu do carro a cumprimentado.

    — Boa noite Srta. Emi.

    — Boa noite. Aconteceu algo novamente? – Ela perguntou.

    — Na verdade não. Gostaria de conversar outro assunto com a senhora.

     - Desculpe, tenho de sair ir trabalhar.

    Trabalhar? Geralmente minha mãe apenas trabalhar a noite no sábado no restaurante. – Mãe. A srta. Só trabalha a noite no sábado.

    — Me chamaram de urgência no restaurante, tenho que ir, ah e antes que me esqueça. Sua prima ligou disse para você retornar à ligação, ela disse que tem uma viajem agendada pra você.

    FELIPE POV

    Minha manhã já havia sito agitada meu envolvimento com Aelita, foi trabalhar no período da tarde dar aula para quinta série. Minha tarde começo a piora, minha irmã me liga me avisando levaria a Eli no hospital, ela começou a ter ataque de sinusite, me deixando mais preocupado.  Para piora mais ainda Kelly, colega de trabalho, insistiu eu ajudasse ela no projeto jovem aprendiz, não tenho nem interesse romântico na Kelly só considero ela colega de trabalho nada mais, deixe bem claro meu envolvimento.

    Terminei a aula com a turma da tarde, fiquei na sala dos professores corrigindo exercícios, alguns alunos comeram a chegar cedo, a maioria era alunas, começaram a me fazer perguntas pessoais, até mesmo sobre matéria. Pude perceber algumas estava dando em cima de mim, não dei trégua. Assim escutei bater o sinal, me dirigir dar aula estressado e preocupado com minha sobrinha, já minha irmã não havia ligado para dar notícias.

    Daria minha primeira aula a noite seria na turma de Aelita. Eu entrei na sala escutei ela pronunciar meu nome me chamado de gay. É claro que fiquei puto!  Ela achando que não sou homem suficiente? O que?

    Minha vontade era mandar todos sair da sala, mostra ela quem é homem de verdade. Claro, não poderia fazer isso.

    Dei aula normalmente, comecei a ficar cada vez mais irritado as garotas decidiram levantar as blusas, não que eu ligasse já estava passando do limite Brenda uma das minhas alunas começou se mostrar, perdi toda minha paciência, mandei todas se arrumarem. Queria inventar alguma desculpa consegui conversar com ela sobre o que ouvi, infelizmente eu procurei a sala dela havia sido dispensada, decidir ir embora, já não mais o que haver amanhã tentarei conversar com ela. Saio da escola pego a avenida principal sempre atento meu redor vejo ela caminhando lentamente pela rua, estava com uma cara nada agradável.    

    Parei próximo a ela, a chamei. Era uma boa oportunidade de conversamos a sós. Ofereci leva-la para casa, ela pediu para irmos para outro lugar, aceitei seu pedido, levei-a até a praia poderíamos caminhar, conversar. Nos entendemos, passamos o tempo conversando perguntei sobre seu pai ela não quis entrar em muitos detalhes sobre o corrido.

    Apreciamos o momento juntos nos conhecemos mais, até mais do que eu dirigia.  A levei de volta para casa, sua mãe estava preste a sair, para ir trabalhar.

    Não poderia mentir minhas intenções com sua filha, mas sendo o professor dela teria que conversar em particular com a mãe dela, alguma hora. Eu ofereci leva-la para o trabalho, teríamos tempo para conversar.

    — Se quiser posso leva-la á seu trabalho, claro isso srta. não se importa. Podemos conversar. – Eu sugeri.

    — Não há necessidade. Sei seu envolvimento com minha filha.

    — Eu lhe devo explicações.

    Ela negou com cabeça. – Não lhe deve. Não vou me meter na relação de vocês dois, vocês já são bem crescidos. Acredito sei o querem.

    — Apenas quero respeito entre aluna e professor como se estivessem na escola. Está me ouvido Aelita?

    A mãe de Aelita a olhou sério, pude ver Aelita apenas ouvia sua mãe atentamente.

    — Sim. A srta. havia me avisado para impor limites na escola.

    Ela se aproximou da filha a dando um beijo no rosto, lhe disse algo antes de se afastar.

    — Bom eu já vou indo. Querida eu fiz bolo. O convite para entrar.

    No início pensei que a mãe dela teria um surto saber que eu teria algum envolvimento com sua filha, ela não deu a chance de me explicar o que estava acontecendo. Me pegou de surpresa, sabia que a mãe de Aelita é uma mulher super educada e gentil, nunca pensei que confiaria em em um homem como “eu” deixar ter envolvimento com sua filha.

    Acredito que se eu fosse pai de verdade, jamais deixaria algum moleque ou homem chegar perto da minha filha.

    Deus! Não quero nem imaginar quando Emi estiver nessa idade! Só do que já fiz, eu penso em fazer com Aelita estivemos a sós! Só de imaginar algum homem, pensaria a mesma coisa que eu. Jamais deixaria algum filho da puta chegar perto da minha sobrinha, tipos de pensamentos impróprios.

    Que castigo!

    Não deu tempo deu insistir de leva-la ao trabalho sua mãe me cortou, meu convite. Me deixado a sós novamente com Aelita, nada tivesse acabado de acontecer .

    Aelita me convidou para entrar. Aceitei, segui até o hall de entrada da casa.

    — Eu vou trocar de roupa, um momento. Fique à vontade.

    Me sentei no sofá esperei em silêncio ela mudar de roupa.

    AELITA POV

    Mudei roupa mais rápido possível sai á procura do meu professor. Estava pronta? A sala estava silenciosa. Estava ansiosa ficar a sós com ele, o melhor minha mãe havia permitido, eu não esperava essa atitude dela.

    Ela confiava em mim, eu não podia quebra essa confiança que ela depositou em mim. Encontrei meu professor. Ele estava de costas falando no telefone, esperei ele terminar de falar, no meio pude ouvir o nome da sua sobrinha. Ele desligou eu perguntei me aproximando dele no sofá.

    — Está tudo bem com sua sobrinha?

    — Sim, ela teve um ataque por causa sinusite, parece que já melhorou.

    Não poderia negar que ele ficava lindo até mesmo preocupado.

    Me peguei pensando em como ele me segurava de uma forma interessante. E então me dei conta que interessante não era bem a palavra mais adequada para o que eu sentia quando estava em seus braços.

    Não sei onde tirei tanta coragem, sentei seu lado então encostei minha cabeça em seu ombro e agarrei seu braço.

    — Você tem essa mania de ficar sem sutiã? -Ele falou depois de praticamente me despir com os olhos e me deixar ainda mais envergonhada.

    — Só em casa, não vejo problema. – Disse em tom de provocação

    — Menina! – Ele me repreendeu. No entanto, a forma como ele falou o “menina” preencheu o meu corpo de necessidades que eu até então desconhecia. O que era aquilo? Meu professor suspirou balançando a cabeça em desaprovação.

     De onde eu conseguia tirar tanta coragem? Estava na minha sala sozinha com meu professor, estava usando blusa de alça sem sutiã e short curto. Começava a considerar a hipótese de que estava enlouquecendo.

    Tantos pensamentos impróprios que ele me despertava.

    — Já lhe disse não sou menina!

    — Então prefere eu te chame de pequena? – Ele começou a gargalhar, olhei feio peguei a primeira almofada que estava meu lado o joguei nele.

    — Você adora me provocar.

    — Eu? Imagina? Acha mesmo que isso é provocação?

    Ele se aproximou de mim, me agarrou pela cintura me trazendo para mais perto de si. Meu corpo foi erguido para trás com sua aproximação, ele sorriu e para minha surpresa, me puxou para seus braços e me beijou.

    Caramba! O que era aquele beijo? Parecia que o mundo havia deixado de existir. Senti seus lábios macios se movimentando nos meus. O encaixe era perfeito. Sua língua tocou meus lábios e eu os abri para recebê-la. O sabor não era comparado a nada que eu já tivesse experimentado antes. Deixei que ele brincasse com minha língua e grudei meu corpo ao dele. Suas mãos se movimentaram. Uma descendo pelas minhas costas e me prendendo a ele e a outra subindo até minha nuca segurando meus cabelos com força. Eu queria que me invadisse de todas as formas possíveis. Depois de um tempo nos devorando, ele se afastou. Eu estava ofegante e ansiosa por mais.

    Suas mãos começou a cariciar minha coxas, sentir onde ele me toca queima, com ansiedade seus toques.

    — Me disse que não sou homem? Fala!

    Me mantive calada. Ele não teve tempo de processar informações, me puxou para um delicioso beijo cheio de heresia que eu jamais havia ousado experimentar antes.

       Mordi o lábio inferior para não sorrir amplamente, corando de uma maneira violenta, pensando no tanto de coisas que faríamos. Ele tocou meu rosto com as costas da mão e ficou me olhando.

    — Linda.

    — Não é verdade, não sou bonita.

    — Você não sabe o que está dizendo. Isso vai ser muito interessante, menina.

    Fechei os olhos pensando e deixando levar aquele delicioso momento novas sensações, mas foi neste exato instante que seus dedos acariciaram meu rosto. Outra vez a sensação de estar sendo queimada me invadiu. Ofeguei e mordi os lábios. Seus dedos desceram pelo meu pescoço, roçando a pele, passearam pelos ombros, indo em direção ao volume dos meus seios. Acredito que parei de respirar de medo mesmo tempo ansiedade.

    Senti seus dedos preencherem meu seio direito, seus beijos ficavam mais intensos, ele parou e se afastou. Antes de se afastar de mim por completo sussurrou meus ouvidos me fazendo arrepiar toda.

    — Vamos com calma, teremos mais oportunidades. Ele me ajudou a sentar- arrumei minha postura envergonhada.

    — É melhor eu ir. Assim que eu chegar em casa, mando mensagem.

    Apenas concordei, levei-o até o portão e me despedi, já estava tarde. Fechei o portão entrei em casa comecei gritar igual uma louca.

    — Deus!! O que foi isso!! Isso foi.... Tão bom.

    Queria ligar para minha melhor amiga contar tudo que havia acontecido, deus precisava contar, alguém dividir toda essa minha felicidade, infelizmente não poderia contar para ninguém.


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