Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 149

    Esperança

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooo,

    Bem, pelo menos para mim, não estava sendo possível logar no site, mas acho que isso foi para geral

    Já que fiquei um tempo sem postar, hoje será capítulo duplo!

    Boa leitura ^^

    A barreira mágica laranja semitransparente era grande o suficiente para proteger todos que estavam atrás dela. Com o contando na barreira, as chamas do dragão se espalhou por ela e ficou estagnada, ao mesmo tempo que as chamas dos Selos iam diminuindo gradativamente.

    Mikaela estava sentada no chão com o braço direito esticado, assim mantendo a barreira sem muita dificuldade, aparentemente.

    — Porra, essa foi por pouco — ela comentou, levantando-se.

    Edward, Kleist e Dante também se levantavam. Aiken e Pietra começaram a alongar os braços em aquecimento. Lua e Camille estavam com os olhos arregalados sem entender nada.

    — Muito pouco. — Edward jogou o cabelo recaído em seus olhos para trás. Sua foice azul já estava em punhos. Em um tom solene, disse: — Pietra, de o máximo de auxílio para que os humanos sobrevivam.

    — Sim, capitão. — As chamas verde pulsaram, e Pietra saiu em disparada.

    — Kleist, Aiken, obliterem qualquer demônio em sua frente.

    Os dois assentiram e partiram com suas respectivas chamas ardendo em seus corpos.

    — E Dante... — Ed apontou para o dragão. — Faça aquele merda parar de cuspir fogo. Agora.

    Dante sorriu.

    Suas chamas vermelhas espalharam — Lua e Camille sentiram o fervor, mas não se queimaram. Tomando um pouco de distância, Fúria correu e saltou em direção a torrente. A chama laranja começou a ser empurrada pela vermelha.

    Confuso e tentando entender o que estava acontecendo, Bahamut viu o Selo indo de encontro com o dragão. Com indiferença, o rei dos demônios flutuou alguns metros acima do dragão. Dante se chocou contra o dragão, e os dois saíram rolando pelo chão, com a criatura rugindo. A torrente de chamas cessou.

    Edward assobiou.

    — Quanta eficiência! — ele disse.

    — Edward, foco! — advertiu Mika. A barreira começou a estilhaçar-se quando ela abaixou o braço.

    — Desculpa, desculpa. Nós de suporte, sim?

    — Claro. E o que você vai fazer?

    — Eu...? — Ele olhou ao redor coçando o queixo. Ao ver o seu eu daquela linha temporal lutando ferozmente contra uma jovem de cabelos brancos, sorriu. — Eu vou cuidar de mim mesmo.

    Miana e Morte trocavam golpes rápidos. Não conseguindo acompanhá-lo, ela fora atingida com um chute no estômago que a fez cuspir sangue e deslizar para trás. Erguendo a cabeça, Miana viu a lâmina azul da foice se projetando em sua direção e também viu Morte sendo atingindo na cara por um chute, sendo arremessado violentamente. Agora, ela viu um segundo Morte, deixando-a confusa.

    — Você é corajosa, moça. — Ed sorriu. — Agora, relaxa aí.

    Morte se levantou do chão. Sua expressão sombria se manteve, não parecendo surpreso por tem um outro ele. Após cuspir sangue, avançou. Ambas as foices se encontraram, espalhando chamas azuis. Os dois começaram a voar e os golpes eram trocados sucessivamente, sem parar.

    A expressão de fúria em Miana se esvaiu e foi tomada pela de confusão. A Guerreira Sagrada esqueceu completamente do combate que a cercava, tendo olhos apenas para aqueles dois seres.

    Edward começou a aumentar o ritmo de ataque, e o Morte daquela linha temporal começou a não conseguir acompanhar movimentos — teve seu corpo talhado e, por fim, fora atingindo por um chute, que o fez ser atirado contra o chão.

    — O meu eu daqui é tão fraco assim? — Edward suspirou. Ele pousou no chão. — Patético.

    Subitamente, Edward girou seu corpo para trás, e viu Bahamut chegar ao chão alguns metros dele.

    — Oláá — cumprimentou Bahamut, sorrindo e erguendo a mão esquerda.

    Não muito distante do confronto principal, Dante e o dragão travavam sua batalha. O dragão redirecionou sua pata dianteira direita em direção ao Selo para esmagá-lo. Dante, concentrando suas chamas vermelhas em seu braço direito, socou o ar. A pressão junto com as chamas vermelhas empurraram a pata do dragão para trás. Fúria saltou e acertou-o com um soco de esquerda embaixo da mandíbula — a cabeça do dragão pendeu para trás, mas voltou para frente rapidamente e atingiu o Selo em cheio, que voltou para chão. Dante absorveu boa parte do dano do ataque cruzando seus braços, deixando-os doloridos.

    As duas bestas se entreolharam furiosos.

    O dragão vermelho lançou a torrente de chamas. Dante foi completamente engolido pelo fogo e começou a ser empurrado para trás. Ele aguentou a ardência enquanto acumulava suas chamas nos braços. Quando juntou o suficiente, Dante disparou as chamas vermelhas de uma vez, que começaram a disputar contra a laranja.

    Em meio as chamas, o Dragão e o Dante surgiram, e o punho direito do Selo se chocou contra a pata direita, causando uma pressão forte o suficiente para fragmentar o chão sob eles. Fúria se preparava para dar outro golpe, mas a cauda do dragão o atingiu antes disso. Ele saiu deslizando pelo chão, tentando frear com os pés — onde a cauda o acertou estava marcado com alguns arranhões — mas o chão acabou, e começou a cair do precipício. Olhando para baixo, ele viu a longa queda pela frente terminando em um lugar rochoso.

    Uma sombra grande o cobriu.

    Dante, voltando seu olhar para cima, observou o dragão vermelho mergulhando em sua direção. Ele arregalou os olhos.

    "Vou ter grandes problemas se um bicho tão pesado daqueles e naquela velocidade me atingir."

    Ele viu as chamas amarelas atingirem o dragão nas costas. A criatura rugiu de dor e começou a cair desajeitadamente, assim passando do lado do Dante e chegando ao chão primeiro que ele. A cortina de poeira surgiu com o impacto, aumentando ainda mais quando Dante chegou ao chão. O Selo da Fúria rapidamente saiu da poeira para tomar distância do dragão. Kleist também saiu da poeira em seguida em um salto, cravando sua espada no chão para parar ao lado de Dante.

    — Pensei que você estaria matando demônios com o Aiken — disse Dante.

    — Você sabe como ele é quando se anima matando demônios. — Kleist descravou a espada manchada de sangue do chão e repousou em seu ombro. — Não deixa nenhum para a gente.

    O dragão dissipou toda poeira com o bater de suas asas. Kleist havia talhado as costas dele, fazendo com que o sangue escorresse por suas pernas. A fera lançou um rugido, e ficou parado analisando os dois Selos por um instante.

    — Tenho um plano — afirmou Dante.

    Kleist olhou para ele, mas manteve sua inexpressividade.

    — Acho melhor não.

    — Mas você nem sabe qual é meu plano!

    — Mas... acho melhor não.

    — Relaxa! — As chamas vermelhas se intensificaram ao redor de Dante.

    — Espe-

    Fúria avançou e saltou em direção ao dragão, preparando-se para desferir um soco. O dragão abriu a boca e Dante foi engolido. Após poucos segundos, Kleist arregalou os olhos e ficou boquiaberto.

    — AH! SEU RETARDADO!

    O dragão começou a bater as asas. Kleist, praguejando mentalmente, começou a correr. Ele cravou a espada envolto em chamas amarelas na montanha, e várias lâminas começaram a sair da rocha. Utilizando as lâminas como escada, Kleist subiu e saltou em direção ao dragão que acabara de levantar voo, segurando-se em sua cauda.

    De volta a área de embate, Aiken cravava sua katana negra esquerda na cabeça de um demônio que estava caído no chão e trespassava a garganta com a lâmina direita de um segundo que estava vindo em sua direção. Ele espirrou, descravou a lâmina da garganta do demônio e limpou o muco escorrendo com as costas da mão.

    — Tem alguém falando de mim. — Ele descravou a lâmina do demônio recaído no chão. Olhou ao redor, e viu que praticamente todos os demônios estavam mortos. Não viu nenhum sinal de Kleist, mas viu Pietra protegendo um grupo de pessoas enquanto recuavam, entretanto um demônio grande musculoso corria para atacá-la por trás. — HEEEY, tem um demônio atrás de você, tá ligado?

    Pietra escutou uns gritos, quando olhou para o lado enxergou Aiken mexendo os lábios e sinalizando para trás. Ao virar-se para onde Aiken apontava, ela viu o demônio grande indo em sua direção. Com um sorriso doce, Pietra jogou seu machado, que foi girando até cravar no meio do cabeça do demônio. A criatura caiu já morta alguns centímetros de Pietra, e ela pegou seu machado de volta em seguida.

    — OBRIGADA! — ela agradeceu, sorrindo e acenando de volta.

    — QUE NADA! — Aiken sorriu de volta.

    As chamas prateadas envolveram a katana esquerda e ele lançou um corte nos demônios que passaram voando sobre ele.

    — E eu achando pombos um saco.

    Os corpos em pedaços caíram no chão, e ele fez uma rápida expressão de nojo.

    Continua <3 :p


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