Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 148

    Desesperança

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooooo,

    Estou meio sem criatividade para bostejar hoje, então...

    Boa leitura ^^

    Aiken e Pietra

    Lua se teletransportou para a sala do trono no castelo de Arcádia, trazendo junto consigo Aiken, Pietra, Eri e as três crianças. Todos estavam sujos de suas batalhas. Eri e as crianças ficaram aliviados em saber que estavam em um lugar onde uma grande quantidade humanos viviam.

    — Então quer dizer que temos uma Lua, Lau e Lyu aqui? — disse Aiken. — Nossa, temos um autor esbanjando sua criatividade!

    Lua olhou de um lado para o outro, e achou estranho sua Rainha ou qualquer outro Guerreiro Sagrado não estar ali, apesar de serem irresponsáveis as vezes, nunca deixavam aquela sala vazia daquele jeito. Fora isto, o castelo estava em silêncio! Nunca aquele castelo ficava em silêncio. Preocupada, ela caminhou em direção a saída, então um criado apareceu em sua frente.

    — Onde estão os outros? — perguntou a ele.

    — Senhorita Lua, infelizmente o reino de Arcádia está sendo invadida por demônios neste exato momento — ele respondeu rapidamente.

    Um tremor aconteceu.

    Aiken e Pietra se entreolharam.

    — Lua, nos leve para lá agora — pediu Pietra.

    Lua olhou para Pietra com dúvida.

    — O quê...

    — Só nos leve — agora, quem pediu fora Aiken.

    Lua parou por um instante. Seu reino, o último reino dos humanos, estava sendo invadidos por demônios, e agora dois seres misteriosos pediam para serem levados para o confronto.

    — Lua! — vociferou Aiken.

    Ela mordiscou o lábio com força e agarrou os braços dos dois.

    — Espero que saibam no que estão se metendo — ela murmurou. Seus raios verdes começaram a ser repassados para os Selos. — Delírio.

    ***

    Dante

    Em meio a uma densa floresta, Dante carregava Mary em suas costas, que dormia babando em seu ombro. Atrás deles, seguiam alguns dos humanos que estavam presos junto com eles. Já iria fazer mais de um dia que eles estavam caminhando, fazendo pequenas pausas para descansar, comer e refrescar em um rio. Mary havia dito que não era bom ficar muito tempo parado em um mesmo lugar, pois poderiam haver demônios em seus encalços. Apesar disso, todos estavam animados o suficiente para ir em um reino livre dos demônios, então esforçavam-se o máximo para isso, não ligando para o quanto estavam fadigados e doloridos.

    Dante remexeu seu ombro, e Mary bateu sua cabeça contra o rígido ombro até que acordasse bocejando.

    — O que foi, Grandalhão? — perguntou com voz sonolenta.

    — O que foi?! Você é única que sabe o caminho certo e está dormindo!

    Mary deu uma risadinha.

    — Descuuuuuulpa!

    Ela deslizou pelas costas de Dante e ficou de pé. Sentiu a dor subir da sola de seus pés até a ponta da cabeça, mas ela aguentou.

    — Estou bem agora. Obrigada, Grandalhão. — Sorriu. Mary olhou ao redor, observando o máximo de detalhe que conseguia. — Estamos perto. Não achou nenhum a animal ou demônio no caminho? — Ela pendeu a cabeça para o lado.

    Dante negou com a cabeça.

    — Não. O caminho esteve tranquilo até então.

    — Estranho... deveríamos ter encontrado pelo menos alguns animais. — Pensativa, ela levou sua mão esquerda com os dedos entreabertos em seu rosto e fechou os olhos. Sentiu o vento roçar suavemente em sua pele, notando algo diferente nele. — Acho que tem algo de errado acontecendo.

    Mary tomou a frente a passos largos e apressados, e Dante a acompanhou. O ritmo dela aumentou quando começou a escutar barulhos que parecia ser gritos, seguidos por um forte rugido e um tremor. Quando enfim saíram da floresta, logo repararam que estavam em cima de uma das várias montanhas ao redor de Arcádia. Mary arregalou os olhos ao ver o dragão, os demônios e todos os guerreiros de Arcádia lá embaixo. Já Dante, ao ver aquilo, sentiu algo diferente.

    — Jogue-me lá — ele apontou para o confronto.

    — Eu também irei lutar!

    — Mary! Eu sinto que eu tenho que ir para lá. Sinto que por este motivo que estou aqui. — Fez uma pausa. — Confie em mim.

    Mary fintou Dante. Ela havia testemunhado a força dele, e, além disso, sabia que não era a força total. Se ele sentia que aquele era motivo de sua vinda, ela sentia que devia confiar nisto. Tendo isso em mente, Mary assentiu em silêncio e tomou distância do Selo. Dante abriu os braços de frente para ela e sorrindo disse:

    — Use toda sua fúria nisso, Pequenina.

    Mary deu um pequeno sorriso, e o vento tomou seu braço direito, fazendo seu curto cabelo se remexer violentamente, assim como as árvores.

    — Disso eu tenho de sombra — ela disse.

    Dante engoliu seco.

    Mary disparou a rajada de vento em Dante, que foi atirado violentamente em direção ao confronto.

    — Acabe com eles, Grandalhão.

    ***

    Edward

    Enfim saindo da área onde chovia sem parar, Edward, Lizzie e os quatro humanos tiveram que subir em uma montanha para poder localizar-se melhor. Sob o sol da tarde, Kai apontou para frente querendo demostrar uma área vaga lá na frente.

    — Ali fica Arcádia — ele disse.

    — Mas tem nada ali — observou uma mulher. Lizzie escutou que o nome dela era Mariah.

    — É justamente isso que querem que pensam. Arcádia tem pilares que a faz, de certa forma, invisível, criando uma ilusão.

    — E como você sabe de tudo isso? — perguntou Lizzie.

    Kai virou em direção a ela, e, ao ver Edward, abaixou o olhar.

    — Eu moro lá. Sair para caçar sozinho, mas acabei sendo pego por aquele grupo.

    Eles desceram da montanha e foram procurar abrigo na floresta. Exaustos, o pequeno grupo decidiu descansar até a manhã do dia seguinte. Todos ficavam afastados de Edward e Lizzie, exceto a Gabi.

    Junto com o anoitecer, não demorou para que todos pegassem no sono. Edward, ansiando dar uma boa mijada, levantou-se em silêncio e adentrou mais afundo na mata. Ele escutou múrmuros e viu um brilho fraco atrás das folhas mais à frente. Desconfiado, seguiu em silêncio na direção da luz. A voz ficou mais alta, mas mesmo assim ele não entendia. Quando havia chegado bem próximo, tropeçou em uma pedra e rolou até a origem da voz.

    Gabi gritou ao ver o vulto rolando pelo chão. Ao ver que era o Destruidor Sadista, tapou a boca imediatamente.

    — Você me assustou! — ela disse, colocando a mão no coração.

    — Estava indo mijar, mas acabei escutando vozes e... — Edward se interrompeu ao vê-la segurando o riso. — O que foi?

    — Sua cara está cheia de lama.

    Edward passou a mão em seu rosto agora marrom e sua mão se lambuzou de lama, e fez uma careta.

    — Sabe, Destruidor, eu estava me aliviando – ela explicou. — Talvez você só tenha escutado eu falando sozinha.

    — Ah. — Depois de um curto silêncio, ele apontou para o lado. — Eu realmente quero mijar, então...

    Ela riu.

    — Boa sorte.

    Sem dizer mais nada, Gabi viu Edward desaparecer na floresta.

    Na manhã seguinte, eles não tardaram para enfim partir rumo Arcádia. Após poucas horas de caminhada, começaram a escutar o barulho do confronto que se travava logo à frente, apesar de nenhum deles ainda saber.

    No momento em que puderam ver o confronto a sua frente, viram a vitória dos Guerreiros de Arcádia, que logo fora ofuscada pelo rugido e aparecimento do dragão vermelho.

    "Droga! Estamos atrasados!", sussurou Sombra.

    — Atrasados? — repetiu Edward, e todos olharam para ele. Expressões assustadas se faziam no rosto de cada um.

    Você e a pentelha aí tem que ir para lá agora!

    — Mas...

    "Inútil..."

    Edward viu uma runa se encandecer sob sua blusa. Sentiu a energia negra pulsar pelo corpo. Esta energia atirou Edward em direção ao confronto, e ele apertou Lizzie forte contra o seu peito.

    ***

    Kleist

    Kleist e Camille estavam estagnados enquanto todos os outros guerreiros tentavam achar algum meio de escapar da torrente de chamas que o dragão estava prestes a disparar.

     Os dois começaram a escutar gritos mais elevado um pouco diferente de um grito de desespero, e, quando olharam para trás para ver quem era, viram Mikaela passar por eles caindo diretamente no chão, rolando poucos metros à frente dos dois.

    — Mikaela? — soou Camille em um tom aguda de surpresa.

    Kleist olhou para a sua esquerda, e viu Dante cair de cara no chão e ir deslizando até parar alguns centímetros dos dois. Virando-se para a direita, Kleist viu Edward e Lizzie rolando violentamente no chão até pararem de barriga para cima entre ele e Mikaela. Ao lado de Edward, Kleist pode ver a chegada de Aiken, Pietra e Lua.

    Os olhares dos Seis se encontraram.

    O dragão disparou sua torrente de chamas.

    Então, no meio do mar de terror e desesperança, as chamas dos cinco romperam aos céus com uma película mágica colorida contornado seu limite, ao mesmo tempo que uma barreira mágica surgia.

    Continua <3 :p


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