Amor Inesquecível

  • Aelita
  • Capitulos 15
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 3 horas

    12
    Capítulos:

    Capítulo 9

    'Medo de Ariscar'

    Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo

    Esperamos que não nos matem a facadas, nem tesouradas, mesadas (não seria uma má opção) ou muito menos a tiros...

    AELITA PO’V

    Me despedi do professor.

    Estava muito empolgada, era uma nova oportunidade descobrir habilidades, pego o papel tento guarda da mochila pego o meu celular percebo que iria perder o ônibus não estava a fim de esperar meia hora para o próximo ônibus. Sai correndo para chegar o mais rápido possível no ponto de ônibus. Meu celular cai do meu bolso do short, Droga! Espero que não tenha quebrado, volto para pega-lo me agacho e o pego me levanto rápido saindo correndo, bato contra algo sólido.

    Fui direto pro chão.

    - Ai! Merda! Meu joelho ardia meu ombro. Nem quis olhar para o local pois sabia que estava sangrando. Fechei os olhos incomodada pela vergonha e pela dor. Dava para ficar pior?

    - Droga! Não sei o que aconteceu. Você está bem?

    Aquela voz? Não era possível. Abri os olhos sem acreditar e parece que foi neste mesmo momento que ele entendeu do que se tratava.

    - Aelita? – deu um risinho sonso. – É. Acho mesmo que a vida está de sacanagem comigo. – Fiquei com tanta raiva!

    _Professor Felipe? Seus olhos chamuscaram, ele balançou a cabeça e desviou sua atenção para meu ferimento.

    - Isso está feio. É melhor cuidamos disso.

    - De jeito nenhum. É só um arranhão. Posso me virar sozinha.

    - Felipe, vou indo na frente. E quando você socorre a garota.

    Não havia percebido o homem, do mesmo porte do professor que estava ao seu lado, os dois estava suando acredito que estavam fazendo alguns exercícios.

    - Então nos vemos a tarde. O homem passou por mim como se nada tivesse acontecido, meu professor se abaixou para pegar algo e me entregar.

    _Seu celular. Preste mais atenção por onde anda. Depois entregar meu celular ele me ajuda  levantar.

    _Vamos cuidar desse seu ferimento.

    - Já disse não precisa. Não foi nada sério.

    _ Para de ser teimosa menina.

    _Não me chame de menina! Já tenho dezoito anos!

    _Não faça uma cena, por favor!

    Ele disse bem baixo. Próximo demais para o meu gosto. Com aqueles olhos que me sugavam, me prendiam e me dominavam, tão fixos nos meus que precisei me concentrar muito para conseguir falar.

    - Meu apartamento fica daqui a uma quadra. Vamos!

    Ele pegou minha mochila, eu apenas comecei o segui-lo em silencio. O professor Felipe não conversava comigo, o que era uma droga! Com tantas pessoas eu poderia ter esbarrado justamente nele? Naquela hora?

    Chegamos no apartamento ele pediu para que eu entrasse, continuei a segui-lo. Chegamos. Ele mandou me sentar no sofá. Me sentei fiquei igual uma boba observando os detalhes da sua sala.  Ele saiu voltando em seguida com uma caixa de primeiros socorros.

    -Não sabia que gostava de andar pelo centro. - Ele não prestava atenção em mim e sim em meu ferimento que ainda ardia.

    _ Não gosto de sair muito. Eu faço curso de amanhã.

    Meu professor parou um segundo, suspirou e abriu a caixa para pegar algodão e retirou um spray. (Merthiolate?)

    -Que tipo de curso está fazendo? – Ele limpou ferimento do cotovelo com delicadeza, mesmo assim doeu.

    -Ai Ai! Caralho! Isso dói!

    -Não me faça lavar sua boca com água e sabão, Aelita.

    _Desculpa, esse spray faz com que arda mais. Até parece que você não xinga, Professor, aposto que quando está entre amigos. – Ele me olhou nos olhos e sorriu verdadeiro.

    - O que não significa que goste de mulheres que xinguem. Seu muito bem que sua mãe lhe deu boa educação. 

    - O que o senhor estava fazendo na rua a essa hora? – Ele voltou espirra o spray no meu machucado, me segurei para não xingar.

    -Estava correndo.

    - Não sabia o senhor gostava de se exercitar.

    - Não apenas corro como também faço academia. Gosto de manter a forma.

    - Por isso eu bati contra parede sólida. – Disse entre risos. (Parede é líquida?)

    - Muito engraçado srta. Aelita. Você ainda não me respondeu a minha pergunta, que tipo de curso está fazendo?

    - Apenas cursinho preparatório para o vestibular. O senhor já sabe tenho que me esforçar mais para conseguia uma pontuação boa.

    - Já sabe o quer? – Ele finalizou colocando as gases cobrindo o machucado.

    - Não, o meu professor de linguagem disse que tenho chances de me tornar uma boa escritora, tenho minhas dúvidas, eu nunca pensei em me tornar escritora.

    - É eu percebi você se dá muito bem com seu professor do curso. Ele ter saído correndo atrás de você.  O que ele me viu com professor Matthew?  

     _ O que não. Você entendeu errado!  Ele parecia estar furioso. Poxa! Ele ficou mesmo furioso. Ele começou a limpar meu joelho passando aquele spray que ardia igual o chão!

    _Você não me deve explicações nenhuma. Não somos nada.

    Meus olhos ficaram cheios de lágrimas pelo seu modo grosseiro de me acusar.

    - Aelita! Você tem ideia de como é para mim? E não faça essa carinha de choro porque desta vez não vou me deixar comover.

    As lágrimas caíram, não me aguentei. – Você não entende ..... Eu gosto de você, ..... Sempre gostei!

    Despejei tudo de uma só vez. Ele ficou ali me admirado com a minha reação infantil e mimada. O que eu podia fazer. Era assim que eu era. Peguei a almofada que estava do meu lado, no sofá e joguei nele.

    - Não fique ai calado, como se eu não existisse, como se minha declaração não fosse nada. Choraminguei.

    - Desde quando?

    _Desde quando o que? – Repedi sua pergunta.

    - Desde quando você gosta de mim? Não me diga ... – ele não completou a sua fala apenas depositou uma mão sobre seu rosto.

    - Desde que o senhor começo me dar aula na sétima série. Eu pensei que era apenas admiração mas descobri que não era apenas isso, era algo mais profundo. Tentei entrar em contato com o senhor, mas a administração não me passou seu número acabei desistido. E também não conseguiria dizer ao senhor meus sentimentos, eu... apenas desejava que continuasse a me dar aula, mesmo que fosse apenas para olha-lo.

    - Já não havia esperanças de reencontrá-lo novamente o senhor apareceu para me ajudar naquele dia no ônibus.  E quando o senhor voltou a me dar aula. Achei que poderia ser uma segunda oportunidade para me aproximar do senhor, e dizer o que o sinto por você.

    Ele guardou o spray na caixa de primeiros socorros. - Pensei em ir embora naquele momento e poupá-lo de mais constrangimentos. Limpei meu rosto com palma da mão estava decidida a ir embora.

    O professor o tirou minha mão meu rosto, evitando que eu limpasse as lágrimas que escorressem. Meu professor ainda me olhava com atenção. Depois de um tempo que me pareceu interminável, ele finalmente falou:

    - E quem disse a você que eu não quero tentar? - Eu quase engasguei ao ouvir aquelas palavras.

    - Você...

    Ele cariciou meu rosto depois se afastou um pouco, e cruzando os braços à frente do peito. Parecia lutar contra si mesmo.

    - Aelita eu gosto de você, não quero te machucar, eu havia te dito que não estou querendo aventuras amorosas. Aelita quero dizer você é jovem, futuramente, um dia pode achar, não é amor o que senti por mim, pode acabar gostado de outro homem.

    - Mas eu quero ficar com o senhor, eu sei o que sinto por você.

    - Aelita, você está para se formar. Já é maior de idade, mas o problema não é esse. Sua mãe não gostaria que eu me envolvesse com você em uma relação amorosa, mas ter relação às escuras, sua mãe sabe muito bem que seu professor por cima bem mais venho do que você.

    - Acho que você deveria conversa com ela sobre esse assunto.

    Não sei se estava triste ou aliviada. Eu havia perguntado isso a minha mãe por sorte ela aceitaria se eu me envolvesse meu professor, abri um sorriso e disse.

    - Ela sabe.

    Ele apareceu surpreso. _ Ela sabe o que?

    - Meio que queria saber a opinião dela. Sobre uma aluna ter relação amorosa com um professor. Eu acabei contado a ela aconteceu naquele dia do bar.

    - Deus! – Ele jogou as mãos para o alto ajuntou, de uma forma de agradecimento abaixou o resto da mão próximo seus lábios.

    - Tenho que agradecer, não estar sendo processado ou até mesmo por essa hora não está sendo jogado em uma cela.

    Não aguentei e acabei soltado uma risada, era divertido ver o meu professor aliviado de uma certa forma.

    - O que está achando engraçado? – Ele ergue uma sobrancelha e me encara.

    Novamente eu não pude conter o riso. _ Nada.  

    Se aproximou colocando-se entre minhas pernas com cuidado para não machucar ainda mais o meu joelho, pude ver um sorriso sincero se formar em seus lábios.

    Suas mãos tocaram levemente minhas coxas, e eu senti um arrepio percorrer minha espinha. O professor estava de frente para mim, muito próximo. Eu estava louca queria que ele me beijasse.

    E surpreendentemente, me deu um selinho.  – Vamos conversar com sua mãe, não quero que você esconda nada dela.

    Eu apenas acenei com cabeça em um sinal positivo.

    Ele passou as mãos em meus cabelos me olhando nos olhos e beijou meu rosto. Foi muito carinhoso. Seus dedos acariciavam meu rosto e seu polegar passou pelos meus lábios então me beijou. Nós nos beijamos. Foi quente, gostoso. Senti sua mão redor da minha cintura, me acariciando. Ele quebrou o beijo se afastou.

    Senti uma grande vontade de massagear seu braço direito, sua incrível tatuagem estava exposta mostrando as lindas cores do belo dragão.  Me senti hipnotizada pela tatuagem. Passei minha mão sobre ela a contornei com dedos, pude sentir seus músculos do braço firmes e fortes.

    -Menina...

    -Desculpe. – Retirei minha mão do braço do professor, comecei a brincar com meus dedos. – Eu acho sua tatuagem incrível.

    Tentei esconder meu nervosismo.

    -Então você acha apenas a minha tatuagem incrível?

    Neguei com cabeça. – Não. Gosto de como o senhor me beija. – Merda! Eu havia dito isso? Não pude conter simplesmente as palavras saltaram da minha boca.

    Ele se aproximou novamente pude sentir seus lábios literalmente me provocando, senti ele beijar meu pescoço, meu corpo todo se estremeceu.

    _Hum... Que mais? – Perdi completamente o foco, ele mordeu de leve meu pescoço, mordi os lábios sentindo meu rosto corar consideravelmente.

    O soltei ao ouvir uma voz de criança gritando. _ Pai!! Fazendo com que Felipe se afastasse de mim rapidamente. Olho assuntada para a linda mulher que nos encarava, tinha uma criança vindo em nossa direção.

    Engoli seco _“Ele era casado? Não sabia como dirigir possibilidades“.


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