Os Cinco Selos

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    14
    Capítulos:

    Capítulo 147

    Miserável Triunfo

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoooo

    O novo Vingadores está simplesmente espetacular

    É isto.

    Boa leitura ^^

    Os demônios sentiam na pele o poder do último reino dos humanos. A rainha e seus comandantes estavam entorpecidos pela fúria, enfrentado qualquer demônio que ousasse entrar em seu caminho. Vendo seus superiores e sua rainha tão intensos e implicáveis, faziam com que os guerreiros entrassem em frenesi. Eles não iriam correr da batalha, apenas matariam demônios até o fim do confronto, ou simplesmente morreriam tentando.

     A implacável lâmina de Will foi parada. Ao erguer seus olhos, deparou-se com o demônio que parou sua espada com duas. O demônio era alto, porém não muito musculoso; dois dentes ficavam de fora com sua boca fechada; um dos seus chifres apontava para cima, enquanto o outro apontava para frente. De imediato, o Guerreiro Sagrado e o demônio se afastaram em um salto.

    Ele é forte, pensou Will.

    Os dois ficaram se entreolhando, dando pequenos passos em direções opostas um do outro. O confronto ao redor deles agora não os interessavam, o verdadeiro confronto estava entre os dois. O demônio foi quem começou avançando. Praticamente ao mesmo tempo, a luz sagrada se intensificou na lâmina e Will a disparou golpeando cortando o ar. Demonstrando uma boa velocidade, o demônio desviou da luz e logo redirecionou-se em direção ao Guerreiro Sagrado. Surpreso, Will quase não conseguiu desviar — a lâmina do inimigo talhou superficialmente sua bochecha — e contra-atacou acertando uma joelhada no estômago do demônio, que vomitou sangue. Will se abaixou, a lâmina da besta passou acima de sua cabeça, entretanto o Guerreiro não desviou da joelhada no rosto, e demônio logo se afastou novamente.

    Não posso usar minha magia sem me limitar, se não vou acabar matando um dos nossos, ele pensou, limpando o sangue escorrendo pelas narinas com as costas da mão. Vou acabar com isso no próximo avanço, então.

    Will avançou. Ele jogou sua espada em direção ao inimigo, e o demônio ricocheteou a espada para cima com ambas de suas lâminas, de maneira desajeitada. O Guerreiro Sagrado saltou e pegou sua lâmina ainda no ar — a luz sagrada se intensificou. Percebendo que não tinha escapatória, o demônio cruzou sua espada acima da cabeça para tentar amenizar o impacto. Will cortou o ar. A luz sagrada cegou todos uma pequena área, estilhaçou as espadas, cortou o demônio verticalmente ao meio e abriu um rasgo profundo no chão, onde as metades queimadas do demônio recaiu.

    — Fácil.

    Em um outro lugar em meio ao confronto, Camille vinha trucidando belamente os demônios no alcance de suas esferas roxas. Olhando para o lado, em alguns metros dali, ela viu um demônio grande e músculo massacrando seus guerreiros. Mudando rapidamente sua expressão de indiferença para de fúria, ela disse:

    — Modo de defesa: absoluta.

    As esferas foram rapidamente até ela e, em alta velocidade, começaram a circular em volta de seu corpo. A passos largos, a Rainha começou a ir em direção ao grande demônio. Os demônios inferiores saltaram em sua direção para atacá-la, mas, ao se aproximarem, eram retalhados pelas esferas que giravam rapidamente. Não demorou para o demônio perceber a Rainha. Ele ergueu o gigante punho e golpeou.

    — Modo de ataque: alvo único.

    O punho atingiu o chão, o impacto o fragmentou e empurrou qualquer que estava perto para trás. Camille estava ao lado de demônio empunhando uma espada roxa — as esferas haviam se fundindo para criá-la. Com um talho, a espessa perna esquerda dele foi decepada. O demônio caiu abertamente em direção a Camille, que saltou degolando-o facilmente. Chegando no chão, ela arregalou os olhos.

    — Modo de defesa: direção única.

    A espada roxa se transformou em um escudo roxo de tamanho mediano, que aparou um golpe pesado de um machado — ela deslizou poucos centímetros para o lado. Esbravejando, empurrou o escudo, jogando o machado para longe. O demônio, sem nada para se defender, recebeu um soco de esquerda na cara, tendo a cabeça trespassada pela lâmina roxa em seguida. Camille observou em desgosto o corpo de demônio cair no chão. Não se sentindo cansada, ela se juntou novamente aos seus homens no confronto.

    Boros, o mais distante de todos, estava sozinho chacinando os demônios. Os seus ventos cortantes faziam o trabalho de muitos guerreiros em poucos instantes. Entretanto, um desses demônios se provou imune a este vento. Todo seu corpo era revestido por uma carapaça negra bem dura e espessa.

    — Parece que eu sou seu inimigo natural — disse a criatura.

    — É mesmo?

    O Guerreiro Sagrado disparou uma rajada de vento para o céu, e o demônio riu.

    — É cego, por acaso?

    — Na verdade, sim. — Boros abriu os olhos demostrando sua íris branca. — Mas eu queria enviar um aviso.

    O demônio flexionou os joelhos para avançar, então uma flecha o atingiu e explodiu. Ao dissipar a fumaça, demonstrou o demônio tremendo e sangrando, com praticamente toda o lado direito de seu corpo em carne viva.

    — Às vezes invejo os olhos de Deckard — Boros admitiu.

    Boros balançou a espada em direção a criatura, que teve metade de seu corpo dilacerado. Ele caiu no chão, e por lá ficou sangrando e agonizando até a morte. Sem nenhum outro inimigo natural em sua frente, o Guerreiro Sagrado prosseguiu com seu massacre.

    Miana também fazia sua parte no confronto. Com seu corpo envolto em chamas azuis, ela confrontava com suas adagas os demônios sem medo. Sua velocidade mesclada com sua destreza a tornava implacável. Seus braços e suas pernas não paravam de se mover, da mesma formar que os demônios   a sua frente não paravam de cair. Suas adagas negras se mancharam de sangue, assim como suas roupas, seu rosto.

    Quando ela menos esperava, um demônio com a mesma velocidade que a sua correu ao seu lado. Enquanto ele matava os humanos, ela matava os demônios. Sem parar, os dois começaram a trocar golpes rápidos com adagas. Miana jogou seu corpo para cima do dele, e ambos saíram rolando pelo chão. Os dois se debateram para tentar se sobressair ao outro, porém Miana conseguiu ficar por cima dele e começou a cravar suas adagas repetidas vezes no demônio.

    Distraída com seu momento sádico, Miana percebeu tarde demais a aproximação de vários demônios. Ela se virou preparada para achar um meio de não ser dilacerada, mas diversas flechas mataram os inimigos em sua volta. Era Deckard.

    Abrindo caminho com sua espada roxa, Camille viu cerca de dez pequenas lâminas dilacerando os demônios. Sorrindo, ela seguiu as lâminas com o olhar até encontrar o homem de pele morena e barba.

    — Barek! — ela exclamou. — Chegou na hora certa!

    — Um pouco atrasado para te falar a verdade, senhorita Camille. — Ele sorriu. — Lá de cima deu para ver a quantidade pequena de demônios restante.

    Como Barek disse, os demônios se tornaram a minoria absoluta. Não demorou muito para os poucos que tinham amedrontassem e começassem a fugir. Os guerreiros começaram a clamar por sua primeira vitória contra os demônios em um misto de cansaço, felicidade e pena daqueles que infelizmente pereceram no combate.

    — Trouxe um reforço — Barek apontou para trás de Camille.

    Ela se virou e viu um homem de casaco vermelho que estava encapuzado cravando sua espada nas costas de um demônio quadrupede. Olhando para Kleist, Camille sentiu algo diferente emanando daquele homem, deixando-a sem reação. Quando ela fez que ia falar, um rugido grosso e aterrorizante ecoou. Todos pararam de comemorar a vitória. Agora, estavam todos aflitos.

    Barulho de bater de asas surgiu.

    Rompendo as nuvens, um dragão vermelho desceu e pousou no chão, causando um rápido tremor. De cima da cabeça do dragão, um ser alto de cabelos castanhos e barba surgiu. Suas vestimentas negras ondularam com o vento enquanto abria os braços.

    — Então, humanos com tamanha força ainda se escondiam de mim? Olha, eu estou impressionado, puta que pariu — exprimiu Bahamut.

    O céu começou a ficar negro devido as centenas de demônios voadores que se assemelhavam a gárgulas, e rapidamente desceram para confrontar os humanos.

     Da palma da mão direita de Bahamut, uma esfera de energia roxa cresceu e ele disparou em direção aos humanos. A esfera passou centímetros de Camille – ela sentiu o terrível peso de tanta energia que continha –, porém atingiu em cheio o Barek e todos os humanos em que estavam em seu caminho, até chocar-se contra o muro, explodindo-o.

    — BAREK! — berrou Camille.

    — Descontei um pouco de minha raiva. — Bahamut coçou a barba. — Não vai se divertir, Morte?

    O Edward daquela linha temporal apareceu flutuando com suas asas negras ao lado de Bahamut. Seu sobretudo estava surrado, seu rosto sombrio. Retorcendo a boca quase em desagrado, ele desceu para o confronto.

    Aflita e exausta como os outros, Miana observava os demônios voando em sua direção. Dentre aquelas centenas de monstros, ela enxergou Edward. Sua expressão imediatamente se transformou em ódio. As chamas azuis explodiram, obrigando os guerreiros ao redor dela se afastarem, então saltou. Miana abriu caminho no ar matando os demônios até suas adagas negras encontrarem a foice azul de Morte – as chamas azuis de ambos coloriram o céu. Morte manteve seu olhar indiferente, enquanto Miana explodia de raiva.

    — Você... — começou Morte.

    — Sim — ela concluiu.

    — Entendo.

    Morte acertou um chute no estômago da Guerreira Sagrada, que a fez cuspir sangue e ser atirada contra o chão. Sem tempo para se levantar, Miana rolou para o lado, e a lâmina da foice se cravou no chão. Erguendo-se, ela disse:

    — Eu cresci, fiquei forte...

    As chamas em Miana se apagaram e ela mergulhou na sombra... Emergindo-se na sombra do Morte.

    — E agora eu clamo por minha vingança!

    As adagas e a foice se encontraram novamente, fazendo as chamas azuis queimarem entre o confronto.

    Do alto da muralha, Deckard observou onde a esfera maciça de energia atingiu — praticamente todo os destroços da muralha virou pó. Se aquela esfera fosse um pouco maior, poderia tê-lo reduzido a nada também. Ao virar-se para ver se Mikaela estava bem, Deckard se surpreendeu ao vê-la se jogando de cima da muralha.

    Com uma expressão séria, Mikaela caia em direção ao chão. Ela esticou seu braço direito e a agarrou ele na altura do cotovelo com a mão esquerda.

    — A deusa da pólvora me abençoou com o seu dom. Explosão.

    O círculo mágico vermelho se abriu e explosão gerada perto chão fez com que Mikaela subisse novamente, indo abertamente em direção ao confronto iminente.

    Bahamut pisou duas vezes na cabeça do dragão.

    — Fogo neles! — o rei ordenou, apontando em direção a grande massa.

    A garganta do dragão vermelho começou a se inchar, torando-se rubra.

    Assuntados, os humanos começaram a recuar. Até mesmo os demônios de Bahamut começaram a correr para tentar se proteger.

    Com uma expressão mista em dor e confusão, Camille agarrou o braço de Kleist e puxou-o, mas ele não se moveu.

    — Vamos logo! — ela disse, com olhos exaustos e suplicantes. A morte de Barek a abalou muito.

    — Não — disse Kleist.

    Vendo os olhos de certeza naquele homem, ela largou seu braço e ficou parada ao seu lado.

    Continua <3 :p


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