Os Cinco Selos

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    14
    Capítulos:

    Capítulo 146

    Conflito

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooo, estou ultra mega plus ultra hypado porque Lorde Escanor finalmente apareceu

    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

    Boa leitura ^^

    Mikaela

     

    Mikaela estava deitada na cama no quarto escuro. Deckard havia cedido seu quarto para que ela pudesse dormir, mas o sono não vinha. Por toda a noite, Mikaela ficou olhando para o vazio tentando lembrar quem era, ou qualquer outra coisa sobre sua vida, mesmo que algo desnecessário. Algo dentro de si dizia para ficar constantemente em alerta, pois algo aconteceria. Também sentia que deveria se lembrar de alguém importante, principalmente quando olhava para sua tatuagem de lua em seu pulso, mas nenhuma de suas lembranças queria dar um simples “oi” para ela.

     Logo pela manhã, praticamente com o nascer do sol, Miana adentrou no quarto para avisar que os dois iriam para o castelo. Não desejando ficar sozinha, Mikaela se pós de pé e decidiu ir junto com eles.

    A cidade estava bem tranquila. Havia algumas pessoas na rua e comércios abrindo, o silêncio matinal pouco a pouco ia se desfazendo.

    Já no castelo, os soldados andavam de um lado para o outro, assim como os serventes. Entrando na sala do trono, Camille estava sentada em seu trono, Boros estava de pé ao seu lado e Will estava sentado ao redor da mesa, deleitando-se da mesa farta do café da manhã.

    — Bom dia, senhorita Camille — cumprimentaram os gêmeos, fazendo uma reverência.

    — Seria bom se eu não olhasse para a cara de vocês — ela respondeu. Ao ver a Mikaela, sorriu. — Bom dia, Mikaela.

    — Bom dia, Camille. — Mika retribuiu o sorriso.

    — Eu estou é morrendo de fome! — exclamou Mia, indo em direção a mesa.

    O barulho de sinos ressoou.

    Miana parou imediatamente. Mikaela sentiu a tensão aumentando abundantemente. Todos viraram seus olhares para Camille — até mesmo Boros, que é cego —, e ela estava com seus olhos roxos arregalados. Ninguém disse nada, nem se moveu.

    A porta da sala se abriu rapidamente com seu barulho ecoando, e o soldado trouxe a notícia que todos eles esperavam e temiam ser:

    — Demônios. Muitos deles.

    Camille imediatamente ficou de pé e desceu os degraus do altar alavancado, e Boros começou a segui-la. Will também se levantou. Deckard e Miana ficaram logo atrás de sua rainha.

    — Camille... — tentou dizer Boros.

    — Não venha me dizer que é melhor eu ficar aqui enquanto meus homens se arriscam lutando contra demônios. — Sua voz saiu rígida e autoritária. — Eu sou a rainha, e não lhe dou o direito de contrariar essa minha decisão, Boros. Cale-se e engula quieto o que você acha.

    Boros ficou em silêncio.

    — Traga-me minha Relíquia de Guerra  — ordenou a rainha ao soldado.

     

     

     

    De cima das ameias, Camille, Will, Boros, Deckard, Miana e Mikaela observavam a grande quantidade demônios vindo em direção a Arcádia. Todos tinham certeza que os demônios não podiam ver o reino, mas, mesmo assim, eles caminhavam na direção exata.

    Eles haviam feito a evacuação das casas mais próximas do muro para o mais longe dele o possível. Todos os soldados se reuniam alguns metros à frente do muro e o restante atrás.

    Will se equipou com uma armadura prateada, enquanto Camille usava uma dourada, onde manteve seu todo seu braço direito nu e uma manopla de ferro dourada cobria sua mão direita. Deckard e Miana usavam armaduras leves de couro, sendo que ela usava um manto negro. Já Boros, não trajava nenhum tipo de armadura, assim como Mikaela.

    Conforme os demônios se aproximavam, mais a tensão parecia ser palpável. Rompendo o silêncio onde só o vento sussurrava, Camille começou:

    — Hoje é o dia em que enfrentaremos aqueles que revogaram nossa liberdade. Iremos descontar todas as nossas frustrações, nossa fúria e sede pela vingança. Não somos mais sobreviventes. — Ela fez uma pausa passando seus olhos sobre os seus soldados. Aumentando ainda mais seu tom de voz, disse: — Hoje, nós somos guerreiros.

    O barulho do aço se desembainhando em todo a tropa ecoou, e todos ergueram suas respectivas armas para o alto.

    — Oh, Deus, leve estas almas pecadoras e nojentas direto para o inferno — sussurrou Will. Assim que a primeira fileira de demônios colocou os pés para dentro do campo de ilusão, ele sacou sua espada erguendo-a para o céu e berrou: — POR ARCÁDIA, FILHOS DA PUTA!

    Will saltou do muro em direção a horda de demônios.

    — Luz sagrada — ele disse.

    Uma luz branca e intensa envolveu o corpo de Will. Aqueles que olharam para eles foram ofuscados pelo brilho. Antes mesmo de chegar ao chão, ele golpeou no ar com sua espada, e a luz branca cortou e queimou todos os demônios em uma reta a alguns metros. Ao chegar no chão, Will rapidamente girou seu corpo em um arco, cortando muito de seus inimigos pela sua direita graças ao poder de alcance da luz branca. Avançando pela esquerda, Will saiu balançando sua espada de lado para o outro sem mirar e sem preservar seu poder, fazendo assim vários demônios terem membros decepados. Não demorou muito para que sua armadura de um prateado brilhante se maculasse com o sangue escuro dos demônios.

    Entorpecidos pelo incrível ímpeto de seu comandante, os guerreiros partiram para o ataque sem hesitar. Com o choque da horda dos demônios com a tropa humana, os gritos e barulho do aço começou, assim como o verdadeiro massacre.

    — Admito que o Will as vezes me dá medo — disse Camille.

    — Humpf, eu acho que essas palavras dele de agora foram as únicas que vou dar ouvidos. — Boros puxou o cabo de sua bengala, revelando que era uma espada embainhada. — Por Arcádia, filhos da puta.

    Boros flexionou os joelhos e pulou em direção ao confronto.

    — Magia de vento.

    O vento ao redor do cego tornou-se intenso. Boros voou para o mais longe que pode de seus guerreiros. Com uma estocada, ele foi em direção ao chão. Os demônios em grande raio na área em que ele caia foram todos dilacerados pela intensa ventania. Flutuando rente ao chão, Boros balançava sua espada, e a magia de vento saia cortando e mantando uma grande quantidade de demônios. Qualquer uma das criaturas que ousasse chegar cinco metros perto dele, eram dilaceradas em diversas partes em questão de poucos segundos.

    — É impressão minha, ou o velho Boros está animado? — questionou Mia.

    — Bem, eu vou indo também — declarou Camille, alongando-se

    — Tenha cuidado, senhorita — disseram os gêmeos.

    Ela sorriu, sem mostrar os dentes.

    — Por Arcádia, filhos da puta.

    Camille saltou. A parte do muro que ela pisava rachou com a força e os gêmeos e Mikaela quase foram jogados para trás.

    — Relíquia de Guerra: ativar — a rainha disse, ainda no ar. Ela agarrou sua manopla metálica e a puxou até cobrir todo seu braço direito.  As fissuras na manopla dourada foram preenchidas com energia roxa-escura. — Modo de ataque: alvos múltiplos. — Da ponta de cada um dos cinco dedos, uma esfera roxa começou a crescer até estar no tamanho de uma cabeça, e começaram a flutuar acima da cabeça dela.

    A rainha chegou pousando na cara de um demônio, que explodiu. Ela remexeu seus dedos, e as esferas responderam aos movimentos. Uma delas arrancou a cabeça do demônio, outra abriu um buraco com o mesmo diâmetro no peito de demônio até vazar para o outro lado. A terceira saiu arrancando as pernas de vários demônios, enquanto a quarta finalizava-os. A quinta, e última, foi responsável por explodir o coração de um dos demônios gordos.

    Com sua rainha em meio ao campo de batalha, os guerreiros ficaram ainda mais confiantes. Eles tinham que protegê-la a qualquer custo, independentemente do quão forte ela era, e, é claro, tinham que mostrar seu valor.

    — Camille é incrível.  — Mika a observava de cima do muro com os olhos vidrados. — Todos são, na verdade.

    — Cuide da Mika, Deck.

    — Pode deixar, irmãzinha. Darei suporte a vocês daqui de cima.

    — Tome cuidado, Mih — pediu Mika.

    Miana esboçou um sorriso sádico.

    — É eles que devem que tomar cuidado.

    Em, literalmente, um piscar de olhos, a esclera da Miana ficou negra, e as chamas azuis rodearam seu corpo logo em seguida. Com um salto, ela se atirou em direção ao campo de batalha e começou a cair deixando o rastro de suas chamas azuis no céu. Na parte de trás de sua cintura, ela sacou suas duas adagas negras.

    — Por Arcádia, filhos da puta.

    Antes mesmo de tocar o solo, Miana rasgou a garganta de dois demônios grandes. Ela deslizou pelo solo movendo suas adagas agilmente, cortando qualquer um demônio em seu alcance. Ao conseguir ter estabilidade nos pés, saiu em disparada talhando habilmente a garganta dos demônios em seu caminho. O demônio gordo desferiu um golpe com o porrete, mas Miana deu um giro no ar para desviar. Uma flecha passou perto dela e, ao acertar o demônio, explodiu seu braço. Sem hesitar, Miana saltou e decepou a cabeça do demônio em um giro com suas duas adagas — as chamas azuis facilitaram em muito o corte.

    "Obrigada, Deckard", ela agradeceu em sua mente.

     Do alto do muro, Deckard estava com a esclera de seus olhos negra e com o arco mágico verde transparente na palma da mão esquerda.

    — Por Arcádia, filhos da puta.

    Os braços dos Deckard não paravam de se mover, atirando uma flecha após a outra, sem dar pausa. Ele mirava nos demônios que traziam risco fatal a sua rainha, irmã, amigos ou qualquer guerreiro no confronto. Não importava a distância em que seu inimigo estava, ele sempre acertava.

    Mikaela observa o confronto sanguinário sem ousar desviar o olhar. Algo dentro dela dizia para ficar constantemente em alerta — isso se intensificou ainda mais com o início do confronto — e era isso o que ela estava fazendo. Algo faltava, disso Mikaela tem certeza. Mas o que é, isso ela já não sabe.

    "Isso não é tudo. Algo maior vai acontecer. Muito maior", ela pensou, ainda mantendo seu olhar vidrado.

    Continua <3 :p


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