Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 144

    Sacrifício

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoo,

    Se tem uma coisa difícil depois de tantos capítulos, é achar a porra de um nome decente para ele

    Perco mais tempo pensando nisso do que escrevendo o capítulo, e, como vocês sabem, falho miseravelmente na maioria das vezes

    Enfim

    Boa leitura ^^

    Com o aviso frio de Edward dizendo que todos iriam morrer, o grupo começou a ficar desconfortável, até mesmo os prisioneiros, que agora olhavam para ele com receio, exceto uma mulher. A pele dela era morena, detendo olhos pretos, assim como o seu cabelo encaracolado. Quando os olhos dos dois se encontraram, ela sorriu.

    – Qual é o seu nome? – a mulher perguntou. O cabelo dela, encharcado, colava em seu rosto. O vento frio fazia todos eles estremecerem um pouco.

    – Destruidor Sadista – respondeu.

    A mulher, os outros prisioneiros e o líder do grupo olharam para Edward de forma incrédula.

    – Sério isso? – perguntaram, em uníssono.

    – É. Ela que me deu esse nome.

    Os olhares incrédulos deles foram para Lizzie, que sorriu fofamente (um daqueles sorrisos que os olhos se fecham).

    – Eu sou a Lizzie. Ele que me deu este nome.

    Novamente, os olhares incrédulos voltaram para Edward.

    – Sério isso? – perguntaram.

    – Sim – responderam os dois.

    – Está bem, então. Lizzie e... Destruidor Sadista, eu me chamo Gabi – apresentou-se a mulher. – É bom conhecer um cara bonitão e... estranho como você antes de morremos.

    – Desculpa, Gabi, mas não é hoje que morrerei. – Ele sorriu. – Sinto que nem mesmo a morte é capaz me matar.

    Gabi se assustou com a frieza e certeza que esbanjava nos olhos azuis de Edward ao proferir aquelas palavras, assim como em Lizzie demonstrava o mesmo olhar. Naquele instante, ela teve certeza que os dois não eram humanos, muito menos demônios... simplesmente sentia que eram diferentes, algo além da compreensão ínfima que ela tinha. Que qualquer ser humano tinha. Ela abriu a boca para falar algo, mas foi silenciada pelo ecoar de um rugido agudo que ecoou pela cidade de Gindeon.

    Carniçais de médio porte adentraram na cidade com demônios em suas costas, totalizando cerca de sete demônios. O grupo de humanos logo se reuniu, e os demônios montados em seus carniçais ficaram ao redor em pontos distintos da cidade, onde apenas um deles começou a se aproximar. Este demônio tinha o tamanho e músculos medianos. Estava envolto de um manto de pele que parecia ser de diferentes tipos de animais. Uma espada dentada muito pontiaguda estava em suas costas. Seu rosto tosco estava completamente exposto, demostrando a pele avermelhada, seus dois buracos que deveria ser um nariz, olhos negros, orelhas pontiagudas e dentes grandes o suficiente para saltarem de sua boca e entrelaçarem entre si. Os humanos tentavam não fazer caretas horrorizadas, por outro lado Destruidor Sadista e Lizzie faziam caretas completamente expressivas de nojo.

    Os demônios que estavam ao redor eram diferentes também. Não eram demônios rudimentares como os que utilizavam espada larga, de andar quadrupede ou os gordos. Eles tinham pensamentos superior quando o assunto era luta. Algo dentro de Edward sabia disso, dizia isso.

    O demônio que se aproximou dos humanos desmontou de seu carniçal – ele devia ter cerca de dois metros. O líder do grupo, Lourens, continuou parado. Ele exalava medo. Edward sentia isso e o demônio também.

    – O que você quer, criatura inferior? – questionou o demônio, aproximando-se ainda mais.

    – Re...regalias – respondeu Lourens, receoso. – Em troca destes humanos, eu desejo regalias.

    O primeiro demônio riu, e os outros riram em seguida. Uma risada seca, que ecoou.

    – Não seria mais vantajoso para mim capturar vocês também? Assim, eu não irei precisar dar... – O demônio deu outra risada. – Regalias.

    – Não – afirmou Lourens, tentando parecer convicto. – Eu posso dar a vocês a localização de Arcádia, o último reino os humanos.

    O silêncio tomou conta. Os demônios se entreolharam por um tempo, sem dizer nada. Rompendo o silêncio, o demônio mais franzino disse:

    – É uma proposta tentadora, Onalek.

    – Nosso rei iria adorar ter a localização de Arcádia em suas talentosas mãos – soou outro demônio.

    – Talvez... ele possa aumentar nosso nível, certo? – palpitou um terceiro.

    Onalek sorriu com este último palpite.

    – Certo, humano. Como posso acreditar que você sabe a localização desta tal cidade? – perguntou Onalek.

    Sorrindo, Lourens prosseguiu:

    – Um destes prisioneiros trazia consigo um mapa, que supostamente nos levaria até a cidade de Arcádia. – Ele fez uma pausa encarado os demônios. Lourens voltou a perceber a forma que aqueles seres o olhavam com desprezo, nojo; como olhava para ele como se fosse um pedaço de carne a ser devorado. Voltou a sentir a intensa aura assassina que emanavam para ele. Arrependeu-se por estar ali; por viver em um mundo em que seres desgraçados como aqueles dominavam a raça humana, fazendo-os de gado, brinquedo. Em um mundo como este, sacrificar algumas vidas para sobrevivência própria não é errado, certo? Ele queria acreditar que isto era o certo. – Eu e meus homens não somos tolos. Se vocês fizerem algo com a gente, este mapa nunca chegará nas mãos de vocês.

    – Nossa, como você é inteligente. – Isso arrancou boas risadas dos demônios. Pela primeira vez, Onalek redirecionou seus olhos além de Lourens para observar os prisioneiros, e imediatamente arregalou seus olhos negros e profundos. – Filho da puta, os solte, agora!

    – O quê? – Lourens recuou, sem entender o motivo da exaltação repentina.

    Os outros demônios também pareciam não entender o motivo dessa raiva repentina de Onalek.

    Sacando sua espada dentada, Onalek talhou diagonalmente o peito de Lourens, que gritou ao ver o sangue rubro escorrer do corpo. Ele tentou sacar sua espada, mas o demônio decepou a perna dele, causando outro grito de dor, mais alto desta vez. Lourens caiu no chão. Desesperadamente, começou a arrastar-se para se afastar do demônio. Ao olhar para frente, viu os carniçais dos outros demônios atacarem os outros homens de seu grupo, devorando-os com extrema facilidade enquanto os gritos agudos ecoavam por toda a Gindeon. Ao abaixar o olhar, ele observou Edward, cujo seus lábios se moviam sem som dizendo “Eu avisei que vocês morreriam”. Lourens abriu a boca para gritar, mas a espada dentada de Onalek transpassou sua garganta antes disso. Com um engasgar molhado, ele morreu.

    – Nós perdemos uma porra de uma boa oportunidade, Onalek!  – vociferou um dos demônios.

    – Calado, Callous! O plano de nosso rei não pode ser alterado.

    Onalek caminhou em direção aos prisioneiros. Pela primeira vez, ele enxergou o rosto de Edward, que, até então, estava abaixado. O demônio recuou alguns passos, completamente assustado, e, assim que os outros demônios reconheceram Edward, também ficaram assustados.

    – Mas que porra foi está fazendo aqui, Morte?! – questionou o demônio, com o olhar fixo.

    – Hum? Sou tão famoso assim? – disse Ed.

    Lizzie lançou um olhar para ele, que imediatamente entendeu como: eles não sabem que você perdeu as memórias, embrome!

    O olhar de Edward mudou para um sério.

    – O que eu faço aqui não é de seu interesse. Solte-me logo, antes que meu bom humor acabe.

    Com receio, Onalek se aproximou novamente. Ao colocar a mão no cabo de sua espada para cortar a corrente, Edward a quebrou com sua própria força e acertou o demônio com um soco bem no meio da cara, jogando-o poucos metros. Ao olhar para lado, Edward encontrou os olhos furiosos de Lizzie.

    – O quê?! Algo em mim dizia para socar a cara dele!

    Ela suspirou.

    – Agora você se vira para socar a cara de todos os outros, seu idiota!

    – Não me chame de idiota, sua idiota!

    – Idiota!

    Os prisioneiros estavam com os olhos arregalados, assustados demais para esboçar outra reação. Haviam demônios naquele recinto, onde acabaram de assassinar brutalmente o grupo que os capturaram, e aquela criança e jovem estavam discutido tão... naturalmente.

    As narinas do demônio sangravam e uma expressão furiosa tomava seu rosto.

    – Ataquem! Foda-se quem ele é! Matem esse filho da puta! – esbravejou Onalek.

    Quando olhou para frente, Edward viu um dos carniçais saltar em sua direção. Involuntariamente, ele ergueu o braço esquerdo para se proteger, e a besta abocanhou o mesmo e derrubou-o no chão. Ele sentiu os dentes da criatura penetrando em sua pele, mas não sentiu nem metade da dor que ele deveria de fato sentir. Rapidamente, Destruidor Sadista deu uma joelhada o mais forte que pode no carniçal, fazendo a criatura afrouxar a mordida. O Selo agarrou a garganta da besta e socou repentina vezes com a mão esquerda assim que conseguiu livrar seu braço. Quando o carniçal começou a perder a consciência, Edward o jogou longe. Assim que se levantou, a espada de Onalek varou seu peito até o outro lado.

    Sangue escorreu pela boca de Edward. A cabeça pendeu para baixo.

    Houve silêncio. Onalek e os demônios sorriram.

    Gargalhadas baixas começaram a surgir, aumentando gradativamente... e não era o gargalhar dos demônios.

    O sorriso em Onalek se foi. Edward ergueu a cabeça gargalhando sem parar. O demônio largou sua espada encrustada no Selo e saltou para o mais longe que pode. Edward deslizou a mão pelo seu rosto e parou de gargalhar. Abrindo e fechando seus dedos, ele olhava para as mãos.

    – Morte mantém muito bem sua consciência mesmo sem suas memórias, tenho que admitir isso. – Ele abriu um sorriso sádico de orelha a orelha, lançando um olhar sombrio para os demônios, causando temor a eles. – Fique tranquilo, sua sombra vai cuidar disso para você.

    Continua <3 :p

    Curiosidades:

    Demônios: os demônios têm níveis de evolução. Para evoluir, eles precisam lutar ou devorar grande quantidade de carne humana, ou simplesmente Bahamut forçar a evolução.

    Nível 1: são os demônios de andar quadrupede. São extremamente burros, só sabem matar e comer suas vítimas.

    Nível 2: neste nível, eles podem ter três formas de aparência: ser magrelos, gordos ou grandes e musculosos (este, o mais incomum). São menos burros, mas adquirirem melhor eficiência em combate. Começam a falar a partir desta evolução.

    Nível 3: aqui que começam as melhores mudanças. Ganham personalidades e aparências próprias, conforme o que vivenciou até o momento. Sua habilidade de combate pode ser incrível e atingir alto nível de inteligência (mesmo assim é raro, tudo burro).

    Nível 4:  são estes os demônios que você deve temer de verdade. Para atingirem esse nível, eles obrigatoriamente precisam ter o poder de Bahamut implantado em si (além do que foi usado em sua criação, claro). Podem ser extremamente poderosos, inteligentes e, consequentemente, perigosos. Até então, apenas cinco chegaram a este nível: Belzebu, Mammon, Belphegor, Asmondeus e Lilith (sendo ela a única que desenvolveu tanto ao ponto de ter sentimentos além dos negativos em relação ao mundo, senso por massacre e admiração pelo seu rei).

    Outras curiosidades: a capacidade dos demônios de ter aparência humana é algo adaptativo, sendo que apenas no nível 3 e 4 podem se adaptar, assim como Mikaela fez. Como esta linha temporal é dominada por demônios, não há necessidade. Sistema reprodutor também é algo adaptativo, variando de demônio para demônio.


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!