Os Cinco Selos

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    14
    Capítulos:

    Capítulo 141

    Ínfima Esperança

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooo,

    Vocês viram o trailer dos Vingadores?!

    Puta que pariu, foi do caralho

    Preciso colocar os filmes da marvel tudo em dia até em abril

    SE AINDA NÃO VIU O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? VAI LÁ VER LOGO

    P R I O R I D A D E S

    Boa leitura ^^

    Pietra viu as três crianças cercada por três demônios quadrupedes. Sem pensar muito, ela passou seu braço esquerdo pela cintura de Lau e saltou em direção as crianças.

    Antes que o primeiro demônio pudesse reagir, Pietra o acertou com chute na cara, e a criatura foi jogada distante dali.

    Ela jogou Lau para as outras crianças.

    Pietra golpeou o segundo demônio com um forte soco de direita vindo de baixo para cima, e a besta voou tão alto que se chocou contra o teto da caverna. O terceiro demônio avançou, mas Pietra bloqueou a mordida em seu pescoço colocando seu braço esquerdo na frente. Os dentes afiados da besta perfuraram a carne facilmente, e o sangue rubro escorreu. O selo da Peste manteve sua expressão serena. Ela ergueu o braço e agarrou a garganta da criatura, o aperto foi tão forte que houve o eco do estalar do pescoço recém quebrado do demônio. Os dentes nos braços se afrouxaram, e Pietra atirou o demônio para longe das crianças.

    Lau, Olivier, Bia e Pock estavam abraçando entre si. Eles tremiam, não de frio, mas de medo. Seus olhos estavam arregalados e suas íris tremiam levemente e cintilava com o brilho das lágrimas – o medo que sentiam era tanto que os impedia de chorar. Pietra olhou para eles, retirou seu manto de pele e cobriu-os.

    – Não tirem o manto de cima de vocês ou saiam daí até eu mandar – disse Pietra com uma voz rígida e autoritária.

    Quando voltou seu olhar para frente, mais demônios se aproximavam: um que empunhava uma espada larga, dois quadrupedes e um gordo que segurava um porrete.

    Pietra não sabia como ela foi capaz de acabar com dois demônios tão facilmente. Além disso, mais quatro se aproximaram, e ela sentiu nenhum temor. Sentia algo diferente... como superioridade. Sim, a única coisa que ela sentia era superioridade a eles e... desprezo, nojo. Alguma coisa dentro dela dizia para combatê-los – não só para salvar aquelas crianças, mas para algo muito além.

    E ela estava disposta a escutar esse instinto assassino pulsando por todo o seu corpo.

    O demônio de espada larga avançou.

    Pietra olhou para seu braço esquerdo: já havia parado de sangrar e os buracos se fechavam.

    O demônio ergueu a espada.

    Agora, pensou Pietra sem mesmo que percebesse.

    O selo da Peste saltou e agarrou o pulso do demônio com a mão esquerda. Com a direita, arrancou a espada dele a força, decapitando-o em um só golpe forte com a espada.

    A cabeça do demônio rolou até os outros três. Os demônios de andar quadrupede se entreolharam, avançando em seguida – as unhas afiadas causam um barulho fino a cada passo.

    As pessoas capturadas observavam a mulher ruiva no qual eles tinham acabado de salvar do frio. Vê-la lutar trazia esperanças para eles novamente. Seus olhos acompanhavam os movimentos dela, todos vidrados. Eles queriam sair dali e ajudá-la a proteger as crianças, mas, se fizessem qualquer movimento brusco, os demônios poderiam matá-los facilmente, e mortos não podiam fazer nada. Então esperavam o momento certo.

    Pietra aguardou os demônios se aproximarem – sua postura estava completamente aberta e relaxada. Quando eles saltaram para um ataque em conjunto com suas garras, ela rolou, e os demônios atingiram o chão. Com um golpe forte, a espada se cravou lateralmente na costela do demônio em seu alcance – ele grunhiu de dor. O segundo saltou por cima de seu parceiro e recaiu sobre a Pietra, que por sua vez caiu de costas no chão. O demônio tentava cravar seus dentes no rosto dela, mas Pietra o impedia com empurrões. O selo da Peste acertou uma joelhada no estômago da criatura, e ele grunhiu de dor e perdeu as forças por um instante – tempo o suficiente para Pietra ficar por cima, descravar a espada do primeiro demônio e finalizar o segundo enterrando a lâmina pelo seu único olho.

    Era a vez do demônio gordo agora, mas quinto demônio surgiu saltado por cima dele e parando em sua frente. Este era diferente. Usava um peitoral e braçadeiras de couro negro, onde um curto manto cobria sem ombros e peito. Suas botas metálicas, revestidas por pele de animal, subiam até seus joelhos. Sua cabeça não parecia ter carne, pois sua pele avermelhada desenhava seu crânio muito bem. Seus olhos – como de praxe – eram negros como a escuridão. Em suas costas, estava uma espada maior e mais afinada do que o normal, onde haviam duas pontas afiadas, de cada lado, no meio da espada, separada poucos centímetros entre si. Em cada lado de sua cabeça, havia um chifre em formato de “L” pontiagudo. Sua boca não tinha lábios, então seus dentes podres estavam sempre a mostra.

    – Porra, você é muito forte. Foi divertido ver você acabar com meus lacaios – Ele olhou para o teto. Um demônio estava encrustado em três rochas pontiagudas, e o sangue começou a gotejar. – Eu gosto de nomes, dizem muito sobre você. Eu me chamo Punidor, e você, mulher?

    Pietra segurou o cabo da espada com as duas mãos e trouxe a lâmina para frente, em uma posição mais defensiva. Algo dizia para ela tomar mais cuidado com esse tal de Punidor.

    – Caçadora de Demônios. Não é um prazer – ela disse.

    Punidor gargalhou secamente.

    – Você acha que lutarei contra você? – Ele negou com a cabeça. – Não, não. Como eu disse... Porra, você é forte. Uma escrava como você seria muito útil. Talvez até meu rei tenha interesse em você.

    Punidor virou as costas e começou a ir em direção ao demônio gordo. Pietra avançou neste momento.

    – Ezy.

    Da palma da mão do demônio – que assim como sua cabeça, não parecia ter carne – emanou roxo, e uma energia da mesma cor envolveu Pietra, fazendo seu corpo travar.

    – Mas, para ser minha escrava, irá precisar de um bom adestramento, pelo jeito. – Punidor pegou o porrete e caminhou até Pietra. Ele chutou a perna dela, fazendo-a cair no chão. – Sua primeira lição é: nunca erga uma lâmina contra mim, desgraçada.

    Ele ergueu o porrete. Ela tentou se mover, mas não conseguia. Com o primeiro golpe, a visão da Pietra tremeu. Com o segundo, sua visão embaçou. Com o terceiro, sua visão escureceu.

     

    Pietra começou a recobrar a sua consciência com balanços contínuos. Quando abriu os olhos, percebeu que estava em uma espécie de carroça com barras de ferro – para impedir que fuja, claro. A carroça seguia caminho entre a intensa tempestade de neve. Achou estranho uma carroça em grande velocidade com tanta neve. Ela percebeu que estava coberta pelo manto de pele, apesar de ainda estar sentindo um pouco de frio. Pietra se esticou para perguntar o que havia acontecido depois que ela apagou para os outros quatro que estavam enjauladas consigo, mas logo percebeu que estavam mortos.

    Morreram de frio, ela pensou enquanto olhava a pele dos cadáveres levemente azulada.

    Pietra escutou baixos gemidos. Semicerrando os olhos – a nevasca atrapalhava sua visão –, ela conseguiu ver as crianças. Estavam todos juntos, tremendo de frio sob o casaco de pele. De imediato, Pietra engatinhou sobre os mortos e alcançou as crianças. Ela os abraçou e partilhou de seu calor e manto de pele.

    – Vai ficar tudo bem – ela sussurrou. – Eu irei proteger vocês.

    Após alguns minutos, eles saíram da nevasca, e entraram em um campo ensolarado e florido – como Eri havia dito, era apenas uma região que nevava intensamente sem parar. Mesmo que o calor começasse a aquecê-los demais, Pietra não ousaria tirar o casaco de cima das crianças, haviam cadáveres ali, afinal... e um podia ser familiar de uma das crianças.

    Pouco tempo depois, a carroça enfim parou. Pietra logo percebeu o cenário ao seu redor: todo o lugar era apodrecido; as flores, árvores, o solo. Nenhum animal perambulava por ali, nem mesmo insetos. Também percebeu que haviam mais três carroças, e todas elas eram puxadas por demônios sobre quatro patas, assemelhavam-se a cachorros, mas tinham dois orifícios ao invés de um focinho, eram mais musculosos, sua pele era cinzenta e enrugada. Estes, eram os carniçais.

    Um demônio abriu a jaula e as crianças e Pietra desceram – ela era a única que não estava acorrentada. Pietra viu o demônio gordo arrastar o seu machado vermelho.

    – É muito pesado – ele reclamou.

    Pietra achou graça daquilo. Para ela, era leve.

    – Cinco vivos, mas apenas uma carne adulta – disse o demônio perto dela.

    – Todos mortos – informou o da segunda carroça.

    – Aqui também – disse o da terceira.

    – Dois vivos. Adultos – comentou o da quarta.

    Dos dois adultos que saíram, um era a Eri. O outro era homem, cujo Pietra não sabia o nome. Desesperadamente, ele socou o demônio ao seu lado, mas, antes que pudesse fazer algo além, uma lâmina traspassou sua cabeça saindo pela boca. Assustada, Eri correu em direção a Pietra, e recaiu sobre as crianças. Os cinco choramingavam.

    Quando o corpo do homem caiu no chão, revelou o Punidor.

    – Você não tem corrente porque não iria adiantar de nada com sua força, não é? – ele disse para Pietra.

    Enquanto Eri e as crianças ficam no chão sem olhar para o demônio, Pietra se manteve de pé e encarou o os olhos negros com os seus. Ela abriu um sorriso, para qualquer um, seria um sorriso doce, mas Punidor se sentiu intimidado.

    – Eu irei te matar. Partirei seu corpo ao meio com o meu machado – Pietra disse, serenamente e sem perder o sorriso doce.

    Punidor ficou em silêncio por um instante.

    – Ponham correntes nela – ordenou.

    Continua <3 :p


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