Doce Prazer

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    Capítulos:

    Capítulo 9

    Uma comédia romântica

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência

    Aquele dia podia não ter acontecido, era a única coisa que se passava pela cabeça de Ken... Ver a garota que passou a sentir algo a mais além da amizade, de repente beijando outro garoto, ali na frente dele e parecia que Miyako estava gostando.

    — Ichijouji, já pra sala. Grita a professora de álgebra.

    Ken trava não ia direito nem pra frente nem pra trás, mas baixou o olhar respirou fundo e foi pra sala, não tinha o que fazer, o laboratório estava lotado, os nerds estavam boquiabertos com o beijo da presidente e o novato que fugia totalmente ao padrão que as pessoas criaram, Willis estava provocando uma mistura de sensações que a violacea  nunca havia sentido.

    — Ichijouji! Cara o que foi, viu o mar negro de novo? Pergunta Daisuke.

    — Antes fosse Motomiya, antes fosse. Resmunga Ken, abrindo o caderno.

    — Jovens, acho que muitos rostos são novos pra mim exceto três, Takaichi, Yagami, pois seus irmãos foram meus alunos ano passado e Ichijouji o jovem prodígio.

    —Professora... Sabe o que é que ele não gosta mais de ser chamado de gênio. Explicava Daisuke , que sem perceber estava pra cair em outra peripécia do Bad Boy, que se aproveitou da sua altura e passou a perna por baixo da cadeira de Hikari e puxou a do ruivo  que ficava logo à frente dela.

    — Qual o seu nome? Pergunta a professora.

    — Motomiya Daisuke. O ruivo se curva

    — Peço que se sente. Ordena a professora dando as costas, Daisuke  obedece, mas cai no chão fazendo a alegria da classe toda, que riem sem parar.

    Hikari  olha para o moreno  que estava rindo e por algum motivo mesmo não tendo achado graça no tombo do amigo, claro ela já viu muitos, ela começou a rir também, mesmo rindo do colega Takeru estendeu a mão, mas...

    — Não preciso da sua ajuda seu loiro azedo Daisuke esbraveja, zangado pelo mico que tava pagando.

    — Daisuke, calma foi um tombo. Takeru tenta tranquilizá-lo.

    — Já que ele está tão arredio e grosseiro, sente-se Takeru e você lembra de olhar pra trás antes de se sentar. Diz a professora.

    Takeru levanta o ruivo e se senta.

    — Não precisava bancar o bom samaritano. Daisuke resmunga, irritado.

    —E não precisava bancar o bobo da corte. Takeru devolve a grosseria.

    — Até a Hikari-Chan  tá rindo da minha cara. Reclama o ruivo, emburrando com a cena da castanha rindo junto com John.

    —E quem não tá? Daisuke você acabou de ir de bunda pro chão. Takeru brinca com a situação, fazendo o ruivo ranger os dentes de tanta raiva.

    — O que me incomoda é com quem ela ta rindo, porque sempre aparece um idiota na classe pra dar em cima da Hikari-Chan? Pergunta o herdeiro da coragem e amizade, muito irritado sem perceber o momento mico... Virou todos no rumo do Daisuke.

    — Você precisava mesmo gritar isso Motomiya? Pergunta Ken com uma gota na cabeça e uma cara que dizia ta ferrado,  a professora se caminhou na direção dos alunos e deu a maior bronca.

    Os outros alunos exceto John baixaram a cabeça.

     Enquanto isso...

    Faculdade de medicina de Odaiba

    Joe caminhava pelo campus como sempre muito distraído lendo, Kiara veio por trás e deu um abraço no rapaz.

    — Olá Joe, bom dia!  Kiara o cumprimenta.

    —Erh.. Erh Bom dia Kiara, Joe não parava de notar que a saia da garota tava um pouquinho mais curta, ele mordeu os lábios inferiores.

    —Quando vai parar de gaguejar pra falar comigo, o que você tem? Pergunta Kiara.

    Gomamon estava nadando na piscina aproveitando para relaxar.

    —Se eu não agir rápido esses dois não vão fazer nada além de se olharem, o Joe só precisa de um leve empurrãozinho, pra perder a vergonha, já faz semanas que esses dois se conhecem e pelo jeito ela mexeu com meu parceiro. "Peixes marchantes". Gomamon manda seu cardume de peixes na direção dos dois que tentam se livrar dos mesmos, mas caem na água. Joe volta a superfície e avista o digimon sorrindo, o encara e o digimon aponta com a nadadeira para algo boiando na piscina.

    —Ah meu deus! Kiara, Kiara! Joe nada, desesperado até ela, pegando a moça e tirando da água.

    Num instante formasse aquela multidão  ao redor, Joe pede espaço pra todos se afastarem, tinha gente que chegava correndo pra ver, Joe fazia massagem cardíaca.

    Gomamon olhava arrependido pensava "Se eu soubesse que a garota não sabia nadar eu não tinha feito isso".

    Kiara fez de propósito quando Joe foi se aproximar com o rosto pra ver como estava sua respiração e sinais vitais, Kiara deu o bote e agarrou Joe pelos cabelos fazendo ela a respiração boca a boca, mas com direito a língua, deixando o estudioso sem ar e com os olhos arregalados.

    — Kiara! Joe tenta recobrar o fôlego.

    — Sabia que de bonzinho você só tinha a cara, obrigada!  Kiara sorri e senta  deixando Joe sem graça, pois os alunos aplaudiram a cena. Joe levantou Kiara e saiu de mãos dadas com a mesma pra enfermaria da faculdade, pegar roupas secas e toalhas.

    — Você tem um corpo muito gostoso. Provoca Kiara, do outro lado da cortina fazendo Joe queimar de vergonha. _ Relaxa Joe, foi estranho um monte de peixes na nossa frente... Mas eu amei, principalmente a parte de ter saído da piscina no seu colo, e com um beijo seu...

    —Kiara, olha me perdoa… Joe da sua s reverência se desculpando com a moça, o rosto do futuro doutor estava mais vermelho.

    — Relaxa, não foi você quem jogou os peixes. Diz Kiara se aproximando do universitário o fazendo tremer.

    Tinha gente torcendo pra aquele dia no colégio acabar, Ken passou a maior parte da aula disperso, Daisuke olhava pra Takeru  sem entender porque mesmo com a grosseria ele ainda o ajudou, e porque nas últimas semanas o loiro parecia outro, Takeru  colocava a mão no bolso do terno, pra ver se não tinha perdido a tal calcinha, ele abre de leve a mochila e lá estava o envelope.

    Na hora da saída...

    — Miyako-Chan, eu... é... nós vimos. Hikari avisa, toda sem jeito.

    — Viram o que? Pergunta A violacea, com as mãos na cintura fitando a castanha mais nova que engole seco e baixa o olhar.

    John ri.

    — Do que ta rindo? Pergunta Miyako .

    — Não se faz de santa presidente da tietagem...

    —John-Kun. Repreende Hikari.

    —Tá bom! Foi mal, mas vocês santinhos são os piores quando se rebelam, são piores que a gente que já tem os parafusos soltos por natureza, fala ai o novato agora é seu namorado? Pergunta Jonatha, pressionando, a deixando muito corada.

    — Ih você deixou a Miyako-Chan nervosa. Diz Hawkmon.

    — Você também tem um? Pergunta  Jonatha.

    —Eu tenho que ir... ajudar minha família na loja. Miyako se despede, mas é parada no meio do caminho.

    —Ai meu deus... Não para tudo! Miyako  Inoue, kyaaaa.

    —Mimi! A violacea sentiu até o gelo no estomago.

    — Parabéns miga, ai o primeiro beijo a gente nunca esquece, e você ganhou na loteria, Mimi não parava de gritar, saltitar, e abraçar Miyako.

    — Só quem não ficou contente foi o outro. Diz John.

    —Que outro? Pergunta Miyako.

    — Um com o cabelo curto, sou péssimo com nome.

    —Ken-Kun Hikari revela.

    Miyako colocou a mão na boca chocada.

    —Ken... Ken ele...

    — Pegou no pulo do gato. Jonatha conta sem rodeios, debochando.

    — E daí nós temos que comemorar, oh sexta a noite da semana que vem, porque nessa eu tenho um jantar com os sócios do meu pai e eu e o Michael vamos estar ocupados.... Quem sabe até lá outra de nós, assim a 8º digiescolhida também não tenha também algo pra nos contar.  Mimi, pentelha Hikari, que fica vermelha.

    — Quer uma carona gatinha? Oferce Jonatha tirando seu skate da mochila.

    —John, isso é um veículo para um só e eu to com a Tailmon. Hikari fala abraçando a parceira.

    — E quem disse que precisamos seguir regras? Jonatha pergunta de forma debochada e sorri, subindo e puxando a castanha  pra cima, Tailmon sobe apavorada nos ombros do Jonatha, ele acelerou o Skate, deixando Hikari a princípio estava trêmula de medo e Tailmon parecia que ia ter uma parada cardíaca a qualquer momento. Ele segura a cintura dela, passa por Taichi, Jun, Yamato  e Sora e mais um grupo de colegas que ficam com uma cara de quem não entendeu coisa alguma, pra muitos a surpresa foi o gato no ombro de John, pra Taichi, Jun, Yamato e Sora o que intrigou foi a caçula em cima do Skate. Jonatha pegou o caminho mais longo, foi desacelerando o que foi acalmando Hikari e Tailmon que passaram a admirar aquele fim de tarde em cima da ponte de Odaiba, quando Jonatha parou.

    —Aqui duas medrosas! Não precisavam esse estardalhaço todo. Diz Jonatha entregando um refrigerante pra Kari e Tailmon.

    — Obrigada! Agradece Tailmon.

    —Não precisa ter medo, tá toda arrepiada, as duas... Vou levar um lanche pro impimon, ele fica lá trancado, sabe pra não causar encrenca, se é que me entendem. Diz Jonatha.

    — Eu nunca andei de Skate antes. Hikari confessa .

    — Se não tivesse me contado eu não tinha reparado. John zomba.

    John liga seu celular e põe uma música enquanto admiram o pôr do sol:

    Céu completo Strike (gente lembrando ele é brasileiro)

    Só você me deu o que eu pude sentir

    E é louco o efeito que ela tem ao se apoderar de mim

    E a cada momento que a nossa história chega ao fim

    É onde tudo recomeça e assim eu te espero aqui

    Te ter é me sentir como o céu completo

    E te perder é nunca ver o sol se abrir

    Pois o vento que te leva um dia pode te trazer pra perto e

    Não vou viver sem te ver sorrir

    E a cada passo teu irei seguir

    A cada vez que me despeço, vejo o meu chão ruir

    E é tão intenso o que essa abstinência causa em mim

    Eu só encontro a paz se você está aqui porque

    Te ter é me sentir como o céu completo

    E te perder é nunca ver o sol se abrir

    Pois o vento que te leva um dia pode te trazer pra perto e

    Não vou viver sem te ver sorrir

    E acordar do teu lado é uma dádiva

    Te olhar, sentir teu gosto e correr pro mar

    E o que há pra viver iremos permitir

    E ver o sol se por, tive que me perder pra encontrar o amor

    Já foi-se o tempo em que eu sentia dor

    E o que há pra viver iremos permitir, eu te espero aqui

    Te ter é me sentir como o céu completo

    E te perder é nunca ver o sol se abrir

    Pois o vento que te leva um dia pode te trazer pra perto e

    Não vou viver sem te ver sorrir

    Eu vou te encontrar, te roubar pra mim

    Tão longe de você sei que nada vai fluir

    Hoje eu vou te encontrar, te roubar pra mim

    Pois o que há pra viver iremos permitir.

    Jonatha não conteve ainda sobre o som da música ele rouba um beijo de Hikari, Tailmon olha a cena e viu os pelos do braço da parceira arrepiados assim como os de John, o clima romântico não podia estar mais favorável, quando John solta os lábios da castanha  ela encara os olhos azuis dele, seu estômago estava mexido, estava recobrando o fôlego,  passa a mão no cabelo preto de John e desce os dedos em sua face, Tailmon já se levanta achando que a parceira iria dar um tapa na cara do Bad Boy, que tinha sido bem atrevido ao roubar o beijo, mas ela o pega pelas orelhas e o puxa pra mais um beijo, as línguas dos dois brincavam ao fim do beijo os dois sorriem.

    — Não disse que gente santa são as piores quando tiram as asas. Diz Jonatha.

    Ele a leva  de skate até a entrada do prédio, estava com as pernas bambas, mas não era mais do medo do skate. Os dois sobem e entram, o padrasto e a mãe de John não deixam de ver o sorriso bobo na cara dele, nunca a mãe tinha visto ele assim, há muito tempo John só vivia trancado e de cara amarrada, com os fones. Ele entra pro quarto e torna a se trancar na escuridão, só que aquela noite ele abriu finalmente a varanda e viu a lua.

    — Viu o passarinho verde? Pergunta Impimon.

    —Eu... ah... Eu e ela nos beijamos no caminho pra casa. Diz Jonatha sorrindo.

    —É por isso que tá ai rindo pro vento? Bom, finalmente não tem mais que fingir que beijou muitas garotas, você finalmente beijou uma garota de verdade. Debocha Impimon, comendo.

    John cora, mas é só lembrar do beijo que o jovem se senta na varanda e toca os lábios se lembrando da cena.

    A jovem Yagami também chega suspirando em casa, sorriso bobo, tocando os lábios, demorou a abrir a porta, quando entrou no quarto morde leve os lábios inferiores.

    — Seus olhos estão brilhando mais do que a lua Hikari. Diz Tailmon.

    — Ele é...

    — Não dá pra negar, como dizem vocês humanos, ele é um gato. Pentelha Tailmon.

    A castanha  abraça a digimon. E chama discretamente seu irmão que a princípio dá um início de ciuminho de irmão, mas ao ver a felicidade estampada nos olhos da caçula.

    Infelizmente eu não vou poder te proteger sempre, mas sempre que precisar você sabe que pode contar.  Taichi abraça a maninha.

    — Obrigada, por entender que eu não sou mais aquela garotinha. Hikari retribui o abraço e agradece o mais velho.

    — Não não é! Estamos crescendo, mas se esse idiota te fizer chorar eu quebro ele. Taichi ameaça, fazendo a irmã rir.


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