Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 136

    Aflição

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooo,

    Only é igual fenix. Cai, mas sempre volta

    Vulgo morreu, mas passa bem

    Boa leitura ^^

    O demônio de armadura empunhava a espada em chamas com a mão direita. Bell, Barek, Luxus e Kleist adotaram uma posição mais séria. Entretanto, nenhum dos dois lados avançou.

    Talum deu um longo suspiro.

    – Acho que eu começarei atacando, então...

    O demônio levemente flexionou os joelhos, mas, na hora que ia avançar, as lâminas de Barek fora ao seu encontro. Imediatamente, ele tomou a postura defensiva com sua espada e bloqueou todas as lâminas. Ao mesmo tempo, Luxus veio avançou pelo lado direito enquanto Bell avançou pelo esquerdo.

    – Dni – sussurrou o demônio.

    Da palma da mão esquerda do demônio, uma rajada de vento foi atirada em direção a Bell, arremessando ela e qualquer outra coisa no caminho a poucos metros. Luxus tentou desferir um golpe com sua cimitarra, mas foi concebido com um chute antes disso, fazendo-o rolar pelo chão.

    Kleist ergueu sua espada acima da cabeça e desferiu um golpe. O demônio brandiu sua espada flamejante contra a do Selo, e ambas as lâminas sofreram pressão de cada lado. Poucos segundos depois, Kleist era empurrado para trás conforme o demônio avançava passo por passo. As dez lâminas de Barek foram em direção a ele novamente, e, soltando um grunhido de desânimo, Talum saltou para trás – as lâminas se cravaram no chão.

    Desta vez, Bell, Luxus, Kleist e Barek atacaram ao mesmo tempo. O demônio, utilizando seu pé direito como eixo, girou seu corpo, criando um vórtice de chamas graças a sua espada. A lâminas de Barek foram repelidas, e os três pararam o ataque.

    De um momento para o outro, o demônio cessou o giro e investiu contra Luxus. O humano só teve tempo o suficiente para erguer sua espada, salvando-o contra um ataque direto da lâmina flamejante, mas, mesmo assim, foi arremessando contra uma parede. Seu braço queimou e o sangue escorreu pela sua boca.

    Talum olhou para Bell e, sem que todos percebessem, ele estava acima dela. Atingida por um soco, Bell afundou no chão, e ficou inconsciente de imediato.

    Ao olhar para o lado, o demônio reparou que Kleist investia contra ele. O Selo desferiu um golpe com sua espada, mas o demônio a segurou sem dificuldades e fincou sua espada nele. Kleist sentiu a súbita queimação e dor. Ao ter a lâmina retirada de seu peito, o Selo caiu de joelhos, e Talum chutou a cara dele, fazendo-o cair ao lado de Barek.

    O demônio e o humano se encararam.

    "Estou em completa desvantagem", pensou Barek.

    O demônio avançou. Barek fechou seus punhos e cruzou os braços, então as dez lâminas se transforam em uma espada única de dois gumes.

    – Mestre da Espada – ele sussurrou.

    Barek levou seu braço esquerdo as costas e gesticulou apenas o direito. O demônio trocava golpes contra a espada flutuante. Ele desviou de algumas estocadas e bloqueou ataques, mas parecia ser difícil avançar. No momento Talum saltou para trás fora do alcance da espada, Barek cruzou os dedos indicador e médio de cada mão.

    – Lanceiro Especialista.

    A espada de dois gumes se transformou em uma lança, que teve alcance o suficiente para perfurar a armadura do inimigo. O sangue vermelho escuro escorreu da onde ele foi perfurado. Irritado, Talum segurou o cabo da lança com força e tirou de seu corpo. Ele girou e disparou a lança no humano, acertando-o no estômago. Barek caiu de joelhos imediatamente, o sangue pingava do cabo da lança e escorria pelo seu corpo.

    – Ousa me ferir, seu insolente? – disse o demônio, com raiva.

    Luxus correu para ataque. Com um suspiro de reprovação, o demônio brandiu sua espada contra cimitarra, que saiu voando. Ele agarrou Luxus pelo pescoço e ergueu, quando estava prestes a cravar a espada nele, um grito ecoou:

    – PAPAI!

    – CALADA! – vociferou Luxus de imediato.

    O demônio olhou para trás e viu uma menininha na jaula em meio aos outros humanos. Ao voltar seu olhar para Luxus, ele riu.

    Um erro tolo.

    – Não... por favor – suplicou Luxus, com dificuldades por causa do aperto em sua garganta.

    O demônio o afundou no chão.

    – Ezy.

    A palma da mão do demônio emanou roxo, e os quatro ficaram envolto de uma energia da mesma cor em seguida, ficando incapazes de se moverem.

    Enquanto o demônio se direcionava para as jaulas, Luxus lança gritos de suplicia. O ser vil observou a menininha enjaulada, mas os humanos ali dentro entraram na frente dela. Todos tremendo de medo. Ele esticou a mão em direção a jaula.

    – Eri.

    As chamas que saíram da mão demônio foram direto na jaula, e não só naquela, mas em todas da tribo do Luxus. Os gritos das pessoas sendo incineradas era alto. Luxus e Bell (ela acordou por causa dos gritos) tentavam se mover, mas não conseguiam. Tudo o que podiam fazer era gritarem e assisti-los queimar até a morte.

    Tranquilamente, Talum caminhou até Bell. Ele ergueu a espada. Os olhos da Bell se arregalaram de medo, e Luxus gritou ainda mais – nenhum deles conseguiam se mover, como se estivessem colados no chão. Sem pestanejar, o demônio cravou a lâmina no pescoço de Bell, onde o fogo começou a incinerar a cabeça dela, seguindo pelo corpo.

    Talum caminhou até Luxus, que olhou para ele com um misto de dor e fúria.

    Kleist escutou um suspirou ecoar pela sua cabeça.

    E eu achando você entediante antes...

    – Quem disse isso? –  perguntou Kleist.

    "Eu sou este pedaço de algo parecido com aço em suas costas. Agora, levante-se e lute."

    – Minha espada...? – Kleist tentou se mover, mas não conseguiu. – Não dá.

    "Tão patético... Odin suspirou de novo. Certo, se você tivesse que falar algo para liberar seus poderes, o que seria?"

    O demônio ergueu a espada e estava prestes a matar Luxus.

    "DIGA!"

    – Diana.

    As chamas amarelas explodiram de forma grandiosa. Em meios as chamas, estava Kleist de pé com sua espada em punhos, seus olhos amarelos brilhavam intensamente.

    O Selo e o demônio se encaram por um tempo, então avançaram. As espadas foram brandidas uma contra a outra, fazendo uma enorme explosão de chamas amarelas e laranjas. Os dois começaram a trocar golpes rápidos com as espadas.

    Golpe. Golpe. Golpe.

    Nenhum deles desviava, sequer mexia os pés. Apenas os braços se movimentavam, e o barulho do aço se chocando só aumentava. Os dois pressionaram as lâminas uma contra a outra. Eles tentavam empurrar um ao outro, mas não conseguiam. Por fim, as lâminas deslizaram uma sobre a outra e ambos atingiram o solo. Rapidamente, os dois giraram e, novamente, as lâminas se encontraram uma explosão de chamas.

    A cada golpe, Kleist sentia seu poder aumentando. Sentia seus movimentos cada vez mais fluidos. Seu sangue fervia.

    Confiante em sua força, Kleist brandiu contra a espada do demônio o mais forte que pode, e espada de Talum foi cortada ao meio, onde um pedaço voou aos céus. O Selo acertou o ser vil no estômago com um chute, arremessando-o direto na parede rochosa. Quando Talum tentou se libertar da parede, a espada do Kleist o atingiu no peito, incrustando-o lá novamente.

    Calmamente, Kleist caminhou até o demônio, que sangrava pela boca e peito. Ele agarrou o cabo de sua espada.

    – Não foi uma boa ideia pedir para seus lacaios não interferirem – disse Kleist.

    O Selo, com força, ergueu a espada, rasgando o demônio do peito até a cabeça, e mais um pouco da parede.

    Os dois ficaram supressos com a força de Kleist. De imediato, a magia que impedia seus movimentos foi cancelada.

    Com o seu líder morto, era a vez dos demônios inferiores atacarem. Luxus estava entorpecido pela fúria, partiu para o ataque. Barek e Kleist também foram.

     

    Com a exterminação dos demônios no covil, os três voltaram para a tribo. O percurso todo foi em silêncio. Luxus estava sempre de cabeça baixa. Barek também sentia culpa pelo o que aconteceu. Estranhamente, Kleist sentia também, mais precisamente, por Luxus ter perdido sua família.

    Quando chegaram na tribo, novamente deu tudo errado.

    As tendas da tribo estavam reviradas.

    Sangue para todos os lados.

    Todos mortos.

    Continua <3 :p


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