Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 131

    Prisão

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Como prometido, o segundo capitulo!

    Boa leitura ^^

    Dante

    A bola de chamas vermelhas vinha caindo no céu. Ao chegar ao chão, foi arrastando-se metros e mais metros levando destruição consigo, até enfim parar. Dante se ergueu com a fumaça exalando de seu corpo. Ele limpou a poeira de seu corpo. Ficou parado por um tempo olhando em volta, então começou a andar.

    A lua cheia se fazia sobre ele. Por onde caminhava, não havia árvores, era um campo aberto com o gramado rasteiro.

    Depois de alguns minutos de caminhada, Dante começou a ver pontos no horizonte, e estavam ficando cada vez mais perto. Dante parou ao perceber que os pontos era um grupo de criaturas grotesca, todos de pele avermelhada. Alguns deles estavam equipados com algumas partes do corpo com uma armadura, tinham espada larga em punhos e andavam tortamente enquanto a espada arrastava-se no chão. Os outros dois, eram grandes e músculos, um pouco mais do que Dante, e usavam apenas um elmo.

    Com receio, Dante começou a recuar. Mas um dos demônios grande avançou e desferiu um soco no estômago dele. Dante rolou no chão até parar, antes que pudesse levantar-se, foi atingido por um soco em sua cara. Uma sequência de socos do demônio começou. Um após o outro, sem pausa. Depois de um longo tempo recebendo a sequência, Dante perdeu sua consciência.

    Recobrando a consciência, Dante percebeu que seu corpo estava suspenso e suas pernas arrastando-se no solo. Ao abrir os olhos e olhar para direita, viu seu pulso acorrentado, onde um dos demônios grande segurava a corrente, e, ao seu lado esquerdo, a situação era a mesma. Atrás dele, ele notou que estavam os outros demônios que usavam a espada larga.

    Ele só percebeu que estava de frente para muros altos quando o barulho do ranger do portão sendo aberto ressoou. Continuaram a arrastá-lo até adentrar.

    Lá dentro, Dante pode ver humanos empalado em estacas. Alguns corpos mortos empilhados, outros gritando ao serem devorados. Havia, claro, uma maior concentração de demônios: os que usavam espada largas, os quadrupedes e os grandes e musculosos.

    Dante não sentia temor, apensar da situação. Apenas sentia que não deveria estar ali. Sentia um pouco de... fúria.

    Subitamente, Dante firmou os pés. Ele puxou seu braço direito para se livrar das correntes, e o grande demônio veio ao chão com a força do puxão. O demônio que segurava seu braço esquerdo pela corrente também foi atirado ao chão.

    O selo da Fúria sentiu uma lâmina transpassar o seu braço esquerdo, mas ignorou a dor. Ele girou o corpo acertou o demônio com o punho direito. Sem perder tempo, começou a abrir caminho em direção ao portão.

    Dante sentiu algo perfurar as suas costas, e percebeu que era uma flecha. Ignorou e continuou avançando. Outra flecha atingiu suas costas, depois outra, e mais uma. Cerrando os dentes, ele continuou. Uma quinta flecha perfurou sua coxa.

    Irritado com a situação, Dante sentiu um fervilhar interior. Mas, ao olhar para o lado, viu um punho maior que ele o atingir, e tudo escureceu em seguida.

    Dante sentiu cutucadas. Ao abrir os olhos, deparou-se com uma jovem agachada em sua frente. Seu cabelo era curto e rosa com a franja branca; ela estava suja e vestia trapos. Dante logo reparou que seus peitos eram quase nulos.

    – Puxa, o que aconteceu com você, moço? – perguntou ela.

    Dante sentou.

    – Tentei fugir dos demônios – respondeu.

    – Deu muito errado, pelo o que vejo!

    – É. – Ele olhou ao redor. Viu incontáveis humanos como a jovem: sujos e vestindo trapos. Cada um detinha uma picareta em punhos, onde batiam contra as paredes rochosas. E demônios estavam por todos os lados também. – Onde estamos?

    – Em uma mina administrada por demôôônios. – Ergueu-se em um salto. – Deixe eu tirar estas flechas de você.

    A jovem analisou as flechas, todas elas haviam penetrado apenas o suficiente para ficaram presas em seu corpo, nada profundo. Ela assobiou.

    – Você é de aço, cara?!

    – Por que demônios precisam de uma mina?

    – Bem, as armaduras deles precisam vir de algum lugar. – Ela puxou duas flechas e jogou para trás. – E este é o lugar.

    Retirou o restante das flechas, e surpreendeu-se ao ver que o grandalhão já estava regenerando-se.

    – Obrigado.

    – De nada! – Ela ficou de frente para ele. – Me chamo Mary, e você éééé...?

    – Sei lá. As únicas memórias em minha cabeça são de quando os demônios me capturaram adiante.

    – Puxa vida! Vou te chamar de Grandalhão, então. – Mary pegou uma picareta e deu para Dante. – Temo que trabalhar, ou os demônios vão encher nosso saco. Eu te ensino, vem.

    Mary pegou uma outra picareta que estava no chão e aproximou-se da parede rochosa, e Dante a seguiu. Quando ela foi olhar para ele, percebeu que, quando Dante estava de pé, ela não era capaz de enxergar o rosto dele sem olhar para cima.

    – Você é muito alto, e eu baixinha, é estranho! Enfim, primeiro você ergue a picareta. – E ela ergueu. – Depois, concentra toda sua força e raiva pelos demônios e... bate! – Mary bateu, e uma lasca da rocha soltou-se. – Viu? Fácil. Agora tente você.

    Dante ergueu a picareta acima da cabeça, concentrou toda sua força e raiva pelos demônios e bateu. Um estrondo alto aconteceu, metros da parede desmoronou, fazendo uma cortina de fumaça pairar no ar. As pessoas do outro lado da parede estavam com os olhos arregalados. Da picareta do Dante, apenas sobrou a parte da haste em que seu punho apertava.

    Mary assobiou – também estava com os olhos arregalados.

    – Cacete! Quanta força e raiva! – disse ela.

    – Foi sem querer...

    – O que está acontecendo aqui?! – questionou um dos demônios que utilizam espada longa. Atrás dele, estava outro quatro.

    De imediato, Mary fez uma expressão de medo e voltou-se para os demônios chacoalhando os braços.

    – N-nada, senhor. Apenas quando estavam minerando, a parede desmoronou.

    O demônio resmungou, ergueu a mão – tinha unhas afiadas – e desferiu um golpe em direção a Mary, mas Dante entrou na frente, e um talho foi aberto em seu peito. O demônio olhou para ele, resmungou algo e começou a ir embora.

    – Voltem a trabalhar, imundos.

    Dante sentiu os braços da Mary o envolver por trás.

    – Obrigada, Grandalhão – Apertou.  – Mas não precisava.

    – Eu fui o culpado deles terem vindo aqui.

    Barulhos de sino ecoaram por toda a mina.

    – O que é agora? – perguntou Dante.

    – Recolher. Nós iremos para nossa cela, comer algo ruim e descansamos por um tempo, enquanto outras pessoas assumem o turno, depois retornamos – explicou.

    Dante fez uma careta.

    – Pensei que os demônios iriam tratar a gente como lixo.

    – Mas tratam. Entretanto, se nós morrermos, eles ficaram sem suas armaduras.

    Em silêncio, os dois prosseguiram para a celas traçando várias curvas pela mina. Era corredor extenso, onde Dante não conseguiu enxergar o final. Assim como qualquer lugar pela mina, tudo era obscuro, iluminado apenas por tochas.

     Quando ele ia entrar em sua cela, Mary o puxou pelo braço e sinalizou para abaixar.

    – Estou pensando em fugir deste lugar. Sua força seria muito útil – sussurrou. Ela sorriu. – Você me ajudaria, Grandalhão?

     Praticamente de imediato, Dante assentiu.

    – Perfeeeeito! No próximo turno, explicarei tudo sobre. – Mary ergueu o polegar, mantendo serenidade em seus olhos castanho escuro. – Iremos sair deste lugar daqui a quatro badaladas.

    Continua <3 :p


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