Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 130

    Rainha

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoo,

    Feliz natal!!

    Como um belíssimo presente, irei dá-los capítulo duplo hoje!

    Boa leitura ^^

    Novamente, eles foram para as ruas. A noite já havia chegado, sob o luar, agora era a vez dos adultos divertirem-se. Não demorou muito para que encontrassem pessoas bêbadas atiradas no chão.

    Mikaela percebeu que os gêmeos pareciam estar tensos.

    – O que foi? – perguntou ela. – Parece que vocês estão com medo.

    – É... talvez. Não era para nós termos saído – explicou Mia. – E digamos que nossos superiores sejam um pouco...

    – Doentios – ajudou Deck.

    – É. Isto. Doentios.

    – Vocês irão ficar bem...?

    Os dois sorriram e ergueram o polegar.

    – Esperamos que sim – disseram.

    Depois de alguns minutos caminhando, enfim chegaram ao castelo. Raios estalaram sobre ele. Os irmãos engoliram seco. Após passar por uma ponte larga, eles cumprimentaram os guardas, e o porta foi aberta.

    Lá dentro, o hall de entrada era imenso. Havia cadeiras e mesas espalhadas pelo local, onde soldados utilizavam. No teto, quatro lustres gigantescos. Nas laterais, muitas outras portas que levavam a outros lugares do castelo. Deckard e Miana seguiram um tapete vermelho que levava até uma segunda grande porta, e estremeceram.

    Um dos guerreiros – trajava uma armadura, tinha uma espada embainhada e seu cabelo preto era longo –,  que estava comendo rosquinha, olhou para os gêmeos e apontou para eles.

    – Vocês dois estão muito fodidos! – disse, e começou a rir.

    – Cale a boca, Will – disseram.

    – Ah, minha noite acaba de ficar esplendorosa. – Ele mordeu a rosquinha, roubou o café de um dos soldados e bebericou. – Quem é está linda mulher ao lado de vocês?

    – Tire seus olhos pervertidos dela – advertiu Mia.

    – Olhar pervertido?! – ele riu. – Tenho cruzadas a fazer e um reino a zelar. Não tenho tempo para perversão!

    – Ei, Mia, esqueceu que ele é só um virjão que só sabe lutar? – sussurrou Deck.

    – Eu posso ouvir!

    – Como se eu me importasse! – Ele fez uma pausa. – Venha com a gente que você saberá quem é ela.

    – Óbvio que vou com vocês. Quero ver a surra que irão levar.

    Com muito receio, Deckard empurrou a porta, que veio seguido pelo ruir dramático das dobradiças. Seguindo o tapete vermelho, o seu final dava em um trono alavancado. Nele, estava sentado uma mulher que trajava roupas refinadas. Ela era branca, seu cabelo era curto e roxo, o mesmo roxo se encontrava em seus olhos. Ao seu lado, estava um velho moreno com ralos cabelos grisalhos. Portava uma bengala, e era cego.

    Quando os gêmeos entraram na sala do trono – apenas um pouco menor que o hall – os dois pararam de conversar e levaram a atenção para eles.

    – Ora... parece que os merdinhas tomaram coragem de vir falar comigo – disse a mulher.

    – Senhorita Camille – cumprimentaram fazendo uma mensura.

    – “Senhorita Camille” é o meu ovo! – vociferou. – Vocês dois estão loucos?! Espero que tenham um bom motivo por terem saído sem a minha permissão.

    – É que... os outros estavam em missão também... – começou Deck.

    – E não queríamos ficar aqui enquanto eles fazem tudo – terminou Mia.

    O olhar da Camille ficou ainda mais amedrontador.

    – Vocês estão de sacanagem comigo, né? Estamos com força reduzidas por termos enviado os nossos melhores para outras missões, mantive nós aqui para protegermos Arcádia caso acontecesse de sermos atacados por demônios. E o que vocês dois fazem?! Diminuem ainda mais nossas forças!

    Deckard e Miana abaixaram o olhar.

    – Boros, como devemos puni-los?

    Will sorriu – esperava por este momento.

    Boros fintou os gêmeos com os seus olhos cegos.

    – Amarrar uma pedra pesada em suas pernas e jogá-los no mar deve se apropriado. Claro, terão que escapar sozinhos, e as mãos estarão amarradas – respondeu o cego.

    – Ah, isso deve ser muito bom de ser visto – disse Will.

    – Calado, Will, se não você sofrerá o mesmo – ameaçou Camille.

    – Sim. Desculpe-me, minha deusa.

    Camille se recostou em seu trono. Pela primeira vez, notou Mikaela atrás dos gêmeos.

    – Quem é esta moça? – indagou ela.

    – Eu me chamo Mikaela, senhorita Camille – Mika fez um mensura.

    De imediato, Camille arregalou os olhos e voltou sua atenção para os gêmeos.

    – Ela é...

    – A mulher que cuidou de nós quando nossa mãe morreu e que também pensávamos que estava morta, sim – confirmou Deck. – Mas ela perdeu as memórias.

    A expressão de fúria de Camille se foi. Agora, mantinha um expressão amistosa e acolhedora.

    – Entendo. – Ela coçou a cabeça, refletindo. – Está bem, crianças. Irei escutar tudo o que os dois tem a falar. E, caso a história me convença, talvez eu os tire da punição. Talvez.

    Will ia protestar, mas Camille lançou-o um olhar furioso, e calou-se no mesmo instante.

    Os seis sentaram-se nas cadeiras envolto de uma grande mesa. Deckard e Miana explicaram detalhe por detalhe como foi que encontraram Mikaela. Boros e Camille parecem digerir sobre toda a situação.

    – Simplesmente caiu do céu? – quis confirmar Boros.

    Os três assentiram.

    – E não lembra de absolutamente nada? – desconfiava Camille.

    – Nem mesmo do por que não consigo tirar este tapa olho – confirmou Mika.

    – Bem, você não é cega – afirmou Boros.

    – Hã? Um cego pode reconhecer o outro? – Will fez uma careta.

    Will foi concebido com um tapa na cabeça de Boros.

    – Não, seu idiota. O olho dela emana poder.

    Camille deu um longo suspiro.

    – Caiu do nada, sem memórias e ainda tem uma aparência de jovem, considerando o tempo desde sua “morte’. – Camille a analisou de olhos semicerrados, depois sorriu. – Bem, que seja. Eu me chamo Camille. Muitos irão falar que sou a rainha, mas não gosto nem um pouco disto. Se ainda sim for me chamar com frescura, por favor, que seja com “senhorita”, sim?

    – É um prazer, Camille – Mika sorriu.

    Miana, Deckard e Will se entreolharam nervosos. Mas, quando nada veio, ficaram incrédulos.

    – Por que você não reclamou quando ela te chamou só de Camille? – perguntaram.

    Camille olhou para eles com um olhar frio.

    – Porque dela eu gosto, de vocês não. Ousam me questionar?

    – Desculpe-nos, senhorita Camille – disseram.

    E então, começaram a contar detalhadamente o que aconteceu no covil dos demônios. Camille gostou que eles foram capazes de derrotar tantos, mas não iria admitir, claro.

    – E não acharam nenhuma informação sobre o cristal? – quis saber Camille.

    – Não. E não podíamos interrogar a besta demoníaca, ela poderia nos matar se tivéssemos algum vacilo – explicou Mia.

    Depois de um tempo em silêncio, Camille apontou o dedo para os dois gêmeos.

    – Vocês fizeram o certo, mas no momento muito errado. Tem sorte de não ter dado merda pra caralho. A única coisa que irão receber desta missão é não receber minha punição. Mas, se fizerem isto novamente, será duas vezes pior. Entenderam?

    – Sim, senhorita Camille – confirmaram.

    – E o que faremos agora, senhorita? – perguntou Will.

    – Nada. Iremos esperar os outros retornarem de suas missões. Talvez consigamos aumentar nossas forças – respondeu.

    – Os outros quatro cristais são muito mais bem protegidos que este. – Boros suspirou. – É bom que consigamos aumentar em muito nossa força, se não a humanidade irá sucumbir perante ao Bahamut... com toda a certa. Esperamos por um milagre, crianças.

    Continua <3 :p


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