Os Cinco Selos

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    14
    Capítulos:

    Capítulo 128

    Besta

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoo,

    Minha mente está tão criativa esse dias que estou ficando abismado, a última fez que tive uma "epifania" foi quando eu estava escrevendo o arco do limbo.

    Eu acho que é por causa das férias /o/

    Boa leitura ^^

    Miana limpou o sangue em sua adaga e colocou-a na bainha, e começou a limpar-se do sangue nela também. Mikaela e Deckard chegaram pouco tempo depois. Com a mão no queixo, Mikaela analisou o corpo de Miana.

    – Você está bem, Mih? – perguntou Mika.

    Miana corou.

    – Estou... sim. Foram ferimentos leves. E pode não aparecer, mas eu e Deckard temos regeneração muito acima do normal, então está tudo bem – sorriu.

    Mikaela a observou semicerrando os olhos de maneira desconfiada, mas por fim sorriu.

    – Vocês dois foram incríveis! – Mika voltou seu olhar para Deck. – Aquilo que você usou foi magia de sangue?

    – Sim – confirmou ele. – Mas me limito a usá-la, posso ficar sem sangue, afinal. Mesmo tento um fator de reposição de sangue alta por causa da regeneração elevada.

    – Entendo, entendo. Você também pode usar chamas azuis que nem a Mih?

    – Não – Miana respondeu. – Só eu posso usar. Entretanto, Deck tem uma fonte de mana incrivelmente abundante, enquanto a minha é incrivelmente bosta.

    Deckard entregou a Miana o manto dela e foi auxiliar os escravos humanos dos demônios com a direção que eles deveriam prosseguir para uma área segura. Enquanto isso, Miana fez o manto ficar envolto dela como uma capa, recuperou sua segunda adaga e começou a recolher algumas facas de arremesso com a ajuda de Mikaela.

    Passando-se alguns minutos, o trio estava de frente para a entrada para a montanha. Estava tudo muito quieto.

    – Com certeza eles estão esperando que a gente entre – disse Deck.

    – Sério mesmo, senhor óbvio? – caçoou Mia.

    – Mia, você ainda não me respondeu sobre seu short...

    – Ah, meu Deus! – Ela ergueu a mão acima da cabeça dela. – Chute.

    Receoso, Deckard tentou chutar a mão, todavia não alcançou. Em seguida, ele colocou sua mão na altura de sua cabeça – ele era pouco centímetros maior que Miana –, e ela conseguiu acertar o chute na palma da mão.

    – Viu?! Maior liberdade nos movimentos! Satisfeito?! – questionou ela irritada.

    Ele bufou.

    – Ganhou desta vez, Miana.

    Os três idiotas adentraram a montanha. No início, o espaço era bem apertado, mas foi alargando conforme iam entrando. Apenas tinham tochas como iluminação. Haviam algumas passarelas de madeira construídas acima deles, mas havia ninguém. Estava tudo silêncio.

    Encostando a mão na parede, Miana fechou os olhos.

    – Sinto uma aglomeração de demônio mais à frente. Nenhum dos grandes – observou ela.

    – Devem estar em outro grupo, caso passemos desse – sugeriu Deck.

    Colocando suas mãos em seu manto, Deckard sacou duas pistolas: uma era vermelha com adornos brancos e a outra era preta e também com adornos brancos. Miana sacou suas adagas negras.

    – Fique aqui – disseram os dois para Mika.

    Com seu corpo envolto em chamas azuis, Miana saltou em meio ao grupo de demônio de andar quadrupede, como sempre, visando matá-los com apenas um golpe. Chegando segundos depois, logo atrás, Deckard disparou com suas duas pistolas de mana. Um tiro, um acerto, uma morte.

    Um dos demônios conseguiu se aproximar de Deckard e saltou para cima dele. Com a pistola vermelha em sua mão esquerda, ele bloqueou a mordida, fazendo com que o demônio abocanhasse a pistola. Com a pistola negra em sua mão direita, Deckard levou o cano da arma no queixo do demônio, puxando o gatilho em seguida, fazendo miolos saírem voando. Um outro demônio veio pelas suas costas, Miana o acertou com uma faca de arremesso, fazendo-o arder em chamas, e Deckard finalizou com um tiro. E este era o último dali.

    – Você é um atirador de médio e longo alcance, não é lutador corpo a corpo, maninho – advertiu Mia com um sorriso.

    – Eu sei, eu sei, querida irmã – concordou Deck sorrindo.

    – Então preste a porra da atenção e fiquei distante!

    – Vai se foder!

    Com o assobio de Miana, Mikaela foi até eles.

    – Essas são suas pistolas, Deck?! – perguntou Mika.

    Deckard lhe deu o seu sorriso mais charmoso.

    – Esta é a Alice – ele ergueu a pistola negra. – E esta é a Bela – mostrou a vermelha. – São minhas queridinhas... As irmãs Jacob!

    – Oooooh, incrível! – os olhos da Mika cintilavam.

    Miana levou a mão ao rosto e manejou a cabeça em negação.

    – Incrível nada! Ele é apenas um pervertido que da nomes de mulheres para as pistolas! – disse Mia.

    – Não me difame assim para ela! – retrucou Deck.

    Em uma escada em espiral, eles subiram até o caminho onde dava para fora da montanha. De lá, continuaram a subir a escadas até estarem dentro da montanha novamente.

    Miana encostou a mão na parede, e avisou que havia uma complicação logo a frente. Ela sinalizou para cima, demostrando uma abertura no alto perto das passarelas. Escalaram e adentram nesta abertura. Era mais escuro, mas o seu final deu acima de onde estavam seus inimigos.

    Agora, haviam cinco dos grandalhões, e desta vez eles usavam elmos, e por volta de quatorze dos pequenos.

    – Vai ser complicado enfrentar tantos em um local fechado – sussurrou Mia.

    – Mesmo com você utilizando as sombras? – Deck sussurrou de volta.

    – A intenção é essa, mas não conseguiria matar os grandões.

    – Os elmos dificultam, mas o problema não é esse. Não conseguiria conjurar as flechas necessárias a tempo.

    – E as balas de sangue?

    – É o jeito.

    Deckard colocou o sorriso charmoso no rosto e olhou para Mikaela. Colocando a mão por dentro do manto, ele retirou um revólver branco com adornos negros e vermelhos.

    – Está é a mãe das irmãs Jacob. – Deckard virou o revólver, fazendo o tambor pender. De dentro de um bolso do peitoral de couro, retirou seis balas de sangue, colocando-as no tambor em seguida. – A chamo de Afrodite.

    Enquanto os olhos da Mikaela cintilavam, Miana mexia a cabeça em negação.

    Deckard mirou, sentiu Afrodite deleitar-se de sua mana, então puxou o gatilho. A cabeça do demônio explodiu com elmo e tudo. Miolos e sangue esvoaçaram a cada disparo, até que, em questão de segundos, todos os cinco já estavam mortos.

    Os demônios procuravam desesperadamente da onde vieram os disparos.

    Miana sacou apenas uma de suas adagas. Aproximou-se e encostou na parede, foi engolida pela escuridão...

    ... E emergiu da sombra criada por um dos demônios. Por ser quadrúpede, é difícil cortar a garganta por trás de forma rápida, então Mia cravou a adaga na nuca do ser demoníaco. Imediatamente, mergulhou na sombra.

    Vendo um dos seus mortos, os demônios tentavam procurar quem estava os matando. Cada vez que olhavam para o lado, viam mais um deles mortos. Quando se deram conta, havia restando apenas dois do grupo.

    Da sombra no teto, apareceu Miana com duas adagas em mãos. Ela caiu em cima dos dois demônios já cravando as adagas em suas respectivas nucas, silenciando-os imediatamente.

    – O que você acabou de fazer, Mih?! – perguntou Mika, surpresa.

    – Caminhei pelas sombras – sorriu. – Quanto mais escuro o local, melhor. A única coisa ruim é que não posso utilizar minhas chamas nestes momentos.

    – E aquelas balas vermelhas, Deck?

    – São balas de sangue. Mais poderosas que as de mana, e o revólver deixa ela ainda mais perigosa – explicou. – Porém é bem complicado criá-las.

    Eles seguiram por uma outra escadaria em espiral, desta vez levando-os direto ao topo da montanha. Lá em cima era apenas iluminado pela lua e um por um cristal gigante marrom. Escrituras rúnicas o rodeavam no chão e flutuavam em seu redor, onde tudo indicava que ele ainda não estava completo.

    – O que é isso? – perguntou Mika sobre o cristal.

    – O motivo de termos vindo aqui – respondeu Deck. – Pelo o que sabemos, Bahamut já criou quatro destes. Para o que serve? Não sabemos. Mas boa coisa certamente não é.

    – Bahamut...?

    – Não se lembra nem mesmo dele – suspirou Mia. – Bahamut é...

    Miana se auto interrompeu arregalando os olhos. Ela empurrou Deckard para um lado e Mikaela para o outro, em seguida fora atingida por uma garra, sendo jogada violentamente na mesma direção que Mikaela.

    Era uma besta demoníaca de andar quadrupede que deveria ser, no mínimo, duas vezes maior que um urso. Sua pelagem mesclava entre o vermelho e o preto. Suas garras pareciam lâminas e eram muito afiadas; os olhos da criatura são totalmente negros. Vários cristais azuis estavam encrustados em suas costas.

    Ao fintar Mikaela, a besta sibilou.

    Deckard sacou suas pistolas e começou a disparar. A besta correu desviando de todas os tiros, saltou na parede e, da parede, saltou em direção a Mikaela. Miana, que estava com seu braço esquerdo ensanguentado e o peitoral de couro rasgado, jogou-se na frente de Mikaela com suas adagas em punho envolto em chamas azuis. As garras do demônio se chocaram contra as lâminas negras, resultando em um barulho igual ao aço se confrontando.

    – Mika, corra! – vociferou Mia.

    E ela correu.

    A besta e Miana começaram a trocar golpes rápidos – a cada golpe, as chamas azuis se espalhavam em meio ao barulho do aço. Entretanto, a besta era rápida demais para Miana, que acabou sendo atingida na cara com as costas da pata do demônio, sendo arremessada.

    – Crianças malditas – reclamou o demônio com uma voz nada humana. Ele olhou para Mikaela. – Você deveria estar morta, Lilith. Você deve estar muito orgulhosa agora, não é?

    Mikaela não entendeu o que o demônio quis dizer. Era estranho, apesar da aparência do demônio e sua força, ela não o temia. Estava tranquila.

    Temendo que algo pudesse acontecer com Mikaela, Deckard jogou suas pistolas ao ar e, em sua palma esquerda, conjurou seu arco. Ao puxar a corda, a flecha com a ponta vermelha foi conjurada, então atirou. Ao encontrar seu alvo, a flecha explodiu, e o demônio saiu rolando. Com as pistolas ainda no ar, Deckard as pegou e preparou-se para atirar. Antes que deixasse o humano fazer algo, a besta retirou um de seus cristais nas costas e jogou em direção a ele. Deckard atirou no cristal, então houve uma explosão, que o arremessou violentamente contra a parede.

     Miana saiu das sombras ao lado do demônio, cravando suas adagas na carne dele. A besta grunhiu de dor, chacoalhou-se até tirá-la de cima dele. Miana rapidamente saltou para trás até ficar uma distância considerável. Infelizmente, as adagas ficaram cravadas no demônio.

    Ela estava ofegante e ferida. Tentou pegar suas bombas, mas percebeu que o bolso em que elas estava havia sido rasgado. Miana olhou fixamente para o demônio, esticou o braço com os dedos indicador e médio em riste, as chamas azuis a rodearam em seguida. Abriu um sorriso sádico.

    – Pode vir, demônio de merda – ela disse.

    Sentindo-se subestimado, o demônio investiu contra ela enfurecido.

    – DECKARD! – berrou.

    Duas adagas de sangue viajavam em direção a Miana. Ela agarrou as adagas com força, abaixou já girando seu corpo, e o demônio passou direto por ela, mas uma de suas pernas ficou dianteira ficou.

    Tendo sua perna dianteira esquerda cortada, o demônio ficou ainda mais enfurecido vendo o sangue escorrer. Sem delongas, ele já estava investindo contra Miana novamente com um salto. Ela defendeu das garras utilizando a adaga esquerda. Ambos vieram ao chão. A besta tentou abocanhar a cabeça dela, mas, ao invés da cabeça, mordeu a adaga direita. Ainda com um sorriso, as chamas azuis se apagaram e Miana começou a ser engolida pela escuridão no chão e sumiu.

    Quando a besta olhou para trás, viu Deckard segurando seu revólver apontado para ele.

    – Boom –  Deckard acionou o gatilho.

    O revólver recuou com o coice, a bala de sangue fez um grande buraco nas costas do demônio, que logo explodiu por causa dos próprios cristais.

    Miana se materializou ao lado de Deckard. Ambos ofegantes e feridos, sorriram um para o outro.

    – Isso sim é programa de família – disseram.

    Continua <3 :p


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