Os Cinco Selos

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    14
    Capítulos:

    Capítulo 127

    Gêmeos

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooo,

    Tenho nada pra comentar , mas tenho agonia de não dizer algo, sabe?

    A série do Justiceiro ficou foda

    É isto.

    Boa leitura ^^

    Mikaela

    Rompendo a escuridão da noite, uma bola de energia colorida muito brilhante vinha caindo do céu. Ao entrar em contato com o solo, houve uma explosão barulhenta e luminosa, devastando uma boa área da floresta em que caiu. Dentro da cratera razoavelmente funda, estava Mikaela. Ela se sentou. Olhou de um lado para um outro. Estava confusa.

    Ela viu uma sombra se formar e, ao olhar para cima, viu um homem envolto de um manto negro. Ele tinha olhos vermelhos e um cabelo branco e liso que deixava penteado para trás. Ele observava Mikaela com os olhos arregalados, como se estivesse surpreso.

    – Ma... – Seu olhar ficou sério. De dentro do seu manto, sacou uma pistola de mana negra com adornos brancos e apontou para ela. – Quem diabos é você?

    – Eu... – ela recuou um pouco. – Não sei.

    – Como assim você não sabe?! – vociferou com fúria. – Me responda, ou irei matá-la.

    – Eu não consigo... me lembrar – respondeu com receio.

    – O que está acontecendo? – soou uma voz atrás do homem.

    Uma mulher apareceu ao lado dele, também estava envolto em um manto negro. Assim como ele, também detinha olhos vermelhos e cabelo branco e liso, mas o dela era longo. Ao ver Mikaela, ela arregalou os olhos, e, de imediato, abaixou a pistola do rapaz.

    – Você está ficando maluco?! – ela disse.

    – Eu? Maluco? Olhe bem que está no fundo desta cratera!

    – Por isso mesmo! – Ela apontou para trás. – Vai esfriar sua cabeça.

    Os ficaram se entreolhando por um tempo, até ele sair praguejando.

    Ela suspirou. Jogou-se dentro as crateras. Mikaela recuou, mas a mulher se aproximou sorrindo.

    – Você não lembra quem é?

    Mikaela fez que não com a cabeça.

    – Você é uma conhecida nossa. Mikaela. Bem... achávamos que você estava morta, por isso a reação tão negativa do meu irmão, apesar dele ter exagerado. – Ela estendeu a mão. – Não iremos te machucar. Precisamos sair daqui logo.

    – Me chamo Mikaela...?

    Com receio, Mikaela segurou a mão. As duas saíram da cratera em seguida. O homem estava olhando as redondezas.

    – A propósito, eu me chamo Miana e aquele é o Deckard – ela apontou. – Não sei se reparou, mas somos irmãos gêmeos.

    – Ah, Mih e Deck – Mika sorriu.

    Os dois coraram, entretanto Deckard voltou a ter a expressão carrancuda em seguida.

    – Temos que ir. Escolta de demônios podem chegar a qualquer momento – ele disse.

    Miana segurou a mão de Mikaela, então os três começaram a correr. Deckard sempre na frente e Miana guiando Mikaela logo atrás.

    Os três seguiram passando entre as árvores, nos locais mais escuros o possível. Viram duas escoltas de demônios passarem por eles, mas fizeram nada, decidiram continuar. Quando ficaram distante da cratera, adentraram em uma caverna.

    Mikaela ficou sentada perto da entrada observando os insetos brilhantes do lado de fora, enquanto Deckard e Miana ficaram um pouco mais atrás.

    – O que faremos? – perguntou Miana. – Encontrar ela estava nem um pouco no plano.

    – Bem... nós saímos sem o consentimento dos outros. Não podemos voltar de mãos vazias.

    – Está dizendo para levá-la...? – Miana coçou a cabeça. – Não é ariscado?

    – Acho que não... muito. Continuamos com a tática de sempre. Você a frente, e eu te dando suporte, enquanto isso, ela fica comigo.

    Com relutância, Miana assentiu. Ela se aproximou de Mikaela.

    – Mika, iremos invadir uma base de demônios. Você deve ficar sempre com o Deck e fazer todo que pedimos, certo?

    – Uhum. Entendi – concordou Mika.

    Deckard acendeu um cigarro e tragou-o, soltando a fumaça em seguida. Miana olhou com uma cara feia para ele.

    – Sim, Mia?

    – Eu disse para você parar de fumar! Vai acabar te matando.

    Ele revirou os olhos.

    – E quem disse que não quero morrer?

    – Você é inacreditável!

    Enquanto os irmãos discutiam, Mikaela apenas ria.

    Demoraram alguns minutos para até chegarem em cima de um penhasco. De lá, tinham uma boa visão da base inimiga. Era dentro de uma montanha. Na superfície ao redor dele, havia estradas onde demônios subiam e desciam aos montes. Haviam humanos escravizados também. A única entrada da montanha era vigiada por muitos demônios quadrúpedes e alguns que eram grandes e gordos que seguravam uma clava de ferro cada. Deckard e Miana observavam o lugar minuciosamente.

    – Tem seis dos grandalhões. Quantos você consegue matar de uma vez, Deck? – quis saber Mia.

    – Hmmm...quatro. Os outros dois estão muito afastados.

    – Então eu darei que dar conta deles.

    Deckard se virou para Mika e disse:

    – Vigie nossa retaguarda. Se avistar qualquer coisa, me avise.

    Mikaela assentiu.

    – Vamos começar, então.

    Deckard abriu seu manto, demostrando que estava equipado com uma armadura de couro. Ele estendeu a mão esquerda com os dedos abertos. Em um piscar de olhos, sua esclera ficou negra. Na palma da mão, emanou um brilho verde que se transformou em um arco verde transparente em seguida. Ele puxou o fio cintilante, o arco se recurvou e a flecha com ponta laranja se formou. Mirou, controlou a respiração e então atirou. A flecha seguiu pelo ar sem emitir som. Dividiu-se em duas, depois as duas se dividiram de novo. Com facilidade, as flechas vararam a cabeça de seus respectivos alvos. Quatro demônios gordos se foram.

    – Alvos abatidos, Mia – confirmou Deck.

    Miana retirou seu manto negro. Ela estava equipada com peitoral de couro – cheio de facas de arremessos – e uma braçadeira que apenas protegia a parte superior de seu antebraço. No fim de suas costas, duas adagas embainhadas se cruzavam. Usava um short curto e botas. Deckard fez uma careta feia.

    – O quê, Deck?

    – Não acha que está curto demais?

    Ela revirou os olhos e jogou-se do penhasco. Enquanto caia – também em um piscar – sua esclera ficou negra e chamas azuis envolveram seu corpo. Quando chegou ao chão, o estrondo chamou atenção de todos os demônios.

    Miana saiu correndo da rasa cratera. Sacou suas adagas negras de dois gumes e, no primeiro movimento, abriu a garganta de um demônio. Ela girou desviando de um ataque do demônio e, em seguida, talhou a garganta dele também. Mia corria entre os demônios sempre visando acabar com a vida deles em um golpe, e a chamas envolto em suas adagas deixava o corte nas gargantas ainda mais fáceis de serem feitos.

    Ela arremessou a adaga entre os olhos de um dos demônios. Pegou três facas de arremesso em seu peitoral com a mão livre e atirou em três demônios, acertando-os bem na cabeça e incinerando-os. Quando ela descravou sua adaga do crânio do demônio, ela percebeu que um dos grandes estava perto dela. O demônio gordo desferiu um ataque com a clava, mas Miana rolou para o lado para desviar. Um demônio apareceu em sua frente, mas uma das flechas atiradas por Deckard o matou. Ela começou a correr para distanciar do demônio maior.

    Primeiro, tenho que matar os pequenos, pensou ela.

    Com movimentos fluidos e contínuos, Miana corria entre os demônios abrindo talhos em suas gargantas. De cima do penhasco, Deckard atirava em qualquer demônio que podia trazer riscos a sua irmã, matando-os sempre com apenas uma flecha.

    – Deck, um grupo de demônios se aproxima! – advertiu Mika, atrás dele.

    – Tsc.

    Ele se virou já puxando o fio do arco. Viu cinco demônios escalando a montanha. A ponta da flecha ficou vermelha, então atirou. Ao entrar em contato com o demônio do meio, a flecha explodiu, levando os outros quatro consigo.

    Deckard voltou sua atenção para o cenário abaixo, mas Miana havia dado conta do resto dos demônios, faltando apenas os dois gordos. Um deles investiu contra Mia, golpeando com a clava. Girando seu corpo, Miana desviou – a clava passou centímetros de seu corpo antes de atingir o chão – e cravou uma adaga na perna do demônio, mas a lâmina travou – era mais difícil de cortar do ela pensava. O demônio a acertou com sua clava, arremessando-a. Ela rolou e ergueu-se em seguida. Não havia quebrado ossos graças ao peitoral de couro.

    Miana jogou sua adaga da mão esquerda para a direita, girou-a e deixou-a com a ponta virada para baixo. O demônio descravou a adaga de sua perna e jogou para longe dela. Uma flecha veio em direção ao demônio, mas ele bloqueou com a clava.

    O chão começou a tremer.

    Miana olhou para o lado e viu o segundo demônio gordo correndo em sua direção. Sem pensar duas vezes, ela saltou para frente para desviar, mas o primeiro demônio a agarrou. Enquanto tentava se livrar, Miana sentia fortes dores conforme o demônio aumentava a força no aperto.

    Deckard se preparou para atirar, mas o segundo demônio entrou na frente, que o encarava. Aceitando o desafio, a ponta da flecha se tornou azul e Deckard atirou. O demônio redirecionou a clava, mas a flecha a varou e atingiu o seu ombro.

    O demônio que segurava Miana se distraiu com um grunhido de dor de seu parceiro. Mia conseguiu libertar seu braço esquerdo, enfiou a mão em um dos bolsos do peitoral e pegou um punhado de pequenas bombas. O corpo dela ardeu em chamas azuis, enfiou o punhado na boca do demônio e, ao ser liberta, distanciou-se.

    Um.

    Dois.

    Três.

    O demônio explodiu. Sua carne, sangue e entranhas voaram. O último demônio ignorou Deckard e voltou o foco em Miana.

    Deckard abriu um talho na palma de sua mão direita, o sangue veio em seguida.

    – Magia de sangue: flecha de sangue.

    O sangue se torceu até transformar-se em uma flecha. Ao entrar em contato com a linha do arco, a flecha de sangue foi revestida pela energia verde e sua ponta ficou ainda mais vermelha.

    O demônio percebeu a aproximação da flecha e redirecionou sua clava. Ao entrar em cotado, a flecha explodiu, levando consigo o braço do demônio e uma parte de seu torso. Os estilhaços da flecha de sangue perfuraram a pele dele também. O demônio cambaleava com gemidos de dor.

    Miana saltou, segurou o punho da adaga com a duas mãos e cravou na garganta do demônio. Com um grito e com muita força, as chamas azuis intensificaram e ela desceu a adaga no demônio rasgando-o até o estômago. Os órgãos caíram para frente e o corpo morto para trás.

    – Demônio imundo – esbravejou Mia, ofegante, com a adaga e punhos encharcados de sangue.

    A entrada está limpa.

    Continua <3 :p


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