Os Cinco Selos

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    14
    Capítulos:

    Capítulo 125

    Insídia

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoo, consegui postar o inicio da terceira parte hoje

    Yeeeeh

    Boa leitura ^^

    Incontáveis anos antes...

    No céu, os Selos estavam treinando com Lúcifer em seu amplo templo. O arcanjo estava trajado com sua armadura prateada com um lindo cintilar e sua espada, enquanto os Selos estavam com armaduras mais simples e empunhando suas respectivas armas – Dante apenas usava seus punhos.

    Lúcifer estava parado com sua defesa aberta. Os cinco formavam um meio círculo a sua frente.

    – Quando quiserem... – disse o arcanjo.

    As chamas verdes da Pietra explodiram, então avançou erguendo seu machado acima da cabeça e desferindo guilhotina em seu mentor. A energia negra e raios laranjas percorreram pelo corpo do arcanjo. Erguendo sua espada acima da cabeça e segurando a lâmina com a mão esquerda também, Lúcifer bloqueou o ataque. Ambos faziam grandes esforços nas suas respectivas armas. Chamas verdes e energia negra se espalhavam.

    – Um ataque direto, então? – sorriu Lúcifer.

    As chamas prateadas do Aiken envolveram o corpo de Pietra, aumentando seu peso. O chão abaixou de Lúcifer começou a fragmentar, ele forçava todos seus músculos mal suportando tamanho peso e pressão.

    Kleist – com sua espada e corpo envolto em chamas amarelas –  apareceu ao lado direito do arcanjo. Lúcifer, com um pensamento rápido, conseguiu reunir força o suficiente para desviar o machado da Pietra em Kleist, acertando o Selo e fazendo com que o ataque fosse parado. Na Pietra, o anjo acertou um chute em seu estômago, jogando-a longe.

    Dante desviou do corpo da Pietra e continuou correndo em direção ao arcanjo. As chamas vermelhas arderam em seu braço direito. Lúcifer se preparava para o ataque. As chamas prateadas envolveram o corpo de Dante.  Lúcifer fez uma careta, a energia negra e raios laranjas envolveram seu corpo abundantemente. Então houve o impacto, o arcanjo foi arremessado até o teto, explodindo-o.

    Lúcifer se manteve no ar. Estava pouco ferido e exalava vapor dos braços e espadas.

    – Utilizar o Fome como suporte é boa ideia, seus merdas – elogiou o mentor.

    Com os dois braços envolto em chamas, Dante acertou o chão, fazendo pilares de chamas vermelhas emergirem do mesmo em direção do arcanjo. Lúcifer começou a sentir seu corpo queimar, então saiu voando das chamas, entretanto, foi engolido pelas chamas verdes, depois amarelas e, por fim, a prateada. O arcanjo sentia sua energia vital ser drenada, seu corpo ser queimado e ficar mais pesado. Querendo sair o mais rápido que podia, Lúcifer lutou contra as chamas até enfim sair, mas, ao sair, sentiu um frio em sua garganta. A lâmina azul da foice do Edward estava envolta de seu pescoço.

    – Acabou – determinou Edward.

    – Ora, parece que meus discípulos de merda estão ficando afiados no trabalho em equipe.

    Lúcifer largou a espada, agarrou o braço direito do Edward, apoiou a mão esquerdo no peito dele e arremessou-o contra chão.

    – Mas apenas eu digo quando acabou, certo? – sorriu Lúcifer.

    Edward se ergueu do chão com uma careta de dor e alisando suas costas.

    – Vá a merda – cuspiu Ed.

    Lúcifer já estava indo torturar um pouco o seu discípulo mal-educado, mas o bater de palmas chamou a atenção de todos. Na entrada do templo, Miguel aplaudia.  O arcanjo estava equipado com sua armadura prateada e com suas asas cristalinas recolhida em suas costas.

    – Seus discípulos estão adquirindo ótimas maestrias – elogiou Miguel.

    – Óbvio. São meus, afinal. – Lúcifer pousou perto do outro arcanjo. – O que lhe traz aqui, irmão?

    – Na verdade, Deus solicita a presença sua e do Morte em sua sala.

    Edward e Lúcifer se entreolharam.

    – Agora?

    – Sim.

    Os dois arcanjos começaram a ir, Lizzie voltou a sua forma Nephilim e subiu nas costas do Edward, e seguiram os dois. Perto da saída do templo, Lúcifer parou e virou-se para trás.

    – Nem pensem em sair por aí explodindo tudo – disse aos Selos.

    Os quatro mostraram língua para ele.

    – Ora, seus...

    Edward gargalhou. Lúcifer engoliu sua raiva e voltou a segui-los.

    Os três seguiam caminhando lentamente. Podiam ver outros anjos indo de um lado para o outro, barulho do aço chocando-se, entre outras coisas. Seguiram subindo pela extensa escadaria que levava para o não-castelo. Passavam pelas repartições de cada serafim, observando-os de bobeira. Pela primeira vez, Edward se tocou que a maioria dos lugares do céu era coberto pelo breu.

    – Por que o céu é coberto pela escuridão? – perguntou Ed.

    – Antes, isto aqui tudo tinha um brilho impecável. O motivo de se tornar um breu, ninguém sabe – respondeu Miguel.

    Nenhum anjo sabia que, quanto mais o céu é maculado pelo pecado, mais escuro se torna – por isso quando os serafins foram eliminados tudo teve seu brilho de volta ao normal. Lúcifer era um grande colaborador para este breu e, mesmo nessa época, os serafins e alguns anjos também.

    – E o que nosso Pai quer conosco? – perguntou Lúcifer.

    – Saberemos quando chegarmos, Samael – disse Miguel.

    – Talvez seja a destruição que vocês causam – palpitou Liz.

    Lúcifer e Edward refletiram por um tempo.

    – É um motivo com sentido e plausível – concluíram os dois.

    Prosseguindo pelos amplos corredores do não-castelo – tomado pelos breus também – ficaram de frente para a gigantesca sala do trono. Parado ao lado da porta, estava Ganância. Edward e o serafim trocaram olhares por um breve momento. Miguel empurrou a porta, abriu rangendo, e eles adentraram.

    – Odeio serafins – admitiu Ed.

    – Ah, nisso eu concordo com você – disse Lúcifer.

    – São anjos iguais aos outros – replicou Miguel.

    – E quem disse que gosto dos outros? – disseram o arcanjo e o Selo.

    Deus estava sentado em seu simples trono. Os quatro se aproximaram e agacharam – exceto Lizzie que continuava nas costas de Edward.

    – O Senhor nos solicitou – disse Miguel.

    Em silêncio, Deus se ergueu de seu trono. Com um simples manejar de sua mão esquerda, um rasgo no ar foi feito, abrindo uma fenda branca.

    – Venham.

    Então adentrou, e outros quatro entraram em seguida.

    Do outro lado da fenda, tudo era plano e branco. Parecia ter distância infinita. Mas não havia relevos ou outras cores. Quando o último passou pela fenda, ela imediatamente se fechou.

    – Que lugar é esse...? – perguntou Lúcifer.

    – É um lugar que existe, mas não existe ao mesmo tempo. Estamos aqui. Mas não estamos. Faz parte do universo, mas não faz – respondeu Deus.

    Os quatro fizeram expressões confusas em seus rostos.

    – É difícil entender, contudo é exatamente isto. – Deus fez uma pausa. – O que acontecer e ser dito aqui, não deverá ser compartilhado para ninguém mais, salve os outros Selos, compreendem?

    Os quatro assentiram com a cabeça.

    – Como vocês bem sabem, o equilíbrio é algo para ser protegido a qualquer custo. O seu desbalanceamento pode trazer sérias consequências para o mundo. Os Selos foram criados com intuito de mantê-lo, entretanto pode haver casos em que eles sozinhos não poderão dar conta.

    Deus ergueu seu dedo indicador, emitindo um brilho azul claro em seguida. A esfera de energia rodopiou no ar até aproximar-se do chão. Um intenso e ofuscante brilho emanou, e quando se pagou, um ser pálido estava caído no chão. Detinha cabelos negros –  assim como os olhos –  e liso. Estava envolto em um manto negro e usava vestimentas leves.

    – Este é o sexto Selo, e secreto, Vingança. Ele irá agir independentemente dos outros cinco. Viajará em cada linha temporal existente, ajudando-os.

    Vash se levantou do chão. Aproximou-se do Edward, e apertaram as mãos.

    – É um prazer estar sob suas ordens, capitão Morte – sorriu. – E a conhecê-la também, Lizzie.

    – Será ainda mais divertido com você me ajudando, Vingança – disse Ed.

    – Yo – cumprimentou Liz.

    Vash se virou para os anjos.

    – Miguel. Samael.

    Os arcanjos assentiram em cumprimento.

    – Vingança, quando eu introduzir o poder em você, terá que imediatamente saltar pelas linhas temporais – explicou Deus.

    – Se não o mundo todo explode, eu sei.

    Os arcanjos e o Selo deram um sobressalto assustados.

    – Como assim explode? – perguntaram.

    – Diferente de vocês, ele foi criado neste mundo. Como havia dito, esse mundo existe, mas não existe, e Vingança tem a mesma situação. Se ir para o nosso mundo, como não foi algo criado lá, entraria em colapso e explodiria. Exceto se ele não ficar em uma linha temporal por muito tempo. Vingança é um desiquilíbrio, mas necessário.

    – E eu não vou treiná-lo antes ou algo do tipo?! – perguntou Lúcifer.

    – Não há necessidade. Dei sabedoria e inteligência necessária em sua criação. Assim como darei o poder necessário.

    Na palma da mão de Deus, um pequeno cubo de energia branca se formou. Aproximando-se de Vash, introduziu o cubo no peito dele. Imediatamente, raios dançaram pelo corpo do Selo. Seu cabelo se tornou branco e espetado, e seus olhos ficaram totalmente azuis por causa da enorme quantidade de energia percorrendo pelo seu corpo. Os raios estalavam.

    Vash sorriu para Edward. Um brilho ofuscante aconteceu e o zunir de raios aumento. Quando cessou, Vash havia desaparecido.

    De volta a sala do trono, eles tentavam absorver o que acabou de acontecer. Quando iam embora, Deus pediu para que Edward e Lizzie ficassem.

    – O que deseja, Senhor? – perguntou Ed.

    – Acho que está na hora de contar-lhe algo. – Sentou-se no trono. – Você é imortal. Consequentemente, Lizzie também é.

    – Por que só eu?

    – Como capitão, você é responsável por preservar o equilíbrio eternamente.

    Edward deu uma pequena risada forçada e estava com uma cara de que não havia gostado.

    – Então, um dia, eu sou aquele destinado a ver todos meus subordinados morrerem e terei que prosseguir preservando o equilíbrio “sozinho”?

    Deus assentiu.

    Edward começou em ir em direção a porta, abriu-a, olhou para trás por cima do ombro e disse:

    – Por que isso parece-me mais uma maldição do que uma benção?

    E saiu.

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    Em um tempo incerto...

    Vash viajava pelas linhas temporais, os raios estalavam pelo seu corpo. Apenas era possível enxergar ondas de energia azul que ondulavam ou giravam por todos os lados. Depois de um certo tempo, passou a enxergar imagens do mundo que pertence a esta linha temporal, então parou.

    O Selo da Vingança parou em cima de um penhasco. Estava em um deserto com o sol escaldante logo acima. Não havia alguém vivo naquele lugar, e parecia que aquele deserto foi criado a partir da destruição.

    Vash se sentia estranho naquele mundo. Uma sensação densa no ar. Sentia que aquele mundo estava errado.

    – Este mundo encontrou o desiquilíbrio – concluiu ele. – Isso explica porque o sol parece estar mais quente e este bioma estar praticamente destruído. Qual será a causa disto?

    Os raios estalaram pelo seu corpo, e ele sumiu.

    Ondas de energia azuis ondularam e giraram por todos os seus lados.

    Parou novamente em cima de um penhasco. Era noite. De longe, ele pode ver Bahamut e seus demônios massacrando os humanos.

    – Então o Bahamut não foi derrotado...? O que será...

    Vash se auto interrompeu ao ver Edward pairando ao lado de Bahamut. Os dois trocaram algumas palavras, em seguida Edward saiu com sua foice em punho ajudar no massacre contra os humanos.

    – Oh... o capitão é um traidor? Melhor não tirar conclusões precipitadas...

    Os raios estalaram pelo seu corpo, então sumiu.

    Novamente, ondas de energia azuis ondulavam ou giravam em sua volta.

    Agora, Vash parou em um vale. Distante dele, os Selos estavam estatelados no chão e sangrado, exceto Edward, que se mantinha de pé com a lâmina de sua foice pingando sangue.

    Pietra se levantou e tentou atacá-lo com o seu machado, mas, com um simples movimento, Edward abriu um talho em seu peito, e ela caiu no chão novamente.

    Vash abriu um sorriso de nervoso.

    – Parece que temos problemas graves aqui...

    Continua <3 :p


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