Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 117

    Sombra

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yooo, este é o segundo capitulo do dia 28/09/17

    Boa leitura ^^

    Os seis se preparavam para enfrentar seu capitão, ou uma besta, não sabiam a diferença mais.

    – Mikaela, você tem alguma magia de aprisionar? – perguntou Kleist.

    – Sim, mas preciso de tempo para fazê-la.

    – Faça. Dante, Aiken e Pietra, venham comigo tentar distrai-lo enquanto isso. – Os três assentiram e se dissiparam ao redor da sala. – Uriel, você que não está possibilitada de fazer muitos movimentos, nos dê suporte.

    Uriel assentiu como resposta.

    Kleist segurou forte o cabo de sua espada, as chamas amarelas envolveram seu corpo e o da espada.

    – Sempre quis uma revanche com você, capitão de merda – Kleist sorriu.

    Kleist avançou em direção a criatura. Movimentou sua espada rudemente da direita para esquerda, brandindo contra as duas foices. Antes que pudesse fazer outro movimento, Edward acertou uma joelha no estômago do selo da Guerra, fazendo-o vomitar sangue e sair rolando alguns metros.

     Dante, envolto em suas chamas vermelhas, abraçou Edward envolvendo seus dois braços pela cintura e o arrastou, mas o selo da Morte o acertou uma forte cotovelada no centro das costas, fazendo Dante grunhir de dor e o soltar. Pietra veio de cima desferindo uma guilhotina com seu machado envolto em chamas verdes. O capitão dos selos saltou, o machado acertou o chão. Sua foice foi em direção a Peste, mas um vento frio congelou seus braços, impedindo-o de cortá-la. Havia sido Uriel. Entretanto, as chamas negras derreteram o gelo facilmente, e Edward continuou o movimento. Dante colocou seu braço direito na frente da Pietra, tendo seu braço cortado ao invés da cabeça dela.

    Afastado dali, Aiken deixou seu corpo leve com suas chamas prateadas, Kleist o girou e o arremessou em direção ao capitão dos selos. Quando as katanas negras entraram em contando com as foices do Edward, Aiken deixou seu corpo e katanas pesadas, arrastando-o e pressionando-o. O selo da Fome deixava seu corpo cada vez mais pesado, fazendo o chão abaixo de Edward começar a rajar e afundar. Correntes mágicas criadas por Pietra envolveram o corpo do Edward, suas chamas verdes sugavam sua energia vital enquanto o mantinha aprisionado. Duas lâminas criadas por Kleist emergiram do chão e perfuraram ambos os pés do Edward, seguido pelo gelo criado por Uriel congelando seus pés. As chamas negras começaram a queimar o gelo e a pele do Aiken, que se segurava para não gritar de dor.

    – Mikaela, agora! – vociferou Kleist.

    Mikaela, com seu dedo indicador direito emanando uma energia rosa, desenhou um círculo no ar, em seguida fechou os dedos da mesma mão.

    – Aqueles que se perdem em seu próprio poder, não tem direito de usá-lo – recitou em um sussurro. Abriu a mão, emanava rosa, passou a mesma mão por dentro do círculo e girou. – Aprisionamento. – Ela fechou os dedos.

    Embaixo de Edward, um quadrado luminoso se formou. Aiken saltou para longe. Uma barreira quadrada se formou com Edward no centro. Os seis, exaustos, ficaram olhando. Uriel correu até Dante e fez uma película de gelo na região onde teve seu braço decepado, estacando o sangue.

    – Quando foi que nos tornamos tão sentimentalistas mesmo? – perguntou Dante com dor. – Antigamente, teríamos o matado.

    – Sei lá – responderam os selos.

    Edward emanou suas chamas negras pela barreira. Ele acertou um soco, mas sem efeito. Depois outro, e outro, sucessivamente. A barreira começou a trincar. Eles se entreolharam. Estavam fracos demais para fazer algo além disso. Edward bateu novamente, a barreira quebrou, e as chamas negras se espalharam. A besta olhou para Aiken erguendo sua foice... e parou.

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    Dentro da mente do Edward...

    Edward e Lizzie estavam em um plano totalmente branco, com ausência de qualquer objeto. Em sua frente, não muito distante, estava um ser com uma forma idêntica ao Edward, porém era totalmente negro, sua pele, seu cabelo, olhos, roupas e etc. Este ser mantinha o corpo sólido e exalava uma fumaça negra.

    – Parece que seus subordinados decidiram lutar contra mim – disse o ser negro para Ed.

    Edward suspirou.

    – Provavelmente disseram que seu eu os matasse, não deveria ser o capitão deles. Da mesma forma que, se eles me matassem, não deveriam ser meus subordinados. Ou algo tipo – Ele fez uma pausa. – Pergunto-me quando nos tornamos tão sentimentalistas.

    Lizzie assentiu concordando com Edward.

    – Qual é o seu nome mesmo? – perguntou Ed.

    – Pode me chamar de Sombra.

    – Sombra, hum? O que você é mesmo?

    – Sou um ser homogêneo de todas as almas dos seres que você ceifou. Um ser diferente deles, um ser que é o consenso de todas estas almas.

    – Interessante. – Edward se deixou cair, e um trono branco emergiu do chão para ele sentar. Sombra pareceu surpreso com aquilo. Lizzie saiu de suas costas e foi para seu colo, e Edward apoiou o seu queixo na cabeça dela. – Então, Sombra, já que meus subordinados não irão me matar, que tal devolver o controle do meu corpo de volta para mim?

    Sombra riu.

    – Você é um tanto quanto direto, Edward. Mas temo que tenho que recusar.

    – E por quê? – perguntou Ed com os braços abertos, como se demostrasse surpreso por ele negar.

    – Eu fiquei preso aqui durante anos e anos, finalmente pude sair. Além do mais, eu sou um poder sujo, vindo de seres que mataram abundantemente sem misericórdia e sem nenhum pingo de culpa. Você não me usaria nunca mais.

    A expressão do Edward ficou séria. Ele se recostou no trono e colocou seus braços sobre os braços do trono.

    – Quem você acha que eu sou, Sombra? Um mero humano insolente e sentimentalista? Ou um anjo que teme o pecado e foge dele? – Edward fez uma pausa fintando o ser negro. – Não me importa da onde este poder veio. Agora você é MEU poder. Eu lhe utilizo quando EU quiser, da forma que EU bem entender.

    Sombra ficou em silêncio, não esperava por aquilo. Edward pegou a Lizzie pela cintura e se levantou do trono colocando-a em suas costas.

    – O que você quer? Meus braços? Minhas pernas? Não me importo, só preciso disso – Edward apontou para sua cabeça. – Só preciso do meu cérebro para comandar meu corpo.

    Sombra continuou em silêncio, com receio.

    – Diga! – vociferou Edward.

    – Seu coração – disse secamente.

    – Feito – concordou Edward sem nem mesmo pensar.

    Sombra sorriu.

    – Então este é o ser que ganhou respeito de Deus, Lúcifer e Bahamut, e era temido por Ganância? – Sombra moveu seu olhar de Edward para Lizzie. – O que ele é para você, Lizzie?

    Lizzie levou o dedo indicador ao seu lábio e mexeu os olhos como se estivesse pensando.

    – Hmm – ela acariciou as bochechas do Edward, afagou o cabelo branco dele e sorriu. – Ele é meu rei.

    Sombra deu uma alta gargalhada.

    – Rei, é?

    – É ela que está dizendo, não eu – Ed sorriu.

    – Não entendo você. Por que você luta? Você tem algum sonho ou algo do tipo? Te observo faz tempo, e nunca descobri. – Sombra se aproximou. – A única coisa que eu sei é que este mundo tem sorte de você estar do lado dele, pois, senão, você seria capaz de destruí-lo. – Ele tocou o peito do Edward. – E eu te ajudaria para tal.

    -----------                              ***                               -----------

    Na sala do trono...

    Edward estava com sua foice erguida, pronto para cortar Aiken que estava caído em sua frente. Uma runa laranja incandescente brilhou no peito dele, na região do coração, e começou a sugar toda a energia negra. A armadura de ossos começou a ser desfeita e a foice tornou-se uma só novamente. Após poucos segundos, Edward estava com o torso nu, algumas veias por todo corpo que se intercalavam com a runa estavam negras, mas logo voltaram a sua coloração normal, e a runa não estava mais incandescente. Os seis ainda estavam tensos.

    – Eu não tenho mais moral como capitão? – começou Edward. – Eu falo para vocês fazerem uma coisa, e vão lá e fazem outra! – Ele fez uma pausa para recuperar o fôlego. – Eu acho que estou pegando leve demais com vocês! Da próxima vez, eu...

    – Capitão! – vociferaram os selos jogando-se em cima dele e o abraçando.

    Edward estava sendo esmagado e não conseguia respirar direito.

    – E eu?! – disse Lizzie em pé ao lado deles com as mãos na cintura.

    – Lizzie! – Eles pularam do Edward para Lizzie.

    – Quase vocês me matam, seus malditos! – vociferou Edward.

    Mikaela se aproximou. Ela estava com o cabelo bagunçado e toda suja de poeira, mas continuava linda para Edward. Não que ele estive em uma situação melhor, mas ela achava o mesmo. Ela aumentou o passo, aproximou-se dele e recaiu sentado sobre seu colo. Olhos nos olhos.

    – Quando... quando eu morri, senti uma dor terrível – disse Mika. – Daí eu... eu comecei a pensar em que nunca mais veria você, e isso... – ela repousou sua cabeça no peito do Edward, e ele sentiu o molhado das lágrimas dela. – E isso fez com que doesse mais e mais. – As lagrimas aumentaram. – Aí vi você se desintegrando em minha frente, eu pensei que... pensei que....

    Edward deixou seus braços envolto a ela, abraçando-a.

    – Shhh, estou aqui. Estamos aqui. Eu e você – disse.

    Mikaela se afastou de seu peito, inspirou o muco escorrendo de suas narinas, e Edward fez uma rápida careta. Ele colocou suas mãos no rosto dela, enxugando as lágrimas com o polegar.

    – Eu te amo – sussurrou Edward.

    – Te amo mais – ela sussurrou de volta. Edward puxou levemente seu rosto perto do dele e selaram suas palavras com um beijo.

    Os selos ficaram olhando os dois enquanto sorriam, exceto Kleist que mantinha sua inexpressividade.

    – Finalmente! Depois de cento e dezessete capítulos, véi! – disse Aiken.

    Pietra o acertou com um tapa na cabeça.

    – Fique quieto, Aiken – disseram os selos.

    Continua <3 :p


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