Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 116

    Chamas Negras

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoo, este será o primeiro capítulo de hoje, pois Ao ficou um tempo fora do ar de novo!

    Não quero enrolar vocês para ler, então...

    Cap 1 - 28/09/17

    Boa leitura ^^

    Ganância utilizou suas asas para frear a joelhada em que Edward acertara em seu rosto. Um filete de sangue escorria por cada narina descendo até o queixo e gotejando no chão.

    – Voc...

    – Você fez assim com os anjos, não? – começou Edward interrompendo a fala do serafim. – Simplesmente disse “Ajoelha-se ou morra” e matou quem não se ajoelhou. Eu irei fazer o mesmo.

     Sulcos se abriam em Ganância cada vez mais em que ele se irritava. Raios azuis em meio sua energia laranja se espalhou por seu corpo. Em sua mão direita, uma espada de raios se formou.

    Ganância aplumou suas asas e avançou, e Edward fez o mesmo. A espada de raios brandiu contra a foice esquerda, fazendo raios zunirem mais alto e chamas misturada com energia negra espalharem. Edward moveu sua foice direita visando decapitá-lo, mas o serafim jogou sua cabeça para trás, fazendo a lâmina cortar apenas alguns fios de seu cabelo ruivo. Edward utilizou suas asas para girar, acertando o anjo na costela com seu calcanhar esquerdo, afastando-o. Quase que de imediato, o selo da Morte jogou sua foice esquerda em direção ao serafim, que jogou seu corpo para o lado para desviar. Com a corrente intercalada entre o braço do Edward e a foice, ele a puxou de volta, cortando o ombro direito do anjo, obrigando-o a cerrar os dentes. Desta vez, Edward jogou sua foice direta, entrelaçando-a no braço esquerdo do anjo. Ele pode ver a energia vermelha acumulando no braço do serafim, pronto para desintegrar a foice, mas, antes que pudesse, ele o puxou. Ao se aproximar do capitão dos selos, Ganância foi acertado no pescoço com o antebraço dele, fazendo-o cair no chão. Edward pisou na face do anjo, mas o dano fora refletido. Edward foi arremessado, sentido forte dores em sua perna direita.

    Ganância se levantou do chão, ergueu os dois braços e bateu as palmas no chão furiosamente. A sala começou a estremecer, muros e pilares começaram a emergir do chão, junto com uma grande quantidade de areia indo em direção ao capitão dos selos.

    – Afastem-se! – gritou Edward para os seis sem desviar o olhar, e eles deram um longo salto para trás.

    As chamas azuis começaram a emanar mais exuberantemente na mesma proporção que a energia negra. Quando os múltiplos ataques chegaram próximos ao Edward, a energia negra e as chamas azuis os confrontaram. Explosão aconteceu, pedaços de pedra voavam em meio a cortina de poeira, os choques deste confronto empurravam os seis para trás.

    Ao termino do conflito de forças, Edward continuava parado no mesmo lugar, sem ter se movido um centímetro. Ganância apareceu em sua frente, mas o capitão o cortou ao meio sem dificuldades, mas era uma ilusão. Edward agachou, a espada de raios passou zunindo sobre sua cabeça, cortando apenas o chão a sua frente. Edward soltou suas foices, deixando-as pendendo no ar pelas correntes, agarrou Ganância pelo pescoço e o afundo no chão. Com seus punhos envolto em chamas negras, Edward começou a desferir socos no rosto do serafim. Depois de vários golpes, Ganância conseguiu acertar o peito do selo da Morte, tirando-o de cima dele.

    Ao que parece, as chamas azuis e energia negra de Edward haviam se tornado em uma mistura homogênea: chamas negras. Os seis podiam sentir dentro de si as chamas negras pulsando horror.

    – Diga-me, Ganância, como é enfrentar um inimigo que você não pode matar? – perguntou Edward.

    – Ser imortal não significa ser o mais forte – devolveu Ganância. Sua face estava queimada.

    – Ué – Edward pendeu levemente sua cabeça para direita –, mas eu sou mais forte que você.

    Os raios em Ganância se estalaram intensamente, uma grande concentração se formou em seu braço direito, então disparou o acumulo, tornando uma exuberante quantidade de raios semelhante a cabeça de um dragão.

    – Uma demonstração de força então? – As chamas negras foram para o braço direito de Edward. Ele fechou seus dedos e abriu em seguida, uma esfera de chamas negras pulsou em sua palma, que cresceu em um tamanho mediano. Em seguida, Edward disparou a esfera em direção aos raios.

    Com o contado das duas forças, teve-se um segundo de calmaria antes do forte brilho cegar a todos, seguido pelo tremor sentido em todo o céu. Os seis espectadores foram arremessados para fora da sala do trono. As chamas negras engoliram os raios por completo, deixando praticamente toda a sala do trono em ruinas.

    Do lado de fora da sala do trono, os seis se ergueram, seguido por uma risada nervosa de Aiken.

    – O capitão é um monstro – concluiu ele.

    Ganância, ao ter seu ataque mais forte dissipado, estava parado com seus olhos arregalados.

    – Ele vai me matar, ele vai matar, ele vai me matar – pensava Ganância parado. A propriedade das chamas do Edward, o medo, havia se instalado no cérebro do anjo.

    Edward apareceu em sua frente, porém, por estar distraído pelo seu medo e a alta velocidade, o serafim só o percebeu quando teve seu queixo atingindo por um chute, fazendo-o voar para cima deixando o rastro das chamas negras. Mais rápido do que Ganância subia, Edward voou passando por ele, decepando seu braço esquerdo, agora não havia mais como Ganância desintegrar algo. O selo da Morte deu meia volta e desceu de encontro com o Ganância, mas, ao desferir o golpe com suas foices, uma barreira de areia bloqueou o ataque. Ganância pegou impulso nessa barreira e desceu em direção aos selos que acabaram de entrar novamente na sala do trono.

    – Eu vou levar pelo menos um comigo! – vociferou Ganância.

    Ínfimos instantes depois, a foice esquerda do Edward perfurou o peito do serafim. Edward o puxou para cima enquanto descia e, com a foice direita, decapitou o Ganância facilmente. A cabeça do anjo voava desprendida de um lado, enquanto o corpo voava do outro, até brilhar e desaparecer. Estava morto, finalmente.

    Edward pousou no chão, afundando uma cratera. Os seis estavam sorrindo, mas Edward olhou para eles tenebrosamente com um sorriso sádico, e logo desfizeram os sorrisos.

    – Mika, este é o momento em que você o abraça e ele volta ao normal – disse Pietra com medo.

    – Nem ferrando. – Mikaela deu um passo para trás assim como os outros. – Se eu abraçar ele nesse estado, eu morro.

    Lentamente, eles recuavam. Entretanto, Kleist deu alguns passos para frente.

    – Não iremos matá-lo. – Kleist retirou seu manto azul escuro, demostrando ter músculos bem definidos e fortes. Seu cabelo castanho escuro levemente encaracolado bateu por cima de seus ombros. Seu rosto se mantinha duro como pedra. – Se o matarmos, não temos o direito de ser seus subordinados. Se ele nos matar, não tem o direito de ser nosso capitão.

    Mikaela se aproximou, seguida por Pietra, Aiken e Dante.

    – Isso... isso é sério? – perguntou Uriel incrédula.

    – Muito – disseram os cinco demostrando um sorriso em meio a expressão de medo.

    Uriel suspirou.

    – Isso é insano! – ela se aproximou dos cinco.

    – Bem-vinda ao grupo – disseram.

    As chamas negras ondulavam no corpo de Edward, demostrando um sorriso sádico em seu rosto coberto pela energia negra. Naquele instante, Kleist sentiu o peso da vida dos cinco em suas costas, assim como as dos outros no céu, no plano existencial. Perguntou-se se era desta forma que Edward se sentia ao comandá-los. Era pesado demais.

    Continua <3 :p


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!