Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 115

    Eterno

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Este é o terceiro capítulo da sequência!

    Reescrevendo uns capítulo antigos, eu li que eu agradecia por ter conseguido 2k de views, então...

    Muito obrigado pelos 25k de views!! Nunca imaginei que essa bosta chegaria a tanto, namoralzinha.

    Estamos chegando quase a 1 milhão, falta pouco!

    Titio ama vocês (ou not)

    Boa leitura ^^

    Ganância detinha alguns ferimentos: os punhos do Dante marcado em seu peito, cortes e hematomas criados por Edward. Ele parecia não estar muito cansado, não tanto quanto deveria. Por outro lado, estavam os selos, Mikaela e Uriel, todos os seis, sem exceção, estavam exaustos. Dante mal conseguia se levantar, Aiken, Kleist e Pietra estavam com os corpos extremamente doloridos, e Mikaela e Uriel também estavam, porém o estado delas é mais crítico, sem contar com o Dante, claro.

    – Aiken, se tiver alguma ideia, é bom falar ela agora – disse Mika.

    Aiken riu, mas de nervoso.

    – O único plano possível envolvia o Dante. Mas está incapacitado no momento, fora que o idiota não escuta nem os próprios pensamentos nesta condição.

    – Então é isto? Morremos? – questionou Pietra.

    – Provavelmente – concordou Uriel.

    – Preparem-se – avisou Kleist.

    Os cinco tentaram se manter de pé o máximo possível, mantendo uma posição defensiva. Dante ainda continuava no chão.

    – Talvez eu deva matar a maga demoníaca. Magia é um tanto quanto imprevisível para mim – pensou Ganância. Seu braço direito ficou envolto de raios e o esquerdo da energia vermelha. – Vou perfurar o coração dela e desintegrar qualquer um de fácil alcance.

    Ganância aplumou suas asas laranjas e avançou. Em ínfimos instantes, já estava de frente para Mikaela, sua mão envolta em raios se aproximou de seu peito. Nenhum dos selos seria rápido o suficiente para pará-lo, nem mesmo Uriel que estava mais próxima. Entretanto, passando rente aos selos, uma foice zuniu em seus ouvidos e brandiu contra a mão direita do Ganância, fazendo com os raios apenas cortassem o ombro esquerdo de Mikaela. Todos foram surpreendidos pela aquela foice, logo olharam na direção em que ela veio, então viram o Edward. O capitão dos selos estava com seu corpo reconstruído da cintura para baixo, o lado esquerdo do seu torso e sua cabeça também estavam, porém o lado direito do seu torso era apenas ossos, cuja sua carne ainda estava o preenchendo. Todos ficaram abalados ao ver Edward daquela forma, até mesmo Ganância, exceto Kleist. Kleist já sabia que tinha sido o seu capitão, era astuto o suficiente para saber que aquele momento era o perfeito para afastar o Ganância, e também era astuto o suficiente para saber que não iria conseguir matá-lo. Kleist girou seu corpo e acertou o serafim com um chute, arremessando-o longe. Só depois disso olhou para Edward, e ficou surpreso também.

    – Isso foi imprudente, Edward! Forçar o seu corpo a se regenerar tão rapidamente poderia fazê-lo se transformar em gelatina! – brigou Lizzie.

    – Ou isso, ou Mikaela e os outros cinco morreriam. – Agora Edward estava completamente regenerado, e ficou extremamente ofegante.

    – COMO VOCÊ PODE ESTAR VIVO? EU LHE DESITEGREI POR COMPLETO! – berrava Ganância.

    – Isso não é óbvio? Ou você é burro demais ou não quer encarar a realidade. – As asas penadas negras do Edward se aplumaram e ele voou lentamente em direção até os seis. – Eu sou imortal, oras.

    Os rostos dos selos, de todos na verdade, detinham expressões incrédulas.

    – Isso é um blefe! – devolveu Ganância. – Até seus subordinados estão surpresos!

    –  E deveriam mesmo. Quer contar uma boa mentira? Oculte de quem não confia.  Quer conta uma mentira perfeita? Oculte até mesmo daqueles que você daria sua vida.

    Dante se recuperou, ainda perdido em sua fúria. Ele ignorou o Edward e estava preparado para avançar em Ganância novamente. Edward pousou em frente ao Dante, agarrou-o pelo pescoço com sua mão esquerda, graças sua armadura de ossos em seu braço as chamas não o queimavam. Edward envergou Dante para baixo até os olhos vermelhos de fúria encontrassem os seus olhos azuis frios dentro do elmo de crânio.

    – Mas que merda você pensa que está fazendo, Fúria? – disse Edward com frieza. Ele entrelaçou sua perna esquerda junto a perna esquerda do Dante, em seguida, empurrou ele para trás e puxou ambas as pernas, fazendo Dante desabar no chão. Edward ainda o fintava com seu olhar frio enquanto agarrava seu pescoço. – Acho bom você voltar a si agora mesmo, ou sofrerá as consequências. – O brilho nos olhos de Dante foram ficando menos intensos gradativamente e suas chamas vermelhas foram extinguidas. Edward soltou seu pescoço. – Ótimo.

    Nenhum dos selos sofreu a consequência que Edward tanto fala, não sabiam como era, e nem querem saber.

    Ganância não iria atacá-los, não agora. Além de estar um pé atrás sobre Edward, estava ali uma boa oportunidade para curar seus ferimentos e descansar um pouco.

    Edward se virou para Kleist.

    – Você deve assumir o comando quando eu não estiver em condições de comandar. É assim que você comanda? Fazendo ataques desordenados e deixando a fúria consumir em todos? –  Kleist nada disse, apenas desviou o olhar. – Vocês seis tem sorte de estarmos em uma situação crítica como esta, se não...

    Todos sentiram a raiva do Edward.

    – O que nós faremos agora, Ed... capitão? – perguntou Mika.

    – “Nós”, nada. Eu farei algo – respondeu.

    – Você só não morreu porque é imortal, o que planeja fazer sozinho? – indagou Kleist.

    Edward se perguntou o quanto de audácia Kleist tinha por questioná-lo depois de tudo. Se bem que esse era um motivo dele ser o vice capitão: sempre vai questioná-lo quando achar necessário, independentemente da situação.

    – Já se perguntaram o porquê da minha asa fora do despertar ser feita de energia negra se minha chama é azul? – perguntou Ed, e os selos assentiram. – Toda vez que ceifo a vida de alguém com minha foice, uma parcela da alma de quem matei é convertida em meu poder, a energia negra.

    – Ei, ei... você tem a alma do Bahamut dentro de si? – perguntou Aiken com receio.

    – Sim. Uma parcela dela. Mas tem um problema: eu não conseguido controlar o poder por muito tempo. A única coisa que sela ele neste momento é a máscara de ossos. – Edward girou sua foice esquerda e bateu com a haste no elmo, quebrando-o pela metade. A metade do rosto do Edward era completamente coberta pela energia negra, que logo começou a se espalhar pelo seu corpo. – Se eu não voltar, quero que me parem.

    – Pode deixar – disseram os seis com um leve sorriso, exceto Kleist.

    – Não deste jeito. Quero que me matem.

    Os selos poderiam matar Edward, as runas em suas armas e no punho de Dante anulavam a imortalidade, assim como a espada do Lúcifer. Serem divinos como Bahamut também conseguiam.

    Antes que os selos pudessem ir contra o que Edward disse, ele arrancou o outro lado do elmo. A energia negra causou uma pressão horrenda sobre os seis, tendo efeito até mesmo em Ganância.

    Com a energia negra envolvendo seu corpo, cobrindo completamente seu rosto, deixando apenas os brilhos dos olhos azuis, Edward se aproximou do Ganância. Os dois se entreolharam.

    – Descansou o bastante, Ganância?

    – Imortal, é? Só significa que poderei te torturar eternamente.

    Edward olhou para o Ganância com soberania. Aquilo incomodou o serafim.

    – Ajoelha-se ou morra – demandou Ed.

    Ganância teve de rir.

    Em menos de um piscar de olhos, Edward acertou uma joelhada no rosto de Ganância, arremessando-o longe. Agora, a energia negra dançava pelo corpo de Edward em meio as chamas azuis.

    – Morte então – determinou o Edward.

    Continua <3 :p


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