Altas aventuras em Tóquio

  • Bergovi
  • Capitulos 16
  • Gêneros Aventura

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 13

    A noite da balada

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Ola, como estão?

    Esse capítulo ficou enorme e vai ter muita coisa acontecendo.

    Espero que gostem. Quero preparar o próximo capítulo que já adianto terá muita ação.

    Boa leitura!

    — Eu sabia que iria ficar perfeito em seu corpo. Seu manequim é 36. — Rukia dava uma volta em torno de Vivian checando o vestido. — Fica bem no seu corpo porque você é baixinha. — Ela abraçou Vivian que estranhou um pouco o contato.

    — Obrigada, Rukia-chan. Eu não sei o que é usar um vestido desse. — Ela se olhava no espelho e conferia cada detalhe da peça em seu corpo. — Ele é discreto mas... qual fantasia é essa? — A brasileira reparava que o vestido era branco, longo e um pouco justo.

    — A proposta é montar um look de um anjo. — A japonesa tirou de uma caixa uma auréola em forma de arco, que se encaixava na cabeça. — Você é tão calminha que não te vejo com um vestido tão decotado.

    — Miga, você ficou tão linda nesse vestido. Quero ver o Masha-san babando por você. — Jenny abriu um sorriso torto enquanto colocava a última parte da roupa. — Que cinturinha fina é essa? Esse anjo está mais sensual do que pensamos.

    — E vocês do que vão? — Vivian virou-se para as duas que olharam uma para outra e sorriram disfarçadamente.

    — Adivinha, amiga? — Jenny lançou a pergunta olhando para Rukia. — Eu vou de mulher gato e Rukia de coelhinha.

    — Ah... meus tempos de adolescência. Eu não conseguiria me vestir assim. — Sentiu vergonha só de imaginar Masha a olhando com desejo. “Não seria ruim”. Abriu um sorriso imaginando a cena.

    — Nós precisamos também nos arrumar. — Rukia aproveitou o assunto já tirando sua fantasia da sacola. — Não é fofa essa roupa. — Ela deu a peça nas mãos de Vivian que tocou, sentindo a maciez. — Deu tanto trabalho para a conseguir.

    — Tanto trabalho vai compensar, Rukia. Você precisa ficar bonita para o Ichigo te ver. — Jenny apontou só com a cabeça enquanto se vestia atrás de um provador.

    — Ichigo, nossa... — Vivian olhou para a amiga e entendeu a indireta. — Precisa mesmo ficar bonita. Bem eu já estou vestida. Vou te ajudar. — Ela foi tirando da sacola as meias finas, orelhinhas e sapatos.

    Vivian ajudou as meninas a se maquiarem. Se tinha algo que entendia era de maquiagem, mesmo que não soubesse se auto maquiar. Ela queria deixar as meninas satisfeitas com seu desempenho. Arriscou a ousar uma maquiagem mais pesada em Jenny pois a mesma tinha os traços bem definidos e os cílios bem grandes. Já em Rukia ela suavizou mais os traços delicados. Rukia era tão linda que não precisava de maquiagem direito. Sua pele era tão clara e tão macia que muita maquiagem a estragaria.

    — Eu espero que gostem da minha obra de arte. — Ela segurava um espelho e estava pronta para mostrar para as duas.

    — Vivi, você está de parabéns. — Jenny mexia em seu cabelo e olhava em diversos ângulos sua imagem. — Agora falta sua maquiagem. Eu posso fazer.

    Vivian se sentou na cadeira e tirou o arco, o colocando na penteadeira. Ela fechou seus olhos e Jenny começou a maquiar a amiga.

    — Eu aprendi também a maquiar. Você se lembra quando eu usei o photoshop na sua foto? — Vivian olhou para ela e sorriu.

    — Nossa, eu me lembro sim. Kkk. — Ela sorriu pois foi quando sua amizade com Jenny se consolidou. Era nostálgico lembrar do começo. Como tudo aconteceu nessa amizade. — Naquela época eu me achava feia e nem sabia me maquiar direito.

    — Feia você não é. Você é muito bonita. — Rukia se virou para ela enquanto se olhava pelo grande espelho na parede. — Você precisa ficar bonita pelo Masha. Você já percebeu que ele está apaixonado por você, não é?

    Vivian ficou um pouco apreensiva mas sentiu confiança nas palavras da Kuchiki. Rukia o conhecia mais que ela e pelo jeito não estava enganada com sua afirmação.

    — Posso contar um segredo para vocês duas? — Ela não aguentou seu coração bater em alegria por uma certeza dessas.

    — Fala logo amiga. Conte o que está acontecendo. Aliás deve ter acontecido algo entre vocês.

    A amiga respirou fundo e revelou o que seu coração estava sentindo pelo japonês.

    — Eu estou apaixonada pelo Masha-san. Hoje eu tive certeza disso quando vocês nos deixaram sozinhos e adormecidos naquela sala. — Ela olhou para um ponto qualquer e sua visão não focalizava a imagem. Seus pensamentos estavam no seu amado oriental. —Eu o beijei e não posso negar.

    Rukia e Jenny se aproximaram dela e sentaram próximas. A Kuchiki sabia dos sentimentos dele e decidiu contar que a recíproca também era verdadeira. Mas antes que abrisse a boca, Vivian voltou a falar.

    — Eu descobri algo e eu estou com medo. — Ela olhou para baixo enquanto suas mãos apertavam os dedos polegares com força. — Eu descobri que o Masha é o Fukuyama Masaharu. E ele está de casamento marcado. Eu vi uma revista dentro do estúdio dele. — Ela tentou segurar um choro que já mudava a tonalidade de sua pele. — Eu não posso mais continuar com isso. O que eu faço?

    Jenny não aguentava segurar a mentira de Vivian e lhe contou tudo.

    — Vivi, eu já sabia. Mas ele pediu para não contar nada. Eu não fiquei falando pois queria manter assim. Mas eu realmente não sabia que ele estava de casamento marcado. — A amiga enrijeceu os lábios pela situação. — Eu achava que ele era livre e estou chateada com isso.

    Rukia ouviu tudo e decidiu contar a verdade. Masha não podia ficar muito tempo sem lhe revelar suas intenções e ela sabia a verdade da boca dele.

    — Não se preocupe com isso, Vivian-san. Eu mesma perguntei se ele estava noivo e ele me confirmou que deu um tempo com a Kazue. — A japonesa segurou a mão dela e olhou em seus olhos. — Ele deve ter as suas razões para não falar nada para você. Mas eu tenho certeza que ele gosta de você de verdade.

    Vivian acreditou em Rukia mas parecia loucura tudo aquilo. Jamais em sua vida se viu envolvida com um homem japonês e famoso. Estava com um medo de voltar a vê-lo.

    — Eu não posso me envolver. — A brasileira se levantou e olhou no espelho. — Não existe contos de fadas. Masha ou Masaharu não pode ser para mim. Eu não vim aqui atrás de um relacionamento. Eu não quero quebrar a cara mais uma vez. — Abaixou a cabeça enquanto sustentava seu corpo apoiado pelo braço na penteadeira.

    — Vi, não precisa ficar assim. — Jenny a abraçou por detrás e a amiga voltou seu olhar. — Deixa rolar. Não adianta chorar. Você não sabe nada pois ele não te contou. Dá uma chance para ele te falar. — Jenny se afastou e deu a mão a ela. — Temos uma festa. Anima-se.

    — Sua amiga tem razão. — Rukia entrou no assunto para forçar a tese de Jenny. — Ele te ama de verdade. Dá uma chance.

    Vivian se perdeu em pensamentos mas não queria queimar mais seus neurônios. Queria viver o momento. Já se preparava para esquecer um pouco de seus sentimentos e voltar a Vivian de sempre.

    — Vamos, meninas! Eu estou pronta.

    ***

    Do outro lado da cidade, Pah andava de um lado para o outro pelo grande salão. Ela checava cada detalhe e conversava com todas as pessoas que trabalhariam em sua festa. Para ela tudo tinha que ser perfeito. Ela planejou em dois meses a sua festa e, um caso à parte, Pah adorava festas regadas a álcool.

    Ela já se encontrava vestida com a sua fantasia de mulher maravilha e andava com a sua bota de couro até o joelho. Cada empregado nem ousava olhar diferente para ela. Aquela mulher era tão intimidadora e, ao mesmo tempo, ser doce como um veludo. Subiu as escadas e foi até seu quarto para retocar a maquiagem. Ela olhou em cima de sua cama o bilhete do japonês misterioso. Ao terminar de reaplicar o rímel, pegou aquele papel e viu o número. Discou o número em seu celular mas desligou. Mandou uma mensagem pois não queria se denunciar com a sua voz. “Oi. Nem nos apresentamos, né. Está tendo uma festa na Odawara Atsugi 2456. Se estiver afim, venha a festa. É a fantasia. Bye. Pah”. Fechou seu celular e jogou em um canto. Ouviu a porta bater.

    — Entre. — Ela estava se olhando pelo espelho checando sua maquiagem.

    — Escolheu essa fantasia para mim? — Ichigo usava um terno e uma capa preta e segurava um cartola em sua mão. — Preto até que combinou comigo. Branco virou uma cor predominante no meu vestuário.

    — Ficou um gato nessa roupa. Ainda bem que você confiou em mim. Primo eu escolhi uma fantasia comportada para você.

    — Ok ok... Eu já vi alguns convidados chegarem. — O ruivo já estava saindo pela porta.

    — Eu já vou os receber. — Ichigo foi surpreendido pelo toque de seu celular. — Só falta ser a pegajosa da sua namorada. — O primo olhou com o canto dos olhos e pegou o aparelho.

    — Alô...

    ***

    — É aqui o endereço. — Rukia olhava pela janela e conferia o número da casa a frente.

    — Que casa enorme? Tem bastante gente entrando. Chegamos na hora. — Jenny se preparava para abrir a porta do carro enquanto Vivian abria o outro ouvindo algumas músicas sendo tocadas.

    — Parece que só eu que estou de branco aqui. Estou evidente. — Vivian olhava para seu vestido e hesitava em andar.

    — Vamos, amiga. É só uma festa. — Jenny andava sem nenhum acanhamento com seu vestido mostrando suas curvas.

    As três subiram as escadas e viram que muitas pessoas já estavam dançando no meio da grande pista. Havia muita luz colorida e várias pessoas com drinks e pulseiras. Vivian andava atrás das outras duas que cortava o salão como se fossem uma fila de índio.

    Rukia olhava para todos os lados a procura de Ichigo mas não o viu em lugar nenhum. Jenny procurava por Byakuya. Ela decidiu olhar para locais mais estratégicos que ele poderia estar. Ela estava com esperanças de revê-lo.

    Vivian se conformava em apenas ser uma companhia na festa. Não sabia como se divertir. Muito menos recusar algum xaveco indesejado. Ela procurava uma mesa para poder se sentar e ficar na sua.

    ***

    Ichigo acabara de encerrar uma ligação de quase quarenta e cinco minutos. Sua namorada era mais falante quando estava carente. Ele decidiu desligar o aparelho para não a ter que atender novamente outra ligação de Ohirime.

    Andou pelos corredores superiores da casa e se apoiou no balaústre para ver o movimento da festa. Seus olhos conseguiram localizar a japonesa que conheceu mais cedo. Abriu um leve sorriso quando a viu em seu vestido. Ela estava linda, com aquele vestido e aquelas orelhinhas. Riu ao imaginar que aquela linda japonesa de coelhinha poderia estar perdida de seu mágico. O rapaz saiu do seu encantamento assim que viu sua prima o abordar.

    — Hum... está de olho na coelhinha, não é? — Pah também se debruçou acompanhando de cima a festa. — Sua namoradinha está na cidade. Ela mandou mensagem para mim perguntando de você. — A moça apenas fez um leve movimento de negação com a cabeça.

    — Eu vou terminar. Não gosto dela e... — Suspirou. — Ela me sufoca. — Ichigo queria conversar a respeito. — Preciso de algo para me distrair.

    — Venha. Vamos entrar na festa. — Pah fez um sinal com a mão e Ichigo a acompanhou.

    ***

    — Rukia! Você por aqui, nanica. — Um cabeça de palito de fósforo estava disfarçado de rei da França.

    — Ah... você veio para estragar meu dia. — A japonesa virava os olhos perto do inconveniente.

    — Deixa de ser chata, Rukia. Você está uma coelhinha safada nessa roupa. — Renji tentava se aproximar dela com aquela roupa um tanto desajeitada. A coroa ficava caindo de sua cabeça. — Acho que escolhi a fantasia errada.

    — Ficou perfeita para você. — A Kuchiki ria e falava ironizando o rapaz. — Te conheço Renji. Você deve ter um pouco mais de senso para chegar em uma garota.

    — Tá duvidando que consigo uma gatinha na balada? — O ruivo ajeitava seu corpo e procurava por uma garota na pista. — Veja só como se chega em uma mulher. — Ele avistou a Mulher Maravilha vindo em sua direção. Abriu um sorriso largo e se aproximou da jovem. Para sua decepção, a moça passou ao seu lado sem nem o notar.

    — Olá, Rukia-chan! Você veio à minha festa. — Pah estendeu os braços para cumprimentar a japonesa.

    — Sua festa está ótima. — Ela abriu um sorriso pois estava ansiosa para rever o alaranjado.

    — Fique à vontade. A casa é sua. — Pah tomou novo rumo e Rukia ficou a ver a cara de bobo de Renji.

    — Estou impressionada com a sua forma de sedução. — Disse assim que Renji se aproximou.

    — Para de rir de mim. Talvez não era para ser ela. — Ele olhava de maneira frustrada e reconhecia que era uma piada. — Vou dar uma volta.

    Assim que o ruivo se distanciou Jenny e a amiga voltaram. Elas reconheceram o ambiente e Vivian queria um lugar para ficar mais acomodada na festa.

    — Pronto. Demos uma volta nessa festa. Tem muita gente nesse lugar. — Jenny tentava se abanar pois estava quente o ambiente.

    — Eu acho que vou beber. Alguém quer alguma coisa? — Vivian estava se sentindo desconfortada e a bebida era bem vinda.

    — Você bebe, Vivi-chan? — Rukia a encarou, não acreditando no que tinha ouvido.

    — Com moderação né. — Ela deu um sorriso malicioso. — Estou querendo dançar mas ainda não tomei uma para me animar.

    — Quero só ver você, miga. — Jenny se aproximou dela. — Nós vamos dançar muito nesse lugar.

    — Vou trazer alguns drinks. — Vivian deu um olhar sedutor se retirando.

    — Ela está diferente. — Rukia percebeu e confidenciou a amiga. — Ela deve se transformar quando bebe.

    ***

    Renji andava por aquelas pessoas e não tinha sucesso com nenhuma mulher. Ele pensou que poderia estar ridículo com aquela fantasia. Mas via homens piores em suas escolhas de vestimenta. O único jeito para esquecer a sua falta de sorte era beber. Sem hesitação, seguiu sentido ao bar e foi pegar uma dose de whisky. Olhava para as mulheres à sua volta e não se interessava muito pelas modelos magrelas que pareciam estar em uma passarela. “Seria pedir muito conhecer uma garota diferente”. Ele questionava em seus pensamentos ao vento.

    Estava tão distraído que esbarrou em uma pessoa e a jogou no chão. Só saiu do transe quando caiu por cima da pessoa e assim seus olhos se cruzaram com uma figura branca com um sorriso comedido.

    — Gomenasai... “Kami-sama! Ela é linda!” — Não conseguiu falar pois seus olhos não piscavam diante da estrangeira.

    — Não foi nada, eu estou bem. — Vivian se apoiou nos ombros deles e percebeu que aquele jovem era muito parecido com Masha. “Como se parecem! Estou vendo coisas”. Ela se colocou de pé ajeitando seu vestido que mostrou um pouco demais as suas pernas. Ela percebeu que o rapaz ainda permanecia em estagnação. — Você está bem? Fala a minha língua? — Ela tentava se comunicar mas não sabia como falar em japonês.

    — Sim. Prazer, me chamo Abarai Renji. — O ruivo não conseguia controlar um sorriso por pelo menos ser notado por alguém naquela festa. — Me desculpe. Sou desajeitado.

    — Imagina, Renji. Pode me chamar de Vivian. — A brasileira tentava fazer amizade e Renji parecia ser uma pessoa extremamente boazinha. — Se quiser, ajunta-se com a minha turma. — Fez um sinal apontando para as amigas do outro lado da pista.

    — Ah... você está com a Rukia e a senhorita Jenny? — Ficou meio bobo pois parecia ser sorte demais.

    — Sim! Você as conhece? — Ela pegou três drinks e Renji se ofereceu a ajudar.

    — Sim. Eu sou coordenador da empresa Kuchiki. — Renji tinha orgulho de seu trabalho. Se por um lado ele era atrapalhado e meio bobo na conquista, por outro ele era totalmente responsável e profissional.

    — Vamos? — Vivian seguia na frente enquanto o japonês seguia atrás tentando respirar e controlar as batidas de seu coração em festa.

    ***

     — Rukia-chan, você viu o Ichigo? Eu não o vi até agora. — Jenny deu mais algumas voltas pela festa para ver se reconhecia mais alguns rostos e nada. — Será que ele veio?

    — Não importa amiga. — Ela espremeu levemente seus lábio e avistou Vivian se aproximando.

    — Cheguei com algumas bebidas e ... — Ela se virou para trás. — Bem, vocês já se conhecem né.

    Rukia arregalou os olhos e percebeu que Renji estava se dando bem. Ele foi olhar justamente para a garota errada. A Kuchiki tinha prometido a Masha-san que iria ajudar a ficar com ela. Ela ficou pensando em algo que não fosse tão cruel e que Renji poderia não se magoar.

    Jenny que já tomava alguns goles da sua bebida queria dançar. Não sabia o que Vivian tinha pegado para elas beberem. Suspeitou ser tequila com alguma outra bebida misturada.

    — Vamos dançar. Estou no clima. — A amiga segurou Vivian pelo braço e lembrou o convite. — Você se lembra que disse? Vamos dançar.

    A amiga virou o último gole e entregou o copo para Renji que suspirava pela garota.

    — Eu me lembro sim. Vamos dançar!

    As duas foram para o meio da pista e logo começou a tocar uma música dançante. Jenny não conhecia e Vivian estava feliz pois o universo trazia Masha para a sua vida novamente. A música Hello começou a tocar e contagiar as pessoas que estavam paradas no meio da pista.

    Ela sabia uma coreografia e Jenny acompanhava seus gestos enquanto a atenção ficou concentrada nas duas estrangeiras esbanjando sensualidade e carisma.

    ...Sonna hazu wa nai sa sore wa wakatteru

    Nijuugoji no denwa no beru doyoubi no shigoto

    Konna hazu janai sa sore mo wakatteru

    Tameiki de nurikaerareta shuumatsu no yotei

    Garasu no yozora kimi wo utsusu toki

    Kanawanu yume kazoete nemurenai yoru

    Koi ga hashiridashitara kimi ga tomaranai

    Mada dare mo shiranai tokimeki dakishimete

    Kimi to egao tsukamaeru no sa kitto

    Dakara shikata nai yo soshite shinjiteru

    Futari atsuku mitsumeaeru koibito no yokan

    Hoshi no pareedo kimi wo negau toki

    Tsunoru omoi afurete nemurenai yoru

    Dare ni mo maketakunai koi wa tomaranai

    Mada kimi ga shiranai kono mune no takanari

    Kimi to ashita te ni ireru no sa kitto

    Koi ga hashiridashitara kimi ga tomaranai

    Dare ni mo maketakunai boku wa tomaranai

    Mada dare mo shiranai tokimeki dakishimete

    Kimi to egao tsukamaeru no sa kitto

    Kitto kimi wo...

    Assim que acabou a música, Vivian e Jenny foram aplaudidas e mais aplaudidas. As duas conseguiram agitar a festa mais ainda com a dança.

    ***

    Renji babava pela moça vestida de anjo e suspirava com cada movimento que ela fazia. Nunca pensou que poderia se apaixonar por uma moça ocidental. Ela tinha uma beleza meiga e era tão delicada. Precisava de alguém para a sempre proteger. O que não era para acontecer estava acontecendo. Renji estava gostando da moça que foi a única a conversar com ele sem rir de sua cara.

    — Ela é maravilhosa... — Ele repetia pela terceira vez seu elogio.

    — Renji ela não é para você! Por favor, não fique a xavecando. Ela já está com alguém. — Rukia tentava de todas as maneiras convencer Renji a desistir.

    — Tá com ciúmes, Rukia. — Ele parecia gostar das atitudes da amiga. — Não tem ninguém com ela. Quem deixaria uma garota dessas sozinha em uma festa assim? — Renji via Vivian se aproximando com Jenny e não resistiu. — Sinto muito Rukia mas eu quero ela para mim.

    Rukia puxou Vivian para um canto evitando que Renji se aproximasse dela.

    — Preciso te contar uma coisa. — Ela se afastava do ruivo e de Jenny para que elas ficassem a sós.

    — Sim. Pode falar. — A brasileira estava bem alegre com a bebida mas ainda estava totalmente consciente.

    — Aquele rapaz ali tem o ... — Ela fez sinal com os indicadores para baixo. — ... pequeno. — Rukia tentava ser direta mesmo sentindo vergonha de contar algo absurdo de Renji.

    — Que? — Vivian olhava para a japonesa quase não acreditando. — Ele é bonzinho Rukia-chan. Não vou ficar com ele. — Ela franziu o cenho com um olhar de risada. — É sério isso?

    — Não fica com ele. Ele tá carente e se apaixona fácil. — A Kuchiki tentava persuadir Vivian de qualquer jeito.

    — Pode ficar tranquila. Não tenho intenção de ficar com ninguém. — Renji estava se aproximando e tomou uma atitude.

    — Quer dançar? — Seu rosto ruborizou mais que seu cabelo. Mas estava interessado na moça.

    — Tudo bem. — A moça aceitou e foi direto para a pista. Renji olhou para a Rukia com um olhar de incredulidade. Ele estava no céu e a sorte estava do seu lado.

    A japonesa já tinha dado o recado. Mas sentiu que Vivian nem se importava muito com a situação. Pelo jeito ela estava mais alta do que parecia estar.

    — E aí, Rukia-chan? — Jenny se aproximou e viu sua amiga virtual dançando uma música com o ruivo que não parava de olhar para a moça de branco.

    — Precisamos ligar para o Masha senão o Renji terá grande chance com a Vi. — Rukia pegou seu celular e procurava o número dele. Conseguiu localizar nas últimas chamadas. — Vai logo. Atende. — O telefone só tocava e caia na caixa postal.

    — E aí o que está acontecendo? Ele não atende? — Jenny mudou repentinamente seu semblante. — Fica tentando contato que eu vou ficar de olho no Renji. Daqui a pouco ele está levando ela para outro canto e... — Ela fez uma expressão de rejeição. — Eles somem.

    — Vou ter que sair daqui. Estou sem sinal. — Rukia via que não tinha nenhuma barrinha pelo celular. — Já volto.

    Ela saiu correndo do ambiente e ficava olhando vidrada para o celular sem perceber o que vinha pela frente. “Atende... atende, Masha-san.” Só dava caixa postal. Rukia teve uma ideia assim que se esbarrou em algo à sua frente.

    — Olá, Rukia! — Seus olhos de espanto se formaram.

    — Ichigo?... — A jovem estava cara a cara com aquele que mais desejou ver naquela festa. Mas tinha tomado uma atitude.

    — Está tudo bem? — O rapaz não viu reação da japonesa. Mas não evitou contemplar o rosto mais delicado que já viu na vida.

    — Sim... tudo bem! — Ela não conseguia se portar de uma maneira menos exagerada. Mas estava decidida a ir até o fim com seu plano. — Eu preciso ir até alguém que não está atendendo. Se ele não vier possivelmente perderá a pessoa que mais ama. — Rukia soltou sem nem pensar direito quem estava a sua frente. Ichigo viu tanta determinação no que ela disse que não pensou duas vezes e se ofereceu para ajudá-la.

    — Eu te levo até essa pessoa. — Deu um sorriso espontâneo para ela.

    — Obrigada. — Evitou ficar vermelha e já foi direta. — Vamos?

    Ela seguiu caminho e Ichigo a acompanhou. Ichigo pediu o carro de Pah para o manobrista e logo já trouxeram.

    — Primeiro as damas.  — Ichigo abriu a porta do carro para ela e recebeu um sorriso como recompensa. Contornou o carro e pôs aquela máquina para andar. — Para onde vamos?

    — Para esse endereço. — Disse apontando para o localizador em seu celular. — Ainda bem que ele não deixou no modo avião.

    — Deve ser bem importante isso para você. — Ichigo corria com aquela carro que pedia mais marcha.

    — Eu preciso uni-los. Eles se amam e deve ter acontecido alguma coisa para ele não conseguir vir. — Ela falava olhando para frente evitando olhar para ele.

    Ichigo deu um sorriso torto gostando de ver a determinação daquela jovem. Ele começava a gostar daquela garota e se lembrava do que sua prima tinha dito. “Tenho que encontrar a minha garota e fazer tudo por ela”. Ele tinha começado bem com a Kuchiki mas ainda tinha algo pendente — Orihime Inoue. Voltou a seriedade só de pensar que poderia estar sendo um aproveitador enquanto sua namorada poderia estar o ligando que nem uma desesperada.

    — Pare. É aqui. — Rukia abriu o lado de sua porta e um vento gelado ela sentiu em seu corpo. Como estava praticamente com uma roupa curtíssima e fantasiada, Ichigo tirou a sua capa.

    — Tome. Se cubra com isso. — Ele a envolveu na sua capa e mais uma troca de olhares fez o silêncio prevalecer naquele ambiente. Mas o rapaz encerrou o contato visual assim que algumas pessoas passaram em seus lados. — Quer que eu te acompanhe?

    — Pode ficar aqui. Eu já volto. — Ela deu um sorriso e correu para o apartamento.

    “Onde você está? Por que não atendeu?”. Ela se questionava impaciente a cada andar em que o elevador subia. Chegou ao último, onde ele morava, e apertou a campainha. Keita-san abriu a porta e já a chamou para entrar.

    — Ele está aqui? — Ela estava ofegante. — Preciso leva-lo até ela.

    — Rukia-sama, ele está no quarto e está fazendo as malas. — O mordomo apontava a direção para onde ela acabou seguindo.

    — Masha-san? Ainda bem que te encontrei. — Ela o viu sentado na cama de cabeça baixa e poucas malas no chão. — Você vai viajar? — Ela franziu a testa em sinal de surpresa.

    — Viajarei amanhã de manhã. — Ele não gostou da expressão de Rukia. — Aconteceu alguma coisa com a Bi? — Ele se levantou em preocupação.

    — Se você vier comigo eu explicarei no caminho. — Ela o puxou e saiu do quarto. — Não podemos perder tempo. Temos que arrumar uma fantasia para você.

    ***

    — Sabe, eu gostaria de falar algo para você. — Renji se aproximou de Vivian e sussurrou em seu ouvido. — Você foi a única que nunca me tratou como uma piada.

    — Você não é uma piada. — Ela dava risada pois achava aquele japonês bem certinho. — Creio que você seja tímido na hora de conversar sério com alguém. Então podemos treinar. — Vivian pegou mais uma dose de tequila que estava circulando no meio da pista.

    — Eu gostaria de saber mais sobre você... — Renji tentava ser sério e já tinha recusado beber novamente e controlar seu acanhamento. — O que você faz?

    — Eu sou engenheira formada mas no momento trabalho com laudos bancários. — Ela disse naturalmente pois gostou como o ruivo estava conduzindo a conversa. Ele não ousou a ser atrevido com ela e nem parecia carente a primeiro momento.

    — Ual. Você fez engenharia? Deve ser genial. — Ele se surpreendeu saber que a “sua garota” tinha uma profissão. Já se enrolou com várias que nem se importavam com esse assunto. — Eu fiz contabilidade, mas sou coordenador de contas da empresa Kuchiki.

    Jenny observava o casal de longe e percebeu que estava tudo sob controle. A amiga parecia conversar amigavelmente com o rapaz.

    Vivian olhou para a amiga e notou que estava sem Rukia. Ela fez um sinal para o ruivo e seguiram ao encontro de Jenny.

    — Cadê a Rukia-chan? — Ela perguntou assim que se aproximou.

    — Ela deve estar por aí com o Ichigo. — A moça se aproximou da outra e falou em seu ouvido. — Você pelo jeito se esqueceu do Masha, né? — Vivian evitou uma demonstração de tristeza e a encarou.

    — Não se preocupe amiga. Ele deve ter suas obrigações e imaginei que pudesse acontecer isso. Lembra-se que o celular dele não parava de tocar? — Ela tentava se conformar em não pensar mais nele. — Eu não posso fazer nada.

    — Você está bebendo para esquecer a tristeza mas estou vendo seus olhos se lacrimejarem. — Ela sabia ser amiga melhor do que ninguém. — Vou dançar para você. Veja a minha coreografia. — Ela conhecia a música do filme velozes e furiosos.

    Jenny se afastou da amiga e passou por Renji que a olhou de lado quase não acreditando ser a mesma pessoa. Era a vez dela brilhar e fazer a sua amiga sorrir de verdade. Ela começava a mostrar a sua sensualidade e com movimentos aeróbicos seu corpo se mexia com ritmo. As pessoas ao redor dela começaram a abrir espaço e só se via uma morena de longos cabelos pretos em um vestido de couro e uma máscara que cobria os olhos. Jenny tirou a máscara e mostrou seu verdadeiro rosto. Conseguiu atrair olhares de pessoas que nem se encontravam no ambiente. Muito ligaram seus celulares e começaram a lhe filmar. Ela concentrava seus movimentos na cintura definida que tinha e balançava os cabelos de um lado para o outro. Seu show tirou um sorriso da amiga triste que sempre ficou fiscalizando em sua performance.

    — Ela dança maravilhosamente bem. Pena que uma pessoa está perdendo isso. — Vivian falava para Renji ao seu lado.

    — Quem? — Ele indagou.

    — O Byakuya. — Ela se aproximou dele e sentiu um pequeno mal estar. Estava parada e sentindo os efeitos da bebida lhe subir à cabeça. O ruivo a segurou em seu braço e se afastou da multidão que se aglomerou.

    Renji a levou para uma varanda que dava para um jardim e se sentou com ela em um banco. Em nenhum momento quis se aproveitar dela. Ela era diferente das outras.

    — Vou te trazer água. Você precisa se hidratar. — Ele a deixou e seguiu outro caminho.

    Vivian olhou para o alto e viu a grande lua que estava no céu daquela cidade. Sentiu falta do contato de Masha. E estava o substituindo por Renji. Sabia que não teria coragem de beijar o rapaz que a acudiu mas estava querendo se esquecer daquele que despertou um sentimento quente e suave no peito. Era impossível pois sempre tocava uma música dele e ela não viu outra forma a não ser beber e não chorar. A bebida a fazia se sentir solta e esconder a sua tristeza.

    Depois de um tempo, Vivian não sabia mais onde estava. Era uma sensação de sono e embriaguez que ela não conseguia controlar. Ela se guiava por aquele corredor a procura de Renji mas ao seu encontro sentiu um cheiro peculiar. Era o cheiro de Masha e não tinha como ser de outro. Pensou estar delirando em seus pensamentos e sensações e começou a tatear a parede e seguir o caminho que não sabia mais por onde iria dar. Ela só enxergava vultos a sua frente e não reconhecia mais os rostos. Sentiu tocar alguém que veio ao seu alcance e a abraçou. “Masha?”. Ela o desejava ali naquele momento para a proteger.

    Sentiu-se desfalecer e não ver mais nada... só ouvir... “Biii...”

    ***

    Assim que chegou ao local Rukia, Ichigo e Masha adentraram o ambiente que estava mais lotado. A Kuchiki disse tudo o que estava acontecendo e que Renji estava disposto a conquistar a brasileira. Ela conseguiu achar uma máscara branca para o cantor não ser reconhecido em um local evidente.

    Masha conseguiu ver Vivian mirando a lua que iluminava serenamente o ambiente. Ela era um anjo distraído e vulnerável. Estava mais linda do que nunca mas seu olhar era triste. Ele precisava lhe contar seus sentimentos e estava disposto a isso. Correu para a primeira escada que o levara ao primeiro andar. Era possível ver algumas pessoas se agarrando, outras rindo por qualquer motivo e com drinks nas mãos. Ele foi se aproximando e a viu se virar para ele. Não sabia o que ela estava pensando mas parecia que não o enxergava. Ela, com curtos passos, andava ao seu encontro. Masha só queria a proteger e tê-la mais uma vez em seus braços. Só mais uma vez antes de partir. Ela se apoiou na parede e seu corpo começou a cair. Ele fez a única coisa por impulso — a abraçou fortemente. Ele sentiu o cheiro de seus cabelos dourados e o calor de seu corpo. “Bi, o que aconteceu?" Ouviu em resposta seu nome ser pronunciado: “Masaharu, você veio por mim”. Ele a olhou nos olhos e lhe respondeu: “Sim, minha beautiful life. Vou te levar para casa.”

    Rukia, que observava de longe, ficou feliz por conseguir esse encontro e os unir mais ainda. Ela virou para Ichigo e não teve como se conter.

    — Conseguimos! — Em um impulso ela abraçou o rapaz que correspondeu. Sentiu uma corrente elétrica percorrer por todo seu corpo. Ela o queria e o teve ali naquele momento. — Se não fosse você eu não conseguiria. — A japonesa o encarou e Ichigo segurou em seu rosto.

    — Onde você esteve esses anos? — Ele lentamente se aproximava de seu rosto enquanto a Kuchiki não desviava seu olhar.

    — Você sempre existiu em meus sonhos, Ichigo. — Ela ousou e fechou o contato entre eles. Dando um beijo apaixonado.

    O médico não a afastou e a puxou mais ainda para seu corpo. Ele sentia o calor se alastrando em seu peito. “Eu estou apaixonado, farei de tudo por você”.

    ***

    Assim que terminou a música, Jenny ouvia aplausos e assobios de todos os lados. Finalmente conseguiu executar com perfeição a coreografia que sabia a algum tempo. Ela se virou para a grande multidão e se curvou em sinal de agradecimento. Ela olhou para o segundo andar do ambiente e seus olhos finalmente se cruzaram com aqueles que procurou por tanto tempo. Os holofotes atrapalharam um pouco mas sabia de quem pertenciam aqueles olhos penetrantes. Para sua tristeza, ele simplesmente sumiu de seu campo de visão.

    A morena começou a receber uma enxurrada de cantadas e algo do tipo mas ela nem ligava. Seu desejo era vê-lo mais uma vez. Não entendia a ironia do destino em de se encontrarem e nunca ficarem mais próximos. Ela só estava lá para encontrá-lo e nada mais. Ele fugiria novamente de seu encanto?

    Ela caminhou a procura das amigas que sumiram no meio das pessoas. Não sabia de Rukia e nem de Vivian. Estava sozinha com homens a cercando por onde ia. Ela saiu do local para tomar um ar e foi surpreendida por um comentário atrás de você.

    — Parabéns, linda senhorita. Adoro mulheres de atitude. — Ela conseguiu virar seu corpo e foi maravilhada por um homem com olhar sedutor. — Takashi Yamazuka. — Pegou-lhe a mão e depositou um beijo.

    — Prazer, Jenny. — Ela fez leve reverência com a cabeça. — Muito obrigada pelo elogio.

    — Gostaria de conhecê-la melhor... — Takashi se aproximava a cercando e Jenny percebeu a intenção do rapaz. Ela engoliu seco e tentou se soltar do rapaz. Mas foi inútil. — Adoro morenas de cabelos longos como você. — Ele a pressionou contra a parede e a segurou pela cintura se esfregando em seu corpo. — Você é uma delícia!

    A moça se assustou e tentou inutilmente se soltar mas a única coisa que fez foi grita.

    — Socorro!!! Alguém me ajuda! — A brasileira começou a se debater mas não adiantava de nada. Takashi tinha seus comparsas infiltrados na festa. Reparou que estava no local errado e na hora errada. Ninguém poderia ouvi-la se gritasse até onde aguentasse. — Me solta, por favor!

    — Ninguém vai te ouvir, linda senhorita. — Ele afastou uma mecha de seu cabelo e lambeu seu pescoço. — Não vai demorar. — Takashi ergueu a saia do vestido e antes que conseguisse fazer algo...

    — Solte-a agora. — A brasileira reconheceu a voz que estava a seu favor.

    — Ora ora, Kuchiki Byakuya...

    Continua...


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