Altas aventuras em Tóquio

  • Bergovi
  • Capitulos 16
  • Gêneros Aventura

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 12

    O preço da fama

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Oiii... Estou postando mais um capítulo. Espero que gostem! Logo postarei outros capítulos.

    — Rukia-chan, você está bem para pegar na moto? — Jenny ainda estava desconfiada se a japonesa era capaz de voltar a pilotar.

    — Eu estou bem. — Ela não conseguia desfazer um sorriso. — Preciso de uma roupa de coelhinha mais do que nunca. — Disse voltando seu olhar para a estrangeira. — Não podemos perder tempo!

    — Não mesmo. — Jenny entregou o capacete e ambas montaram na moto. Rukia estava decidida e tudo o que aconteceu foi o estopim para uma nova sensação, que nem ela sabia descrever.

    ***

    Do outro lado da cidade, Pah e Ichigo seguiam seu rumo. Ichigo, em silêncio, admirava aquela cidade e olhava para as moças que passavam por eles. Não entendia sua mente, mas não conseguiu tirar o rosto daquela jovem da cabeça. A imagem de quando ela o olhou e disse seu nome, aqueceu seu peito. Mas ela era tão nova e ele já tinha uma namorada. Uma namorada que nunca saía de seu pé.

    — Você está quieto demais, Ichigo? — Pah passou uma mão na frente do rosto dele para o fazer voltar de seus pensamentos. — Ai, não? Você deve estar pensando na garota japonesa, só pode!

    — Aquela jovem é bonita, mas ela é muito jovem. — Tentou disfarçar ao máximo pois estava mostrando demais. — Sou bem mais velho que ela.

    — Não importa a idade, meu bem. Quando o amor acontece, ele vem que nem um raio. — Pah sorria para Ichigo tentando persuadi-lo para contar seus sentimentos. — Você sabe que eu não gosto da Inoue.

    — Quem da minha família que gosta dela? — Apoiou seu braço na porta e encostou sua cabeça na mão. — Eu nem sei porque ainda estou com ela. Eu simplesmente me acostumei.

    — Primo, você sabe o quanto eu sou sincera. Você é jovem e lindo! Qualquer garota daria tudo para ficar com você. A Orihime pode ser bonita, mas ela é interesseira. Tá na hora de você mudar isso. — Pah estava entrando em um assunto muito mais profundo. — Você precisa encontrar a sua garota e fazer tudo por ela. — Ichigo ouvia a prima mas a japonesa não saia da sua mente. — Eu espero que ela não venha atrás de você.

    — Você está inspirada hoje. O que foi que aconteceu com você? — Ele voltou seu olhar para a prima que estava concentrada com a estrada à sua frente. Ele não queria mais falar de seus sentimentos. — Orihime deve estar fazendo alguns trabalhos de publicidade em Okinawa.

    — Bem, eu não me surpreenderia se a visse na minha festa. E se ela estivesse fantasiada de animadora de torcida. — Pah estava sendo irônica e tirando algumas risadas do primo. — Mudando de assunto, eu conheci alguém interessante! — Ela ergueu uma das sobrancelhas. — Ichigo, eu vou aprender drift.

    — Como assim? — Ele não parecia acreditar. — Você deve ter sido abençoada pelos deuses quando nasceu. Onde você vai, você atrai o que você quer.

    — Eu quero demais isso. — Pah pisou no acelerador. — Temos que escolher uma fantasia para você.

    — E do que eu posso me vestir? Eu não sou de festas prima. Você sabe disso.

    — Tenho uma ideia! Só confiar em mim.

    ***

    — Como se sente? — Masha via Vivian com um olhar mais sereno e cheio de alívio.

    — Me sinto leve e cheia de energia acumulada. — Vivian sorriu assim que tomou o último gole daquela bebida quente.

    — Quero te levar em um lugar ainda. — O japonês pegou a xícara das mãos dela e pôs a mesa.

    — Para onde? — A brasileira questionou.

    — Preciso que você coloque isso nos olhos. — Ele mostrou um pedaço de pano que usaria para vendar os olhos dela. — Surpresa...

    — Tudo bem. — Vivian colocou o pano com um ar de desconfiança e Masha a levantou.

    Ele a guiou até o carro e seguiram viagem. Vivian tentava adivinhar onde estava indo pelo cheiro. Masha entrava em várias ruas para a confundir pois não queria que ela imaginasse qual direção ele estava indo.

    — Assim não vale! Quanto tempo terei que ficar assim? — Ela levava uma mão a venda mas foi impedida.

    — Calma calma, apressadinha. — Ele segurou sua mão e desligou o carro. — Prometo que já vou tirar a venda.

    Ele saiu do carro e abriu a porta para ela. Ele foi a guiando e ela sentia que estava pisando em paralelepípedos.

    — Nós já chegamos mas preciso te colocar no ângulo certo. — Ele a levou para um local e a virava para ajeitar seu corpo em uma posição. — Prometa-me que vai tirar a venda só quando eu pedir? — Ele perguntou enquanto se afastava dela. Ela mordeu levemente os lábios e resolveu responder.

    — Tudo bem. Mas não demore muito. Estou ficando tonta com essa venda.

    Masha se posicionou atrás de sua câmera e pediu para ela tirar a venda.

    — Pronto. Pode tirar. — Assim que seus olhos se abriram, Vivian quase se emocionou. Ela estava em frente ao grande Santuário Meiji. Masha queria capitar a surpresa dela em sua câmera. Ele amava ver a expressão de seu rosto quando estava contemplando algo divino. Adorou o olhar dela quando assistiu aquele filme com ele.

    — Você está tirando foto minha? — Ela o olhou e ele apenas deu um sorriso como desculpa.

    — Sim. Eu gosto de fotografias e creio que você precisa delas assim como precisa de suas férias. — Pegou a primeira foto dela e a mostrou. — Olhe.

    — Você é profissional hein. Ficou perfeita!

    — Você é perfeita, my beautiful life. — Pegou um flor branca e colocou em cima de sua orelha, afastando uma mecha do cabelo. Ela ficou vermelha com essa atitude dele e desviou o olhar. — É uma cerejeira branca. Você é tão pura quanto ela. Sabia que Vivian significa vida e beleza? Essa beleza é como essa flor que é tão rara. — Ele tirou uma foto dela mas só do rosto. Ele queria mostrar o quanto ela era bonita.

    Vivian voltou a olhar para ele e não sabia mais o que estava sentindo. Seu coração batia mais rápido que a sua própria respiração. Impossível não se apaixonar por Masha. Ela olhava diretamente dentro dos olhos dele que estavam mais brilhantes do que nunca.

    — Quero te mostrar algo. — Ele viu um grupo de mulheres o encarando. Temeu ser reconhecido. Teve que colocar um óculos escuros e sair do lugar.

    — Para onde nós vamos? — Masha a puxou e ambos seguiram outro caminho.

    — Preciso fazer algo muito importante. — Masha pegou de sua bolsa um boneco na cor vermelha. Vivian conhecia sobre a tradição.

    — É um Daruma? — Ela viu que os dois olhos estavam pintados. — Você conseguiu o que pediu, não foi?

    — Sim. Eu consegui. — Masha colocou o boneco em uma fogueira destinada aos pedidos. — Demorou 3 anos. Portanto, não vou queimar no fim de ano.

    — Seu pedido deve ter sido algo extremamente importante. — Vivian viu um sorriso singelo no rosto de Masha que permaneceu em silêncio queimando o boneco. — Eu acredito que quando queremos algo tão importante, nossa vida começa a tomar novos rumos. Me sinto exatamente assim nesse momento. Eu quero fazer um pedido. — Ela conseguiu escrever em um pedaço de madeira, o seu desejo e depositou seu pedido para os deuses.

    — Sabe, minha vida tomou novo rumo quando te conheci. — Tirou seu óculos e se aproximou dela. — Arigatou. — Ele a abraçou e ela retribuiu. Vivian sentiu o calor dele e era quente. Ela fechou seus olhos sentindo o cheiro suave que tinha. “Quero ficar para sempre assim” ela sentiu seu coração disparar mais uma vez. Masha era alto o suficiente para a cobrir em seu corpo e ela se sentia protegida de qualquer medo e incertezas. Mas a imagem daquela mulher na revista voltou a cruzar a sua mente e a fez se soltar delicadamente daquele contato. “Eu não posso me apaixonar, por favor Masha-san. Não me torture mais”.Ela voltou a sorrir timidamente e seu celular tocou.

    — Oi amiga tudo bem? — Jenny ligou na hora certa.

    — Tudo sim. E aí como foi com o Masha-san? Miga ele tá apaixonado por você. — Vivian engoliu seco pois estava vendo ele a olhar como se estivesse a contemplando. Precisou mudar de assunto. Não responderia a pergunta dela.

    — Onde vocês estão? — Foi direta ao assunto.

    — Estamos atrás do vestido de coelhinha para a Rukia. — Vivian parecia não entender nada. — Ahh... temos uma festa à fantasia hoje e você vai conosco. Chama o Masha-san. — Vivian tentou mas não conseguiu segurar sua expressão. O sorriso brotava em seus lábios.

    — Tudo bem, eu o chamo. Mas como farei para ver roupas para nós?

    — Vem para a casa da Rukia que vamos dar um jeito. Eu não te liguei antes porque deixei você aproveitar mas eu reconheço que não teremos mais tempo para ver sua roupa.

    — Tudo bem. Daremos um jeito. Vamos para a casa da Rukia. Te vejo daqui a pouco. — Encerrou o contato e notou que Masha também estava com sua atenção voltada para seu celular. — Masha-san?

    — Sim. — ele se virou para ela. — Está tudo bem com a senhorita Jenny?

    — Ela está bem. Disse que terá uma festa hoje. — Ela se preparou e fez o convite. — Você gostaria de ir?

    — Eu adoraria. — Ele a via mais corajosa depois daqueles 5 minutos anteriores. — Você está bem?

    — Estou sim. — Disse pois não sabia onde ele queria chegar.

    — Me desculpe pela minha indelicadeza de te abraçar. — Ele disse não conseguindo disfarçar a sua vergonha e um pouco de frustração.

    — Não foi isso Masha. Não foi pelo abraço. — Ela não queria falar naquele momento e revelar suas desconfianças. — Preciso me encontrar com a Jenny. Vamos?

    — Vamos sim. — Ele e ela seguiram caminho e saíram do templo.

    — Então. Vai ser uma festa à fantasia. Eu nem sei o que vou querer. As meninas já conseguiram alugar. — Ela abriu a porta do carro e voltou para ele. — Eu nem sei se vou conseguir alugar. Não conheço nada aqui.

    — Eu conheço um lugar que tem de tudo. — Ele deu a partida no carro e seguiu para a casa de Rukia. — Vamos até Jenny e eu as levo lá.

    — Ok.

    Em 20 minutos eles chegaram na casa de Rukia e Jenny a esperava na rua.

    — Venha! Conseguimos algo para você. Eu achei a sua cara. Agora você precisa experimentar. — Jenny foi cercando a amiga. Que ainda estava dentro do carro. — Masha-san você precisa ir nessa festa para ir como o par dela.

    — Obrigado pelo convite, senhorita Jenny. — Ele disse olhando novamente para o celular que tocava sem parar. — Preciso ir, tenho algo importante para fazer. — Percebeu que seu empresário havia mandado várias mensagens e ele nem conseguiu as ler.

    — Você vai, né? — Jenny era a melhor pessoa para convencer a outra.

    — Eu tentarei. Infelizmente preciso ir. — Ligou o carro e seguiu para um encontro com seu empresário. Olhou para o retrovisor e viu sua amada o acompanhar até não vê-la mais. Pelo o tanto de mensagens recebidas, deveria ser algo de emergência.

    ***

    Assim que chegou ao local de encontro Masha entrou sem nem falar com quem cruzava seu caminho. Ele pensou que algo de grave estivesse acontecendo. Entrou sem bater na sala de seu empresário.

    — Finalmente! Por que não me atendeu? — Oguri se levantou de sua cadeira e veio em sua direção.

    — O que aconteceu para tanto alarde? Eu estava em meu descanso. — Masha começava a suspeitar que não era nada de tão emergente como imaginou.

    Oguri estava segurando umas fotos e entregou a ele com um semblante sério.

    — Você foi fotografado, em dois lugares diferentes. Uma no parque Shinjuku com duas jovens e outra dentro de um bar karaokê com uma jovem. — O homem andava lentamente pela sala extensa com passos pesados. — Você tem uma imagem para zelar. Tentei controlar e negociar com os tabloides para não publicarem.

    — Eu estava trabalhando em meu hotel. Não tem nada além disso. — Masha apertou as fotos em suas mãos pois não estava acreditando que estava perdendo seu tempo com aquela situação invasiva. Ele era livre e não estava mais com sua noiva. Não precisava dar satisfação a ninguém. Sua vida pessoal também não era da conta de seu empresário.

    — Tem sim. — Oguri entregou a foto de Vivian para Masha. — Encontrei em seu estúdio. É a mesma moça das fotos. O que quer com uma estrangeira?

    — Eu não gostei do tom que você falou. — Masha trincou os dentes. — Isso não é do seu interesse.

    — É sim! Sua imagem eu sempre cuidei. Há quanto tempo trabalhamos juntos? Dez anos... vinte? — Oguri o encarou de frente. — Quer continuar com essa aventura? Você pode ter qualquer mulher. — Masha tentou se controlar mas foi em vão. Ele deu um murro na mesa.

    — Não aceito você me dizer isso. — Ele falou virando seu corpo para Oguri. — Você cuida da minha carreira e eu cuido da minha vida pessoal.

    — O que está acontecendo com você? Por que está irritado? — Oguri tentava manter a calma do homem.

    — Como ousa entrar na minha residência e pegar algo que me pertence. — Ele controlava mais uma vez os seus nervos — Nunca mais faça isso. E não se aproxime dela! — Seu tom estava alterado mas precisou falar.

    — Você não precisa se preocupar comigo. Não irei atrás dessa moça. — Oguri era sarcástico e Masha não acreditava nas suas intenções. — Só quero que você reflita. Vale a pena correr o risco por uma aventura? Ela é apenas mais uma. — Ele pegou seu chapéu saindo da sala. — Não se esqueça disso. — Masha ficou sozinho na sala e sua raiva o consumia. “Ela é minha! Não posso perdê-la mais uma vez”.

    Continua...


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