Altas aventuras em Tóquio

  • Bergovi
  • Capitulos 16
  • Gêneros Aventura

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 11

    Muito prazer... pode me chamar de...

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Olá... Não demorei muito para postar! Esse capítulo eu quero dedicar a uma leitora muito fofa que está acompanhando a fic: Kuchiki6.

    Já adianto que a fic vai ficar mais populosa e com o tempo novos personagens aparecerão.

    Boa leitura!

    As garotas assim que saíram do apartamento de Masha-san se depararam com o entregador. Rukia esperava por uma correspondência mas foi surpreendida por uma mala direta.

    — E aí? — Jenny a olhava enquanto ela lia aquele folder colorido.

    — Jenny-chan, temos uma festa à fantasia para irmos hoje à noite! — Rukia pulava de alegria pois fazia séculos que não sabia mais o que uma festa caracterizada. — E nós vamos!

    — Rukia, eu nunca fui a uma festa à fantasia na minha vida. — Jenny não sabia como se sentir pois Rukia estava lhe proporcionando altas aventuras. — Eu já te digo que eu vou usar uma fantasia de mulher gato.

    — Eu vou de coelhinha! — Rukia levou as mãos as orelhas e ficou abanando enquanto a outra fazia “miau” simulando ser uma gata. — Preciso ficar fora de casa. Não aguento o Byakuya me ignorar.

    — Quem sabe seu irmão não aparece na festa? — A esperança em Jenny brotava como uma semente.

    — Esse sumiço dele já dura a tempos e estou desconfiada que ele está se envolvendo com alguma coisa ilegal. — A irmã não conseguiu evitar um desconforto pelas suas palavras.

    — Calma, Rukia. Vamos descobrir no que ele está envolvido. Eu prometo. — Ela segurou a mão da outra que sorriu imediatamente. Rukia tinha encontrado uma amiga para a vida toda. — Nem vou ligar para a Vivian pois ela deve estar dormindo com o Masha-san.

    — Esses dois devem estar mais entretidos do que nós. Vamos ver nossas fantasias? — A empolgação de Jenny foi mais rápida que o convite.

    — Só se for agora! — As duas seguiram rumo para as compras.

    ***

    — Oi primo, tudo bem? Como foi a viagem? — Dizia uma louca à procura de seu bluetooth enquanto segurava o celular com uma mão e tentava arrumar a sua bolsa para sair de casa.

    — Nossa foi cansativo demais! E cadê você? — Dizia o rapaz alterando o tom de voz do outro lado da linha. — Não me diga que nem saiu de cama ainda, Pah?

    — Desculpa primo, espero que você compreenda que essa cidade é a capital e sair do interior foi a melhor coisa que já fiz na vida. Achei! — Colocou o aparelho em seu ouvido e continuou a falar. — Bem, agora sim. Pode falar.

    — E você pelo jeito varou a noite acordada. Espero que tenha valido a pena. Ah... E tem aquela sua festa de boas-vindas. — Ele parecia interessado na ideia. — Você implorou para eu viajar e com certeza vai querer que eu vá.

    — Primeiro: claro que valeu a pena. Andei quase a metade dessa cidade e ainda nem explorei tudo. Segundo: É óbvio que eu quero que você esteja aqui. Suas irmãs estão ocupadas demais com os campeonatos. — Ela jogou sua bolsa no banco do passageiro e arrancou com seu Dodge Viper vermelho.

    — Enfim, estou te esperando. Só não brigo com você pois você é maluca e está dirigindo. — O rapaz se acalmava do outro lado pois, tinha ouvido a arrancada que sua prima aventureira deu. — Vai fazer uma festa à fantasia mesmo?

    — Vou fazer sim, priminho lindo. Quero só ver as meninas babando por você. — Pah tentava bajular o primo que era seu melhor companheiro de aventuras. — Estarei aí em 20 minutos. Você me conhece. Beijo. — Pah encerrou a ligação e parou no primeiro semáforo vermelho.

    Ela olhou para o lado e viu um rapaz misterioso em um Dodge Viper na cor preto metálico bem parado ao seu lado esquerdo. Ele estava com o braço apoiado na porta e olhava concentrado para o semáforo sem ao menos notar sua presença. Ela o achou bonito e charmoso que não resistiu dar uma acelerada no carro para o chamar atenção. Ele se virou para ela e abriu um sorriso.

    — A boneca está perdida? — O jovem sensual falava sua língua o que a deixou entusiasmada.

    — A boneca aqui nunca se perde. — Pah provocou na mesma altura pois gostou da forma como ele a chamou. Ela sabia apreciar a delicadeza das palavras. — A boneca aqui faz os homens se perderem. — Disse com um sorriso de lado passando a mão pelos cabelos lisos e escuros. — Não se engane por um rostinho de porcelana! — Ela pisou mais uma vez no acelerador a ponto de arrancar a qualquer momento.

    — Quero ver até que ponto eu me engano com um rostinho de porcelana, boneca. — O japonês correspondeu ao seu sorriso e pisou no acelerador fazendo muito barulho com a sua máquina veloz. — Se eu chegar até o final da 246 antes, eu vou querer um prêmio. — Disse já engatando a marcha e lhe dando uma piscada.

    — Vamos ver quem chega primeiro! — Pah se sentiu desafiada para uma corrida de 10 minutos. Ela voltou a se concentrar no semáforo e ao mudar de cor ela arrancou com a sua dodge.

    Ela era habilidosa com a sua máquina monstruosa. Para uma mulher, Pah era sem limites e não tinha medo de correr. Adorava velocidade. Desde mais jovem ela participava de campeonatos e corridas profissionais no Brasil. Chegou até ganhar alguns prêmios. Mas queria aprender o drift da cidade japonesa.

    Seus cabelos voavam com a mesma frequência em que trocava de marcha seu carro. Ela, algumas vezes, via o japonês bonito emparelhando o carro ao seu lado. Ele parecia mais seguro do que ela pois ele nem perdia tempo em olhar para frente e ficava olhando diretamente para os movimentos dela que já estava ficando sem eficiência.

    — Ah... você não vai ganhar de mim! — Ela estava ficando nervosa pois não conseguia superá-lo. Reduziu a marcha afim de pegar maior embalo em sua máquina.

    Para sua maior surpresa o jovem entrou em outra avenida mais movimentada, desviando da rota combinada. Ela ficou sem entender nada e se chateou por ele sumir assim, tão de repente. Ela nem receberia um prêmio por ter ganho e a quase um quilômetro de completar a corrida.

    — Covarde!!! Nem quis continuar na disputa. — Pah estava revoltada por ver que o rapaz tinha desistido e a deixado ganhar. Para seu espanto notou o carro metálico no sentido contrário e na contramão, vindo em sua direção. — Que louco! O que será que ele quer fazer? — Ela continuou acelerando até o carro ficar cada vez maior. — Ele não vai parar. — Ela freou bruscamente em meio a um cruzamento e não viu mais nada além de uma fumaça saindo do escapamento e cantadas de pneu a sua volta. Estava cercada por ele que ainda continuava a correr em círculos.

    — Parece que você desistiu de correr? — Abordou o rapaz com um sorriso malicioso e provocativo, assim nivelou seu carro novamente ao lado dela.

    — Você precisa me ensinar isso! — Ela nunca tinha visto essa forma de correr antes.

    — Você está no lugar certo, boneca. — Ele voltou a emparelhar o carro ficando invertido e mais próximo dela. — Quer aprender Drift? — Ele a indagou.

    — Você vai me ensinar? — Pah se sentiu atraída pela aproximação dele em sua janela. Ele fez um sinal com dois dedos a chamando e ela se aproximou. Ele lhe roubou um beijo e deu um papel em sua mão.

    — Me ligue, boneca de porcelana. — Saiu rasgando e levantando mais fumaça do que antes.

    Pah ficou a ver navios mas o prêmio maior ela já tinha ganhado. Finalmente ela aprenderia drift de rua. “Que beijo” ela encostou os dedos no lábios e viu o papel que ele a entregou. Era um número e um endereço.

    Saiu de seus sonhos com buzinadas de todos os lados.

    — Ei priminho me aguarde. Só me atrasei um pouquinho. — Saiu com seu carro e seguiu seu caminho.

    Em 15 minutos Pah chegou ao seu destino e pelo jeito seu primo não estaria com a melhor das caras.

    — Até que enfim você chegou! Está atrasada uns 20 minutos. — Ele praguejou assim que olhou para ela. — Mas primeiro venha aqui. — A puxou para um abraço apertado.

    — Me desculpe primo. Não fique bravo comigo mas eu te conto no caminho o que me aconteceu.

    — Alguma coisa grave? — O rapaz ficou alarmado.

    — Eu te conto no caminho. — Ela seguiu caminho se aproximando de seu carro.

    — Dessa vez eu que vou dirigir. — Ele pegou a chave da mão da prima que foi para o lado do passageiro. — Vou te mostrar como se dirige.

    ***

    — Você gostou desse modelo? — Perguntava Jenny a respeito do vestido de couro com uma máscara preta e orelhinhas de gato. — Eu estou achando muito colado.

    — Você tem muita cintura e bastante quadril por isso achei esse modelo melhor que a calça. — Rukia dava opinião atrás da amiga que se olhava pelo espelho. — Eu que não sei onde vou achar um vestido de coelhinha.

    — Podemos pedir ajuda para a Azumi! Ela deve saber como fazer um vestido caracterizado para você. — Jenny deu opinião e Rukia assentiu.

    Jenny pagou por sua fantasia e seguiu com Rukia em direção a moto que estava parada na frente da loja. Vestiram seus capacetes e subiram na garupa em disparada. Rukia estava preocupada em não conseguir um vestido a tempo e Jenny a acalmava pois ela corria demais com sua máquina duas rodas.

    — Calma Rukia-chan, não precisa correr tanto. — Dizia a amiga um tanto assustada.

    — Estou sentindo algo estranho Jenny, não consigo explicar. — Rukia parou em um semáforo que ainda estava verde.

     — É perigoso ficarmos aqui paradas. Vamos encostar. — Jenny orientou Rukia a manobrar a moto para a socorrer.

    Para a surpresa de Jenny, Rukia desmaiou e caiu no meio da avenida sem nem conseguir mover a moto.

    — Rukia!!! — Jenny gritava para todos os lados pedindo ajuda e ninguém parecia entendê-la. — Alguém me ajude, por favor! — Ela segurou Rukia e ergueu a sua cabeça. Notou que um carro vermelho parou bem a sua frente e saiu do carro um casal que entendia o que Jenny estava falando.

    — O que aconteceu minha jovem. — a moça foi a primeira a se manifestar enquanto o rapaz foi ao encontro da jovem caída.

    — Minha amiga disse que estava sentindo algo estranho. Ela parou a moto e desmaiou. — Jenny estava explicava o ocorrido e percebia que o rapaz estava examinando a amiga desmaiada.

    — Ela, pelo jeito, não se alimentou direito. A pressão deve ter caído e por isso o motivo do desmaio. — Dizia o jovem de cabelos laranjas que não tirava seus olhos da jovem desmaiada. — Vamos levá-la para a calçada para não atrapalhar o trânsito.

    A moça pegou a moto enquanto Jenny e o rapaz seguravam Rukia em seus ombros.

    — Parece que sua amiga está voltando ao normal. — O jovem notou a japonesa abrindo seus olhos lentamente e desorientada. — Quantos dedos você vê senhorita? — Ele mostrou um dedo com uma mão e cinco com a outra. Rukia enxergava com certa dificuldade mas decidiu arriscar.

    — Ichi, go... (um, cinco) — Rukia dizia com certa dificuldade pois estava ainda fraca.

    — Muito bem, senhorita! — O jovem abriu um sorriso assim que viu a jovem o olhando nos olhos. Rukia alargou seus olhos assim que o rapaz lhe sorriu. “Não pode ser, é você?” ela não estava acreditando no que estava vendo.

    — Pode me chamar de Rukia. — Ela abriu um sorriso e imediatamente foi correspondida. — Obrigada senhor...

    — Ichigo Kurosaki! — Respondeu lhe pegando a mão e entregando seu cartão. — Eu sou médico. Se precisar pode me ligar.

    — Tudo bem. — Ele ajudou ela se levantar e ficaram mais próximos. Rukia não conseguiu desviar seu olhar e Ichigo permaneceu a olhando ternamente.

    — Você vai ficar bem? — Perguntou a moça ao lado que ainda estava preocupada.

    — Eu vou sim. — Ela curvou sua cabeça perante os dois e deu um sorriso novamente para o rapaz. — Muito obrigada senhorita.

    — Não foi nada. Pelo jeito você está bem! Pode me chamar de Pah. Você está convidada para a minha festa à fantasia hoje.

    — Então a festa é sua? — Jenny que estava em silêncio só percebendo o encantamento da amiga por Ichigo, se manifestou.

    — Nossa a minha festa pelo jeito foi bem divulgada. — Ela pegou um folder e entregou a Jenny. — Esse será o endereço. Vejo vocês lá. Bye bye.

    — Até mais. — Jenny se despediu também por Rukia que perdeu sua voz e não conseguia reagir.

    Os dois entraram no carro e Ichigo ainda olhou para Rukia até virar e seguir seu rumo com Pah.

    — Amiga, você se apaixonou. Não foi? — A garota queria entender o que se passava com Rukia.

    — É ele, Jenny. — Finalmente abriu a boca e conseguiu falar. — O Ichigo é o rapaz dos meus sonhos.

    Continua...


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