Altas aventuras em Tóquio

  • Bergovi
  • Capitulos 16
  • Gêneros Aventura

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 9

    No escurinho do cinema

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Oiiiii... Como vocês estão?

    Venho com mais um capítulo e muito romance no ar.

    Hoje, dia dos namorados, me inspirei em romance e em cinema.

    Espero que gostem do capítulo pois escrevi hoje o capítulo.

    Boa leitura!!!

    — Acho ótima ideia. — Disse Vivian assim que apareceu. — Mas Jenny e eu não poderemos ver sem legenda. Não entendemos muito de japonês. — Disse com um certo olhar de decepção.

    — Eu conheço um lugar em que poderemos ver qualquer filme com legenda em português. — Masha se prontificou e se sentia mais seguro de ele mesmo escolher um lugar para poder ir. Afinal ele tinha que evitar certos lugares.

    — Onde, Masha-san? — Jenny gostou da ideia e partindo de Masha seria perfeito.

    — Preciso falar com uma pessoa primeiro. Não é um cinema mas tem os últimos filmes que ainda não estrearam no mundo.

    — Eu adoro filmes. Por mim eu topo assim. — Rukia concordava e já entendia a trama de Masha.

    — Ohhh... Estou curiosa Masha. — Jenny percebia a situação. — Eu nunca fui a um cinema, acredita? Em Martins não temos cinema. — A única ainda sem opinião era Vivian que ouvia tudo e não questionava. — Miga, está tudo bem? — Jenny perguntou olhando para ela que ainda olhava para Masha em silêncio.

    — Sim... Eu não vou muito ao cinema. Eu assisto mais filmes pela tv. Em casa tem home theater então dá para deitar. No cinema não dá para fazer isso. — Ela disse tentando evitar olhar para Masha.

    — Bem. Fiquem aqui que já vou resolver esse problema. — Masha percebeu e estava preparando uma surpresa. Ele ouviu com muito cuidado o que sua musa havia dito. Iria impressioná-la.

    Masha saiu do local e foi até o ryokan. Ele pegou o telefone e ligou:

    — Moshi, moshi (Alô), é o Masha.

    — Masha-san, onde você está? — Respondeu uma voz masculina do outro lado.

    — Estou no hotel. Ficarei aqui por uma semana. Keita-san, eu preciso da casa livre por hoje?

    — Como quiser, senhor. — Respondeu Keita com surpresa em sua voz. — Aconteceu alguma coisa, senhor?

    — Aconteceram várias coisas. Eu ainda vou te contar. — Masha se entregava pelo seu tom de voz.

    — Você a encontrou, não é? — Keita sabia de algumas coisas particulares de seu patrão.

    — Sim. Eu a encontrei. — Disse pois estava em alegria e contou para desabafar. — Preciso da sala de cinema disponível. Quero que me prepare os filmes que tem legenda e na sala quero várias almofadas.

    — Tudo bem, senhor. Consigo arrumar em 30 minutos.

    — Keita. — Masha tentou manter mais a calma e passar mais uma solicitação. — Você vive mais aí do eu. Então eu gostaria que essa casa fosse sua. Não quero que pensem que é a minha casa.

    — Entendo, senhor. — Keita ficou pensativo do outro lado. — Mais alguma solicitação.

    — Não. Keita. — Disse pois já estava encerrando o contato. — Te devo essa. — Teve que falar pois confiava em seu mordomo.

    — Ficará perfeito o ambiente.

    — Arigatou. — Masha encerrou a ligação e imaginava tudo o que poderia acontecer. Precisava falar com Rukia. Ela não poderia denunciá-lo assim.

    ***

    — Preciso tomar água, já volto. — Rukia se separou das meninas e entrou no ryokan. Foi surpreendida por Masha. Ele a chamou baixinho e ela se aproximou. — O que houve Masha-san?

    — Preciso de sua ajuda. — Ele a olhou sério. — Não comente que somos vizinhos. Ela ainda não sabe quem eu sou. Você sabe que não posso ficar entrando em qualquer lugar sem ser reconhecido.

    — Relaxa. — Rukia o olhava com cumplicidade. — Não contarei nada. Quem vai contar será você.

    — Obrigado. — Ele disse depois que ela compreendeu sua situação.

    — Posso te fazer uma pergunta? — Ela mudou o semblante, adotando uma curiosidade que já estava na sua cabeça.

    — Sim.

    — Sei que não somos tão amigos assim. E sei muitas coisas de você pelas revistas. — Ela tentava preparar a pergunta. — Você não está noivo? — Ele olhou para baixo e ela percebeu a situação que ele estava envolvido e pior, agora todos estavam enrolados nessa situação. — Não quero que você brinque com ela.

    — Eu sei disso. Eu dei um tempo no meu relacionamento com a Kazue. — Disse a notícia bombástica para ela que a fez encostar na parede. Kazue era uma atriz super famosa e queridinha dos japoneses.

    — Você ama a Vivian, não é? — Disse constatando o óbvio. Jenny não foi nenhum pouco exagerada em sumir e fazer amizade com Rukia. Ele simplesmente fechou seus olhos e fez sinal de positivo. — Farei o possível para te ajudar.

    — Vamos? — Ele deu um leve sorriso e seguiu para o local onde as meninas estavam.

    ***

    Os dois se aproximaram e as meninas estavam conversando baixinho.

    — Ah... Posso saber o que vocês estão falando? — Rukia queria participar da conversa.

    — Estávamos pensando aqui, qual filme vamos ver? — Jenny perguntava pois não sabia muito de filmes. Só de animes.

    — Senhorita Jenny, creio que já resolvi seu problema. — Masha estava entrando no assunto. — Vamos para uma sessão em que você poderá escolher qual filme assistir.

    — Onde é? — Ela se interessou.

    — Já estamos indo para lá. Já reservei o local para nós. — Ele deu um sorriso para Jenny que entendeu a situação.

    As meninas se arrumaram e pegaram suas mochilas. Hoje o dia começava com mais uma companhia — Rukia. Ela era amigável e se entrosava com facilidade. Masha era o mesmo. Simpático e cheio de surpresas que deixava Vivian derretida por ele. Vivian observava a interação de todos. Ela gostou da companhia de Rukia pois Jenny estava empolgada. Se sentia jovem perto de Jenny mas se sentia a mulher de 29 anos perto de Masha. Ela suspeitava que ele teria mais de 40 anos. Queria ser uma eterna adolescente mas a cabeça às vezes não ajudava.

    As meninas entraram no carro de Masha que sempre era muito cortês e abria a porta.

    — Qual filme você gosta Rukia? — Jenny começou a falar pois precisava puxar assunto.

    — Eu adoro filmes de velocidade. Também gosto de comédia romântica. Só não gosto de terror. — Disse e logo em seguida devolveu a mesma pergunta. — E você Jenny?

    — Sou romântica. Adoro filmes de romance. Também gosto de comédia. Não curto muito terror. — Ria pois seus gostos batiam e bastante. Masha ouvia tudo e sua Bi permanecia calada. Ela olhava pela janela do carro não dando muita atenção para o assunto. — Miga nem vou perguntar pois sei que você é eclética. Já viu tantos filmes e todos os gêneros. — Jenny conseguiu atrair sua atenção. — Como é o nome daquele filme que você viu e me mandou assistir? Aquele de samurais? — Vivian voltou sua atenção e abriu a boca.

    — Já assisti a tantos, rs. Mas acho que eu te mandei o live action do anime Samurai X. É meu anime predileto. — Masha sentiu seu corpo aquecer com a revelação dela. Ela conhecia seus trabalhos como ator. Isso o deixou feliz e sabia que ela não era tão leiga assim no assunto.

    — Eu não gosto de ver sangue. — Rukia não gostava de violência.

    — Eu gosto de qualquer tipo de filme. Terror eu não sinto medo. Mas admiro drama, história de guerra, romance e comédia. Mas a boa comédia. Eu adoro filmes estilo Pulp Fiction, pois gosto demais do diretor Quentin Tarantino. Gosto de Steven Spielberg e de todos seus filmes. Gosto demais de ficção científica. O desconhecido é o que me causa medo e não filmes de terror. — Revelou seus gostos mais ecléticos e Masha percebia tudo. Ele gostava do que ouvia. Eles gostavam das mesmas coisas.

    — Ficção científica? Gostei do gênero. — Rukia gostou da ideia.

    — Então está fechado. Vai ser um filme de ficção científica. Mas tenho uma pergunta. — Jenny estava com cara de dúvida. — Tem algum filme japonês assim?

    — Vamos descobrir. — Vivian olhou para Masha que olhava para ela e piscava algumas vezes pois se concentrava em dirigir.

    Eles chegaram em 20 minutos, o que Jenny percebeu que estava no apartamento de Rukia. Voltaria a ver Byakuya? Seu coração pulou de alegria cogitando vê-lo mais uma vez. Queria conversar mais com ele. Seria pedir demais a Deus para que o visse?

    — Masha-san, o que você está aprontando? — Jenny estava ansiosa para o que ele responderia.

    — Eu as trouxe para um cinema particular. Vocês poderão ficar à vontade. Venham. — Ele as conduziu para seu apartamento. Ele era enorme. Vivian olhou e teve um dejà vu. Sentiu como se já estivesse lá antes. Mas era loucura acreditar já que era a primeira vez que pisava naquele apartamento.

    Jenny olhava com curiosidade. Masha era rico assim como Rukia. Mas evitaria de o chamar para não complicá-lo. O local era gigantesco, bem arejado. Subiram a escada e chegaram ao segundo andar. Masha foi o primeiro a chegar próximo a sala. Abriu a porta e elas olharam para si mesmas não acreditando no que viam.

    — Uma sala de cinema só aqui? Nossaaaaa... — As três ficaram bem animadas. Não era todo dia que tinha um privilégio de ver um filme com privacidade e que você pudesse ficar à vontade.

    — Podemos até deitar nessas almofadas? — Rukia já se sentava e abraçava algumas almofadas coloridas e felpudas. — Quero um lugar assim para mim.

    — Nossa é bom para quem tem namorado. — Jenny soltou essa e Vivian ficou vermelha pois sentiu seu rosto queimar pois Masha a olhava e não conseguiu o encarar. Ele fez até isso para ela. — Masha você se importa de nós deitarmos aqui? — Ela não tinha vergonha de falar nada.

    — Claro que não me importo, senhorita. — Ele disse indo para perto do telão e vendo alguns filmes disponíveis para assistir. — Hotaru no Haka. — Disse vendo o DVD que estava por cima de outros filmes.

    — Cemitério dos Vagalumes? — Vivian se aproximou e viu a coleção de filmes dispostos. — Eu nunca vi esse filme. Sei que se trata de um drama e é uma animação. — Ela disse pegando o filme em suas mãos. — Meninas o que vocês acham?

    — Vamos ver esse. É uma animação e é drama. — Jenny aceitou logo a sugestão.

    — Vamos ver esse mesmo. Cadê as pipocas? — Rukia já se levantava. — Ohh... Jenny vamos lá pegar as pipocas? E vocês arrumem esse filme. — Jenny a acompanhou e deu um risinho de cumplicidade para Rukia.

    Masha ficou ali a arrumar o DVD e programar as legendas. Vivian quebrou o silêncio.

    — Você já assistiu a esse filme? — Ele parou o que estava fazendo e se virou para ela.

    — Sim. Eu já assisti. Você vai gostar. Tenho certeza. Mas a senhorita Jenny e Rukia não sei. — Ele disse olhando para seus olhos. Ela o encarou imaginando o porquê dele dizer isso.

    — Por quê? — Ela o questionou.

    — Elas podem chorar e muito. Pois são emotivas. Mas sinto que você se esconde por detrás de alguma tristeza. Você é cheia de vida mas tem alguma tristeza que sinto que você carrega. — Ele disse pois percebeu isso em seus olhos.

    — Qual adulto não tem que esconder sua tristeza. Cada um tem a sua. — Disse desviando o olhar.

    — Eu tive também as minhas tristezas. Eu sei o que você sente. Eu vejo a sua alma pois você é transparente para mim. — Ele disse se aproximando dela que estava de costas. — Quero que saiba que estou feliz por te conhecer. — Ela deu um sorriso e fechou seus olhos pois conseguia falar esses assuntos com ele. — Alguém te magoou? — Ele perguntou pois já tinha mais intimidade e curiosidade.

    — Eu... — Vivian foi interrompida pois Jenny e Rukia já estavam de volta. Pipocas, refrigerantes e sucos. O filme iria começar.

    — Vamos sentar aqui na frente. — Jenny e Rukia foram para frente. Elas pegaram as almofadas e espalharam para todo o chão. Se acomodaram pois já se sentiam de casa.

    Vivian e Masha se sentaram mais para trás. Vivian olhava Jenny e Rukia empolgadas. Elas eram um pouco atrevidas e de atitude. Ela se sentia muito passiva. Gostava de programas mais calmos. Se lembrou que seu ex curtia programas assim o que a fez se sentir triste. Havia terminado seu relacionamento a uns dois meses. Essa seria a primeira vez que estaria vendo um filme depois do término. Se controlava ao máximo pois queria compartilhar momentos inesquecíveis e preencher essa tristeza que ela tentava esconder a todo custo.

    O filme começou. Jenny ficou encantada com o conforto. Ela e Rukia deitaram lado e lado e tomavam seus refrigerantes. Naquele escuro elas ficavam comentando que seria um lugar perfeito para um primeiro beijo entre Masha e Vivian. Elas chegaram até cogitar algo entre eles. Trancarem os dois sozinhos ou algo mais mirabolante. Ideias que as duas já sabiam só de olhar uma para outra.

    Masha ficou a uma certa distância de Vivian. Ele a via quieta e percebeu que seus olhos brilhavam. Não sabia decifrar se ela estava feliz ou triste. Preferiu acreditar na primeira alternativa. Ela, em alguns momentos sorria pois parecia estar vendo a oitava maravilha cinematográfica. Em outros, seu semblante permanecia em silêncio, intacto. Ele não conseguiu prestar atenção no filme. Passou e ficou ali a estudando. Notou quando ela soltou uma única gota de seus olhos. Ela se emocionou com o filme. Percebeu de imediato. Se aproximou e lhe entregou um lenço. Ela o olhou e riu.

    — Olha, eu consegui chorar. Emocionante. — Disse pois a história a envolveu do começo ao fim.

    — Você tem meus ombros para chorar. — Masha se aproximou mais ainda a deixando encostar em seu lado.

    E assim eles permaneceram assistindo a outra metade do filme. Entre pipocas e sucos que tomavam.

    Rukia e Jenny estavam muito silenciosas na frente do cinema. Elas olharam para trás e viu os dois coladinhos um no outro. Jenny deu uma cutucada em Rukia e elas saíram de fininho do cinema. Passaram perto dos dois e viram que eles adormeceram.

    Uma fez um gesto para outra que compreendeu. Elas foram para o apartamento de Rukia e deixaram os dois dormindo.

    ***

    Passou um bom tempo que o filme já tinha acabado. Vivian abriu os olhos e se viu muito próxima a Masha que permanecia dormindo. Ele respirava tranquilamente e sua cabeça estava virada para ela. Ele dormiu olhando para sua direção. Vivian olhou para aquela escuridão e não achou as meninas. Elas não estavam mais lá. Sentiu muita vergonha em adormecer assim. Jamais imaginou que dormiria ao lado de um homem tão cedo assim.

    Ela ficou tentada a lhe tocar o rosto e o fez com muita delicadeza. Ele dormia tranquilamente. Até parecia que não dormiu a noite pois ele aparentava que estava dormindo com vontade. Ela ficou olhando para seu rosto e não conseguiu evitar olhar para seus lábios. Eram finos e em formato de um coração. Sentiu tanta vontade de beijá-lo pois estava carente. Resistiu ao máximo em não cometer essa loucura. Era só um beijo e ele estava dormindo. A escuridão a fazia sentir mais corajosa. Tinha medo de se envolver e sofrer novamente. Ele era daquele país do outro lado do mundo. Não daria certo. Ela levou dois dedos e tocou os lábios dele e, em seguida, beijou seus dedos pois assim tinha que ser. Masha ou Masaharu não era para ela.

    Foi a pior atitude que fez ao tocar os lábios dele. Seu coração tremia e seus olhos lacrimejavam. Estava apaixonada por ele. O que não queria simplesmente aconteceu. Era loucura o que estava pensando mas não sabia do amanhã e não queria mais a sombra da tristeza de um passado em sua mente. Ela se soltou e o beijou. Ela poderia estar sendo indelicada em beijá-lo sem seu consentimento. Mas o beijou mesmo assim. Seus lábios eram tão macios mas seu cheiro era diferente. Ele tinha um cheiro tão suave que a agradava.

    O beijou e essa foi sua oportunidade. Não queria se envolver emocionalmente mas... Já se envolveu desde o dia em que se viram. Ela se afastou e ainda o viu respirando suavemente. Se levantou e foi em busca das meninas que sumiram. Não as culpava pois se não fosse assim não teria oportunidade.

    Assim que Vivian saiu, Masha abriu seus olhos. Ele gostou do que sentiu. Se segurou para não corresponder aquele beijo que ele tanto ansiou. Teve plena certeza que agora tinha que tomar uma atitude. Tinha que oficializar o término de seu noivado. Faria isso o mais rápido possível. Pegou seu celular e ligou para uma companhia aérea.

    — Preciso de uma passagem para Nagasaki.

    — Para quando senhor?

    — Para amanhã.

    Continua...


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