Altas aventuras em Tóquio

  • Bergovi
  • Capitulos 16
  • Gêneros Aventura

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 7

    A verdadeira aventura começou - Parte II

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Olá! Tudo bem?

    Peço 1000 desculpas pela demora. Não desisti da Fic!

    Mas tive problemas com meu dente e tive que as pressas fazer tratamento. Graças a Deus estou de volta!

    Estou escrevendo outros capítulos e me esforçarei para terminar o quanto antes e postar.

    Segue mais um capítulo. Essa será a parte da Jenny.

    Boa leitura!!!

    — Moto? — Essa foi a surpresa de Jenny. Jamais pensaria que a Rukia que conhecia em anime poderia ser uma jovem, assim como ela, e ainda andar de moto. Rukia, realmente, sabia viver.

    — Sim! Eu sempre gostei de moto. Acho porque me sinto livre. — Foi o que ela respondeu com um sorriso bem natural. — Vamos! Precisamos primeiro fazer algumas compras.

    Jenny colocou seu capacete e montou naquela moto. Ela nunca tinha andado de moto em sua vida. Essa era a sua primeira vez mas evitou falar. Não tinha motivos para não estar insegura.

    Rukia saiu com a moto em disparada. Ela tinha domínio completo por aquela máquina feroz. Não tinha medo de correr e fazer barulho. Ela se sentia um peixe fora d’água quando tentava fazer amizades com garotas pois não gostava muito de assuntos de menina. Sempre gostou de assuntos que os homens da sua idade gostam e a sua paixão era velocidade.

    Jenny era igual a Rukia em certos aspectos pois também gostava de aventuras e de se arriscar. Seu maior sonho era pular de paraquedas e se sentir livre. Ali, naquela moto e naquela velocidade, ela sentia que sua liberdade estava ficando cada vez maior.

    Rukia parou a moto em frente a uma loja das mais caras de toda Tóquio. Jenny olhou para aquela loja e viu como era diferente do Brasil. Aquela loja não tinha vitrines e tudo, praticamente, era aberto o que criava maior espaço para explorar o estabelecimento.

    Rukia já foi entrando naquela grande loja e já foi recebida por uma senhora japonesa que parecia a conhecer. Ela se voltou para a Jenny e perguntou.

    — O que você gosta de vestir, Jenny? — Ela nem esperou por uma resposta já segurando um vestido preto com paetês na mão. — Eu acho que esse ficaria lindo em você!

    — Rukia eu... – Ela ainda não estava acreditando que Rukia faria compras para ela. — Não precisa se incomodar comigo. Imagina! — Ficou com vergonha.

    — Hei... Fica tranquila! Vamos a uma balada das mais tops daqui. — Ela se aproximou e encostou o vestido em Jenny para melhor avaliar o tamanho. — Precisamos de roupas para a ocasião.

    — Eu... — Ficou novamente com vergonha mas teve que assumir. — Eu não tenho dinheiro para comprar uma roupa dessa. — Assumiu tentando desviar o olhar.

    — Eu te convidei e para mim não é problema nenhum comprar uma roupa para você. — Ela parou por alguns instantes de olhar para o espelho e lhe sorriu francamente. — Você é a primeira pessoa que não me trata bem por interesse.

    Jenny se surpreendeu com a revelação e se soltou um pouco mais.

    — Tudo bem, Rukia. — Ela pegou o vestido e sentiu aquele tecido fino. Era lindo. — Eu vou experimentar.

    — Hehehe... Ainda temos que ver sapatos, cabelos, maquiagens... — Rukia era vaidosa apesar de ser ela com seus gostos mais incomuns.

    Jenny recebeu da senhora da loja uma espécie de pano para vestir por cima da cabeça. Ela não entendeu muito bem mas só assim poderia colocar o vestido. Mais tarde compreendeu que não era para sujar a roupa a ser experimentada. Ela saiu do provador e se viu no espelho. Gostou do que viu pois estava totalmente elegante e sensual.

    — Perfeito!!! Você tem que ficar com esse vestido. — Rukia segurava mais algumas peças nas mãos. — Quer ver mais algumas?

    — Não. Ficarei com esse. — Jenny era simples e prática.

    — Agora precisamos ver sapatos. — Rukia a puxou pelas mãos e a levou para o segundo andar da loja onde ficavam sapatos, meias ¾, finas, bolsas e acessórios.

    Jenny, ao ver aquele mundo de sapatos para todos os gostos, sorria internamente por ter conhecido Rukia. Escolheu um scarpan que combinava com o vestido. Uma meia calça arrastão preta pois era a moda em Tóquio. Estava pronta para qualquer balada.

    — Essa aqui é a Azumi e ela vai cuidar do seu cabelo e da maquiagem. — Rukia estava apresentando sua amiga e que conhecia seus gostos. Ela sempre cuidou das maquiagens, cabelo e roupas que Rukia usava. Ela adorava estar na moda. Gostava de roupas mais femininas mas era quase de vez em quando que as usava. Hoje seria um dia diferente. Jenny a encorajou na sua loucura.

    Jenny a cumprimentou com a flexão e já foi surpreendida. Azumi entendia de cabelos e de tudo que era tendência. Ela fez um penteado solto para um ambiente badalado e para noite. Fez uma maquiagem própria para noite. Jenny a cada olhada no espelho não se reconhecia. Estava se sentindo uma modelo nas mãos daquela japonesa.

    Ual! Você ficou irreconhecível! — Rukia constatava também a mudança. — Agora vamos. Já deve estar começando a festa.

    — Você gostou? Eu amei! — Jenny não deixava de olhar várias vezes no espelho grande, dava uma volta para ver o efeito do paetê do vestido. — Você já parece uma modelo, Rukia. Nem preciso afirmar que você está linda nesse vestido tomara que caia azul petróleo. — Rukia levou as mãos a cintura e deu uma piscada, estendendo levemente uma das pernas para mostrar o salto Prada que estava usando. — Mas como iremos a festa?

    — Vamos de carro. Já chamei meu chofer. Ele já está nos esperando.

    As duas desceram e saíram da loja pronta para uma noite de festas. Rukia guardou os pertences da Jenny para que ela ficasse despreocupada. Jenny percebeu que um carro luxuoso as esperava.

    — Nossa você tem uma limusine a sua disposição? O Masha-san também foi me buscar numa dessas. — Jenny constatava que só pessoas importantes andavam em carros assim.

    — Você disse o Fukuyama Masaharu? — Rukia conhecia Masha e sabia que esse era o apelido dele. Só ele era conhecido por esse nome. E sabia exatamente quem ele era.

    — Não. Ele se chama Masha. E é o chofer e guia do ryokan onde estou hospedada. — Jenny explicava a situação para a Rukia. —Quando cheguei ao Japão eu andei em uma limusine assim.

    — Jenny, eu tenho certeza de que o guia turístico é o Masha que eu conheço. — Rukia já não tinha mais dúvidas. Seu chofer já abria as portas para que elas entrassem.

    — Você o conhece então? Ele é tão legal. Acho que ele gosta da minha amiga. — Ela sorria pelo fato de ver que estava no meio de pessoas que conhecem umas às outras.

    — Ela tem muita sorte pois ele é o homem mais cobiçado do Japão. Só perde, talvez, para o meu irmão.

    — ... — Jenny quase engasgou com sua própria voz. Não estava acreditando que Byakuya era o homem mais desejado de todo o Japão. Será que esse era seu nome? Sua vontade e sonho era que sim. — ?

    — Vamos entrar? — Rukia convidava Jenny para entrar no carro. Jenny entrou e se acomodou confortavelmente. Por dentro era todo iluminado com luzes de neon e tinha uma barzinho ao lado. — Está preparada para uma noite de aventuras?

    — O que tem nessa festa que é tão importante para você, Rukia? — Jenny sentia que tinha algo bem além da festa que atiçava Rukia.

    — Eu estou desconfiada de que meu irmão esteja na cidade. Faz dias que ele sumiu do mapa. Ele e suas loucuras. — Rukia começava a explicar suas verdadeiras razões. — Eu tenho um irmão. E ele se chama Byakuya. É o herdeiro e próximo da linhagem de ser o líder da família Kuchiki. — Jenny arregalou os olhos com tal revelação. “Ele existe... Byakuya... meu Byby... lindo... sonho...”. — Mas meu irmão é um sem limites. Ele some do nada. Não dá satisfação para ninguém. Da última vez que nos vimos ele estava nas florestas. Ele adora acampar, esportes radicais e de perigo. — Jenny ouvia tudo com atenção. — Renji, o secretário particular do meu irmão, liga direto no celular dele. Ele nem atende.

    — E você acha que ele está na cidade? — Jenny não queria sair do assunto.

    — Então. Algumas pessoas de minha confiança chegaram a me falar que meu irmão foi visto aqui no último fim de semana. Ele é imprevisível e ele nunca veio aqui antes. — Jenny ouvia tudo com atenção e já se preparava para encontrá-lo. Seria hoje. Seu coração falhava algumas batidas. — Estou desconfiada que meu irmão esteja envolvido em alguns negócios. Dessa vez, eu vou até o fim. Irei descobrir no que ele está envolvido.

    — Você desconfia de algo? — Jenny não aguentou e soltou sua curiosidade.

    — Ainda não tenho certeza. — Rukia ficou pensativa. — Está bem lotada. Olha quantas pessoas na entrada. — A atenção de Jenny se voltou para a janela do carro. Via uma multidão bem vestida aguardando, em fila, em frente ao local. — Fica tranquila. Não vamos aguardar nessa fila.

    O carro parou e as duas saíram. Estava uma noite quente. O lugar ficava no centro mais badalado de Tóquio. A alta sociedade estava em peso naquela avenida. Pessoas muito bem vestidas e bonitas. Jenny nunca viu várias pessoas assim por metro quadrado. Se sentiu intimidada por estar no local daqueles mesmo ainda não tendo entrado na casa noturna.

    Rukia já era acostumada a esse estilo de vida. As pessoas se aproximavam dela a cumprimentando e a bajulando. Ela era educada e sabia tratar as pessoas. Só não tinha paciência para bajulação. Pessoas assim eram superficiais e ela fugia de mais interação do tipo.

    Ela chegou até um dos seguranças e eles já a deixaram passar. Jenny também entrou sem problemas. Ela seguia atrás de Rukia. Sua primeira impressão foi que logo na entrada as luzes eram fracas e tinha um tapete veludado que seguia corredor inteiro. O corredor era distante e à medida que mais andavam, mais escuro ficava. Elas se depararam com uma porta que se abriu e com ela a música que rolava naquele ambiente. A música era eletrônica. Quanto mais andavam por aqueles corredores finos e iluminados por luzes fracas coloridas, mais ficava forte as batidas. Jenny se deparou com duas japonesas que estavam bem “alegres” e segurando um copo com uma bebida fluorescente. Elas riam sem se preocupar.

    — Essa festa deve estar muito boa. — Jenny tentou falar com Rukia que se virou e deu um meio sorriso.

    — Bem vinda a maior festa noturna de Tóquio. — Ela empurrou a porta e Jenny viu aquela multidão numa pista gigantesca. Alguns mini palcos suspensos com DJ’s e muita luz colorida. Olhou para cima e viu vários andares com bastante pessoas. Umas olhando o movimento, outras tomando drinks coloridos e com pulseiras de neon. Jenny nunca viu algo do tipo mas adorou o ambiente.

    — Isso sim é uma festa! — Seus olhos brilhavam cada vez mais pois se sentia, agora, mais à vontade e a música fazia seu corpo se mexer com as batidas.

    — Venha! Vamos pegar as pulseiras e alguns drinks. — Rukia puxou Jenny e ela entraram no meio daquelas pessoas. Jenny era alta e enxergava tudo a sua volta. Rukia era baixinha mas com o salto ficava numa altura mediana. As duas chegaram ao barzinho e Rukia já pediu dois drinks. — Dois. Do mesmo drink. — Ela pediu para um rapaz gatinho que já atendeu com prontidão.

    — Qual drink você pediu? — Jenny perguntou.

    — Saquê de morango. Eu adoro! Ah, você não vai ficar bêbada tão rápido. É fraquinho. — Rukia adorava a bebida. Sua fruta predileta era morango.

    — Hummm... morango? — Jenny olhou maliciosamente para Rukia.

    – Sou viciada. Confesso. — Apenas respondeu.

    — Eu gosto de morango também. — Disse se surpreendendo com as características e gostos de Rukia. — Você viu seu irmão? — Estava interessada no assunto.

    — Pelo que o conheço, ele só aparecerá mais tarde. Meu irmão é discreto. Não fica na multidão. — Rukia dizia olhando para cima tentando localizar um melhor ponto para observar. — Teremos melhor visão de cima.

    Os drinks chegaram e Rukia já bebericou daquele drink.

    — Experimenta. Você vai gostar.

    — Hummm... muito gostoso. — Jenny comprovou assim que sentiu o quanto era fraco.

    — Vamos. Renji deve estar me esperando. — “Renji?”! Jenny estava preparada para conhecer muito mais pessoas que imaginava. Rukia a puxou e ambas subiram algumas escadas. Com dificuldade elas chegaram ao terceiro andar. Ela olhou para os lados e não o viu. — É Renji, você está atrasado. — Disse tirando o celular e discando o número. — Onde você está?

    — Atrás de você! — Rukia se virou e lá estava Renji. Todo arrumado e engomadinho. Renji estava na sua zonefriend. Sabia que ele gostava dela. Mas o considerava apenas amigo. — Você está linda Rukia!

    — E você está atrasado, Renji. — Aos olhos de Jenny, Renji era um japonês muito gato. Tinha um sorriso cativante. Ficava mais bonito quando Rukia o tratava como bobo. — Essa aqui é minha amiga Jenny.

    — Muito prazer, Renji. — Jenny se sentia já amiga.

    — Muito prazer, senhorita. Então você é amiga da baixinha? — Rukia apertou os olhos e o encarou. Ele sentiu a ameaça e já mudou de assunto. — Rukia, seu irmão pode já estar aqui.

    — Que? Onde? — Rukia mudou seu semblante e adotou a curiosidade.

    — Olha aquela sala lá. É particular mas acho que vi uma movimentação ali. — Dizia Renji ainda amedrontado.

    — Você o viu? — Rukia ainda não tinha segurança no que Renji dizia. — Ok. Vamos verificar. Jenny preciso que você entre naquele lugar. Ninguém te conhece e você não chamaria atenção.

    — Certo. Mas como saberei quem é seu irmão? — Jenny já se empolgou na ideia de criar uma movimentação no ambiente reservado.

    — Não se preocupe. Meu irmão é o mais lindo de lá. — Rukia olhou maliciosamente para Jenny.

    — Mas o que eu faço?

    — Finja desmaiar. — Rukia abriu um sorriso sobre as suas ideias engenhosas. — Estaremos lá em cima vendo tudo.

    Jenny ouviu tudo com atenção e seguiu o plano. Com cuidado ela se aproximou da sala. Era um ambiente reservado. As pessoas estavam ocupadas demais com a música. A única curiosa para explorar o ambiente era Jenny. Entrou e viu poucas luzes. Era uma sala com um sofá circular e uma mesa de centro. Não tinha ninguém. Andou mais ainda por aquele local e percebeu ser abordada por alguém que falou em japonês. Não entendeu nada e se virou para ver quem era. Seus olhos se cruzaram com um ser de olhos penetrantes que a deixou desnorteada. Ele era lindo como um príncipe. Seus cabelos aos ombros o dava mais charme. Lembrou-se de que tinha que fingir desmaiar mas a presença daquele homem maravilhoso a sua frente, a fez se esquecer do fingimento. Chegou a pronunciar o nome que desejava que fosse ali a sua frente.

    — Byakuya... — Jenny se soltou e caiu em um desmaio real.

    Mais pessoas se aproximaram e viram aquela jovem estrangeira caída e apoiada por aquele misterioso homem que não a deixou cair.

    Rukia viu a movimentação e viu a segurança entrar naquele ambiente. Ficou à espreita para ver se seu irmão estava entre as pessoas que saiam do local. Percebeu que uma pessoa estava com uma blusa de capuz e saiu rapidamente no meio da multidão que se aglomerava. Soube de imediato que era seu irmão. Conhecia a roupa dele. Foi até o local e viu que Jenny, realmente, era uma ótima atriz e conseguiu com êxito concluir o plano. Só percebeu que a amiga realmente tinha desmaiado de verdade quando apareceram seguranças e uma equipe médica para avaliar a amiga.

    — Jenny? O que houve? — Ficou preocupada com o que aconteceu.

    — Eu não sei. Eu realmente não sei o que aconteceu. — Jenny voltava ainda meio confusa do baque que sofreu.

    — A culpa foi minha. Vamos embora.

    — E seu irmão? — Jenny estava recobrindo a consciência do que lhe aconteceu.

    — Ele estava lá. Eu o vi. Mas não sei para onde ele foi. Saiu apressado. Parecia que estava fugindo. — Rukia não entendia o comportamento do irmão. — Bem, uma hora ele vai aparecer em casa. Gostaria que passasse a noite em casa.

    — Tudo bem, Rukia. Mas preciso avisar minha amiga. — Jenny tirou seu celular e ligou para Vivian que já a atendeu.

    — Oi amiga, está tudo bem?

    — Está sim amiga. Tenho muitas novidades para te contar. Vou dormir na casa da Rukia. Você está com o Masha? Não precisa responder pois seu silêncio já disse. Eu fiquei sabendo de algumas coisas sobre ele. Te conto tudo por mensagem pois não vou conseguir te ouvir. Até. — Encerrou a ligação.

    — Bem, vamos para minha casa. — Rukia aproveitou a oportunidade.

    — Vamos. — Jenny já estava cansada. Foi um dia muito cheio. Ainda estava com aquele rosto em sua mente. — E o Renji?

    — Ele deve estar por aí. Deixarei ele aproveitar. Confesso que ele sempre me ajuda nas minhas loucuras. — Rukia reconhecia a amizade com o ruivo. — Bem eu estou exausta. Meu chofer já chegou. — Disse ao olhar o visor de seu celular.

    As duas saíram do local que ainda continuava a lotar. A casa noturna ainda tinha pessoas na fila para poder entrar. Logo a limusine já parava em frente. Elas entraram e o carro seguiu caminho.

    Jenny ficava a pensar naquele japonês misterioso. Achava impossível esquecê-lo. Aquele olhar ficaria na sua mente por vários dias.

    — Jenny, o que houve com você que desmaiou? — Rukia aproveitava o caminho para descobrir realmente o que tinha acontecido.

    — Rukia, eu acho que me apaixonei! — Jenny dizia ainda lembrando de como foi segurada por ele. Aquele rapaz misterioso.

    — Ham...? Pode me contar tudo! — Rukia queria saber detalhes.

    — Eu entrei e não vi ninguém. Então eu segui um corredor e ouvi alguém falando na sua língua comigo. Me virei e vi o homem mais lindo do mundo! — Os olhos de Jenny brilhavam. O que Rukia percebeu. — Depois eu apaguei.

    — Quem será esse homem misterioso!? — Rukia se indagava e suspeitava de Byakuya. — Pode ser meu irmão. Ou não.

    — Eu queria poder vê-lo novamente, amiga. — Jenny desejava poder reencontrá-lo.

    — Nós voltaremos para achá-lo. Eu prometo. — Rukia era amiga e ajudaria no que fosse.

    — Obrigada, Rukia. E você não tem ninguém? — Jenny entrou no assunto.

    — Eu sou louca e espero que você entenda o que irei te contar. — Rukia desabafou. — Eu sonho desde criança com um rapaz de cabelo laranja. Ele não sai dos meus pensamentos. Eu descobri que estou apaixonada por alguém que nunca vi. — Ela ria da própria situação. — Muitos acham que eu sou louca. Eu já tenho certeza. Mas eu sinto que um dia eu o encontrarei.

    — Nossa que lindo! — Jenny se emocionou pela história de amor de Rukia. — Eu também quero que você o encontre. Eu tenho certeza que ele é sua metade e está perdida por aí.

    — Eu já conheço o Japão e o mundo. Infelizmente nunca o vi. Às vezes acho que sou infantil. Mas eu ainda quero acreditar que ele existe. — Uma lágrima caiu do olhos de Rukia.

    — Amiga, ele existe. E ele está te procurando também. Eu sei. — Jenny a consolou.

    — Só você me entende. — Rukia abraçou Jenny que retribuiu.

    — Chegamos. — Jenny voltou seu olhar pela janela e viu um apartamento a sua frente.

    — Você mora aqui? — Ela não imaginava que a mansão Kuchiki era um apartamento luxuoso.

    — Na cobertura. Vamos! Quero te mostrar. — Rukia entrou em um elevador particular. Apertou um botão que dava acesso ao andar. Logo já chegaram. Ao abrir as portas, Jenny viu o tamanho daquele apartamento. Era um tríplex de alto valor e localizado em Shibuya. — Bem vinda a minha casa.

    — Ual que enorme! Só vocês dois moram aqui? — Jenny queria saber mais da vida de Rukia.

    — Sim. Temos também alguns empregados que moram conosco. Desde que meus pais faleceram eu os considero minha família. Vamos lá em cima. Quero te mostrar a vista da cobertura.

    Rukia subiu as escadas e Jenny acompanhou. Era gigantesco o lugar. Ao chegar no último andar, percebeu que tinha uma vista espetacular da cidade. Enxergava vários arranha-céus e as torres famosas.

    — Nossa que vista. Você deve amar o lugar onde você mora. — Jenny deu uma olhada ao redor e viu uma linda árvore de cerejeira. — Que linda! Toda florida.

    — Essa árvore foi plantada pelos meus pais. Meu irmão cuida dela pois é a lembrança mais viva que temos. — Rukia tentou segurar um choro.

    Seu irmão cuidou bem da árvore. Ela é linda! — Jenny tocou aquela linda árvore com as pontas dos dedos.

    — Hoje você ficará no quarto do meu nii-sama. — Rukia mudou de assunto e Jenny tremeu com tal abordagem.

    — Eu posso ficar em outro quarto, Rukia. — Jenny persuadi-la. — Não quero invadir a propriedade do seu irmão.

    — Meu irmão não está em casa e os quartos de visita não foram arrumados ainda. — Rukia era teimosa. — Fique!

    — Está bem. — Jenny desistiu.

    — Me siga. — Rukia desceu a escada e seguiu um corredor largo. Parou em frente ao quarto e abriu a porta. Era um quarto bem espaçoso. Tinha uma cama de casal larga, uma porta que dava para a suíte e uma sacada. — pode ficar aqui. Eu trarei as suas roupas. Comprei algumas para você.

    — Ahh... obrigada! Não precisava se incomodar. — Jenny ficou sem graça mas já tinha se acostumado com o jeito de Rukia.

    — Você pode tomar banho. Fique à vontade. — Ela levou a mão a boca pois segurava um bocejo. — Estou morrendo de sono. Boa noite, Jenny.

    — Boa noite, Rukia. — Jenny viu Rukia sair do quarto.

    Ela olhou a muda de roupa, foi ao banheiro e viu como tudo era do mais alto gosto. Era impecável a suíte. Ela via as roupas penduradas por ordem. Ficava imaginando como ele seria. Percebeu que não tinha nenhuma foto ou porta retrato na casa. Teria que se conformar em imaginar como ele era. Tirou suas roupas e entrou na banheira. Ficou relaxada. Encostou sua cabeça e fechou seus olhos. Viu o rosto daquele homem misterioso, aqueles olhos penetrantes. Chegou a sussurrar baixinho seu nome.

    — Byakuya...— Estava totalmente apaixonada por ele sem, ao menos, o conhecer. — Como será você? — Saiu de seus devaneios ao ouvir um barulho próximo. Pensou ser Rukia. Vestiu um roupão e saiu da suíte. Viu que Rukia não estava lá. Estranhou e ao se virar foi surpreendida. — Você?.... Byakuya?

    Continua...


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